domingo, 31 de outubro de 2010

Itália de novo

O jornal Público de hoje relata uma situação, mais uma, em que o presidente do Conselho italiano, Berlusconi, se encontra envolvido.
Desta vez trata-se de suspeitas de "envolvimento" com menores, na sequência de outros casos anteriores e até denunciados pela própria ex-mulher.

O jornal que revelou o escândalo, mais um, é desta vez o insuspeito Corriere Della Sera. O que se torna motivo de notícia suplementar é o facto de o jornal ter revelado o teor de conversas telefónicas mantidas entre Berlusconi e um chefe de polícia de Milão, a interceder pela menor em causa, com ascendência marroquina e de nome Ruby.

O telefonema entre o presidente do Conselho italiano e um chefe de polícia, em Itália, não precisa de autorização de um presidente do STJ para ser gravado e transcrito e ainda publicado na imprensa, sem que apareçam os germanos marques da silva do sítio a proclamar a terrível ilegalidade da coisa.
E é essa uma diferença que nos separa da Itália, depois de temos copiado o código de processo penal que eles tinham por lá, à espera de ser aprovado, em 1987. Nessa altura, o nosso código copiado também não tinha essa norma celerada - artº 11 nº 1 al. b)- que tal impõe. Só mais tarde apareceu tal enxerto.
E o crime ao abrigo do qual se efectuam as investigações em Itália, é o de favorecimento à prática de prostituição, delito que por cá nem consta do catálogo, enquanto tal. Ou seja, nem era passível de escuta...
Como todos sabem, Portugal é uma democracia muito mais avançada que a Itália. Principalmente para as elites que nos governam.

2 comentários:

Floribundus disse...

a máfia fascista deste rectângulo é muito mais perigosa que a Siciliana, que a Camorra Napolitana ou Nddragheta Calabresa. essas são amadoras face a esta

Karocha disse...

É sim.
Teem que vir para cá aprender!!!