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Mensagens

A mostrar mensagens de Maio, 2013

Costumes capitosos

Em Portugal, antes de 25 de Abril de 1974, os costumes, digamos de natureza sexual, eram ainda muito recatados e púdicos. "Lá fora", mormente nos países anglo-saxónicos, talvez fossem igualmente recatados, mas havia manifestações de liberdade nesses costumes que por cá não se admitiam.
Um deles era a publicação de imagens de mulheres nuas. Por cá não havia. Não era permitido. A pornografia, então, nem pensar!-embora houvesse livrinhos rascamente ilustrados que se vendiam nas livrarias e quiosques, debaixo do balcão. Sei porque vi um deles que um amigo meu comprou na época e mostrou à turma, em 1972, por aí.  Pornografia nórdica, rasca até dizer basta. 

Portanto não havia cá Playboys, Penthouses e muito menos Hustlers. E nem sequer Lui, um magazine lustroso vindo de França e que os emigrantes traziam escondidos nas malas.
Então, à falta dessas cadelices, com que gatas caçavam os portugueses? Com imagens quase inocentes de uma nudez castigada em fatos de banho ainda "co…

Os tóxicos

Expresso online:

Presidentes executivos, administradores e gestores financeiros das empresas públicas de transportes, Metro de Lisboa e do Porto, Carris, STCP, CP e EGREP - Entidade Gestora de Reservas de Produtos Petrolíferos envolvidos na contratação de swaps tóxicos, foram hoje afastados dos seus cargos pelo Governo.
Depois de concluir a avaliação sobre o grau de toxicidade dos contratos de swaps que foram negociados pelas empresas públicas, o Governo decidiu afastar todos os executivos e gestores ligados a estas operações.
Estão nesta lista nomes como o presidente conjunto da Carris e do Metro de Lisboa, Silva Rodrigues.
De fora ficou a equipa de gestão da Transtejo, que também realizou contratos de swaps mas que foram considerados não tóxicos. 
Agora vão soltar a língua, para dispersar o veneno. Aposto que se vai saber algumas coisas que antes não se saberiam. Só temos a ganhar com isso.

Mário Soares, um desmemoriado a quem só interessa o poder

Mário Soares em Setembro de 1976 era primeiro-ministro. Desastrado. O país estava à beira da bancarrota, pela primeira vez em décadas e décadas, depois de ter crescido economicamente, ainda escassos três anos antes a taxas incríveis.
Com o 25 de Abril de 1974 foram-se os capitais, escorraçados pelos comunistas e ficou a miséria. Mas andavam todos contentes a brincar aos partidos e à política. Mário Soares estava nas suas sete quintas, só que já não tinha feitores, nem cães, nem gado nem gente para as trabalhar.
Em 11 de Março de 1975 a "banca" passou toda para o povo e o povo ficou contente e satisfeito com o feito comunista. Dali a meses, gemia porque não havia dinheiro para mandar cantar um cego. A indústria pesada, toda nacionalizada e também do povo pouco ou nada produzia, apesar de os salários terem sido aumentados por decreto. A inflação aparecia a galope e...o que fazia Mário Soares, sempre nas suas sete quintinhas?

Fazia isto, sem vergonha alguma ( como a gora contin…

A legitimidade do poder que está

O regime deposto em 25 de Abril de 1974 tem sido entendido como um "regime fascista", pela própria Constituição no seu preâmbulo nunca revogado. É uma ignomínia, evidentemente. Uma falsificação histórica que tem apoio apenas no entender ideológico do partido comunista e compagnons de route, mesmo por atalhos como é o caso da esquerda radical que pulula em Portugal como em lado nenhum da Europa.

O regime que Marcello Caetano governava em 1974 era um regime que não era fascista e ponto final.

A legalidade do regime assentava em instrumentos legislativos aprovados em assembleias de deputados ou em governos autorizados a aprovar tais leis. A legalidade do regime de Marcello Caetano não era uma legalidade revolucionária como a do MFA que lhe sucedeu. Era uma legalidade com quase 50 anos e sendo um regime em que certas liberdades fundamentais, como a de associação, reunião e expressão, eram limitadas, tal assentava em leis que assim o determinavam. Não era um regime de arbitraried…

A Visão reincide na falsificação da História

A revista Visão, herdeira da aventura jornalística de O Jornal, saído em Maio de 1975 publica de vez em quando uns suplementos sobre História.
Hoje, o assunto é "1973/1974- os últimos meses do Estado Novo" e como habitualmente o que se lê é o habitual chorrilho de versões históricas da nossa Esquerda enraizada nos media. Não há um único artigo que se possa ler e alguém que viveu o tempo possa dizer: "foi assim". Nem um! A perspectiva histórica desta gente está seriamente amputada por preconceitos ideológicos já tão marcados que a simples lavagem cerebral não explica tudo. É demais e sempre foi assim. Em primeiro lugar a referência ao Estado Novo, quando em 1973 se falava já noutra coisa e o regime tinha efectivamente mudado, desde 1968. Enfim.

O artigo de Daniel Ricardo, um veterano destas andanças, então, é mesmo exemplar do facciosismo ideológico e desprovido do mais singelo recuo temporal para poder escrever sobre o que foi o tempo de 1973, ano do nascimento do…

Os economistas de antanho

Logo a seguir ao 25 de Abril de 1974, uma das figuras que se destacou mediaticamente, nos jornais e revistas da esquerda ( a nova Vida Mundial deu-lhe uma capa, logo) foi Francisco Pereira de Moura. Fez logo parte do primeiro governo provisório chefiado por Adelino da Palma Carlos ( um maçónico consensual, universitário de Direito), como ministro sem pasta.
Francisco Pereira de Moura tinha então 49 anos e era militante do MDP, o movimento cripto-comunista que apoiava em muleta o PCP. Era professor catedrático do Instituto Superior de Economia, numa altura em que ainda não havia doutores a falar inglês nas aulas de universidades portuguesas, a ensinar técnicas de gestão importadas do estrangeiro americano. Foi também demitido dessas funções, pelo regime de Caetano por ter participado no "caso da capela do Rato", antes do largo ser de quem é. Foi ainda candidato nas eleições de 1969 ( a ditadura também tinha eleições...)  pela CDE. Apesar disso, "deu" pareceres ( não…

A corrupção nos tempos da ditadura e na democracia

Paulo Morais, um activista do combate à corrupção, em vias de profissionalização, acha agora que   "a corrupção não é um problema da democracia" mas que vinha da ditadura, considerando que o regime "falhou completamente" a combatê-la e organizou-se para a fomentar."
E mais: "A corrupção não é um problema da democracia, é um problema que já vinha do tempo da ditadura. Quando se dá o 25 de Abril, no manifesto do programa do Movimento das Forças Armadas, na primeira página, um dos combates que é lá preconizado é o combate à corrupção", recorda."

Ora bem. Vamos ser directos e consequentes: Paulo Morais não sabe do que fala, quando fala assim. Ponto.
Ao discursar deste modo, perante um Marinho e Pinto ( olha logo quem!), precisava de apresentar factos e nomes, como faz relativamente aos pretensos protagonistas da corrupção em Portugal, actualmente, sendo certo que Paulo Morais confunde desvios morais ( ou éticos) com crimes de corrupção. E não sabe …

Citius, altius e maçónicus

InVerbis:

Governo anterior adjudicou à Critical Software um projecto que veio a resultar no Citius Plus, que surgiu em 2011 e estava até ao início desta semana instalado no Tribunal Judicial da Figueira da Foz, no Tribunal de Trabalho da Figueira e no Tribunal da Re

O Ministério da Justiça desistiu do projecto da empresa Critical Software, a quem pagou meio milhão de euros, para criar mais funcionalidades e tornar mais seguro o sistema informático dos tribunais.

A empresa Critical Software tinha sido contratada pelo anterior Governo, em meados de 2010, por cerca de um milhão de euros, mas o acordo, por ajuste directo, não foi cumprido e o Ministério da Justiça optou pelo trabalho desenvolvido por uma equipa interna, que se demitiu no início do ano.

"A empresa Critical não teve qualquer participação neste projecto", garante o Ministério da Justiça, que, desde terça-feira, optou pela instalação em todos os tribunais de uma versão com novas funcionalidades e melhorada, ao nível …

Uma K de circunstância

Fica aqui uma K de Fevereiro  de 1992. Sobre o futebol e o choro...


A polissemia da palavra corrupção integra um crime perfeito

Paulo Morais, um "estudioso da Matemática" ( hum...hum..hum...) já foi entrevistado pelo Expresso para falar de...corrupção. Vai no bom caminho até porque a entrevistadora é uma "analfabeta", Clara Ferreira Alves. Não obstante o desconhecimento endógeno, a mesma articula algumas boas perguntas ao cavaleiro branco ( a "escritora" emplumada chama-lhe "cavaleiro da independência e da anticorrupção em Portugal" que "sabe os nomes e números de cor" ) nomeadamente aquela que contende com a circunstância de o mesmo "correr o risco de se institucionalizar e se tornarem a instituição contra a corrupção", através da Associação de Transparência e Integridade que fundou, juntamente com outros, como o falecido José Luís Saldanha Sanches.

Apesar desse risco se tornar evidente, esvaziando a força de denúncia de casos concretos, a verdade é que a entrevista de Paulo Morais tem pontas onde se lhe pode pegar para mostrar como estamos.
Esta pág…

O analista elitista que não tira conclusões

Francisco José Viegas, um perdulário do senso comum, anda a esportular ideias avulsas. Uma delas é esta:

Se alguma coisa falhou não foi o país, foram as elites, afirma o ex-secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas.
O escritor, que falava este sábado no LeV - Festival Literatura em Viagem, em Matosinhos, considera que nos últimos 40 anos tem faltado empenho às elites.
“Os ricos portugueses andam especialmente tolos e eles são especialmente responsáveis por esta situação, porque podiam fazer e não fizeram. Se alguma coisa falhou nos últimos 40 anos foram estas elites, não fomos nós todos. Quando nós estamos a deslocar a culpa para nós que votámos ou que governámos, não. Quando me diziam: ‘ agora que já estás fora do poder, eu começava a rir. Poder? Qual poder?”, disse Francisco José Viegas.


Este pândego, Viegas, acha que o problema nacional tem a ver com as elites. Elites? Que elites, caro Viegas que nem conheço?

Nos últimos 40 anos essas elites forçosamente teriam que se mos…

Marcello Caetano por Vasco Pulido Valente na K de 1990- parte 2

E para complemento, dois artigos de antigos ministros de Marcello Caetano publicados no Diário de Notícias de 17 de Agosto de 2006 por ocasião do 100º aniversário de Marcello Caetano, o qual mereceu muito menos destaque público do que o dado actualmente a Álvaro Cunhal, esse farol do comunismo internacionalista e que foi um dos causadores principais da nossa actual desgraça.
Os autores - Adriano Moreira e Veiga Simão- evidentemente não fazem o paralelo do tempo presente, mesmo o de 2006, com o do passado em que foram ministros. Não fazem mas devem lá ter na consciência o peso do mesmo e da pouca-vergonha com que pactuaram estes anos todos de regime em que se inseriram como se nada fosse, aproveitando as novas benesses, porque afinal de contas " as lágrimas de Portugal" não os afectam nada.
O Adriano Moreira ainda tem a distinta lata de escrever sobre" a faculdade  ter manifestado o desejo do seu regresso à cátedra logo a seguir à Revolução de 1974" quando sabe per…