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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Jornalismo do respeitinho

O jornal Público de Quinta-Feira, num artigo assinado por Ana Cristina Pereira, dá conta que "só um terço do noticiário político parte da iniciativa das redacções dos jornais", citando um livro agora apresentado em público, da autoria de Vasco Ribeiro- Fontes Sofisticadas de Informação.

Vasco Ribeiro, coordenador do serviço de comunicação e imagem da Reitoria da Universidade do Porto, "fez uma análise aleatória interpelada:um dia por cada semana de 1990, 1995, 2000 e 2005 de notícias publicadas nas secções Política ou Nacional do Correio da Manhã, Diário de Notícias do Jornal de Notícias e do Público."
E concluiu que "só um terço do produto jornalístico [polític0] ser produzido por iniciativa das redacções. (...) Mais de sessenta por cento do noticiário é induzido por assessores de imprensa, relações públicas, consultores de comunicação, porta-vozes. " Incluem-se todos os actos de campanhas eleitorais, cerimónias oficiais, inaugurações, visitas, manifestações etc etc.

Em caixa, o jornal dá conta de algo curioso, neste aspecto: "O Correio da Manhã e o Diário de Notícias" apresentam-se como jornais de poder", refere Vasco Ribeiro, com base na sua análise. E o DN é o jornal que ouve mais fontes anónimas, nas notícias.

1 comentário:

Mani Pulite disse...

Nas TVs a situação deve ser ainda muito pior.A liberdade de informação é uma ilusão em Portugal e nunca o controle pelo Poder da informação foi tão apertado como hoje,incluindo o antes de 74.Escapa-lhe a net mas também aí tem feito um investimento massivo para a sufocar.Dantes havia um PIDE em cada esquina.Agora existem vários Abrantes em cada Blogue.