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Mensagens

A mostrar mensagens de Dezembro, 2011

Bom Ano!

Paisagem de inverno

Figura do ano de 2011

Esta:

Porquê? Vasco Pulido Valente, no Público de hoje:

"O que admira neste homem é ele ter chegado a chefe de um grande partido e a primeiro-ministro. Tudo o resto se explica: a ignorância, a irresponsabilidade, o autoritarismo e a noção de que a política era uma forma de teatro. Mesmo assim, ganhou a confiança de gente que devia saber mais e os portugueses só correram com ele no último momento. "

VPV pergunta-se acerca do "porquê" deste Inenarrável ter sido primeiro-ministro com o apoio de tanta gente que "devia saber mais".
Parece simples a explicação:
A ignorância e apoio constante da generalidade dos media, com ênfase particular para as tv´s ( a guerra à TVI de Moura Guedes é a melhor prova do facto) que agora continuam a recusar o julgamento relevante de tal figura pública, inclusivé nos tribunais, porque sempre o protegeram, por razões que a razão não conhece mas a ideologia sim; o esforço e empenho permanentes de certas figuras de bloco central, sempre…

Prémio da cretinice do ano

Depois de ter feito a cretinice, Ricardo Costa, director do Expresso ( o equivalente a Bárbara Reis no Público e é incrível como um indivíduo assim é director de um presumido jornal de referência) ainda escreve isto no Expresso de hoje. É preciso ter lata... ou falta de sentido das limitações.

Pedro Ferraz da Costa, um português a seguir.

Ferraz da Costa é um personagem da nossa vida política desde praticamente o 25 de Abril de 1974. Nunca o vi perder a lucidez, mesmo nos momentos mais difíceis que atravessamos no PREC. Foi sempre independente e é um exemplo raro de português que dignifica o país em que vive.
Nos tempos do PREC era "fassista", pois claro e alguns dos que assim o apodavam andam agora a navegar em águas neoliberais...

Hoje, como sempre aliás, é pouco escutado mas o que diz e escreve é mesmo isso: pode escrever o que disse ao longo de décadas, ao contrário de muitos.

O Diário de Notícias de ontem publicou um pequeno artigo que numa coluna diz tudo sobre nós e o nosso passado recente. É ler porque não há muita gente em Portugal cujas ideias sejam tão seguras e coerentes.

O jornalismo de antanho e o de hoje

Serão os jornais de hoje de qualidade melhor que os antigos, de há quarenta anos?A questão pode ser ociosa, mas merece reflexão. O critério para avaliar a qualidade de um jornal parece-me relativamente simples de aferir: um jornal é tanto melhor quanto melhor informar, porque é para isso que serve. Informar não é o mesmo que formar e muitos jornalistas confundem essas duas realidades uma vez que se inteiram do conteúdo informativo para passar uma mensagem subjectiva, sufragando as notícias com opinião.Os jornais de hoje informam devidamente os leitores acerca do que se passa na sociedade em que se inserem e no mundo que os rodeia? Não me parece que assim seja, tal e qual. O Público, o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e o Correio da Manhã, e ainda o i, informam bem os seus leitores acerca do que acontece? Se forem factos, ocorrências da vida, acontecimentosperceptíveis pelos sentido e susceptíveis de serem mostrados em imagens, talvez. Mas nem sempre. Se acontece uma catástro…

Um sintoma, apenas um sintoma

Sapo:

Mónica Moreira, a médica que assaltou uma ourivesaria no centro comercial Roma na passada segunda-feira, é também a médica que «foi afastada do centro de saúde de Alvalade depois de ter auxiliado Armando Vara a passar à frente de vários doentes», avança o Correio da Manhã.A médica foi detida pela PSP depois de ter roubado jóias no valor de 7200 euros na ourivesaria Antiquorum, e de ter agredido a funcionária da loja com gás pimenta no rosto. Para o assalto levou também o seu filho de 15 anos, que não sabia das intenções da mãe mas justificou-as como «desespero por falta de dinheiro».Quantos médicos de centros de saúde não fizeram coisas destas, ou seja, beneficiar amigos ou conhecidos ou mesmo pessoas por quem se dispuseram a facilitar a vida ( no caso passar um atestado médico com urgência e passando à frente de outros "utentes")?
Devem ser muitos, pela certa. Quantos foram "afastados" do serviço por causa disso? Provavelmente nenhum-excepto esta médic…

Causas da bancarrota ( continua)

Uma das causas da nossa bancarrota actual que nos obriga a empréstimos sucessivos, com juros altíssimos e sacrifícios sempre para os mesmos, é, no caso do serviço nacional de saúde, este tipo de coisas:
Além das deficiências metodológicas de apuramento de custos, a própria informação de base, a contabilidade analítica das unidades hospitalares do SNS, "apresenta problemas de fiabilidade e de comparabilidade, além de não ser apresentada em tempo oportuno".Resultado: a forma como é feita a contabilidade não permite conhecer o custo real de cada doente mas sim os custos de cada secção do hospital.De acordo com o relatório agora divulgado, a contabilidade analítica é vista pelos hospitais como um "imperativo legal" e não como um instrumento de gestão para planear e melhorar os índices de eficiência e de produtividade.Os serviços de Urgência e de Internamento Médico apresentam custos superiores aos preços em todos os hospitais analisados, verificando-se o inve…

Dizer bem

Dizer mal, por vezes cansa. Vou dizer bem desta vez e com exemplos contados, sobre o que me pareceu bem este ano que passou, no campo da imprensa que parasitei sem qualquer pingo de vergonha para escrever aqui neste blog coisas que me interessam. Não tenho qualquer pretensão a emitir opinião marcante, relevante ou mesmo tocante. Basta-me escrever para aliviar o que vou sentindo pelo que vejo, ouço e leio. E tentar perceber, como dizia o outro...

Assim, neste ano que passou, o jornal i destacou-se pela publicação de diversas entrevistas na parte central, desenvolvidas e com interesse. A de Ferraz da Costa é um resumo do que o mesmo disse ao longo de décadas, publicamente, em Portugal. Poucos lhe deram a atenção devida, mas a meu ver fizeram mal. Muito mal, porque Ferraz da Costa foi sempre lúcido. Mais que um Medina Carreira porque este em 1977 foi ministro das Finanças de um governo socialista, numa altura em que Ferraz da Costa criticava já o socialismo irrealista que tivemos durante …

Despedidos do SIS: peçam explicações ao Ricardo Costa...

Segundo o jornal Público de hoje, prepara-se mais uma "guerra" nos serviços de informações nacionais. O SIS e o SIED vão ser "reestruturados" nalguns departamentos e tal efeito já se sente com a "dispensa" de alguns funcionários de quadro superior.

O Público noticia que os funcionários que forneceram informações ao Expresso, violando segredo de Estado e "adulterando dados com o propósito de influenciar a escolha de novos dirigentes" foram agora corridos. Quer isto dizer que "os serviços" já se adiantaram às conclusões dos inquéritos criminais que correm para tal efeito.
Segundo o jornal a guerra já se prepara com a contagem de espingardas contra os directores nacionais dos dois serviços e a decapitação do secretário-geral, Júlio Pereira que pretende figurar como um sempre-em-pé.
Vai cair, desta vez...e talvez fiquemos a saber quem é o tal Almeida Ribeiro e principalmente o que andou a fazer durante uns anos de sabático exercício como rep…

Dizer mal

Na sua cronica de hoje, no Público, Pedro Lomba escreve que os portugueses se caracterizam por "falar mal" de tudo e de todos. E que levamos uma vida "que funciona como uma espécie de sabotagem"; Que nos "esmeramos em sabotar tudo o que fazemos; retiramos às coisas o seu significado e seriedade; fazemos revoluções, duelos mortíferos, grandes proclamações de princípio, mas depois acaba sempre tudo como dantes. Não se avança nem se recua. Fica-se como se estava."

Na sua crónica de dentro, duas páginas antes, MEC escreve que "a Internet" ( ou seja, os blogs) "é um parasita multiforme da imprensa" e que sem ela, "parando o anfitreão jornalístico, fez dieta", como aconteceu nestes dois dias de Natal. "A Internet é um crava que sai caro".

MEC , portanto, comporta-se segundo o paradigma de Lomba. Diz mal da "internet" ( dos blogs, naturalmente) porque se alimenta essencialmente da imprensa, e para dizer mal, segund…

Portugal e Espanha

"Iñaki Urdangarin vai a tribunal responder por desvio de fundos públicos e falsificação"- titula o Público, não esclarecendo se o irá fazer já em julgamento ou apenas em sede de inquérito.

A notícia acrescenta que o visado proclama inocência e que o rei no discurso de Natal disse que "A justiça é igual para todos".

E se fosse em Portugal? E se um genro de um presidente fosse suspeito de malfeitorias financeiras com dinheiros públicos? É muito fácil de dizer o que teria acontecido: a maioria esmagadora encolhia-se, a começar pelos media. Todos aqueles que comungam dessa maioria centralizada se retrairiam e mostrariam uma condescendência perante "assuntos do foro privado". Todos entenderiam o caso como uma não-notícia. As tv´s nem falariam no assunto porque os casos da tv só passam na parte da manhã, nas praças da alegria e comentados por indigentes ávidos de sensacionalismo mediático com pilha-galinhas. Agora será mais pilha-multibancos.

Diletantes, delinquentes e desfasados

O antigo ministro da Justiça, Alberto Costa, entre outras coisas que fez no ministério, organizou "um ambicioso programa anunciado por Alberto Costa para a construção de dez novas prisões e a remodelação de outras três, projectos com um valor global então estimado em 450 milhões de euros. O seu sucessor, Alberto Martins, mandou ravaliar o programa e apresentou um novo valor para os projectos: 760 milhões de euros, ou seja, mais 69% do que o previsto.
A explicação para o desvio financeiro reside essencialmente na falta de planeamento na preparação dos procedimentos de contratação pública. O Conselho de Ministros, por proposta do ex-ministro Alberto Costa, autorizou a Justiça a avançar para ajustes directos, após consulta a várias empresas. Os valores de base então recolhidos revelaram que o orçamento inicial estava completamente desfasado da realidade do mercado. Por exemplo, a cadeia de Lisboa, que estava inicialmente orçamentada em 55 milhões de euros, viu o valor base subir para…

Outro exemplo...

Este pequeno artigo no último número da revista Marianne explica uma das razões pelas quais a universidade de Sciences Politiques, de Paris é agora tão apelativa para certos indivíduos que procuram sempre "novas oportunidades".

O exemplo...

Diário de Notícias

O número de processos judiciais pendentes continua a crescer, embora o número de litígios entrados nos tribunais de primeira instância esteja a diminuir, ao mesmo tempo que se regista um aumento de juízes e de magistrados do Ministério Público. A situação mais preocupante é no Tribunal Constitucional (TC).

O tribunal Constitucional é o o tribunal superior em que os meios e recursos não faltam. Os magistrados têm carros ao dispor, assessores, mordomias que nenhum outro tribunal tem. O que falta, pelos vistos, pode muito bem ser...a vontade de trabalhar.

Bom Natal, a todos.

O Natal, em alegoria, para mim sempre foi assim: um presépio de musgo e umas figuras de barro de feira. A simplicidade a naturalidade são o significado. Na Igreja que frequentava em pequeno era assim que se figurava o presépio. E é assim que o continuo a figurar, em casa. A tradição ainda continua a ser o que era, para mim.

Porém, musicalmente, este video dá uma imagem sonora do Natal.



Ou então assim, um pouco mais sofisticado...

Os alemães só servem para nos ensinar Direito?

Capa da Der Spiegel- o presidente em falso...

A história conta-se rapidamente:

EM 2008, o actual presidente da Alemanha, Christian Wulff, então governador da Baixa Saxónia quis comprar uma casinha. Como não tinha dinheiro suficiente e aparenta ser pessoa séria, pediu emprestado. A quem? A um amigo rico, Egon Geerkens. Montante? Coisa mixuruca. 650 000 euros. Com juros de quatro por cento e tudo.
Crime? Não parece existir. Irregularidades éticas? Bem, aí, os jornais alemães que não são moles com estas coisas, dão a conhecer os factos. E os factos são pouco abonatórios para quem é presidente de República.

A Der Spiegel conta o resto:
Earlier on Thursday SPIEGEL reported on new details in the affair. Wulff ultimately took a second loan in order to repay the Geerkens in order to eliminate his €500,000 debt to the couple. When it refinanced the loan, private BW Bank gave the then state governor a real estate loan that wassignificantly more favorable in its terms than what would have been p…

MST passa atestado de jacobinismo ao Público

Miguel Sousa Tavares desde há uns tempos para cá, amansou. Ainda bem. No comentário que hoje esportula no Expresso, na coluna que abriga tudo e o par de botas habitual, há uma passagem deliciosa que atesta o estatuto editorial do Público como jacobino.

MST refere-se à reforma curricular no ensino secundário como indo "de encontro ao essencial e apaga vinte anos de brincadeiras ( basta ter visto que a drª Ana Benavente e o jornal "Público" são furiosamente contra para perceber que a reforma está certa)" .

Diz que se chama "contracorrente"...

Segundo o Correio da Manhã de hoje, a SIC-Notícias prepara-se para inaugurar um novo programa de comentários, com apresentação de Ana Lourenço. A grande notícia é a contratação desse peso-pesado do comentário mediático, António Vitorino, o "notas soltas".
O programa, a entrar em casa já em Janeiro, chama-se "Contracorrente".
É um nome fantástico, próximo da ficção científica, porque congrega outros comentadores muito contra a corrente, como Manuel Sobrinho Simões, Manuela Ferreira Leite, António Barreto e Pinto Balsemão.
Só falta um Mário Soares, notório contracorrentista, vítima permanente da marginalização mediática e política.
Esta Ana Lourenço vai longe...se não parar perto.

Um, das figuras do regime que temos

Sol:

A secretária de Estado do Tesouro disse hoje que a gestão da EDP, liderada por António Mexia, «não fez parte da discussão das propostas» no âmbito das negociações para a venda de 21,35 por cento da empresa aos chineses da Three Gorges.Maria Luís Albuquerque afirmou na conferência de imprensa no Conselho de Ministros que a continuidade ou não de António Mexia após esta operação «dependerá da vontade dos accionistas», sendo certo que, perante as datas fornecidas pelo Governo para a conclusão da operação, de Março a Abril do próximo ano, poderá ainda ser a Parpública a votar os novos órgãos sociais para o próximo triénio, já que a assembleia-geral terá de ser, segundo os estatutos, realizada até 31 de Março.Mexia é aquele indivíduo que se deu bem com Santana e com Sócrates. É uma figura de bloco central. Obviamente, julga-se superior. Espero que um dia saiba o que realmente vale. E julgo que esse dia está perto.Aditamento: claro está que já começou a elogiar os novos accion…

Olha! Não foi nenhum dos do costume...

Sapo:

O banqueiro Artur Santos Silva foi hoje escolhido para suceder a Rui Vilar à frente dos destinos da Fundação Calouste Gulbenkian, a maior do país. Assumirá o cargo em Maio do próximo ano, quando Vilar terminar o seu segundo mandato de cinco anos como presidente do conselho de administração.

Então, e o Grilo? Ficou na toca? E os outros passarões não conseguiram apanhar o bocado guardado? Isto já não é o que era...e as Maçonarias devem ter andado numa fona, para...para...isto!

Cenas de um tribunal

Decorreu ontem no tribunal a 12ª audiência de julgamento do processo Face Oculta. O Correio da Manhã, constituido assistente nos autos, requereu a audição pública de conversas gravadas entre Armando Vara e Rui Pedro Soares, por ocasião dos factos mais relevantes para os magistrados e investigadores considerarem que se estava perante um crime de atentado ao Estado de Direito. No centro de toda a estratégia para tomar de assalto vários órgãos de comunicação social estava o primeiro-ministro José Sócrates e é isso que as escutas revelam. Escutas que foram mandadas destruir pelo presidente do STJ, por serem irrelevantes, com parecer prévio nesse sentido do PGR.
As conversas de Vara com aquele ""boy" socialista que logrou condenar o semanário Sol a uma pesada indemnização, precisamente por causa destas escutas, são suficientemente eloquentes para se saber quem era o "chefe" desta conspiração contra o Estado de Direito. Os mais altos representantes do poder judicia…

O livro de Rui Verde

Este pequeno livro de Rui Verde, o ex-vice-reitor da Universidade Independente lê-se de um fôlego e num par de horas.
O tema não é apenas o processo aludido, relativo à licenciatura aldrabada e porventura obtida fraudulentamente ( a acusação explícita é mesmo essa) e da putativa destruição da Independente pela dupla conforme de dois políticos do momento, no caso Sócrates-Vara. É mais que isso.
O livrito é um retrato impressivo embora algo fluido de determinado extracto da elite da sociedade portuguesa.

As poucas frases da contra-capa dão o mote e apontam mesmo ao coração do mostrengo que nos domina a vida colectiva: "Em Portugal há um sistema de poder opaco que se entretém em disputas florentinas que levam o país ao caos (...) Esse sistema necessita desesperadamente de dinheiro. Da Europa, de Angola, do Brasil, de Macau, seja de onde for. E domina toda a sociedade e o Estado."

É este o ponto do livro e deveria ser este o pano de fundo para se escreverem mais livros sobre o assu…

O senhor Nunes continua na ASAE?

Sol:

Olivier Costa foi esta terça-feira absolvido do crime de desobediência à ASAE (Autoridade Segurança Alimentar e Económica) por permitir que os clientes do Guilty dançassem naquele restaurante bar.
A acusação remontava ao início de Novembro, quando o empresário e chef foi detido pela primeira vez. O empresário quer agora processar aquele organismo pelos prejuízos de 100 mil euros provocados no restaurante, que foi encerrado por agentes na madrugada de sábado.

A juíza que presidiu ao julgamento do empresário no Tribunal de Pequena Instância Criminal considerou que a proibição de dançar imposta pela ASAE ao restaurante 'Guilty' «não é clara nem perceptível, não podendo por isso ser cumprida». E que o empresário respeitou o pedido feito pelo inspector-geral da ASAE numa reunião em que e ficou estabelecido que Olivier não poderia ter dançarinas no restaurante, nem arrastar mesas nem cadeiras

Pedro Lomba vergasta o lombo retórico do professor Freitas

As faculdades de memória, inteligência, honestidade intelectual e coerência do professor Freitas do Amaral foram hoje publicamente fustigadas sem piedade , no artigo de opinião de Pedro Lomba, no Público.
O artigo é devastador e merece leitura que conto colocar aqui, amanhã.

Aditamento: e aqui fica. É ler como se escrevem bordoadas, a preceito, em quem as merece.


Tomem nota...

Público:

A justiça alemã condenou hoje dois ex-executivos da Ferrostaal a dois anos de prisão, com pena suspensa, e ao pagamento de coimas por suborno de funcionários públicos estrangeiros, na venda de submarinos a Portugal e à Grécia.

O ex-administrador da Ferrostaal Johann-Friedrich Haun e o ex-procurador Hans-Peter Muehlenbeck já se tinham dado como culpados perante o Tribunal Regional de Munique, a troco da garantia dada pelo juiz de que a sentença não iria além da pena que foi realmente aplicada. Haun terá de pagar uma coima de 36 mil euros e Muehlenbeck de 18 mil euros, anunciou o juiz do processo, Joachim Eckert.


Como as leis penais alemãs servem quase sempre de inspiração para a nossa intelligentsia universitária que legisla, podiam perguntar-lhes como conseguem este resultado em tão pouco tempo.
Por cá, o caso dos submarinos anda a marinar no DCIAP...e possivelmente vai submergir durante uns tempos, até que os governantes no activo deixem de o estar. É assim o costume e o que ve…

Outro livro para o Natal

Este livro de Miguel Cardina, um trintão formado em Filosofia por Coimbra, fez um doutoramento em História Contemporânea e como tese apresentou o essencial de que este livro é uma versão.
É um magnífico volume de memórias do nosso passado recente, com destaque para os anos sessenta e os setenta do século passado.
O maoismo e o esquerdismo em geral foram viveiros de certos intelectuais que desaguaram em partidos políticos, quase sempre em esquerda, mesmo sendo putativamente de direita ( como o PSD).
Nestas quatro páginas que aqui coloco e se podem ler com um clique, há a história do assassinato de um informador da PIDE, às mãos de uns revolucionários de pacotilha, com destaque para um certo Francisco Martins Rodrigues, dissidente do PCP e inimigo, pela esquerda, da sua linha política de contemporização com o regime por não querer enveredar pela via revolucionária e pelo slogan de que "o poder está na ponta de uma espingarda."
O tal Rodrigues mais um tal d´Espiney assassinaram um …

Burgueses e malteses, às vezes

Passou agora mesmo na Sic-Notícias uma conversa entre Mário Crespo e José Adelino Maltez a propósito de um novo livro deste ( estamos no Natal, é a tal coisa...), um Abecedário Simbiótico.
O título do livro suscitou a Mário Crespo interrogações sobre o significado ( não sabia o que era uma simbiose...) e a talhe de foice entrou a conversa na Maçonaria, porque o livro está eivado de referências a essa sociedade secreta.

José Adelino Maltez enunciou uma teoria interessante: somos o que somos porque somos malteses, mestiços. E o nosso percurso político, desde 1640, é feito de simbioses de ideias dispersas, incluindo as ideias da maçonaria e de outras proveniências.

O 25 de Abril, para Maltez é apenas uma fase desse fenómeno diacrónico que nos acompanha ao longo da História e só teremos sucesso como povo se integrarmos esses movimentos de ideias diversas.

Não sei se será assim ou se esta ideia é apenas mais um disparate filosófico-político. Mas que é interessante, lá isso é.

Músicos portugueses, com certeza

Chega o Natal e já é sabido: todos os que vivem da criação intelectual em obras artísticas tentam vender o seu produto acabado. Os músicos portugueses fazem-no há dezenas de anos. É já uma mentalidade estabelecida e este ano foi a vez de alguns dinossáurios da mpp: primeiro Sérgio Godinho com um disco que devia ter ficado a aguardar mais tempo de maturação. Depois, Fausto, com um disco duplo que comprei e tem algo de frustrante: praticamente é a mesma canção em toada do princípio ao fim. Quem gosta, ouve os primeiros cinco minutos e fica tudo ouvido.
Agora, por último, os antigos Trovante nas pessoas de João Gil e Luís Represas, lançaram um novo disco em dueto.
Tenho um disco dos Trovante que acho fabuloso, o Terra Firme de 1987. De 125 azul a Perdidamente todas as canções são de qualidade auditiva elevada. Obra-prima, claro.
Entretanto, os media portugueses não se fazem rogados e depois de passarem tempo e espaço com Sérgio Godinho e Fausto ( mais aquele que este) dão-no agora aos antig…

As figuras da Justiça

"Pobre país onde as três principais figuras institucionais da Justiça- o bastonário dos advogados, o presidente do STJ ( Noronha Nascimento) e o procurador-geral da República ( Pinto Monteiro)- são as pessoas que são. And i rest my case..."- José Manuel Fernandes no seu artigo de página, no Público de hoje e a frase vem no contexto da apreciação da actuação de Marinho e Pinto no caso das irregularidades detectadas na auditoria aos processos em que ocorreu apoio judiciário.

Marinho e Pinto parece ser muito amigo de Pinto Monteiro e vice-versa. O Ministério Público tem em mãos um processo crime para apurar responsabilidades desse género no caso dos advogados do apoio judiciário. Espera-se do PGR uma prudente distância, sem declarações e sem comprometimentos que inquinam o papel de isenção do MºPº. Nesse como noutros casos, o PGR deve saber ser totalmente isento e não interferir no normal curso da justiça que os magistrados sabem aplicar em conformidade com a lei e o direito. Nã…

"Vida e destino"

Esta moça, Isabel Moreira, é filha de Adriano Moreira e foi eleita deputada pelo PS, como independente. A entrevista que dá hoje ao Sol ( na imagem) é uma pequena tragédia.
Isabel declara que o pai " é o homem da minha vida" porque "não me lembro de mim sem falar política com o meu pai." E diz mesmo que o pai "é o culpado de eu ser socialista", porque lhe instilou as preocupações sociais que aliás serão comuns.

Quer dizer, para preocupações sociais, há o PS. E por isso já "é socialista até à raiz dos cabelos".
Sobre Sócrates? Diz simplesmente que "é um político determinado reformista, que herdou um défice descomunal de uma direita que o criou sem crise internacional. Em dois anos reduziu esse défice para valores à volta de 3 por cento. Depois quando começou a crise internacional foi fácil culpá-lo de tudo."

Repare-se: Isabel Moreira é formada em Direito e até constitucionalista. Estudou Ciência Política e sabe como se organiza teorica…

Como anda a autonomia interna do MºPº?

Ontem dei conta de que José Sócrates já não seria ouvido em tribunal porque a defesa do do ex-reitor da Independente prescindira do depoimento da testemunha.

Curiosamente, algum tempo depois li uma mensagem em que se dizia que "a PGR não vai avançar com a intenção de ouvir o ex-primeiro-ministro socialista, no âmbito do processo da Universidade Independente.

Isto porque, explica a mesma fonte, o pedido de audição de José Sócrates estava agregado ao pedido da defesa do ex-reitor Luis Arouca que, entretanto, retirou o requerimento a solicitar a presença do ex primeiro-ministro em tribunal como testemunha.

"O Ministério Público não pediu autonomamente para ouvir o Senhor ex-primeiro-ministro, José Sócrates. O que o Ministério Público requereu oportunamente, na sequência da apresentação da testemunha pela defesa, foi que se esta viesse a ser ouvida, o Ministério Público quereria inquiri-la também", avança fonte oficial da PGR. Concluindo: "Tendo sido retirado o …

Um repórter em Paris

O repórter Paulo Dentinho, da RTP2 ( a mesma da jornalista Sandra Felgueiras) está em Paris e acabou de reportar a decisão condenatória do antigo presidente francês Jacques Chirac, realçando a independência da Justiça, em França.
Paulo Dentinho está a dois passos da residência de José Sócrates. Porque não vai tocar à campainha do apartamento do antigo primeiro-ministro português para lhe perguntar o que pensa da condenação de Jacques Chirac? Ou até mesmo tentar entrevistá-lo à entrada para as aulas em Sciences Po?
Ora...

Re-republicação

Este postal já foi aqui publicado duas vezes.Em 25.2.2011 e em 13.6.2011. Fica aqui outra vez porque não há duas sem três. E é para ler, lembrando o que dois incríveis do PS ( um deputado inenarrável e o Inenarrável propriamente dito) disseram recentemente sobre as nossas dívidas.

"O país estava a modificar rapidamente o seu aspecto e sentia-se por todo ele um surto de progresso do qual iam beneficiando todas as classes.A afirmação de que era o mais pobre da Europa baseava-se em estatísticas donde se extraíam índices desfavoráveis. Mas o que nós tínhamos, com certeza, era o pior serviço estatístico da Europa e a menor capacidade, também da Europa, para trabalhar a informação internacional. Quem percorria o território metropolitano via por todo o lado uma lavoura a renovar-se procurando vias novas na fruticultura, na florestação e na pecuária, uma indústria em plena expansão, os serviços cada vez mais espalhados e a oferecer mais empregos. O comércio vendia quant…