Páginas

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A narrativa fabulosa do 44 atenta contra o senso comum


O jornal Sol conta hoje como é que José Sócrates viveu estes últimos três anos: essencialmente com empréstimos de centenas de milhar de euros e que pretende pagar, confessadamente e perante as evidências indesmentíveis. Com que dinheiro? Mistério porque não ganha o suficiente para tal. Eventualmente esperará que lhe saia um euromilhões ou coisa que o valha, mas não consta que jogue. Constam outras coisas, bem mais desgraçadas, mas enfim.

As "regras da experiência comum" deviam ser mais que suficientes para que esta narrativa não tenha pés nem cabeça para se afirmar como credível, embora muita gente, geralmente antigos apaniguados de governos seus, acreditem numa inocência proclamada a preceito porque lhes convém, a começar pelo padrinho disto tudo, don mario, habituado a que lhe proponham ofertas de "aviões" sem pestanejar quando contou depois a historieta.

Nesta altura e segundo estas revelações, o facto de o recluso 44 ter vivido de "empréstimos" é coisa inócua em termos criminais e é nessa lógica que se afirma a tal "inocência".

Porém, sendo obviamente e segundo as regras da experiência comum algo totalmente improvável, como é que se equaciona o problema de afinal o recluso 44 ter vivido com dinheiro que efectivamente lhe pode afinal pertencer e tal ser uma hipótes  que o Ministério Público  aceita como assertiva?

A resposta é também óbvia: é preciso saber de onde lhe veio tal maquia, imensa, escandalosa e sem qualquer relação com rendimentos conhecidos ou desconhecidos e que sejam legais. São milhões a mais para poderem ser escamoteados numa qualquer historieta de empréstimos avulsos.

Esta presunção de ilegalidade não é fruto de qualquer inversão de ónus de prova que compete a quem acusa. É fruto de uma evidência que se impõe por si mesma e não admite atentados a uma inteligência básica.

Se for verdade, como se afirma no artigo,  que José Sócrates usufruiu para despesas correntes ( sem contar com despesas de capital como sejam apartamentos e outros móveis andantes) desde 2011 cerca de um milhão de euros em numerário, tal é avassalador como prova indirecta de que tal dinheiro, pertencendo-lhe, não encontra justificação plausível para uma legitimidade de inocência.

Sendo ao Ministério Público que incumbe provar a proveniência de tais milhões é também ao senso comum e à natureza das coisas que importa recorrer para se extrairem conclusões que não admitem atestados de inocência passados à priori e apenas porque convém.

Resolutamente, o recluso 44 tem uma obrigação de explicar como é que procedeu assim para poder usufruir de "empréstimos" que tudo aparenta não o serem...apesar de continuar a presunção de inocência penal que só se resolve com a decisão final de um julgamento.

7 comentários:

zazie disse...

E como é que a Caixa Geral dos Depósitos lhe fez tantos empréstimos?

Onde estavam as garantias?

S.T. disse...

Esse Silva não ficou rico a comprar propriedades sobrevorizadas ou a emprestar dinheiro sem garantias . Ou ficou ?

jkt disse...

Nos USA seriam 10 a 50 anos garantidos caso fosse provado, sem liberdade condicional, lol.

Claro que não gosto nada da justiça dos USA retributiva e extremamente desumana e injusta ( de penas ridículas, sentenças mandatorias, mesmo a crianças,etc) mas... seria chato para este senhor. Só por conta de nao declarar o dinheiro, por lá, a funcionar normal, coitado lol.

Em PT parece-me bem o sistema, no que toca à corrupção e enriquecimento é que se podia fazer algo mais.

Lembrei-me hehe.

Carlos disse...

Despacho n.º 13477/2014

1. Nos termos e ao abrigo do disposto na alínea a) do n.º 1 e nos n.os 4 e 5 do
artigo 18.º dos Estatutos constantes do anexo do Decreto-Lei n.º 183/2008,
de 4 de setembro, retificado pelo Decreto-Lei n.º 12/2009, de 12 de janeiro,
nomeio, presidente do conselho consultivo da Unidade Local de Saúde
do Alto Minho, E. P. E., o Dr. Luís Manuel Gonçalves Marques Mendes.
2. O presente despacho produz efeitos a partir da data da sua publicação.
20 de outubro de 2014. — O Ministro da Saúde, Paulo José de Ribeiro
Moita de Macedo.

Ganda noia!...
208204152

josé disse...

Bom, mas quem já está há vários anos a avençar juridicamente é o advogado João Pedroso, com escritório em Aveiro ou mais a Sul e que tem essa facilidade em tratar de assuntos jurídicos num hospital do Alto Minho.

A Maçonaria continua a mandar.

Zé Luís disse...

Mada disto sai nos telejornais vendados, vendidos se quiserem.

BELIAL disse...

Um milhão?!
Mas, o que é um milhão?

Nada.
À beira de 25, não é nada!!!

A gastar assim, tinha que voltar à política - e rapidamente

O "monsieur", estava gastanndo demais...