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Mensagens

A mostrar mensagens de 2010

Sérvulo & Associados, legisladores e intérpretes autênticos

Daqui, vindo do i.

O Tribunal de Contas recusou o visto a quatro contratos de aquisição de serviços firmados entre a Administração da Região Hidrográfica do Norte e a Sérvulo & Associados - Sociedade de Advogados, que tiveram a aprovação prévia do ministro do Ambiente.
Os argumentos utilizados para a recusa do visto prendem-se com o facto de 30% do valor contratualizado ter sido pago contra a entrega do relatório de metodologia - o qual incluía apenas uma definição genérica do desenrolar dos trabalhos. Por outro lado, o parecer, já publicado em Diário da República, considera que o preço contratual corresponde a um determinado número de horas de prestação de serviços, e que esse valor foi logo pago no início, não se podendo verificar a proporcionalidade entre as horas efectivamente prestadas e pagas. "Foram pagos no total dos quatro contratos 405 480 euros sem contrapartida, em prestações realizadas de igual valor, o que consubstancia uma violação do disposto no …

A questão do BPN/SLN e Cavaco Silva

Tirado de um comentário no blog Blasfémias:
Cavaco Silva comprou 105.378 acções da SLN a um euro cada em 2001. Em Dezembro de 2003, vendeu-as a 2,4 euros, com um lucro de 147.500 euros. O valor da venda das acções foi determinado por contrato, cujo conteúdo se desconhece. Certo é que foi assegurada ao candidato presidencial uma mais-valia assinalável, que Francisco Louçã, coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda esclarece “ser determinada por um favor contratual de Dias Loureiro ou de Oliveira e Costa, seus ex-ministro e ex-secretário de Estado”. O presidente da República, que agora se recandidata, nomeou, entretanto, Dias Loureiro, ex-ministro e responsável na sua campanha presidencial, para o Conselho de Estado. A filha de Cavaco Silva também adquiriu, à época, 149.640 acções da SLN, tendo vendido as suas acções ao mesmo tempo que o pai e pelo mesmo valor: 2,4 euros. O lucro obtido foi de 209.400 euros.A questão é muito simples de resolver e o bloquista Louçã te…

Uma desfaçatez, um escândalo e uma pouca-vergonha

SIC:

A Segurança Social promoveu todas as chefias para compensar os cortes salariais no próximo ano. O aumento tem efeitos retroactivos ao início de 2010. As nomeações foram hoje publicadas em Diário da República e são assinadas pelo ministro das Finanças.A completa falta de vergonha deste governo, com destaque para os ministros do Trabalho e Segurança Social, um inenarrável Vieira da Silva e o das Finanças, "o pior ministro das Finanças, na Europa".

Triste Manuel, vítima de desconhecidos

A revista Sábado desencantou uns documentos da PIDE de 1964 em que se detecta uma carta do então estudante Manuel Alegre, refugiado em Paris e ansioso por obter uma equivalência escolar tipo "Independente".
Tal revelação surge numa carta apreendida pela política política do tempo de Salazar, da autoria do próprio Manuel Alegre. Uma correspondência particular, apreendida por uma polícia política, manteve-se em ficha e em segredo durante mais de quarenta e cinco anos, para emergir agora à luz dos media. Quem a tinha? Quem a forneceu à Sábado?
Sabendo que parte dos arquivos da Pide foram parar a Moscovo, por obra e graça de desconhecidos que tiveram a habilidade de os pôr em bom recato é preciso fazer a pergunta: a quem serve este tipo de coisas? Que esquerda tem interesse nisto?

A parte infamante é esta:

Preciso urgentemente dos meus documentos universitários, inclusivé as cadeiras feitas e respectivas classificações. Junto do meu padrinho tenho possibilidades de completar o meu…

Inquéritos

Sapo:

Lisboa, 29 dez (lusa) - O procurador-geral da República (PGR) abriu um processo disciplinar a magistrados do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIA) responsáveis pela investigação do caso Freeport, disse hoje à Lusa fonte ligada ao Ministério Público.

Isto significa que o inquérito administrativo organizado para averiguar eventuais faltas disciplinares conseguiu apurar indícios de tal. Veremos que indícios são e se não serão a enésima réplica do dito "quem se mete com o PS...leva".

Por outro lado, do inquérito criminal instaurado para averiguar a gravíssima violação de segredo de justiça no dia 23 de Junho de 2009, continua sem se saber o resultado. Corre em Coimbra, segundo se julga saber.

A derrota de Arnaut

TVnet:

O "pai" do Serviço Nacional de Saúde criticou as alterações às Taxas Moderadoras. António Arnaut diz a medida é "injusta e inconstitucional".

O "pai" do SNS anda descontente com o seu rebento. Dá prejuízos monstruosos, os médicos é que mandam nele, as farmacêuticas são agora os credores do Estado no sector da Saúde e a saúde dos portugueses podia ser bem melhor.

Em 1978, Arnaut tinha grandes expectativas no seu rebento maçónico. Queria acabar com "os exploradores da medicina". Fatalmente, como acontece frequentes vezes a sonhadores de utopias, sai lhes o tiro pela culatra e perdem em toda a linha. Mas continuam a apostar no modelo falido como quem aposta sempre no mesmo número à espera que lhes saia a sorte grande.
Até agora, a sorte tem saído aos médicos e enfermeiros e pessoal hospitalar, em conjunto com os farmacêuticos. Portanto, aos tais "exploradores". Mas Arnaut não se dá por vencido...





O Estado ético

Nos meus tempos de Liceu, em 1972, aprendia-se "organização política e administrativa da Nação", por este livro de que aqui ficam meia dúzia de páginas.
No dia 25 de Abril de 1974, a disciplina foi das primeiras a ser suspensa e por isso no dia seguinte já não houve OPAN, como habitualmente. E no entanto havia muito que aprender, nessa disciplina do "3º ciclo" liceal de então.
Uma das lições nesta meia dúzia de páginas eram "as funções do Estado", explicadas de modo claro e directo, sem eduquês à vista ( ainda). As noções de Estado liberal, socialista e ético, este numa noção completamente desaparecida do léxico político, estão aí para se relerem.

É aliás esse Estado ético, em democracia, que importa recuperar. No fundo e na forma, porque o conceito não só tem plena validade como é a tábua de salvação desta miséria em que nos transformamos. É ler com um clique nas imagens.




Ainda há juízes em...Lisboa.

Sic:
As escutas a José Sócrates ainda não vão ser destruídas. O juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, Carlos Alexandre, decidiu ontem dar hipótese aos arguidos e assistentes para se pronunciarem sobre a decisão do presidente do Supremo Tribunal de Justiça de eliminar as escutas e mensagens de telemóvel que foram descobertas recentemente.

Aditamento:Um jornal, amanhã e segundo as primeiras páginas adiantadas pelas tv´s noticia que Nuno Godinho Matos ( do escritório de Proença de Carvalho e advogado de A. Vara) considera isto "um golpe de Estado judiciário". Veremos portanto, um dia destes o advogado Proença a advogar o regresso ao velho esquema da instrução preparatória do Código de 1929. Para evitar estes golpes de estado contra a democracia que tanto e tão bem defende...

A Esquerda na imprensa do PREC

A revista Opção de 8.5.1976 publicava duas páginas em que apreciava a imprensa portuguesa de 25 de Abril a 25 de Novembro. Para perceber melhor a influência da Esquerda na imprensa de então é ler os quadros abaixo publicados. Clicar para ampliar porque é tudo PS e PCP, tirando os não alinhados que estavam igualmente à esquerda. Mesmo o Expresso.

Responsabiliação, já!

O professor Cantiga Esteves, agora mesmo na SIC-Notícias, acabou de desferir o maior golpe na credibilidade dos políticos portugueses das últimas décadas, particularmente da última.
Disse que é preciso pedir responsabilidades a esses políticos por aquilo que nos fizeram nos últimos 25 anos e que nos levou á bancarrota. Não usou a palavra mas foi esse o significado do que disse.

O intelectual do regime

Enquanto nos afundávamos economicamente, havia um intelectual que surgiu do PREC em grande pujança ideológica: Eduardo Lourenço, estimado nos lados do MES e do O Jornal e do "socialismo democrático".
Em 17 de Agosto de 1976 a revista Opção, dirigida por Artur Portela Filho, publicava-lhe um dos seus artigos de intelectual com créditos firmados em Vence, no sul da França, onde o capitalismo vigente não foi suficiente para lhe abrir um pouco mais os olhos de pensador.
O discurso é sobre o conceito de direita e esquerda, por contraposição.
É ler e perceber porque razão andamos anos e anos atrás destas ideias fantásticas de um parceiro pensador como Eduardo Lourenço.
Enquanto o país caminhava a passos largos para a bancarrota, o intelectual entretinha-se a vituperar o direitista Freitas do Amaral...
E direitista era, este Freitas do Amaral. E de que maneira!

Os "grandes empréstimos" do socialismo

No O Jornal de 3.2.1978, Medina Carreira, então responsável pelas Finanças no Governo de Mário S. ( o segundo Constitucional), descrevia assim o estado da nossa economia, escassos quatro anos após o 25 de Abril: a bancarrota em espectro.
Os esquerdistas do PREC, mai-los seus compagnons de route económica, no governo socialista de então, conduziram o país a um beco. A uma iminente falência e a um desastre económico que só um "grande empréstimo" conseguiria safar in extremis. Grande empréstimo esse que tinha como contrapartida a intervenção do FMI.
Tal como agora. O que então os safou da bancarrota completa e sem remédio, fio o ouro que o regime de Salazar acumulou nos cofres públicos e não deu aos banqueiros, como estes governantes de hoje se preparam para fazer, perante a indiferença geral. A "pesada herança", então salvou-nos. Hoje em dia, herança nem pesada nem leve. Apenas uma herança de incapazes, de incompetentes e de criminosos que tomaram de assalto o que é …

A milícia dos negócios blindados

Diário Digital:

Uma empresa de segurança privada do Porto está interessada em adquirir os quatro blindados que seriam para a PSP e cujo contrato o governo civil de Lisboa vai denunciar depois de ter expirado o prazo de entrega.

Estas coisas extraordinárias, fruto das parcerias entre o público e o privado, deveriam ser melhor explicadas. Nada melhor do que os respresentantes do povo para fazer perguntas ao ministro e aos responsáveis pela milícia dos negócios blindados.

A corrupção é sistémica?

Da TSF:
Em entrevista ao jornal Correio da Manhã, Maria José Morgado fala num Estado «capturado por interesses obscuros, incapaz de os combater e paralisados pelos maus interesses».Maria José Morgado mantém a convicção de que «não há vontade política» para combater a corrupção, considerando mesmo que esta não só se mantém como goza de uma «protecção legal».A corrupção é um problema que está mais na esfera política do que na jurídica, considera ainda a coordenadora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa.Por outro lado, defende, o combate ao crime económico em Portugal, quer na corrupção quer no branqueamento de capitais, nunca foi uma prioridade de política criminal.Maria José Morgado segue a mesma linha de pensamento que os bloquistas no livro Os Donos de Portugal. Resta saber se tem razão e se essa razão é sustentável por factos que a demonstrem.
Quando Morgado fala em captura do Estado por "interesses obscuros" não especifica, não discrimina e não…

Para todos, um bom Natal

Costumo fazer o presépio em casa. O mais rústico possível. Com este tipo de bonecos de barro, comprados na feira de Barcelos ou noutra do género, semelhantes aos que a minha mãe nos comprou num Natal já distante dos anos sessenta, para nós ( os meus irmãos e eu) nos entretermos a fazer o presépio, numa altura em que o pai Natal era nórdico.


Este ano fui buscar o musgo natural, a este sítio, belíssimo e semelhante a outros deste Portugal de bosques. Um musgo excelente, em grandes camadas que cobrem pedras nesta altura do ano. Estava frio e sol.

Um bom Natal a todos, na tradição que é a nossa.



Defensor Moura sem papas na língua

O candidato presidencial Defensor Moura atacou implacavelmente o actual presidente da República Cavaco Silva, no debate que ambos travaram na SIC, hoje à noite.

Igual a si próprio, acusou-o de complacência com a corrupção que larvou no BPN/SLN e de ser cúmplice do estado calamitoso em que o país se encontra.

Apenas disse a verdade.

O maçónico Henrique Monteiro, do Expresso, na Sic-Notícias agora mesmo, desvalorizou e está a atacar Defensor Moura, agindo como advogado de defesa do candidato Cavaco Silva. É um dos tais do jornalismo "suave". Como jornalista jamais incomodou verdadeiramente o poder. É um espécie de anti-jornalista, este Henrique Monteiro. Vai sair do Expresso em Janeiro. Veremos para onde vai, no grupo Impresa.

Outra comentadora na SIC-Notícias que agora corre, uma "politóloga" chamada Pequito, não percebe a candidatura de Moura. Não compreende, a politóloga...por isso mesmo deve fazer-se-lhe a pergunta da praxe: se não sabe, porque pergunta?

O caso Champalimaud visto pelos bloquistas da Esquerda

No livro Os Donos de Portugal, António Champalimaud é apresentado sem dúvida alguma como um dos "donos" que foi do país. A páginas 228-229, o "caso da herança Sommer" é explicado de modo curioso. Diz-se que António Champalimaud em finais dos anos sessenta, na sequência de um processo crime em que o irmão Henrique ( contra quem apresentou queixa por desfalque e burla, crimes que hoje em dia, provavelmente são do âmbito da fantasia bancária) foi preso durante meses, viu o processo reverter-se contra si, tendo sido emitidos mandados de captura de que o mesmo tomou conhecimento, numa antecipação curiosa do caso F. Felgueiras. Os bloquistas contam assim, o caso:

"Apesar da censura, o noticiário do Caso Sommer populariza o tema dos rendimentos e privilégios das altas figuras do regime. No seu livro Depoimento, Marcelo Caetano deplora o ambiente público desfavorável ao capitalismo criado pelo julgamento, devido ao "escândalo levantado, à inépcia do juiz preside…

O combate rumo à vitória

No livro dos bloquistas da Esquerda, Os Donos de Portugal, há várias passagens que merecem destaque e comentário. Uma delas é sobre a "recomposição da burguesia" após o PREC e o Estado que lhe antecedeu em que os esquerdistas explicam o que Cunhal queria para o Portugal de 1960 e futuro radioso de amanhãs a cantar: na página 261 escrevem coisas espantosas sobre o modelo económico que Cunhal entendia como adequado ao nosso Estado: nada mais nada menos do que aquele que tiveram em 1975 após as nacionalizações. " A liquidação do poder dos monopólios terá que ser acompanhada por uma política de rápido desenvolvimento industrial. onde a direcção superior do Estado não so não exclua como anime a iniciativa das empresas privadas" ( Cunhal, 1964, citado no livro).

Em função das nacionalizações do PREC, no entanto, os bloquistas consideram a páginas 268 que " apesar do impacto destas nacionalizações e da concentração empresarial a que dão origem, o peso das empresas púb…

Azar!

Sol:
Afinal, as escutas a Sócrates não estão todas destruídas. Existe uma cópia, selada, no Parque das Nações, às ordens do juiz Carlos Alexandre. E, como alguns advogados alegam que a destruição das escutas compromete todo o processo, o juiz vai ter de analisar os argumentos. Se concordar com eles, levanta-se de novo o problema: estes documentos devem ou não ser destruídos? Enfim, tudo volta à estaca zero.

Azar dos azares para os visados e principalmente para quem mandou, do alto dos seus despachos nulos ( segundo interpretação jurídica consistente) "destruir" as escutas, de modo a que não ficasse byte sobre byte nas gravações malditas.

Agora, fatalmente, vai ficar- se a saber, mais tarde ou mais cedo o que disseram os "alvos" do segredo e da garantia que o presidente do STJ deste país lhes outorgou.
Se houvesse a figura da demissão para este presidente do STJ seria agora que o mesmo deveria sair pela porta pequena e pela esquerda baixa do palco onde se mostrou a…

Pilatos Cavaco

TSF:

No final do debate, interpelado pelos jornalistas, o actual Chefe de Estado afirmou «nada ter a ver com o caso BPN», frisando que se trata de um «caso de Justiça».

Cavaco Silva, actual presidente da República tem nada a ver com Oliveira e Costa que foi seu Secretário de Estado. Nada a ver com Dias Loureiro, seu ministro, compadre, apoiante activo e mandatário em várias ocasiões, amigo de convites para cerimónias privadas e dirigente da SLN e responsável pela contratação de outros dignos correligionários.

Cavaco Silva nada tem a ver com essa gente, agora que o caso é da Justiça. E Cavaco não interfere com a Justiça. Nem mesmo para demitir um PGR a pedir publicamente para o ser.

A Esquerda tem o Livro

Aconselha-se vivamente neste Natal a leitura deste livro da actual Esquerda portuguesa- a mesma de sempre e sem emenda. Não seria esquerda se o tivesse.

A parte mais gaga destes diletantes do anti-capitalismo é esta descoberta espantosa:
“Descobrimos, sem surpresa, que Mello e Champallimaud são a mesma família, que também se cruzam com os Espírito Santo, com os Pinto Basto, com os Ulrich. As famílias da burguesia portuguesa são quase todas a mesma família”. “É uma oligarquia financeira fortíssima, protegida pelo Estado, apoiada pelo Estado, financiada pelo Estado, vivendo de rendas do Estado, uma grande família que tem dominado Portugal ao longo de 100 anos”, sustentou.Estes ingénuos da nossa Esquerda não sabiam com quem andavam a lidar...Por outro lado, a leitura de tão interessante livro ( sans blague) deve ser acompanhada paripassu da leitura destoutro, em que a personagem principal se ri destes ingénuos e daqueles finórios da alta finança. No livro, magnífico ensaio da auto…

A Velha Esquerda que nos domina

Em 1977, escassos três anos após a Revolução de Abril, a Esquerda estava de pedra e cal, na Constituição, no regime económico e principalmente na mentalidade ambiente em Portugal. Os media todos por conta e por isso descansados por uns anos, enquanto a economia e o país real apertava o cinto e afivelava crise atrás de crise económica com uma inflacção a subir sempre em direcção à especulação e aos lucros dos pequenos empresários que viriam a integrar a economia paralela e certos grupos que agora dão cartas na construção civil e obras públicas.

Em 25.11.1977, Álvaro Cunha estava confiante nas "conquistas de Abril":


Isso apesar de em artigos dispersos ( aqui um de José Augusto Seabra no O Jornal de 23.9.77) se discutir abertamente a natureza do comunismo e do marxismo em geral. O artigo respiga ideias doutras publicações estrangeiras, mas o assunto era música para os comunistas que juravam aplicar em Portugal uma receita própria, diversa dos países da cortina de ferro ( e…

Os tanques dos tiques da esquerda

Em Portugal, ocasionalmente alguns jornais de referência dão voz a notáveis da nossa praça da opinião intelectualmente sustentada em diplomas universitários e curricula de notoriedade estabelecida nos media.
Desta vez, o Expresso da última semana reuniu em conferência meia dúzia ( contando com um moderador que dirige o Expresso e outro que vai dirigir) dessas figuras de referência das opiniões publicadas para nos mostrar caminhos de mudança...nas figuras da nossa política.

Entre todos, apenas um deles ( Rui Ramos) tem mostrado uma pendência menos esquerdista que os demais. Por isso, os caminhos são curiosos e um deles ( António Barreto) parece não ter papas na língua para dizer que "Há um consenso para organizar o saque do Estado". Esta afirmação não é caricatura e o sociólogo prè-ISCTE considera que "O Estado está muito refém de certos grupos poderosos e menos de outros. (...) Por isso, não há consenso sobre as reformas. O que existe é um consenso para orga…

Estas estatísticas não são as do PISA...

Sol:

Entre os grupos mais frágeis, Jardim Moreira escolhe as crianças e lembra os últimos dados do Eurostat que colocam «Portugal à frente na Europa com a maior percentagem de crianças pobres»: um em cada quatro meninos que vivem no país passa dificuldades.

Uma ignomínia que devia envergonhar estes socialistas de pacotilha que vivem como nababos, na pinderiquice em que chafurdam Os Rui.Pedro.Soares e os Josés S. que não deixam que ninguém saiba o que têm e como o conseguiram...é por isso que preferem martelar estatísticas para inglês ver, literalmente.

A poesia do PREC

No tempo do PREC as canções revolucionárias tinham um contraponto num tipo de canções de poesia e lirismo únicos que conservam apesar do tempo e cuja receita parece que esgotou. Moustaki era então um cantor "libertário" que chegou a vir a Portugal logo nos primeiros meses para ver, in loco, o nosso PREC e cantar loas ao ambiente. E o que cantava era deveras apelativo, como o demonstra este pequeno video-clip da época:

O PREC em revista

Quando se fala no PREC em Portugal associa-se a expressão à esquerda do PCP e às políticas seguidas em 1974-75 com vista à instauração em Portugal da famigerada "sociedade sem classes".
Esquecemos porém algo importante para definir todo o panorama desse PREC, processo revolucionário em curso na sociedade portuguesa, defendido por outras forças políticas afastadas do PCP e acantonadas numa Esquerda global que então dominou todo o panorama político, social e principalmente mediático.

A visão da economia e da sociedade veiculada pelos media pode afinar-se por estes artigos que abaixo se colocam, da revista Vida Mundial de 10.4.1975 e 24.4.1975

Logo após as nacionalizações de 11.3.1975 o problema era o célebre "Que fazer?" Por isso o futuro estava "suspenso" das orientações políticas que ultrapassassem as contradições do processo revolucionário. A linguagem usada nos artigos é o de uma verdadeira campanha de propaganda em prol do comunismo, mas havia o PS e o PS…