sexta-feira, 10 de junho de 2011

Deus distraiu-se dos portugueses. E vice-versa

Este pequeno texto que aqui fica é uma carta de um espanhol escrita a um hipotético leitor português, em que o castelhano nos mostra um espelho do que éramos e no que nos tornámos. A carta foi publicada pelo Expresso há mais de vinte anos, segundo suponho porque não apontei datas.
É ler, clicando, e perceber como é que os espanhóis nos viam e porventura vêem. Em 1973 nenhum espanhol teria o topete de nos escrever e descrever deste modo. Nenhum. Porque se o fizesse...coño, que engoliria todas as letras uma por uma, com argumentos de peso e substância para os colocar no seu devido lugar.
Uma dúzia de anos depois disso, o espanhol não só tinha toda a razão como o leitor português ficaria envergonhado em ler o seu próprio retrato mostrado por um castelhano atrevido e condescendente.

Este discurso não é entendível pela Esquerda portuguesa. A Esquerda que nos conduziu até onde nos encontramos, quero dizer. Foram os valores de Esquerda disseminados na Constituição, na organização social, na praxis política e nas pessoas que mandam nos media quem nos tramou o futuro, há mais de trinta anos.

3 comentários:

Floribundus disse...

de 1957 a 1997 trabalhei para aquecer.
destruiram os sectores em que me encontrava interessado.

toda a esquerda é totalitária
uma mais que outra

zazie disse...

Xii, que impressionante de verdade.

Wegie disse...

Está em consonância com o discurso de hoje do Barreto que fala duma"Constituição anacrónica, barroca e excessivamente programática" e acrescenta que "Uma Constituição renovada será ainda, finalmente, o ponto de partida para uma profunda reforma da Justiça portuguesa, que é actualmente uma das fontes de perigos maiores para a democracia (...)". O Marinho Pinto também subscreve esta última parte.