segunda-feira, 17 de outubro de 2011

As barbas a arder...

R.R.:

"Falso." "Horrível." "Desumano." "Assustador." "Inacreditável." "Brutalidade." "Desgraça." "Ridículo." "Vergonha." A lista prossegue e resulta de uma pergunta que a Renascença foi colocar aos portugueses numa jornada pelas ruas de Lisboa: com que palavra é que classifica o Orçamento do Estado (OE) do próximo ano?

À listagem de cima juntam-se ainda termos como “inadmissível”, “péssimo”, “terrível” ou “desastre”. “Acabei de ouvir o ministro das Finanças e vão mexer mesmo nos ordenados. Sou professora e vai-me tocar directamente. Não sei o que ele quer mais - já me retirou o subsídio de férias e o 13º mês, o senhor Sócrates fez-me o favor de retirar quase 300 euros e não sei onde é que isto vai parar”, diz à Renascença Maria Silva, de 53 anos.

Quem provocou esta desgraça colectiva não foi um tsunami ou um terramoto ou qualquer catástrofe natural. Foi obra de certos indivíduos, nem tantos assim, cuja incompetência serviu de pasto a outros salafrários para delapidarem os parcos recursos que tínhamos. E esses indivíduos têm nome, assentam arraiais em conselho de Estado e devem mesmo ser averiguados por mor da Justiça que é sempre o aferidor da responsabilidade e da culpa.

A indignação e o direito a tal é perfeitamente legítima. E portanto deve exercer-se.

2 comentários:

zazie disse...

Muito bem.

Carlos disse...

...para todos!?

"pensões vitalícias dos antigos políticos escapam aos cortes"

(JN de hoje)

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