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Mensagens

A mostrar mensagens de Dezembro, 2012

Bom ano de 2013

A figura ausente do ano na vox populi

Desta vez a estratégia de "low profile" está a funcionar em pleno: ninguém quis saber onde passou o Natal, com quem almoçou às escondidas e outros pormaiores da vida particular do indivíduo que nos quilhou a vida colectiva durante muitos e bons anos.
A mafia habitual do jornalismo caseiro funcionou na perfeição e parece já não haver arrependidos. Os tempos estão difíceis e os angolanos não querem estragar o arranjinho que conseguiram no bom tempo. Por outro lado, os únicos não alinhados estão distraídos.

Nem tudo foram desgraças, este ano...

O grande jornalista do grupo Balsemão, António José Teixeira, que tem uma voz barbuda, arranjou um programa na SIC-N em que fez uma espécie de balanço do ano de 2012, acabando por dizer que afinal nem tudo foram desgraças.
Como convidada desse programa de tv, além dos mais, apareceu a grande historiadora do "fassismo" Irene Flunser Pimentel que dá sempre o toque certo do politicamente correcto na análise historicista. Para a Flunser é só desgraças com esta "política actual" e acha que a genealogia do percurso de chegada a este estado de coisas "é muito complicada".  A Flunser não sabe, mas o bravo Artur Baptista da Silva que diria o mesmo que a Flunser, sabia muito bem. Por isso é estranho que a Flunser não saiba.
A Flunser sabe no entanto que " a Justiça está a falhar". E até o "próprio jornalismo" que tem de certa forma falhado.
Esta senhora Flunser é assim catapultada, por efeito do magnífico jornalista Teixeira, para os píncaros do…

Como a Time via o Portugal de Marcello Caetano

Em 5 de Novembro de 1973 a revista Time ( o primeiro número que comprei) trazia na capa, em foto close up, o presidente Nixon então às voltas com o escândalo Watergate. No interior da revista, havia duas páginas consagradas à situação do Portugal de então, num artigo intitulado Unpleasant dreams.
Foi aqui, precisamente que li a estatística sobre o nosso esforço de guerra no Ultramar: 40% das receitas do Orçamento. Imagine-se tal coisa, hoje em dia...
O artigo focava essencialmente a perspectiva internacional, no caso americana e ligeiramente de esquerda, sobre os "sonhos desagradáveis" das eleições realizadas uma semana antes, no nosso país de então. Lá aparece a menção à "primavera marcelista", à breve liberalização encetada pelo regime, em prol dos "novos standards democráticos", com críticas à ilusão que entretanto desaparecera.
O artigo cita Balsemão como director do Exprsso e a dizer que Portugal estava no fundo de qualquer indicador económico dign…

Como a Time via o nosso capitalismo em 1975

A revista Time em 14 de Julho de 1975 publicou este número com uma imagem de capa muito sugestiva num tempo que em Portugal quase toda a opinião pública e mediatizada só jurava pela Revolução socialista e comunista.
Esta capa  nos quiosques portugueses de Julho de 1975, em pleno PREC,  era uma provocação e foi por isso que a comprei.


Lá dentro, porém, trazia também um artigo sobre Portugal, inspirado pela correspondente da revista em Portugal, Martha de la Cal. Após as nacionalizações de Março de 1975 nas quais o comunismo decapitou as figuras maiores do capitalismo português,  a Time tinha uma visão dos capitalistas portugueses como vindos do tempo medieval...é ler.
Sobre o capitalismo de hoje, em Portugal, Martha de la Cal, se fosse viva, diria o quê? Que é do tempo do far-west, em que cada um se safava como podia?



Jornalismo desportivo: mais um frete

João Marcelino, o director do jornal que se apresta a mudar de dono, antigo paradigma da nossa imprensa e símbolo da decadência nacional, entendeu tornar o sindicalista Carvalho da Silva, doutorado no ISCTE em tese peregrina, director do jornal por um dia.
Evidentemente que um sindicalista, tornado sociólogo de tretas no ISCTE, só pode usar o jornal como meio de propaganda política, eventualmente preparando o caminho para se candidatar à presidência da República deste pobre Portugal.
Com um bocado de jeito e a receita do costume, bem conhecida do patrocinador-mor do candidato, o desmemoriado Mário Soares, este mesmo Carvalho da Silva ainda acaba presidente de "todos os portugueses". Com uns apelos aos pobrezinhos do costume, a diabolização da "direita" e dos mercados e a treta de sempre sobre  o futuro e a esperança na "mudança de políticas" teremos o nosso destino traçado para mais uns anos de tragédia e desgraça. 
Para se aquilatar o peso deste número …

O escândalo do devorismo é este

Expresso on-line:

Os casos foram falados nos últimos anos, quando o Ministério Público começou a investigá-los, e serviram muitas vezes de exemplo para o que correu mal com o BPN.
Arlindo de Carvalho, ex-ministro de Cavaco Silva. El-Assir, amigo de Dias Loureiro, um outro ex-ministro do actual Presidente da República. Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD. Todos com dívidas pesadas ao banco.
Segundo o que Expresso apurou, nenhum daqueles três grandes clientes da instituição antes liderada por José Oliveira Costa tem pago qualquer prestação sobre os créditos que estão pendurados agora na Parvalorem, um veículo criado pelo Estado para recuperar o que for possível. 


Isto é um escândalo, evidentemente. Um grande escândalo que tem de ser divulgado e amplificado nos media.
Esta gente tem de pagar o que deve, até ao último centavo. Como não vai ser possível tal efeito, há instrumentos na lei que permitem obter um efeito aproximado: providências cautelares, impugnações paulianas e a vergonh…

PS com ABS: o "outro caminho"

Tirado daqui e sem comentários porque nem precisa. A não ser este: si non e vero, è ben trovato...



ADITAMENTO:
No Expresso da meia- noite que agora mesmo começou ( são 23:07) os dois portadores do barrete  até aos pés apareceram em diálogo saltitante a pedir desculpas esfarrapadas e ligeiras sobre o incidente.
Não se enxergam, está visto. Et pour cause...do barrete. Um garruço de todo o tamanho que lhes cobre a vergonha que não têm.

Outro ADITAMENTO em 29.12.2012:

Afinal havia outra...foto de ABS. Nesta, apanhada por aqui, pode ver-se o pobre Artur acompanhado de outros colegas, como Vital Moreira e outros grandes intelectuais do PS, como uma tal Jamila, companheira de aventuras da juventude socialista de um tal Rui Pedro Soares.
Similus cum similibus...

A Newsweek em papel acabou

A revista americana Newsweek, na sua edição em papel acabou este mês. Foi agora publicado o último número que como é habitual em casos destes,  é dedicado a um pequeno historial da revista ao longo de oito décadas que durou com exposição nos quiosques.

Por mim, a revista despertou-me a atenção logo no início dos anos setenta. O primeiro número que comprei é mesmo este, sobre a época de "vacas magras" que Marcelo Caetano anunciara, derivada da primeira crise do petróleo, com a guerra no Médio Oriente, entre árabes e judeus.


 A Newsweek era, a par da Time, e nos anos oitenta, da U.S. News & world Report, uma das minhas fontes de informação escrita sobre os assuntos do momento mundial, na perspectiva americana. Ao longo de quatro décadas também as coleccionei e guardei, particularmente os números especiais de fim de ano, com resumo dos acontecimentos.
Ultimamente a revista, sob a direcção de Tina Brown refinou esteticamente ( publicou um número de antologia em 26 de Março …

Pataniscas de jornalismo à Expresso

TVI24 ( a SIC esqueceu o assunto...):

(...)O primeiro contacto surgiu em Fevereiro, quando Artur Baptista da Silva, apresentando-se como «professor universitário da U.T.L. de Economia Social e senior fellow da Milton Wisconsin University» mostrou interesse em ser admitido como membro da Academia do Bacalhau de Lisboa.
No correio electrónico enviado nessa altura à Academia do Bacalhau, Artur Baptista da Silva destacava que o seu interesse tinha surgido «tendo em conta as elogiosas referências» que «o convívio social e fraterno» desta organização lhe tinha «merecido das mais diversas personalidades».
A proposta não suscitou desconfianças, contou à Lusa o presidente da Academia do Bacalhau de Lisboa, Mário Nunes. 
Foi num dos jantares desta tertúlia, que conta com 54 academias em todo o mundo, que Artur Baptista da Silva conheceu o presidente do International Club de Portugal, Manuel Ramalho, a quem se apresentou como especialista do Banco Mundial e da ONU e a quem propôs posteriormente pa…

Síndrome vale e azevedo

Sol:
O alegado especialista da ONU Artur Baptista da Silva, que foi denunciado como impostor por vários órgãos de comunicação social, queixou-se de ser vítima de um “julgamento sumário”, em que lhe foi aplicada a pena de “linchamento de carácter”.
Artur Baptista da Silva, num sms enviado à agência Lusa, a partir do seu telemóvel, lamentou ter passado o Natal “no pelourinho da praça pública”, num "julgamento sumário, seguido de aplicação imediata da pena de linchamento de carácter”.


Há mais gente em Portugal, com notoriedade, que sofre deste mesmo síndrome: apesar de carregados de justo opróbrio, pelo que fizeram a outros,  nem dão por isso e continuam a comportar-se como se ainda fossem vítimas de uma injustiça para com as suas excelsas personalidades.
Há um exemplo ainda mais notório que este pobre Artur. Anda por aí, fugido a responsabilidades.

A cretinice do Expresso ameaça tornar-se uma lenda: a dos otários do Expresso

Um indivíduo qualquer a quem não dei a mínima atenção- já não leio o Expresso e enfado-me com os  cretinos que o dirigem, sempre que os apanho por distracção no seu canal privativo de noticiários- parece que logrou enfiar aos directores daquele semanário um garruço daqueles maiores do que os do pai natal.
Se tal tivesse sucedido em países minimamente civilizados e com jornalismo credível e para admirar, os dois tais teriam feito o que normalmente acontece nestes casos: demitiam-se cobertos de vergonha para que toda a gente soubesse que numa época em que já não há penas e alcatrão para cobrir palermas, pelo menos ainda existiria a tal  substância imaterial cuja existência é denegada pelo comportamento de pessoas que tais.

Um dos companheiros desta alegria pindérica que não conhece tal sentimento, assumiu as dores alheias e justificou assim, on line, as mágoas de um jornalismo que dói a ler e que como não sou masoquista deixei de pagar e alimentar.
Um dos citados na crónica, Rui Tavares…

Bom Natal 2012

Com uma paisagem deste Inverno.

Rikki: não perca esse número!

Sobre o facto de Ricardo Salgado ( sim, o principal do BES, o Rikki nº 1) ter ido ao DCIAP prestar depoimento e batatinhas, o DN noticiou como deve ser:

O banqueiro foi chamado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal a prestar declarações como testemunha no processo 'Monte Branco', devido a transferências de milhões de euros para o estrangeiro, não declaradas ao fisco.
As declarações, prestadas na terça-feira, visavam esclarecer os milhões de euros que colocou no estrangeiro até 2010 e que não declarou ao fisco. Os capitais foram movidos através dos serviços da Akoya Asset Management e do seu líder, o suíço Michel Canals, noticia o semanário Sol.
Ricardo Salgado foi instado a explicar, ao longo do seu depoimento, as suas relações com a Akoya e o modo como esta funcionava. No caso de Salgado estão em causa capitais próprios e a sua aplicação no estrangeiro sem pagar impostos, sendo um dos cerca de 400 clientes que se estima terem usado os serviços da Akoya.
O pres…

Mário Soares, o inconstitucional repetente

Negócios:

Não foi inconstitucional, ao longo dos últimos 30 anos, entrarmos três vezes em bancarrota. Não é inconstitucional termos primeiros-ministros que levem o País à bancarrota. Acho que isto devia ser um factor de meditação." Pires de Lima.

De facto, as inconstitucionalidades surgem agora como evidências das discrepâncias entre as políticas económicas e sociais cuja aprovação e execução se encontram em curso e o texto constitucional aprovado em 1976 e revisto já por diversas vezes, a última das quais nos anos 2000.
Nas três vezes que as políticas económicas cuja aprovação e execução decorreu em função de ideologia de esquerda, hard e soft, comunista e socialista, e nos conduziram directamente a estado de bancarrota iminente, ninguém se preocupou em sindicar tais políticas junto do tribunal constitucional para esta instituição do Estado impedir tal efeito.
 Porém, como diz Pires de Lima, a Constituição assegura direitos, muitos direitos que foram postos em causa directamente…

A complexidade dos sistemas simples de entender

No outro dia, na TVI24, no programa Olhos nos Olhos que tem como comentador habitual Medina Carreira, compareceu o presidente do conselho de administração do hospital de S. João, António Ferreira. O que ele disse ao longo do programa é simplesmente interessante e raro num indivíduo como é um administrador de Hospital público.
O soundbite mais relevante foi o de que "cada cirurgião faz em média 1 cirurgia por semana». E outra: «No Hospital de São João, 30 cirurgiões nunca foram ao bloco operatório».
Tais declarações desencadearam a reacção corporativa habitual, designadamente do presidente do sindicato dos médicos que apareceu logo a defender a honra do convento: "As declarações do presidente do Conselho de Administração do São João deixaram “perplexo e indignado” o líder da Ordem dos Médicos, que desafia António Ferreira a explicar porque razão isto acontece em vez de estigmatizar os médicos."

Independentemente do facto de a razão assistir ao Administrador do S. Jo…

O romance do nosso meio século, de Jaime Nogueira Pinto

Nuca houve tantos livros expostos nas livrarias como hoje. São novidades em cima de novidades, livros de História e de histórias e com um destino marcado: chamar a atenção do comprador, mais que do leitor. Uma boa parte não devia ter saído do prelo, mas toda a gente tem direito a escrever, publicar e esperar ser lido se assim o quiser. Esse direito é mais amplo hoje do que jamais terá sido.

Entre livros recentes que comprei, para além da cripto-biografia de José Manuel Fernandes, para entender como um jovem-adulto se deixa encantar pela extrema-esquerda e da tese de doutoramento de Adelino Gomes,  ( no ISCTE, bleurghhh...) reescrita em tonalidade mais pop e intitulada "Nos bastidores dos telejornais RTP1, SIC e TVI", avulta um que me chamou a atenção por motivos diversos e que comprei e ando a ler nos pequenos intervalos de outras coisas a fazer: "Novembro", da autoria de Jaime Nogueira Pinto.
É um romance e tem peso disso. Já comecei a ler as primeiras páginas e…

O segredo de Fernanda Palma

Daqui, InVerbis, a croniqueta de Fernanda Palma no Correio da Manhã de Domingo:

(...) Objecções como as do Tribunal Constitucional, em nome da presunção de inocência e contra a inversão do ónus da prova, fornecem bons argumentos contra certas investigações e violações do segredo de justiça que põem em causa o bom-nome das pessoas. Isto tem acontecido repetidamente (e até a defensores da criminalização do enriquecimento ilícito).

A divulgação das buscas é muito grave dada a afectação da credibilidade da pessoa visada e do próprio processo. A investigação deve ser secreta, obrigando ao silêncio os investigadores e os alvos. A mediatização dos processos é contrária à atitude do famoso detective Colombo, da série televisiva, que cercava o suspeito, sem que ele o percebesse, até à estocada final.

Não sabemos, em cada situação, a quem se deve a divulgação pública das buscas ou de outras diligências. Por isso, não podemos lançar a primeira pedra contra ninguém. Seja como for, a investigação …

O PS prepara-se para a festa...

O PS pela voz de Miguel Laranjeiro, na RTP Informação, falou agora sobre o assunto "privatização TAP e ANA". Quer maior transparência no processo e portanto suspender o curso dos acontecimentos.
Provavelmente espera ser o responsável pelos procedimentos, se vier a ganhar eleições futuras. Aí, a transparência será idêntica à que ocorreu no Freeport, nas PPP´s, na EDP e na PT.
Este PS é um partido do "arco da governação". Este arco é abatido por outro fenómeno típico: a corrupção e o financiamento partidário usual. Enquanto outros utilizam nomes fantásticos tipo Jacinto Leite, este PS nem precisa de artifícios. Bastam-lhe a inoperância das autoridades que investigam e a táctica de gritar "à cabala!"
Resulta sempre.

Marinho e Pinto: aleivosias à sorrelfa

J.N:

Logo após surgir na Comunicação Social a informação de que as escutas de conversas telefónicas entre o primeiro-ministro e um banqueiro suspeito de envolvimento em graves crimes económicos tinham sido remetidas pelo Ministério Público ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça para validação processual a ministra da Justiça entrou em cena com a subtileza que lhe é peculiar. 
Primeiro declarou que era preciso mexer na legislação sobre o segredo de justiça (quando as vítimas das violações do segredo de justiça eram outras ela dizia que a impunidade acabou) e logo de seguida "solicitou" à Procuradoria-Geral da República que viesse ilibar publicamente o primeiro-ministro e líder do seu partido, o que a PGR prontamente fez garantindo não existir contra ele «quaisquer suspeitas da prática de ilícitos de natureza criminal».
Sublinhe-se que, nos termos da lei (artigo 87, n.0º 13 do CPP), "a prestação de esclarecimentos públicos pela autoridade judiciária"…

Investigue-se e já!

O Público faz hoje serviço público. Como detesta o ministro Miguel Relvas, por razões conhecidas e que noutros casos semelhantes nunca serviram para isto, investigou jornalisticamente o negócio de privatização de uma empresa pública, no caso ligada à TAP. Com base em sopradelas de adversários politicamente situados, os quais só se preocupam com este assunto por motivos estritamente políticos porque se estão nas tintas para o interesse público, o Público publicou hoje o seguinte que recebi por mensagem electrónica e que configura factos com gravidade suficiente para o Ministério Público do DCIAP indagar ( não é preciso incomodar a PGR porque não lhe compete investigar ; a directora do DCIAP tem a obrigação estrita de abrir um inquérito e distribuí-lo ao magistrado que tiver maior competência para investigar estes factos, porque estão relacionados com o brasileiro José Dirceu, condenado no Brasil por corrupção por factos semelhantes a estes).
Evidentemente que o PS nada vai objectar nem…