domingo, 1 de fevereiro de 2009

Crónicas da pouca-vergonha

Para que não se diga que há má-vontade contra o irmão de Paulo P., deixando de se falar nele, aqui fica a crónica de Manuel Pina, no JN e já com dois dias de molho. Dura como um pau de marmeleiro a vergastar costumes.
Vinha no JN de 30.1.2009

João Pedroso teve os seus 15 minutos de glória mediática no processo Casa Pia ao lado do irmão Paulo, colega da ministra da Educação no ISCTE. Pelos vistos tomou-lhe o gosto, e volta agora à ribalta depois de contratar e cobrar por duas vezes o mesmo serviço ao Ministério da ministra. Tratava-se de fazer um apanhado das leis sobre Educação, coisa complicada de mais para os juristas do Ministério. Da primeira vez, cobrou e não fez o trabalho.

O Ministério, magnânimo (afinal o dinheiro não é seu, é dos contribuintes), encomendou-lho… de novo. E de novo lho pagou. E Pedroso de novo o não concluiu. Aí, o Ministério, em vez de, como é normal, lhe encomendar e pagar o serviço uma terceira vez, decidiu enfim rescindir o contrato. Só que Pedroso já embolsara 287 980 euros. Devolveu-os? Não. Devolverá… metade. A prestações. Entretanto, a Universidade de Coimbra lembrou-se de repente de que Pedroso tinha subscrito consigo um contrato (outro) de exclusividade… Está em curso o usual inquérito, mas não há-de ser nada. Histórias destas, em Portugal, acabam sempre bem, com o herói a casar com a rapariga.

5 comentários:

Luís Bonifácio disse...

Manuel António Pina é provavelmente a pessoa que melhor escreve em Portugal.

Colmeal disse...

É verdade, mas temos de concordar que o "consultor" estava mesmo a pedi-las ....
o minímo que se pedia era que apresentasse algum trabalho, mas não, deve ter achado que também tinha direito a "luvas" ...

Tino disse...

Luís Bonifácio

As opiniões são como os umbigos...

Para mim o Miguel Castelo-Branco, do Combustões, está bastantes pontos acima.

Prof. Coisasdocaneco disse...

MAP tem, além da escrita e de agudo sentido da realidade, a vantagem de escrever menos disparates jurídicos do que profs. de direito que por aí pululam.

Unknown disse...

Que nojo!