segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O analfabetismo político

Do Económico:

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse ontem que os socialistas poderão "juntar os trapinhos com a direita", mesmo através de acordos informais, para prosseguir a política dos últimos quatro anos.
A "direita" para o PCP é o PSD e o CDS, mais a parte do PS que pratica a mesma política social-democrata.
Portanto, "direita", para o PCP é a social-democracia.
Até quando o PCP vao continuar a confundir conceitos sem que alguém lhes diga preto no branco e cara a cara que o PREC já foi e que o regresso ao PREC não vai ser possível, por causa de inúmeros fenómenos que entretanto ocorreram nos últimos trinta anos, com destaque para a queda do muro de Berlim?
Até quando vai ser possível ouvir um PCP a manifestar-se por um logro que só nos coloca cada vez mais atrás do progresso económico e social, em nome precisamente de um mito?
Até quando se vai tolerar ao PCP, sem grande contraditório público e nos jornais, este discurso verdadeiramente reaccionário com apelo a prec´s de antanho?
Até quando se vai aceitar que o PCP ( e o BE ) confundam conceitos e confundam ideias de esquerda, direita e afins, em proveito de resultados eleitorais que não merecem de todo e apenas se destinam ao aproveitamento do analfabetismo político de quem vota?
Porque é que o PCP não define de uma só vez o que é a direita e a esquerda, segundo o seu conceito particular e explicado aos analfabetos?
Terá medo de perder votos?
Mais: porque é que os media em geral aceitam este discurso de mistificação? Por que têm no seu seio comunistas e gente de "esquerda" que também assim lhe convém?
Porque é que Portugal destoa do resto da Europa neste panorama político e o PCP continua a ser uma força política importante, mesmo adoptando um estalinismo confesso e com ideias políticas dos anos trinta?

3 comentários:

zazie disse...

"analfabetismo político de quem vota".

Pode crer. Sempre que oiço aquela frase de "eu sou todo/a Abril" acho que isto nem com mais um século em cima lhes passa.

Wegie disse...

Ora José este teu post está desfasado historicamente. Se leres o que Lenine escreveu verás que ele identifica a social-democracia (menchevique e alemã) com a direita. Portanto os camaradas só estão a reproduzir aquilo que aprenderam.
Cheira a naftalina mas não é analfabetismo político.

Eugenio disse...

As Reformas
O motivo inicial do meu blogue tem a ver com um problema candente do nosso país. Escolhi as Reformas porque pretendo abordar dois aspectos subjacentes ao tema. As Reformas que o país carece e as Reformas, na sua acepção mais vulgar, que têm a ver com a retribuição auferida quando cessa a relacção de trabalho.
Começando pelas primeiras. O nosso país necessita urgentemente de uma profunda reforma do Sistema Político. Já lá vai o tempo do PREC em que havia necessidade de dar a possibilidade ao povo de se poder exprimir através dos partidos políticos, que podiam surgir da iniciativa de um grupo de amigos num qualquer local do nosso Portugal. Há necessidade de regulamentar o aparecimento de novos partidos e movimentos que, para terem expressão, têm que recolher para a sua constituição no mínimo 10.000 assinaturas. Aos partidos actuais há necessidade de exigir se possuem esse número de militantes (pagantes) se não não existem enquanto partidos mas sim como movimentos de cidadãos e não podem concorrer às eleições - Legislativas e Europeias - para evitar confusões e distorções do sistema eleitoral para além do custo que representam no custo dos actos eleitorais.
Quanto a este tema fico-me por aqui hoje.
Passando ao outro.
Num país com graves carências a todos os níveis, na minha modesta opinião, atendendo às dificuldades que normalmente os cidadãos sentem quando chegam à idade de reforma, as mesmas deveriam ser fixadas não com percentagens sobre as retribuições sobre o que auferiam enquanto na vida activa mas, vistos os sectores de actividade em que as mesmas foram desempenhadas, por valores médios estabelecidos para os trabalhadores dos diferentes sectores. Por exemplo do Sector Primário, Secundário e Terciário. Ninguém poderia auferir de Reforma se não tivesse no mínimo 30 anos de contribuições e essa situação carecia de Junta Médica nomeada e constituída por 3 elementos escolhidos de forma aleatória dentro de um quadro de referência - evitar Juntas falacciosas e corruptas que a troco de uma retribuição e por pressão atestam uma qualquer doença ou insuficiência - Transparência.
Se houver equidade no estabelecer dos valores de referência e tempo de serviço para efeitos de Reforma todos ficamos a ganhar. Por exemplo os Deputados e Pessoas que desempenhem cargos Públicos ao fim de X tempo auferem de Reforma, normalmente nada má, quando há pessoas que trabalham uma vida inteira e recebem uma retribuição de miséria.
Por isso e para que tal não se verifique proponho que, até para boa saúde do nosso Regime Democráctico, os Deputados não possam permanecer no Parlamento mais do que duas legislaturas, sendo eleitos por Partidos se forem eleitos por círculos uninominais esse prazo pode ser alargado até ao dobro. Tudo isto tem a ver com uma Reforma mais profunda que é a "Reforma do Sistema Político e Constitucional e da Organização Administrativa do país", que abordarei próximamente.