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Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2015

"Situação moral da Europa" em 1900

Da Paródia de 7 de Março de 1900, uma caricatura sobre diversos países europeus. A História da Europa também se pode aprender assim. Vasco Pulido Valente anda a escrever sobre essa História, alguns anos antes...
Para o caricaturista de então, Portugal ia a reboque da Inglaterra, com Lusíadas e tudo. E agora?


Impostos: a Paródia de 1900 repete-se agora

No número de 4 de Abril de 1900, o jornal satírico A Paródia tinha esta caricatura sobre os impostos em Portugal, em comparação com outros países.

Cento e quinze anos depois, parece que não mudou muito...apesar de um interregno de mais ou menos quatro décadas, quando o regime de Salazar e Caetano mandava no Orçamento de Estado e a Constituição impunha o seu equilíbrio efectivo.
Há muita gente que não sabe nem quer saber disto.


Entrevista da PGR com uma nota importante

Observador:

A procuradora-geral da República (PGR), Joana Marques Vidal, admitiu esta terça-feira em entrevista à Renascença e ao Público, que existe “uma rede que utiliza o aparelho do Estado e outro tipo de aparelhos da Administração Pública para realizar atos ilícitos”, muitos na área da “corrupção”.

Desafiada a comentar sobre uma eventual crise de regime, depois de vários casos de corrupção terem sido tornados públicos envolvendo, alegadamente, altos quadros da classe político-económica do país, Joana Marques Vidal começou por dizer que não lhe competia “fazer análises de regime”, mas admitiu que existe uma rede de corrupção instalada no Estado. Mais: a PGR apontou as áreas da “Saúde e da contratação pública” como os terrenos mais férteis onde germinam este tipo de casos.

Esta parte da entrevista da PGR é a mais interessante porque revela algo importante: há neste momento a percepção de que a corrupção em Portugal é algo assinalável, preocupante e de vulto. O antigo PGR e a antiga d…

Em busca de um fascismo perdido

No outro postal disse que nunca tinha dado pela palavra "fascismo" como designativo do regime anterior, antes de 25 de Abril de 1974 e que só daí a alguns dias, poucos, começou a aparecer na imprensa. Seria interessante que alguém se desse ao trabalho de ver as imagens televisivas do dia 25 de Abril até ao 1º de Maio desse ano para perceber a mutação linguística e semântica.

Não obstante, fui ver como se escrevia na imprensa da época anterior ao 25 de Abril relativamente aos fenómenos que nos eram familiares, como a guerra no Ultramar ou simplesmente a televisão, um bom barómetro do ambiente  intelectual da época, em geral, como hoje provavelmente não será- ou será na mesma...

No início dos anos setenta comecei a comprar jornais ( antes tinha-os de borla porque o meu avô tinha uma mercearia e comprava pacotes e pacotes de jornais usados para embrulhar mercadorias e eu passava horas e horas a escolher os que me interessavam- e guardei-os todos...) e o Diário de Lisboa era o …

A respeito de Portugal e do antigamente

O jornal ( fascista para o comunismo, incluindo o syriza) O Diabo,  de hoje tem esta capa:

Em duas páginas assinadas por Nuno Alves Caetano ( não sei quem é nem tenho referências mas está  no Facebook que também não tenho) o jornal retrata um país que antes de 25 de Abril de 1974 estava em franco crescimento económico, com desenvolvimento como agora se diz, "sustentado".
Não se faziam coisas à toa, havia mérito nas escolhas de quem governava e o povo em geral percebia as escolhas de quem mandava, mesmo com censura e repressão política da esquerda comunista.

Nessas duas páginas com factos e números que não aparecem noutros jornais ( esquerda em geral oblige) questiona-se a gestão da coisa pública nos últimos 40 anos com factos irrefutáveis: quase três bancarrotas consolidadas e evitadas in extremis à custa de muitos sacrifícios que agora são criticados por aqueles que os provocaram directamente, como sendo a famigerada "austeridade" e o "empobrecimento".
A…

A aparição do fascismo em Portugal

O fascismo, enquanto termo designativo de um regime não existia em Portugal antes de 25 de Abril de 1974, a não ser nas publicações clandestinas dos comunistas, a que se juntavam alguns socialistas então marxistas.
Porém, na linguagem comum e corrente do povo e mesmo dos media, ( com censura) o termo era ignorado como palavra-chave para designar o regime político do Estado Novo de Salazar e do Estado Social de Marcello Caetano.
Por mim só dei com a palavra "fascismo", designando o regime anterior, nos dias a seguir ao 25 de Abril de 1974. E digo dias a seguir porque no próprio dia, os jornais, rádios e tv ainda não usavam o termo.

Em Janeiro e Fevereiro desse ano de 1974 a linguagem corrente era esta, como mostra o jornal Diário de Lisboa  que se tornaria um dos expoentes comunistas mais notórios logo nos dias  a seguir ao 25 de Abril. Não se nota "fascismo"  em lado nenhum. Escrevia-se Ultramar em vez de Colónias e Nação em vez de "este País". E falava-…

O fascismo é o filho adoptivo do PREC

Antes de 1974 chamar comunista a alguém era ofensivo porque até era perigoso  uma vez que poderia redundar numinterrogatório policial, com prejuízo para a reputação e até a liberdade. O regime do Estado Novo combateu efectivamente o comunismo e marxismo em geral, por motivos ideológicos e políticos, como aliás outros países ocidentais o fizeram, embora com maior restrição de liberdades do que nesses países, por razões históricas e políticas, conhecidas e públicas.
Nos anos cinquenta, nos EUA, o macartismo combateu o mesmíssimo comunismo e marxismo através de esquemas legais de "caça às bruxas", sem comparação com o que por cá acontecia. Uma denúncia bastava para o interrogatório minucioso e perscrutador de consciências porque o comunismo era proibido , na medida em que pretendia a subversão completa do modelo económico e social, imitado do vigente nos países de Leste Europeu, maxime URSS, já com um satélite à porta ( Cuba). O comunismo de cá vicejava ideologicamente semrepr…

O conservadorismo antigo do tempo de Salazar

O cronista António Lopes Ribeiro, cineasta do tempo do Estado Novo, escreveu na revista Observador de 9 de Julho de 1971 esta carta aos nascituros, ou seja à geração que está agora na meia idade dos 40 e aos seus filhos.

Nela elenca um conjunto de fenómenos sociológicos e políticos que afectaram a geração que nasceu com o aparecimento do séc.XX ( ALR nasceu em 1908, Salazar em 1889) e traduz a amargura de ver a sociedade a mudar e os costumes a modificarem-se, no entender daquele para pior.
O tempo de António Lopes Ribeiro era o tempo de Salazar e de quem foi educado nessa época segundo os costumes do tempo, com forte influência da igreja Católica que o jacobino Afonso Costa pretendia  eliminar, "em  duas gerações" ou quantas fosse preciso. Porém, quem foi eliminado da cena dali a poucos anos foi ele mesmo que teve de se pisgar para Paris... e por lá se finou, só tendo o   que dele restava sido trasladado para cá, precisamente em 1971.

O que nesta carta se diz incomoda a esq…

Os "pretinhos salazaristas" e a burguesia de esquerda

"Há uma burguesia de esquerda e uma burguesia de direita. Não há povo de esquerda ou povo de direita, há apenas um povo"- Georges Bernanos, escritor ( 1888-1948).


Na sequência do vómito escrito aqui, lembrei-me que houve no Portugal de há 45 anos, alguns pretinhos salazaristas que não tinham vergonha de o ser porque se julgavam portugueses. 
São estes mostrados pela revista Observador no ano de 1971 .


Eram pretinhos que davam o corpo ao manifesto, combatiam na sua terra contra o comunismo travestido de "Libertação" e morriam tal como os branquinhos que por lá andavam também na sua terra desde o séc. XVI e que depois deixou de ser por obra e graça de alguns próceres da esquerda burguesa que temos em barda e que se recusava a ir para lá defender a terra, preferindo desertar ou fazer guerra psicológica contra os seus, traindo a terra que os viu nascer por preferirem outros povos e outras pátrias, onde se prometia que os amanhãs iriam cantar.

Os pretinhos salazaristas de…

"Salazarista", disse ele...

Alertado por este postal fui ver o que se passava a propósito de uma crónica no Observador, sobre a pobreza.
O autor, Gabriel Mithá Ribeiro, não segue a linha arrimada do politicamente correcto generalizado e policiada pela esquerda tipo syriza. Logo, é alvo a abater mediaticamente.

E já chovem as bombinhas malcheirosas sobre a vítima. Uma delas, de pivete assegurado foi lançada aqui

O autor do escrito fedorento chama ao referido Mithá,  "pretinho salazarista"...  o que só revela onde é que estes democacas se situam.

A lata do advogado Araújo...

O advogado Araújo dispõe hoje no i de uma tirada de senso comum à sua maneira: afirma que algumas notícias que têm saído no Correio da Manhã são...pagas.

"Tenho informação vária de que estas fugas de informação são negociadas por quem as dá. Este sistema de monopólio de informação é comercialmente vantajoso para um jornal e presumo, por isso, que há aqui muita corrupção envolvida". (...) "Claro, suponho que há pagamentos. Ninguém faz fretes a ninguém se não for por dinheiro, dinheirinho."

João Araújo, tal como os peixinhos do mar, vai morrendo pelas bocas. Se aplicasse o mesmo critério de raciocínio ao que já se sabe sobre o recluso 44 que lhe passou procuração, há muito que devia ter devolvido tal instrumento de representação. Isso se tivesse um pingo de vergonha, porque neste caso o dinheiro conta-se aos milhões. Muitos milhões.
Ou então fazer como os advogados dos culpados: tentar reduzir a pena ao mínimo...não fazendo dos outros parvos.

Salazarismo platónico

O Professor Soares Martinez, jubilado da Faculdade de Direito de Lisboa voltou a escrever no Diabo e desta vez citou Platão, discípulo de Sócrates.

O que menciona do filósofo permite entender que na Antiguidade Clássica era importante ter como governantes pessoas que fossem ricas em valores e virtudes e pobres de ambição pessoal ou patrimonial. O contrário significará a perda de "toda a cidade no seu conjunto".
Por outro lado, os bons juizes são aqueles que têm experiência, prudência e inteligência" e sempre com idade suficiente para tal.
E por fim, deve preservar-se sempre a imagem do bom carácter nas obras de arte e afins e se necessário proibir as "flores do mal".

Estas ideias simples foram a filosofia do salazarismo, de algum modo. Porém, para as executar e estabelecer como ideologia dominante, foi preciso instaurar um regime de repressão a certas liberdades e censura permanente a manifestações do "feio".

O problema, nestes casos, é definir o q…

Perguntas a Maria José Morgado do DIAP de Lisboa

Maria José Morgado, magistrada do MºPº que dirige o DIAP de Lisboa há muitos anos, está a ser entrevistada na RTPi.

Acabei de ouvir o seguinte:

"Há magistrados corajosos. É preciso coragem, é preciso não recuar perante o inimigo invisível e poderoso porque quem está do outro lado tem poder...(...) ninguém se quer intimidar, isso seria um delito, alguém deixar de tomar uma decisão, ou tomar ou deixar de tomar por causa da qualidade poderosa de quem estará porventura do outro lado. Quem algum dia fizesse isso mas valia deixar a magistratura no dia seguinte."

Ora bem. Pode ser que a magistrada Morgado leia  isto que escrevo ou alguém lhe poderá fazer chegar o recado que é este e espero que me responda cabalmente por causa do que acabou de dizer.

No processo em que se investigou a fuga de segredo de justiça, relativa ao caso Face Oculta, ocorrida na véspera do S.João de 2009, um dos suspeitos evidentes era o antigo PGR Pinto Monteiro. Não é preciso tergiversar para dizer que não …

O Entrudo e a Quaresma na Paródia de 1900

Em 17 de Janeiro de 1900 surgiu à venda em Portugal uma publicação humorística chamada Paródia. Publicava-se às quartas-feiras e as caricaturas eram de Raphael Bordallo Pinheiro.

Este foi o primeiro número:


Que se explicava assim aos leitores. O papel está corroído pela traça do tempo mas dá para ler:


No fim do Entrudo vem a Quarta-Feira de cinzas que é hoje. E a Paródia escrevia assim, a propósito do dia, então 28 de Fevereiro de 1900:

Para quem julga que a liberdade em Portugal começou há 40 anos, torna-se interessante ler o que se publicava há cento e quinze...por exemplo sobre os impostos.


Proença de Carvalho, do trio los dos...

Económico:

A oferta Pública de Aquisição (OPA) do CaixaBank sobre o BPI tem como assessor financeiro do Deutsche Bank e como assessor jurídico o escritório de advogados Uría Menéndez Proença de Carvalho, referiu o grupo catalão, num comunicado.

"O Deutsche Bank e a Uría Menéndez actuam como assessores financeiros e legais do CaixaBank, respectivamente, nesta transacção", adiantou o CaixaBank, num comunicado enviado às redacções.

"A oferta sobre o quarto banco de Portugal por volume de negócio, formulada por um preço de 1,329 euros por acção, é 27% superior ao preço de fecho do BPI27.04% de ontem, 16 de Fevereiro. O preço oferecido equivale à média ponderada da cotação dos últimos seis meses e para efeitos da regulação portuguesa considera-se como preço equitativo", referiu o CaixaBank no mesmo documento
.




Salazar e o fantasma do Medo

Falar ou escrever sobre Salazar nos dias de hoje ainda é coisa ingrata porque quem o faz arrisca o insulto ou a irrelevância mediática. E muitas vezes o insulto, o vilipêndio soez de "fascista", o que provoca medo em muita gente que depende dos media para viver bem a sua vidinha.

Nos últimos 40 anos o "discurso" democrático, quase exclusivamente de esquerda,  arredou do seu convívio alargado e pretensamente abrangente, sem distinção de figuras, credos ou raças,  a figura de Salazar ou mesmo de Marcello Caetano.
Tirando uma ocasião, em 2007, num evento televisivo sobre "os maiores portugueses", em que Salazar figurou destacado, à frente dos demais ( o segundo, Álvaro Cunhal nem metade dos votos obteve...), a figura, a obra e o tempo de Salazar foram novamente obliterados mediaticamente.

De vez em quando surge uma qualquer notícia ou até um livro sobre a figura de Salazar, como sucedeu com a biografia política, monumental, de Filipe Ribeiro de Menezes em 2…