quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Júdice, o advogado anómico?

InVerbis:

Para José Miguel Júdice, que ontem depôs como testemunha abonatória de Paulo Penedos, mediar conversações entre empresas não é crime, nem quando se trata de negócios públicos e de estabelecer contactos com políticos.
Na 118.ª sessão do julgamento do caso Face Oculta, no Tribunal de Aveiro - onde Penedos responde por tráfico de influências - o antigo bastonário da Ordem dos Advogados afirmou que já o fez e vai continuar a fazê-lo, enquanto achar conveniente.
"Fazer pedidos a funcionários públicos não é crime, mas fazê-lo em troca de pagamento sim" admitiu, porém, Júdice, em resposta ao advogado da REFER. O causídico questionava o papel dos advogados em negócios entre empresas - referindo-se à intervenção de Penedos nas firmas de Manuel Godinho - e se essa mediação não poderia ser feita por outro tipo de profissionais. Júdice adiantou apenas que os advogados podem exercer funções não jurídicas.


Não é nada de admirar, esta posição de princípio de um advogado que já disse em entrevista ( ao jornal i de 5.6.2012) que  "toda a minha vida foi uma luta contra a corrupção. Não ganhei o dinheiro que podia ter ganho porque não aceitei coisas que não podia aceitar."

Júdice não sabe o que é isso de corrupção, como não sabe o que é uma cunha ilegal, como não sabe o significado jurídico do crime de tráfico de influência.
Pode mesmo perguntar-se se Júdice sabe alguma coisa de direito penal...ou se não será mais um dos expoentes da anomia reinante, referida  há dias por Faria Costa, professor catedrático de Coimbra .

1 comentário:

Floribundus disse...

sempre ouvi dizer
'que a D. Cunha era a mais antiga instituição nacional'. mas muitos destes bípedes usam e abusam.

os advogados da nossa praça
escolhem representantes que são uma desgraça. têm vindo a descer a escada. são verdadeiros 'criados de escada abaixo'.

estes casos e gentes são um espelho que passou do 3º para o 'outro mundo'.

RIP pelo socialismo