segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A loucura comunista em Portugal

Em 1975, quase de modo imperceptível para a opinião pública, mas evidente para quem estava atento, os media começaram a dar atenção particular aos países da chamada "cortina de ferro", as "democracias" do Leste, do socialismo real e autêntico, o comunismo puro e duro que a Esquerda comunista queria mesmo implantar aqui, em Portugal, para substituir o "fascismo" e depor a "burguesia" do poder.

Estes conceitos eram de tal modo evidentes nas redacções dos principais meios de comunicação social que apareciam extensas reportagens sempre laudatórias e encomiásticas, verdadeira propaganda travestida de jornalismo, sobre esses países onde afinal a miséria era ainda maior que no nosso pobre país capitalista, o que é um facto notório e conhecido após a queda do muro de Berlim, no final dos anos noventa.

Em 25 de Julho de 1975,  a Flama dirigida por António dos Reis ( não era comunista, era socialista e maçónico...e a revista era do Patriarcado, ou seja, católica, o que dá para ver até onde isto chegou) dedicou um suplemento especial de doze páginas à...Bulgária. Assim, com uma linguagem escrita da autoria de Carlos Gil ( outro que deve ter ensinado as gerações dos actuais jornalistas do para quem é bacalhau basta):




Em 20 de Junho de 1975 a mesma revista dava amplo destaque a uma reportagem de uma viagem do presidente da República de então, Costa Gomes, à...Roménia! A Roménia apresentada como um modelo de sociedade para Portugal! Isto não era mesmo um loucura colectiva, encenada por essa gente que ansiava pelo comunismo como hoje ainda o fazem?
Note-se que a Roménia de Ceausescu era um país onde a ditadura feroz e o arbítrio da família "real" comunista era do conhecimento comum.
Como foi possível esta fantasia e esta alucinação, em Portugal?
A resposta é simples: Partido Comunista Português. O mesmo que hoje existe e com as mesmíssimas ideias. 



9 comentários:

miguel disse...

Ahaha!
Que pena o José não ter no arquivo o jornal "O Diário".

Lá,podia ler-se sobre a gloriosa luta dos Khmers Vermelhos,partido do povo,liderados pelo corajoso camarada Pol Pot contra o imperialismo americano.
Ler-se as suas façanhas épicas,contadas pelo camarada Urbano Rodrigues,que antes de 74 servia de agente de ligação aos serviços secretos soviéticos e aos guerrilheiros comunistas na África portuguesa.

josé disse...

Não, do Diário nada tenho. E tenho muita pena porque no final dos anos setenta havia lá um caricaturista que era simplesmente espantoso.
António era o nome simples. E desconheço se há recolhas das suas caricaturas fantásticas, do nível das de um João Abel Manta, embora de um estilo mais simples, tipo "linha clara" da bd belga.

Mas por outro lado, a imprensa partidária é mesmo isso: partidária e redutível a descontos e mais descontos de valor quase a atingir o zero de credibilidade.

josé disse...

Prefiro recolher os artigos da imprensa "mainstream" porque são mais autênticos da "normalidade democrática" e espelham o que era a sociedade em geral, na época.

A imprensa partidária nunca nos dá tal coisa.

Floriano Mongo disse...

José, não querendo abusar deste seu espaço, mas já abusando, deixe que lhe mostre alguns pontos do programa nazi que certamente também não deixam de enternecer os nossos comunas, ainda hoje:

(…)
11. A supressão dos rendimentos a que não corresponda trabalho ou esforço, o fim da escravidão do juro;

12. Levando-se em conta os imensos sacrifícios em bens e em sangue derramado que toda guerra exige do povo, o enriquecimento pessoal graças à guerra deve ser qualificado de crime contra o povo. Exigimos, portanto, a recuperação total de todos os lucros de guerra;

13. Exigimos a nacionalização de todas as empresas (já) estabelecidas como sociedades (trustes);

14. Exigimos participação nos lucros das grandes empresas;

15. Exigimos que se ampliem generosamente as aposentadorias;

16. Exigimos a constituição e a manutenção de uma classe média sadia, a estatização imediata das grandes lojas, e o seu aluguer a preços baixos a pequenos comerciantes, cadastramento sistemático de todos os pequenos comerciantes para atender às encomendas do Estado, dos Länder e das comunas;

17. Exigimos uma reforma agrária apropriada às nossas necessidades nacionais, a elaboração de uma lei sobre a expropriação da terra sem indemnização por motivo de utilidade pública, a supressão da renda fundiária e a proibição de qualquer especulação imobiliária;

18. Exigimos uma luta impiedosa contra aqueles cujas actividades prejudicam o interesse geral. Os infames criminosos contra o povo, agiotas, traficantes etc. devem ser punidos com pena de morte, sem consideração de credo ou raça;

19. Exigimos que se substitua o direito romano, que serve à ordem materialista, por um direito alemão;

20. Com o fito de permitir a todo alemão capaz e trabalhador alcançar uma instrução de alto nível e chegar assim ao desempenho de funções executivas, deve o Estado empreender uma reorganização radical de todo o nosso sistema de educação popular. Os programas de todos os estabelecimentos de ensino devem ser adaptados às exigências da vida prática. A assimilação dos conhecimentos de instrução cívica deve ser feita na escola desde o despertar da inteligência. Exigimos a educação, custeada pelo Estado, dos filhos – com destacados dotes intelectuais – de pais pobres, sem se levar em conta a posição ou a profissão desses pais;

21. O Estado deve tomar a seu cargo o melhoramento da saúde pública mediante a protecção da mãe e da criança, a proibição do trabalho infantil, uma política de educação física que compreenda a instituição legal da ginástica e do desporto obrigatórios, e o máximo auxílio possível às associações especializadas na educação física dos jovens;

22. Exigimos a abolição do exército de mercenários e a formação de um exército popular;

23. Exigimos que se lute pela lei contra a mentira política deliberada e a sua divulgação através da imprensa. Para que se torne possível a constituição de uma imprensa alemã, exigimos:
a) que todos os redactores e colaboradores de jornais editados em língua alemã sejam obrigatoriamente membros do povo (Volksgenossen);
b) que os jornais não-alemães sejam submetidos à autorização expressa do Estado para poderem circular. Que estes não possam ser impressos em língua alemã;
c) que toda participação financeira e toda influência de não-alemães sobre os jornais alemães sejam proibidas por lei, e exigimos que se adopte como sanção para toda e qualquer infração o fechamento da empresa jornalística e a expulsão imediata dos não-alemães envolvidos para fora do Reich.
Os jornais que colidirem com o interesse geral devem ser interditados. Exigimos que a lei combata as tendências artísticas e literárias que exerçam influência debilitante sobre a vida do nosso povo, e o fechamento dos estabelecimentos que se oponham às exigências acima.
(…)

(CONT…)

Floriano Mongo disse...

(CONT...)


Qualquer semelhança com um programa comunista não é mera coincidência. O fascismo, também na sua vertente nazi, sempre foi de esquerda nos seus fundamentos mais gerais. Erigiu, sim, uma concepção de poder e de organização de Estado diferente daquelas estabelecidas pela Internacional Comunista e repudiava o entendimento que esta tinha do “internacionalismo”.
Mas o ódio ao liberalismo económico, à propriedade privada e às liberdades individuais era o mesmo.

Em ambos, as tentações totalitárias manipulam o discurso da igualdade para criar um ente de razão, estado ou partido, que busque substituir a sociedade.

Essa cultura de “engenharia social”, que captura direitos individuais em nome de um estado reparador, ainda está muito presente naqueles que não deixam de sonhar com o pesadelo. Ela estabelece-se oferecendo o paraíso na terra, um verdadeiro reino de justiça e igualdade.

O resultado dessa “igualdade”, foram milhões de mortos. Nessa contabilidade macabra, os comunistas levaram uma enorme “vantagem”, mataram muito mais – incomparavelmente mais, legitimados pela “razão” de que matavam em nome do “bem”da própria vítima.

É pouco provável que as barbaridades do nazismo e do comunismo se repitam.
Mas ninguém se engane, dezenas de anos é quase nada na História. Em 1933, ou mesmo em 1917, a humanidade já dispunha de boa parte da literatura que vale a pena, de boa parte do pensamento que vale a pena, de boa parte até mesmo do conhecimento científico que ainda hoje serve de referência.
No entanto, o mundo viveu sob o signo destas bestas.

josé disse...

Floriano:

Já vai para a página principal com o título: descubra as diferenças entre o nazismo e o comunismo...

Floriano Mongo disse...

Obrigado, José!

julio cesar disse...

realizações do comunismo pelo mundo
1)estupro de 5.000.000 de mulheres pelos comunas(comunistas)
2)assassinato de 100.000.000 de pessoas pelos comunistas
só isso é o suficiente para mostrar que comunismo não presta

ferpei25 disse...

.. alguém para os entender, tem de ser comunista!.. entendem-se bem uns aos outros..Então porque lutaram contra os imperialistas Americanos.. são os bons??.. que pareça a uma pessoa só lutaram pelo osso, deles... como em todo o lado. Queria ver era a lutar pelos povos, a espelhar felicidade nos países que ocuparam.. e dessa historia e realidade, só se reza servidão e desgraça dos povos. Ponham a mão na consciência, tenham dó, carago!

o GRAsnar de António Costa