quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A competência do Expresso

Entretanto, o Expresso descobriu uma notícia original: diz que Noronha Nascimento entende que foi o juiz de instrução de Aveiro quem errou, ao decidir como decidiu...

Os jornalistas do Expresso podiam ao menos ter imaginação para escrever uma notícia assim deste modo:

Presidente do STJ e PGR, livraram o primeiro-ministro de um processo crime por atentado ao Estado de Direito.

Era uma notícia objectivamente mais certa e concretamente mais interessante. E a seguir, deveriam como jornalistas, situar o contexto em que tal aconteceu e perguntar : Porquê? E a seguir, como? E depois, quando?
Já temos o quem e o quê...e por isso só falta a resposta àqueles advérbios, o que um jornalismo sério, isento, competente, deveria ser o primeiro a encontrar respostas.

É para isso que existe jornalismo. Para os fretes, lambebotismo encapotado, receio de incomodar o poder instituido, sabujice variada, já temos que chegue, sobre e enoje.

2 comentários:

Anónimo disse...

É extraordinário ver o presidente do STJ a criticar o Juiz de Aveiro por ter usado as escutas ilegais e ao mesmo tempo procede, ele próprio, à extracção de conclusões sobre o mesmo conteúdo, que no mesmo documento declara ilegal. É absolutamente fascinante a palhaçada a que chegou esta republiqueta. Já nem se fala na falta de vergonha, que já perderam na totalidade.

Kafka disse...

Será que a corja de sabujos vai levar a sua avante?