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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2011

Não pagamos! Não pagamos!

Sapo:

O líder do PCP defendeu hoje, em Coimbra, que a “única solução” para os problemas financeiros do país passa pela “imediata” renegociação da dívida externa ao nível dos prazos, montantes e taxas de juro. “Perante a complacência e a cumplicidade da União Europeia, com as práticas de agiotagem e especulação, a única solução que se impunha para defender os interesses do país era e é, em alternativa a esta inadmissível ingerência externa, a imediata renegociação da dívida externa portuguesa”, afirmou Jerónimo de Sousa.O bravo Jerónimo, se tivesse poder, levar-nos-ia num instantinho para a miséria mais adequada ao seu programa eleitoral: à saída do euro e à desvalorização da moeda que viríamos a ter. Como boa parte da dívida privada aos bancos é de empréstimos à habitação, cujo pagamento de juros seria incomportável para a maioria dos portugueses, era fácil: nacionalizava-os e mandava-os dar uma volta ao bilhar grande da especulação. Depois, o bravo Jerónimo iria fazer uma quê…

Alguém trave este louco!

"Na prática, sem ajuda externa o Estado não tem dinheiro para funcionar a partir do final de Maio."- escreve Joao Silvestre no Expresso de hoje.

O título da notícia , na página 6,- " Cofres do Estado estão praticamente vazios"- devia estar na primeira página, mas os critérios editoriais do cretino que dirige o jornal são o que são e prefere por isso noticiar uma fantasia: que a "troika reestrutura Portugal de alto a baixo". Maior parvoíce jornalística é difícil de encontrar e só um director como o dito seria capaz de uma coisa assim.

Portanto, a notícia diz o que parecia óbvio a muitos e que era a realidade que nunca deveria permitir a este Inenarrável primeiro-ministro andar por aí publicamente a anunciar que não havia necessidade de intervenção externa, de ajuda financeira porque "tínhamos dinheiro".
Não tínhamos, o ministro das Finanças sabia-o muito bem e colaborou na farsa deste Mentiroso compulsivo que poucos querem acreditar seja um verdade…

Uma estupidez, apenas.

Num programa de rádio, na Antena Um e que passa aos Sábados de manhã, João Gobern e Pedro Rolo Duarte, dois animadores mediáticos das últimas décadas, entrevistaram hoje o advogado Garcia Pereira.
Em dado momento Garcia Pereira falou da sua vida política e pessoal e no seu passado do "fachismo", palavra que há mais de quarenta anos lhe enche o discurso para falar do regime de Salazar/Caetano.

Contou que um tio se encontrava preso no Aljube ( não disse porquê, mas adivinha-se que foi por ir duas vezes seguidas à missa de Domingo) e foi visitá-lo com a mãe, pessoa que notoria e confessadamente o influenciou para a vida. Ao deparar com o tio "desfigurado" com a "tortura do sono", nem o reconheceu pela face e só notou que era o tio que foram visitar quando ele falou e lhe ouviu a viva voz. Chocado com o aspecto, começou a chorar e perto de "um Pide" que vigiava o encontro e a conversa.
A mãe então deu-lhe uma lição para a vida: "nunca se chora à…

O conto do vigário

O programa eleitoral do PS é um novo conto do vigário. Mostra aos portugueses o seu vigésimo premiado: o PEV IV. E que não se pôde aplicar porque a malvada oposição subtraiu ao aflito e empenhado governo a possibilidade no último instante, fechando-lhe a porta na cara. Mas o PS precisa de novo fôlego para aplicar esse vigésimo que sendo premiado será pago aos eleitores depois das eleições.

Por isso mesmo só pede uma coisa: que lhe dêem os votinhos necessários e que são de graça, não custando nada a ninguém.

Os crédulos e néscios cairão na esparrela e no fim pagarão a conta do que lhes era prometido como gratuito...

A caridade maçónica

José Moreno, grão-mestre da Grande Loja Legal de Portugal, hoje em entrevista ao Sol:

Sol- Porque é importante para a Maçonaria ter pessoas com cargos importantes?

José Moreno- Se um maçon desempenha um cargo de relevância, levará também valores da maçonaria para a sociedade. E, por outro lado, nós gostamos que os nossos irmãos estejam bem. Pretendemos ser uma elite ética e moral. Uma escola de valores.

Sol- Nas lojas debate-se muito a crise e o estado do país?

José Moreno- Partidariamente nunca falamos. Discutimos os problemas que preocupam a sociedade e trazemos a eventos nossos figuras que não são maçons mas que têm destaque na sociedade.

Sol- Quem?

José Moreno- Desde dirigentes partidários a dirigentes religiosos.

Sol- Que dirigentes religiosos foram esses?

José Moreno- Temos tido conferências com bispos e de grande sucesso. Mas não revelo os nomes.

Sol- Um dos princípios é a protecção dos irmãos. A todo o custo?

José Moreno- Naturalmente se sou seu amigo e precisar da minha ajuda, eu ajudo…

O que a propaganda esconde

Isto, por exemplo:

O programa eleitoral do PS ontem apresentado por José Sócrates, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, apresenta os números do défice de 2010 que foram corrigidos pelo Instituto Nacional de Estatística no passado dia 23 de Abril.

Ou seja, em vez dos 9,1% reais, refere os 6,8% antes apresentados. Num tom elogioso escreve-se na página 27 que "o défice de 2010 foi de 6,8% do PIB, isto é, menos 2,7 pontos percentuais do que no ano anterior. Este é um indicador evidente do esforço de consolidação realizado." Os números estão errados.


E principalmente isto:

No PEC IV, o verdadeiro programa que o Governo queria seguir, mas que agora já nem sequer pretende impingir, mas vai cumprir porque nem tem alternativa, previa-se o aumento para o dobro do IRS a pagar por reformados com pensões inferiores a 1000 euros.

Quem denuncia esta manigância? Ninguém.

Para entender a nossa miséria

Este vídeo mostra uma pequena lição do fiscalista Diogo Leite Campos sobre o rendimento dos nossos "ricos", segundo o entendimento comum deste "socialismo democrático" que temos e que é a principal base de apoio do partido do governo.


Vale mais que um artigo no Público... porque mostra até que ponto descemos e fomos descendo no cômputo da riqueza média comunitária. Um país cujo rendimento mínimo socialmente garantido é inferior a 500 euros por mês e tal é considerado excessivo por um FMI e até pelo próprio governo que está, é um país que perdeu definitivamente a capacidade de fazer contas e perceber onde nos conduziu este socialismo de miséria.



Onde, paradoxalmente, um primeiro-ministro que ganha 5000 euros consegue milagres de poupança pessoal para almoçar nos restaurantes de maior luxo e comprar os fatos em Nova Iorque e Milão e foi cliente ( pelo menos uma vez ) do famigerado Bijan, em L.A., deixando lá o nome de Portugal inscrito na montra. Inenarrável. Só vist…

A táctica eleitoraleira do vale tudo

O portal do Sapo, às 11h e 30 já tinha notícias frescas da propaganda "vota PS":

O primeiro-ministro, José Sócrates, convidado do Fórum TSF, disse que o PSD foi irresponsável ao provocar uma crise política quando chumbou o PEC IV. Além de assumir a responsabilidade pelas negociações com a Troika, o líder socialista garantiu que o PS está a trabalhar para que as medidas tenham o menor impacto possível, tanto a nível social como económico.

É assim que se apanham votos, na democracia portuguesa: com patranhas e bolos prometidos. Serão tolos, os votantes? Alguns, muitos, certamente o serão. Mas para o certificado psiquiátrico contribuem em esforço denodado as agências de informação e propaganda.

Que interesse especial relevam as declarações repetidas e marteladas do primeiro-ministro sobre esta matéria, quando o governador do banco de Portugal disse coisas gravíssimas sobre a responsabilidade daquele, essas sim gravíssimas e isentas de propaganda?

A (ir)responsabilidade

Daqui, um artigo no Público de hoje:



Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, defendeu esta quarta-feira que os decisores políticos e os gestores públicos devem ser responsabilizados pelo incumprimento de compromissos orçamentais.

“É crucial que os decisores de política e os gestores públicos prestem contas e sejam responsabilizados pela utilização que fazem dos recursos postos à sua disposição pelos contribuintes”, afirmou, à margem de uma conferência sobre os 35 anos da Constituição da República Portuguesa e citado pela Rádio Renascença.

Carlos Costa não esclareceu, porém, se esta responsabilização deve ser civil, criminal ou qualquer outra.

O governador do banco central português afirmou ainda que nos últimos 12 anos os governos não foram comedidos. Diz mesmo que não quiseram cumprir regras europeias, de manter o défice abaixo dos 3%, ou de simples bom senso.

“O objectivo de atingir um saldo orçamental próximo do equilíbrio foi sistematicamente reiterado nos nossos diferentes Prog…

Este jornalismo não presta

O jornal Público de hoje trata o "caso BPN" na primeira página e em duas interiores. O artigo é assinado por Cristina Ferreira e estive e ler com atenção. Ficam algumas passagens para mostrar o que é o jornalismo hoje, em Portugal.

"Num quadro de escassez de liquidez, a CGD já emprestou ao banco liderado por Francisco Bandeira ( vice-presidente da CGD) cerca de 5,3 mil milhões de euros, linhas que o BPN substituiu no final de 2010, emitindo papel comercial. com garantia do Estado.
É neste contexto que se admite que o plano de resgate possa prever uma linha destinada a liquidar os empréstimos que a CGD concedeu ao BPN.

(...)
A nacionalização do BPN ocorreu em Novembro de 2008, em plena crise financeira, com a promessa de o restituir ao mercado no curto prazo. Mas as duas tentativas de o privatizar falharam por ausência de comprador." (...)

O BdP recusou ainda comentar ao Público a possibilidade de a instituição. que apresenta uma situação líquida negativa, poder vir a s…

Refastelados

Imagem do Expresso.

Estes são os quatro presidentes da República eleitos que tivemos desde o 25 de Abril de 74. Perante a crise gravíssima que eles e os partidos políticos a que estão intimamente ligados provocaram por incompetência para governar e conduzir os destinos políticos do país, que disseram ontem, dia 25 de Abril?
Que era preciso estarmos todos unidos e coesos. Resta saber com quê e com quem. Com eles e as ideias que defendem? Pois sim.
O primeiro a contar da esquerda, o mais refastelado deles todos, foi eleito duas vezes, tentou uma terceira e durante uns meses negros de 2004 andou tão calado e fugido que nem ao largo do Rato assomava. Alguma coisa terá sucedido para tamanho sumiço. Durante os seus governos o país definhou de tal modo que foi preciso aparecer por cá o FMI por duas vezes para nos dizer como tínhamos de fazer as contas. Os seus ministros das Finanças nunca tiveram poder suficiente para o mandar calar e fazer o que deveria ser feito. Foi o pai desta cegada em qu…

O subsídio de sobrevivência do PS

A razão para o PS ainda ter ambições de ganhar as próximas eleições, depois de tudo o que os seus governos fizeram, reside em parte nesta notícia que relata a pobreza em que nos meteram e o paradoxo em que nos querem meter: o de serem os pobres a eleger quem os empobreceu, confiados no engano ledo e cego que a fortuna tem deixado durar muito.
Entretanto, a medida esperada para golpear ainda mais a classe média é esta, toda ela devida aos desmandos deste PS e deste Inenarrável mai-lo seu afamado ministro das Finanças que a Economist considerou em tempos o pior da Europa, mas que os tugas acham que foi um génio:

Agora, segundo os técnicos da ‘troika, é preciso ir mais longe: tanto o 13º como o 14º mês devem ser abrangidos e deverão ser pagos na totalidade em títulos do Tesouro português.

O Inenarrável vai passar a ideia de que este corte de rendimento substancial da generalidade dos trabalhadores da função pública ( e não só) se deve inteiramente à crise internacional, ao chumbo do PEC I…

O maior Mentiroso dos últimos cem anos

O desplante maior, exposto para todos verem:

O primeiro-ministro afirmou hoje em Santo Tirso que “estes três anos” serão classificados como “a maior crise dos últimos 100 anos” e declarou recusar contribuir para que “isso” obscureça “os grandes progressos” dos últimos seis.

Este Inenarrável tem a lata, depois disto tudo e dos seis anos em que governou como quis, na sequência de outros tantos em que acolitou quem governou também como quis, de dizer esta enormidade em público. E ninguém se riu na cara do farsante nem lhe mandou ovos podres.
Pior ainda: alguns, porventura muitos, ainda acreditam nestas mentiras descaradas deste Inenarrável. Triste, triste.
Desgraça maior não pode haver.

O PCP real

Esta senhora que aparece hoje no Público tem uma tese de doutoramento em História Política e institucional, lá para os lados do ISCTE. E tem agora uma versão light da tese, publicada em livro que o Público apresenta: "A história do PCP na Revolução dos Cravos".
Segundo o jornal é uma história revisionista porque apresenta o PCP como um partido da área social-democrata, interessado em se associar ao PS, no dealbar da Revolução de 25 de Abril de 1974 e com ideias fixas sobre a ausência de interesse do PCP em "golpes" para implantar a "revolução socialista".
Segundo o jornal, a historiadora documentou-se amplamente e conta em detalhe a análise que contraria o senso comum e até o político da altura do PREC e a ideia feita de que o PCP queria mesmo tomar o poder político no país, nesses anos de brasa que se seguiram ao 25 de Abril.
Como se documentou em modo extenso provavelmente leu a imprensa da época, uma vez que será nova demais para ter vivido esse tempo. E …

O nome do cretino "elucubrador"

Ficam aqui duas crónicas do JN, recentes, de Manuel Pina. E fica também um artigo cujo autor se identifica no título.

O primeiro é este, de 18 de Abril:

Tempos de calamidade como os presentes suscitam sempre o aparecimento de demagogos e oportunistas e de projectos salvíficos de todo o género. Ainda o país digeria, estupefacto (ou, se calhar, não), o modo como, apenas com a expectativa de um penacho prometedor, foi fácil encher o vazio das ideias de "cidadania" e "participação" em torno de que Fernando Nobre fez a campanha à Presidência da República, já estava a pular para o palco o omnipresente bastonário dos advogados atirando-se, também ele, a políticos e partidos e propondo uma "greve" abstencionista às próximas eleições para os "envergonhar publicamente perante a Europa e o Mundo".Marinho e Pinto merece a nossa compreensão, mesmo que esgote a nossa paciência. É um "junky" de protagonismo, quando está muito tempo longe dos …

Erros de palmatória

O Provedor do Público, José Queirós, hoje deu em catar erros no jornal por mor das queixas dos leitores de lupa em riste.

Escreve que têm havido proliferação de erros na escrita do jornal e que por tal "manifesta um diagnóstico negativo. A quantidade de erros de redacção e revisão parece-me superior à tolerável num jornal de qualidade. Os leitores que têm dado a conhecer o seu descontentamento dispensar-me-ão de multiplicar aqui os exemplos. São erros de ortografia, erros gramaticais ( com destaque para as falhas de concordância, o desrespeito das regências verbais, as vírgulas a separar o sujeito do predicado). Alguns surgem com frequência patológica, e imitam o mau português que cada vez mais se ouve, por exemplo nas televisões ( o facto dos sindicatos terem apelado à greve...; tratam-se de novas condições colocadas na mesa da negociação...;o deputado interviu na discussão...;desde Madrid chega a informação...) sem falar já das tropelias clássicas com o verbo haver ou com a dist…

O comunista Louçã

Imagem do lançamento do livro na FNAC, retirada daqui.

As diferenças ét(n)icas

Do blog Dragoscópio, provavelmente o sítio da Rede onde melhor se escrevem frases com palavras em português genuíno, com um estilo corrosivo e onde se citam filósofos e Céline, e mais uns tantos, fica aqui este escrito que nos mostra um problema grave que muito poucos sentem e muito menos pressentem como o nosso mal original e na raiz profunda da crise económica e moral que atravessamos.

"Nova Iorque, 16 de Outubro de 1963...

«Procuro Jaja Wachuku, ministro dos Estrangeiros da Nigéria, no seu apartamento do Waldorf-Astoria. Está mais do que sumptuosamente instalado. (Eu, para poupar o dinheiro do Estado, e toda a delegação portuguesa, estamos em dignos mas modestos hotéis de terceira ordem; e tenho só um quarto, e sinto-me muito orgulhoso por isso, e não será por este facto que desempenho menos bem as funções; mas os ministros e delegados do terceiro mundo, esses vivem na magnificência.) Wachuku tem quarto, sala de jantar e salão privativos; e tudo do mais caro e luxuoso qu…

A realidade virtual do jornalismo português

Este texto que segue é de Henrique Raposo, do Expresso.
Os media conseguem fazer uma campanha só com fait divers. Foi assim em 2009: os jornalistas conseguiram fazer uma campanha sem forçar o tema central do país (endividamento) . A coisa parece que se vai repetir. Há um tango permanente entre os media e o spin de Sócrates. O tom e a escolha de temas favorece sempre os malabarismos de Sócrates e prejudicam aqueles que querem falar seriamente da realidade. Ferreira Leite foi crucificada por causa disto . Na sociedade e, por arrastamento, nos media, existe uma cultura de cinismo pós-moderno que chega ao ponto de desprezar a realidade ("ai, o Medina Carreira diz sempre a mesma coisa"; pois, a realidade e verdade não mudam, meus amores) em detrimento dos jogos florais ("ai, o Nobre", "ai, o telefonema"). Por uma vez na vida eu gostava de ver os media preocupados com a r…

O futuro da Justiça é assunto privado...

Daqui:

As empresas estão a fugir dos tribunais. No silêncio dos escritórios dos advogados, as grandes empresas criam os seus próprios tribunais ad hoc para dirimir litígios no valor de milhões de euros, sendo as decisões reconhecidas internacionalmente. Ao mesmo tempo, estão a surgir por todo o País centros de arbitragem que dão sentenças em trinta dias, gratuitas, com valor judicial. A justiça está a privatizar-se. Para os velhos tribunais são empurrados os crimes, as dívidas, e pouco mais. A resolução alternativa de litígios está a impor-se a todos a níveis, sobretudo entre os economicamente poderosos. As grandes empresas, com negócios de milhões, já não querem ouvir falar em tribunais comuns. Em caso de litígio, criam um tribunal arbitrai ad hoc. as partes escolhem os juízes-árbitros, estabelecem a cláusula compromissória (regras do julgamento), estipulam o prazo para resolução da contenda e submetem-se a juízo. O local pode ser o escritório de um advogado, ou uma sala al…

O que Boaventura nunca entenderá...

SIC:

O Ministério Público ordenou o arquivamento da investigação ao temporal que atingiu a Madeira em fevereiro do ano passado. O procurador entendeu que não há responsáveis pela morte das 48 vítimas da tragédia. Os familiares já estão a ser informados.

A notícia é passada pelo Público em modo subtilmente equívoco. Pode ser lida como um remoque ao MºPº no sentido de que deveria ter sido apurada culpa e culpados ou apenas como uma notícia factual, sem ademanes opinativos. Eppure...o título interior diz mais uma coisita. Escreve o jornalista franciscanista Tolentino da Nóbrega que "Ninguém sai acusado das mortes na Madeira".
Um padre-jornalista devia entender melhor os mecanismos da culpa, mesmo a penal. E ao apontar a existência, num dos processos, de peças processuais de um outro processo administrativo em que se relacionava a construção do centro comercial Centrum, como motivo de agravamento de condições da catástrofe, denuncia nessas entrelinhas a motivação do escrito: um…

O que Boaventura não consegue explicar ao FMI

Repare-se nesta notícia, com sotaque brasileiro:

Nicolas Cage estava em Nova Orleans bêbado no meio da rua discutindo com sua esposa em voz alta na manhã de sábado (16). Quando, segundo o site TMZ, um taxista chamou a polícia, pensando que ele poderia agredir sua esposa Alice Kim, pois ele o agarrava muito.

Quando os policiais chegaram, Nicolas Cage os desafiou a algemá-lo, gritando: "Por vocês não me prende?". Então Nicolas Cage foi levado em custódia para a delegacia acusado de violência doméstica e perturbação da paz a paz às 6:33, sendo libertado as 14hs após pagar uma fiança de 11 mil dolares, aproximadamente R$ 17.193,01.

Também de acordo com o site, Alice Kim, esposa Nicolas Cage, não se queixa e diz que não houve contato físico.

Nicholas Cage é um dos actores mais conhecidos no mundo inteiro. Nova Orleans, uma cidade americana, do sul. A lei penal permitiu que Cage ficasse detido durante várias horas ( uma manhã inteira) por ter discutido em altos berros com a m…

A "cultura literária" no "secundário"

Daqui e para aqui, podemos ler este pequeno texto de uma professora do "Secundário". Fica sem comentários porque não precisa.

(...)Esta cultura literária é, assim, produto e processo de humanização de/em diferentes sociedades, revelando a força dessas sociedades ao mesmo tempo que se constitui, ela mesma, em iniludível força, ao potenciar uma compreensão dialéctica do mundo e dos homens, fundamental num contexto de afirmação megalómana, redutora e tentacular da cultura tecnológica, “tubarão” moderno a que se agarram os “pegadores” modernos. Contribuir para adequar a cultura literária às propriedades do “torpedo”, na convicção de que há mar e terra para todos, deve constituir-se como objectivo da escola.
(...)

a língua portuguesa vive no presente, vive nos/com os textos, esses marcos de referência da nossa cultura literária e pulsa, também, na vida política e económica, porque a vida nos seus mais diversos domínios, é sempre atinente à palavra e a palavra atinente à …

Entender o lugar comum

Económico:
PS e PSD estão tecnicamente empatados, com ligeira vantagem para os socialistas, revela a sondagem da Marktest para o Económico e TSF. O PS e o PSD estão tecnicamente empatados a seis semanas das eleições legislativas de 5 de Junho mas, entre Março e Abril, os socialistas subiram 11 pontos percentuais para os 36% assumindo a liderança das intenções de voto, enquanto os social-democratas caíram 12 pontos para os 35%. A crise política e a dependência financeira de Portugal face ao exterior beneficiaram quem está no poder embora um outro dado mereça ser destacado: o número de indecisos aumentou.Este lugar de ideias pouco comuns, versadas em comunicação política, aventa uma hipótese para este fenómeno: os erros de comunicação do PSD. E até aponta um motivo concreto para a débâcle:
"É uma pergunta: será que a ideia - comunicada com foco e insistência pela Esquerda Política, sobretudo o PS - de que foi a Direita Política (PSD, PP, PdR) quem "chamou" o FMI …