segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Corrupção... mas que bicho é esse?

Sapo Notícias:

Em comunicado, a direção da TIAC, representante portuguesa da rede global anti-corrupção Transparency International, lamentou hoje “a reiterada falta de progressos na luta contra a corrupção por parte das autoridades portuguesas, sublinhada mais uma vez no último relatório de avaliação do Grupo de Estados Contra a Corrupção (GRECO)”, do Conselho da Europa.

Estas conclusões constam do relatório do GRECO sobre o cumprimento das recomendações dos avaliadores, no âmbito da terceira ronda de avaliação, que incide sobre os procedimentos de incriminação e a regulação e supervisão do financiamento político.

Os resultados desta avaliação “são desoladores”, sublinha a TIAC, apontando que Portugal só aplicou uma das 13 medidas recomendadas pelo GRECO, desenvolveu parcialmente quatro e deixou totalmente de lado as restantes oito recomendações.


 Em Portugal a corrupção é fenómeno marginalíssimo, conforme asseguraram publicamente o antigo PGR Pinto Monteiro ( amigo de Proença de Carvalho e Marinho e Pinto) e a directora do DCIAP Cândida Almeida, esta numas jornadas políticas do PSD, em universidade de Verão.
Em Portugal a corrupção não existe enquanto fenómeno perceptível às elites porque são estas que estão no seio do fenómeno, há muitos anos. O fenómeno do BPN é apenas um dos exemplos disso.O BCP outro. As PPP ainda outro e as parcerias com as firmas de advocacia de Lisboa ainda outro.
A referida falta de progressos no combate à corrupção tem a ver com esses fenómenos bem portugueses. É preciso recordar que durante muitos anos, praticamente até aos anos oitenta, na Sicília a mafia era uma entidade inexistente porque era negada a sua existência enquanto tal. Foi preciso demonstrar com casos concretos, factos concretos e nomes precisos que era uma realidade tão concreta que afinal até tinha uma Comissão Executiva que ninguém conhecia. Mas que mandava matar gente...

8 comentários:

José Domingos disse...

Enquanto, Portugal, não for um estado de direito, no pasa nada.
Quando houver vontade politica, para se tratar da corrupção, aí sim. A justiça em Portugal, é uma arca encoirada, quando os honestos e sérios, se quizerem meter a sério na politica, haverá criminosos exemplarmente punidos.

Floribundus disse...

aqui só existe gente honesta ao serviço do bem comum

é impensávvel dizer que os Mafiosos são Anjos Bons comparados com os Diabos que por cá estão sempre atrás da porta

Karocha disse...

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=3048382

Karocha disse...

O Link da noticia dá vontade de rir,eu já não acho graça!!!

josé disse...

O Ministério da Justiça até terá razão porque o que o GRECO disse, nessa perspectiva não corresponde à realidade, totalmente.

No entanto, a minha perspectiva é outra: a corrupção combate-se com leis mas muito mais com uma mentalidade que no executivo deve ser norma. E neste caso não tem sido nem é. A ministra da Justiça é uma excepção.

JPRibeiro disse...

Nos anos 80 trabalhei muito em Italia. Aprendi que para descobrir um mafioso basta perguntar se a Mafia existe. Se a resposta for negativa...já está!
Descobri que pela amostra os mafiosos tinham que ser muitos milhões, e só mais tarde percebi que a pertença á Mafia não tem de ser oficial. Basta fechar os olhos. Basta "aproveitar". Basta fazer de conta que. Basta pactuar.
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Aqui é igual. Compara-se o Relvas ao Menino de Ouro e encolhem-se os ombros: são todos iguais, assunto arrumado.
E duma penada apaga-se o Freeport, a Cova da Beira, o Magalhães, a casa da Rua Castilho, os robalos, as offshores, o vidão em Paris, eu que sei...

josé disse...

JPRibeiro:

é exactamente isso. Mas ocorre-me perguntar porquê e a resposta que obtenho ainda me agrada menos: a maioria dos portugueses identifica-se com esse padrão de comportamento porque procede exactamente assim e se o não faz é apenas porque não pode.

Acho que é essa a explicação prosaica para a nossa aparente anomia.

JPRibeiro disse...

Sim. É isso exactamente. A ambição do português é a de arranjar um encosto, um "serviço" que lhe pague para beber dois cafezinhos por dia, meia dúzia de pontes por ano, e poder viver "engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano".

As achas das rachas