Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Maio, 2014

Anúncios de cervejas nos anos setenta

Por falar em cervejas a que Marinho e Pinto tirava a tampa, nas cantinas estudantis de Coimbra, aqui ficam algumas  que se bebiam em Portugal na primeira metade dos anos setenta e publicitadas em anúncios do Expresso de 1973, Observador de 73 e 74, Vida Mundial de 1975 e Opção de 1976.


É proibido cortar salários à função pública, diz o Constitucional.

O Tribunal Constitucional com os argumentos jurídicos que nem vale a pena ler, chumbou 3 artigos do Orçamento que previam cortes de rendimentos dos funcionários públicos e que significam 1 500 milhões de euros de poupança na despesa pública. Que vai ser preciso poupar na mesma e é preciso virem de algum lado. 

Escrevi que nem vale a pena ler os argumentos do Constitucional porque são políticos. Só e apenas e já toda a gente percebeu que um Tribunal Constitucional assim mais vale acabar. Vai ser isso que o PS ( que virá a seguir) vai propor, mais tarde ou mais cedo, porque funciona como outro conselho da revolução. Ou então,  mudar a Constituição. Aliás, já não será sem tempo.

Enfim, onde iremos parar com este Constitucional?  A mais outra intervenção da troika? Ao PS?

A outra bancarrota?

Lembrança de um crime adormecido

Em 2009, por esta altura desenrolava-se em tempo real, a prática de um crime em que era suspeito de autoria directa e dolosa, José Sócrates. O crime era o de atentado ao Estado de Direito, punido com prisão até quatro anos, de acordo com a lei de responsabilidade de titulares de cargos políticos.

Sendo tal a moldura penal, a prescrição ocorre em cinco anos. É agora e portanto acabou a possibilidade de responsabilização criminal do sujeito por esse crime que estava perfeitamente indiciado, como entendiam vários magistrados que dele tomaram conhecimento e foi apagado em circunstâncias rocambolescas quanto a veleidades de investigação por dois magistrados, precisamente os da cúpula do poder judicial em sentido amplo- o PGR e o pSTJ.

Vale a pena por isso mesmo recordar o assunto, como efeméride triste e significativa da verdadeira crise da Justiça, a que contende com os mais elevados princípios da mesma, como seja o da igualdade de todos perante a lei. Este episódio constitui um dos maio…

O PCP é a face política da miséria mais negra que alguém pode desejar

O PCP, cavalgando a onda de descontentamento popular face às medidas que o Governo aplicou para evitar a terceira bancarrota do país, apresenta agora uma moção de censura ao mesmo governo.

A táctica política é velha e revelha e fiados nos cerca de 12% dos cerca de 34% que votaram, ou seja em 416 425 votos, exigem rotundos mundos e fundos, com a língua de pau do costume, como dizem os franceses.
No Portugal de 2014 ainda há 400 mil pessoas que acham o PCP um partido com futuro político.

Em 1975, no auge do seu poder de influência política, o PCP teve 711 935 votos.  Tem agora cerca de metade, mas o dobro da vontade em derrubar o governo e fazer outra vez a revolução.

Afinal, o que quer mesmo o PCP? É preciso ler o que dizem publicamente, tal como na revista O Militante de Março/Abril de 2013 em que o fóssil ideológico que escreve o artigo explica tudo: " O PCP tem como objectivos supremos a construção em Portugal do socialismo e do comunismo".

Não é preciso dizer mais nada…

Imparável, o nosso grillo populista.

Económico, via Sapo:

Marinho e Pinto assume-se como político de esquerda, confessa que votou pela primeira vez no MPT nestas europeias e revela que apoiou Sócrates em 2005. Diz também, em entrevista ao Diário de Notícias, querer "construir uma alternativa de Governo" porque o PCP não é viável.

Marinho e Pinto já se olha ao espelho de modo damásico:  "chique a valer!". Parlamento Europeu, Governo, Presidência da República! Panteão, a seguir.

Pobre Marinho. Anda inebriado e ainda não se deu conta de que quanto mais alto for a subida, maior será a queda...

De Marinho julgo recordar esta memória do tempo em que era cantineiro na "Racional" de Coimbra, em meados dos setenta. Estava ( segundo julgo e peço desculpa se me engano) no fim da fila do self-service, a recolher senhas e a tirar cápsulas das garrafinhas. Uma vez, não tendo visto a cervejinha Cergal, perguntei-lhe: "então, não há cerveja?" E ele: " na sociedade que queremos construir não há…

28 de Maio de 1926: Salazar chegou ao poder porque o chamaram...

Hoje perfazem-se 88 anos sobre a data do golpe militar chamado "28 de Maio" e que acabou com a I República jacobina e que nos arruinou  durante vários anos após a queda da Monarquia. Os bancarrotas de então são do mesmo género dos de agora porque a estirpe é a mesma.

É data festiva que nenhum jornal ou media em geral celebram. Porquê? Pela mesmíssima razão por que celebram o PCP.

Aqui ficam meia dúzia de páginas de testemunho de quem viveu a época e não historiou tipo Rosas&Pereira.

Marcello Caetano, do livro Minhas memórias de Salazar.


O director do Expresso não se enxerga

Das notícias: Ricardo Costa põe lugar de director do Expresso à disposição, mas a administração da Impresa sic recusou que o mesmo saísse do posto.

Em Dezembro de 1980, após a morte de Sá Carneiro, o patrão da Impresa sic, Balsemão, foi designado primeiro-ministro.

Ninguém da direcção do Expresso se demitiu ou fez tenções disso. Aliás, o próprio Balsemão se queixou depois ( com ou sem razão) de o jornal ter sido bastante crítico da sua actuação, como primeiro-ministro em determinadas alturas e Balsemão esteve lá mais de dois anos ( Janeiro de 1981 a Junho de 1983)   a tricotar a próxima bancarrota que veio dali a pouco, com o apoio pleno de son ami, Mário Soares que governou entre 1983 e 1985 e teve de chamar o FMI, para não ficarmos sem dinheiro.

Esta atitude do actual director do jornal revela bem a estirpe de onde provém: a das mediocridades imitativas de algo que parece bem, mas cuja substância deixa muito a desejar e nada a esperar.


Educação no secundário: "muitas horas de aulas, programas longos e turmas grandes"

RR:

A carga horária dos alunos do 10º ano é muito elevada, alguns programas são muito extensos e o sucesso escolar poderia ser mais facilmente atingido com turmas mais pequenas. Estas são algumas das conclusões do estudo "Cursos Científico-Humanísticos e o alargamento da escolaridade obrigatória - medidas educativas de inclusão".

Este estudo teve por base respostas de 4.676 estudantes portugueses, que no ano lectivo passado frequentavam o 10.º ano, mas também opiniões de directores de escolas e pais, também entrevistados para o trabalho coordenado por Marília Cid, do Centro de Investigação em Educação e Psicologia, da Universidade de Évora.

Sobre a carga horária, "dizem que não lhes deixa muito tempo para estudarem ou fazerem outras actividades fora da sala de aula", contou à agência Lusa Marília Cid.

Os alunos e psicólogos entendem ainda que "a articulação entre o básico e o secundário não está muito bem conseguida" e que as notas tendem a ba…

A intrujice do PCP repenica outra vez como um relógio de cuco

O PCP anda como um cuco e Jerónimo anda a dar as horas de todos os noticiários e a badalar o sino do patriotismo e da juventude e de novos amanhãs cantadores.

Praticamente, o PCP teve a votação percentual de 1975, o que os coloca na vanguarda da revolução já para amanhã.

Esta intrujice dura há décadas com a plena complacência de todos os demais partidos e media em geral. O PCP, partido essencialmente anti-democrático e de centralismo totalitário e fossilizado,  tem feito das tripas foice e martelo para convencer o eleitorado que respeita as regras da democracia burguesa. Coisa que Cunhal nunca respeitou intimamente, Jerónimo não respeita intimamente  e fazem sempre de conta que sim para que os passos atrás possam justificar o grande salto em frente quando a oportunidade surgir.

Esta sujeira democrática, incrível, sabida, consabida é sempre escondida da juventude, do povo que vota e da democracia que temos.

Até quando é que Jerónimo e sequazes continuarão a lançar foguetes com a politi…

Fidel Castro e o perfume personalizado do leite de vaca

Dentre as publicações internacionais que se distinguiram ao longo de décadas em denunciar oportunamente os embustes do comunismo e do socialismo de marxismo exposto, avisando para a tragédia que tais sistemas significam, poucas chegaram ao nível da L´Express francesa.

Nos anos setenta do século que passou, esta revista primou sempre pela apresentação de livros, ensaios, entrevistas e crónicas, para além de notícias que mostravam inequivocamente a natureza totalitária desses regimes comunistas, contribuindo para o esclarecimento público da natureza fascista, de esquerda, desses sistemas.

Curiosamente, em Portugal, os media nunca deram o devido destaque a tais denúncias e factos que mostravam a verdadeira realidade dos países atingidos e, pelo contrário, sempre se associaram ao jogo táctico dos partidos comunistas e de esquerda marxista.

A explicação de tal fenómeno carece de estudo estatístico e reflexão analítica. Porém, tratando-se de fenómenos da natureza humana, com as suas variáv…

Humberto Delgado por Joaquim Silva Pinto, ministro de Marcello Caetano e militante socialista

Terceira parte do artigo de Joaquim Silva Pinto, ministro ( das Corporações)  de Marcello Caetano, sobre Humberto Delgado. Silva Pinto é agora militante socialista depois de ter sido fassista. Coisas da vida e da maçonaria.

O mistério da morte de Delgado continua. Silva Pinto pergunta quem enviou o general para a armadilha de Badajoz e deixa a interrogação para que Manuel Alegre ou  outro do "grupo de Argel" responda. E deixa ainda a interrogação sobre quem efectivamente madou liquidar o " general sem medo", sendo certo que tem muitas dúvidas que Salazar fosse o mandante directo.

O Expresso de 18 de Maio de 1974 tinha duas páginas sobre " a anatomia de um crime".












Raquel Varela, a teórica do capitalismo e mais pares de botas

Raquel Varela tem 36 anos, um curso de História e escreve livros sobre fenómenos sociais, como o pedântico "História do povo na revolução portuguesa".

Em entrevista à revista Tabu do Sol desta semana, desenvolve algumas ideias que mostram bem uma confusão mental sobre conceitos mal amanhados.

Nesta primeira parte da entrevista explica que saiu de Direito e foi para História para "estudar as classes trabalhadoras, o movimento operário e por que é que as sociedades mudam e não mudam".
Há quantos séculos anda gente a estudar isto e ainda não descobriram a chave da sabedoria?
RV pretende assim explicar que já descobriu " as estratégias políticas que estão por trás...", ao contrário dos demais que não compreendem porque a tv não explica.
Esteve no PS como militante e depois passou para o BE. Saiu em 2005 quando tinha 25 anos, porque já nessa altura sentia necessidade de aprofundar o conhecimento e não via modo de o fazer dentro dessas partidos, porque são &quo…

Os cães dos media ladram e a caravana da Sérvulo passa...

Daqui, InVerbis:

Contrato de assessoria jurídica da sociedade de advogados Sérvulo & Associados com o Banco de Portugal quase duplicou de preço.
O contrato de assessoria jurídica da sociedade de advogados Sérvulo & Associados com o Banco de Portugal quase duplicou de preço, após uma alteração acordada recentemente. Segundo a plataforma online de contratos públicos, o preço contratual passou de 650 mil euros para 1,15 milhões, o que representa um aumento de 77 por cento no valor pago à sociedade de advogados lisboeta. O contrato original foi celebrado em Agosto de 2009, por ajuste directo, e tinha um prazo de execução de três anos. O Estado já adjudicou à Sérvulo & Associados 197 contratos, num total de 10 milhões de euros. Foi a sociedade que prestou assessoria jurídica, por exemplo, no programa de reestruturação das concessões de autoestradas SCUT, em 2011. Entre os clientes estão também a Parque Escolar, a Fundação para as Comunicações Móveis e várias Administraçõ…

As obras de Salazar e o génio português em Moçambique.

Em 2005 a editora Aletheia publicou um álbum de fotografias da autoria de Carlos Alberto Vieira, fotógrafo nascido em  Moçambique, educado no Porto e retornado à sua terra-mãe, em 1945, onde morreu em 1995.

O álbum é dedicado a Lourenço Marques, na época em que os portugueses lá estavam como sendo território nacional, desde o séc. XVI.
As fotos retratam várias décadas, de 1945 a 1975 e mostram o que os portugueses e o regime de Salazar fizeram em Lourenço Marques, hoje Maputo: uma cidade moderna que hoje, com toda a certeza, não evoluiu tanto nos últimos 40 anos como naqueles trinta de "colonialismo".

Estas imagens são a prova que os portugueses foram um povo admirável nessa época. Por que terão deixado de o ser e nos últimos 40 anos andaram ao deus-dará dos empréstimos externos e da caridade internacional, por três vezes?
Alguém responda, mas a verdade entra pelos olhos dentro de quem quiser ver.

Estas imagens mostram de que fibra eram e foram os portugueses dessas décadas …

A senhora Rodrigues já não se lembra ...da festa.

 RR:

A ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues afirmou nunca ter tomado qualquer decisão com intuito de beneficiar João Pedroso, o irmão do ex-ministro socialista, Paulo Pedroso. Em julgamento justificou ainda a contratação com a "falta de juristas" no Ministério da Educação.

"Não identifiquei nenhum técnico superior para fazer esse trabalho", disse esta quinta-feira Maria de Lurdes Rodrigues ao colectivo de juízes, quando questionada sobre as razões porque não escolheu nenhum jurista daquele ministério para o efeito.

A ex-governante socialista alegou "falta de recursos humanos e de juristas" no Ministério da Educação e a necessidade de encontrar alguém com um "perfil abrangente" de jurista, investigador e académico para dirigir um grupo de trabalho que ia sintetizar e tornar legível toda a legislação existente no sector.

Maria de Lurdes Rodrigues garantiu que não conhecia pessoalmente João Pedroso, embora soubesse quem ele era (tinha …

Uma indignação postiça mas justa

Este texto é de Henrique Monteiro, do Expresso. O que espanta é apenas esta putativa indignação, agora, com esta indecência que tem barbas de todos os governos anteriores. Para além do "não falta a falta de vergonha", Henrique Monteiro é jornalista do Expresso há tanto tempo quanto isso...

Jorge Barreto Xavier, secretário de Estado da Cultura, departamento que não tem dinheiro para - como se costuma dizer - mandar cantar um cego e vai cortar 15 milhões de euros em despesas com pessoal, recrutou um 'boy' (do PSD) para o seu gabinete a quem vai pagar como adjunto. Ou seja, mais de três mil euros, mais do que ganha um director de serviços, ou, como escreve no Expresso João Garcia, "mais que juiz, que coronel, o dobro de professor'. Fernanda Cachão ironiza que "afinal há dinheiro" desde que seja "money for the boys".
Mas o melhor, o melhor mesmo, é o currículo do adjunto. Tem 24 anos, três workshops no centro de formação de Jornalistas Cenjor,…

O Expresso, o Público e a indecência jornalística

O Expresso da Impresa Sic deu agora em veículo de propaganda comunista, em prol do PCP.
O Expresso dirigido por esse Incrível Ricardo Costa, filho de antifassistas requintados, a par do Público dirigido por uma senhora filha de antifassista preso pela DGS e neta de antifassista preso pela PIDE têm um background comum: o antifassismo militante que o PCP acapara há quarenta anos.
Num reflexo condicionado por uma aparente crise de meia idade, estas pessoas, bem como uma parte significativa dos jornalistas portugueses, retomam sempre o velho filão da luta contra o fassismo de Salazar que houve por cá no tempo em que os seus familiares directos eram perseguidos e presos.
Era um fascismo postiço e daí ser fassismo,  mas tanto faz porque a palavra mágica,  introduzida há quarenta anos  no léxico do português corrente, serve-lhes às mil maravilhas para caucionar o apoio a partidos "democráticos" como  o PCP.
O PCP, para essas pessoas,  é um partido essencial à democracia burguesa m…