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Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2013

A entrega do Ultramar pela Esquerda portuguesa

Durante o ano de 1974 e até 1975 consumou-se em Portugal a entrega dos territórios ultramarinos aos...africanos. A África portuguesa deixou de o ser num espaço breve de alguns meses e acordos para inglês ver. Foram todos promovidos pela Esquerda nacional que entendia que a solução para a guerra no Ultramar e para os portugueses de todas as raças que aí viviam era entregar o domínio político e militar aos movimentos terroristas que até aí tinham feito a guerra aos portugueses, em nome da "libertação", conceito universalmente aceite pelo politicamente correcto e adoptado pela Esquerda portuguesa em nome da ideologia comunista e "terceiro-mundista". Na base de tudo está a ideologia anti-capitalista que via na colonização portuguesa nada mais que a expressão do "imperialismo" a abater. De nada serviam os discursos de Marcello Caetano e Salazar que apontavam, muito justamente, para outros colonialismos que apenas acabaram quando a ideologia comunista ruiu frag…

O 25 de Abril de 1974 e o Ultramar

O Movimento das Forças Armadas que fez o 25 de Abril em 1974 tinha como objectivo alcançar a paz no Ultramar, na sequência do livro de Spínola, Portugal e o Futuro.
O programa do MFA e os primeiros comunicados saídos já em 25 de Abril, reconheciam uma alteração fundamental na polícia utramarina seguida até então: tal como Spínola propusera implicitamente no livro " a solução das guerras no Ultramar é política e não militar".


Esse princípio deu origem a todo o problema da "descolonização exemplar" e começou logo nos meses seguintes.

O Expresso de 2 de Agosto de 1974 abria a discussão com um caderno dedicado ao assunto.

A "mesa redonda" já não enganava ninguém: o director do semanário, Balsemão, baseado num discurso de Spínola proferido dias antes, a 27 de Julho, deixava-o convencido que o caminho era a independência dos territórios ultramarinos.
Acontece, porém, que Spínola anos mais tarde ( em 1978), no livro País sem Rumo, veio esclarecer que afinal o q…

António Barreto quer as cabeças dos PPP´s e das swaps numa bandeja política

 Expresso online:
O sociólogo António Barreto acusa todos os partidos e responsáveis políticos que estiveram no poder ao longo dos últimos anos que terem "deixado Portugal debaixo de uma ameaça terrível de bancarrota".
"Todos os partidos sempre quiseram aumentar os benefícios e as benesses e os contratos a pagar daqui a dez, 20, 30, 40 anos", diz António Barreto em entrevista à Antena 1, considerando um "escândalo nacional" as PPP (Parcerias Público-Privadas) e os swaps (Contratos de Gestão de Risco Financeiro).
"As operações deste género que vieram hipotecar um país inteiro por muitos e muitos anos", acrescenta.
Segundo António Barreto, "os dirigentes políticos que os fizeram" obtiveram "vantagens para si próprios nalguns casos, para seus partidos noutros casos, para os seus governos noutros casos ainda" e permitiu-lhes "arranjar emprego para outras pessoas para depois ganharem os votos" e "concursos par…

Marcello Caetano e o Ultramar

Marcello Caetano quando tomou o poder do Governo, em 1968, sobre o Ultramar pensava exactamente o que Salazar dizia nos discursos. E justificava tal entendimento em diversas alocuções e escritos que compilou num opúsculo editado em separata de alguma publicação oficial, em 1971, intitulado Razões da presença de Portugal no Ultramar.
Nele se elencam algumas ideias dispersas que mostram como o Ultramar não tinha outra solução para Marcello Caetano do que a continuação do esforço de guerra que começou a cansar a partir dos anos 70 e que originou o 25 de Abril de 1974.


Em  1973 a livraria Moraes editou um volume de conversas de Alçada Baptista com Marcello Caetano. O autor, falecido há uns anos, contava na Introdução como se desenrolaram essas conversas e dava o seu testemunho sobre um percurso pessoal que alguns intelectuais da altura fizeram, no sentido de tomarem consciência política.

Aliás, citava logo Montalembert: " Vous avez beau de ne pas vous occuper de la politique, Elle s´…

Marcelo sobre Machete: um pum. Um pim e também um pam.

Marcelo Rebelo de Sousa falou hoje na sua prédica dominical no caso Machete. No pasa nada. Conhece Machete há 50 anos quando o mesmo já era assistente na faculdade de Direito ( Constitucional, o que MRS acha uma vantagem para o Governo porque sempre poderá colher o parecer prévio do suposto constitucionalista...).

Sobre o BPN? Ainda menos. Só recebia senhas de presença e declarou tudo ao IRS. O conselho de supervisão era uma espécie de verbo de encher pelo que não há problema algum em Machete nada ter visto na supervisão. Sobre o BPP? Idem aspas. Então se o presidente da supervisão era o Balsemão, como é que o Machete, mero ajudante, seria responsável fosse do que fosse?
A FLAD? Ainda menos. Os americanos afinal só não gostavam do administrador Machete porque o mesmo investia nos bancos portugueses e não nos estrangeiros. Um patriota, com atestado passado pelo MRS que o conhece de ginjeira há 50 anos.
Talvez por isso mesmo declarasse logo no início que esperava que Machete não aceitas…

Salazar e o Ultramar

Em 30 de Novembro de 1960 Salazar proferiu um discurso na Assembleia Nacional em que expôs claramente as ideias pelas quais Portugal não devia abandonar, sem mais, o Ultramar que como o mesmo refere começava a ser contestado por causa da ideia expandida, logo depois da descolonização que outros países europeus fizeram, no sentido de que "A África é dos africanos". Uma ideia básica e que fundou o combate dos movimentos de libertação que vieram a impor-se em todo o continente africano com os resultados que se conhecem e após séculos de colonização mais ou menos pacífica.

Estão aqui as ideias fundamentais que justificaram o combate às guerrilhas nas províncias ultramarinas, a Guerra no Ultramar que não costumam ser elencadas sempre que se fazem programas televisivos ou se escreve sobre o assunto.
Salazar escrevia então que "O comunismo, na sua luta contra o Ocidente, previu, estudou, montou toda a máquina com que espera diminuí-lo ou vencê-lo, desintegrando toda a África e…

O BPN/SLN é o espelho do regime, apenas

O Correio da Manhã, baseado em "autos do caso BPN" em processos que passaram no DCIAP ( procurador Rosário Teixeira) e já acusados, anda a publicar elementos desses autos para tentar mostrar o "escândalo BPN- o buraco do Estado". Logo, na CMTV, às 21h passará a "anatomia de um golpe".

No jornal de hoje trata o caso "Redal-Bladestone-Plêiade-Biometrics-Porto Rico" a que está intimamente ligado o nome de Dias Loureiro.
Essencialmente trata-se de negócios entre empresas privadas, um banco privado, comissões para lá e para cá, intervenções de estrangeiros e muito dinheiro em jogo. Segundo o jornal, o negócio Redal continua em investigação. Uma notícia em caixa dá conta de que "cerca de 17 milhões de euros em alegadas comissões ilegais da venda da Redal terão sido pagos a terceiros através de uma conta bancária aberta em Gibraltar, que é um paraíso fiscal". 
Duvido que se encontre algo criminal para além das habituais fraudes fiscais que e…