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domingo, 8 de março de 2015

Como Portugal se rendeu a Angola? Foi assim...

Observador:



Ricardo Soares de Oliveira estudou a Angola do pós-guerra civil. E conta-nos num livro fundamental como a actual oligarquia acumulou poder e riqueza e viu Portugal render-se ao poder dos seus dólares.
Ricardo Soares de Oliveira, 37 anos, professor de Política Comparada na Universidade de Oxford, acaba de publicar um livro em que analisa a trajectória de Angola desde 2002. Magnificent and Beggar Land. Angola since the Civil War (Hurst, 2015, 288 pp.). Conversámos com ele acerca de alguns dos assuntos aí abordados, desde os contornos do sistema de poder nesse país às idiossincrasias da relação luso-angolana, bem como sobre as consequências que são possíveis de antever em função da descida do preço do petróleo nos mercados internacionais, o principal (se não mesmo único) motor da economia angolana.


Como é que Portugal se rendeu aos dólares angolanos, agora mostrada por um angolano residente no exterior, como um puro regime cleptocrata?
É simples de explicar: ao invés do sempre execrado fascismo que os media afiançam sempre que tivemos por cá, durante a "longa noite" de 48 anos, antes de 25 de Abril de 1974, Angola é mostrada como um país que sofreu uma guerra civil e agora está a tentar retomar a democracia plena.
Quem é de lá e não tem tais preconceitos vê o que todos vêem e se recusam a admitir: uma cleptocracia em que um número muito limitado de cidadãos tem todas as riquezas enquando a maior parte dos vinte e tal milhões de habitantes passam misérias e eventualmente fome.

A esquerda mediática nacional, de resto, acompanha a visão de real politik que é a dos governos que temos. A complacência é absoluta e a hipocrisia ainda mais. 
Um exemplo? O Público de hoje dá o destaque de duas páginas a uma figura que é coleccionador de arte e ao mesmo tempo marido de Isabel dos Santos que dispensa apresentação.
A explicação prática para o regime angolano aparece no fim da entrevista...


5 comentários:

JReis disse...

Portugal virou-se para Angola como tentativa de fuga para a frente de uma 3ª falência desde o 25 de Abril. Contudo,isso a médio e longo prazo não passará de uma ilusão porque Angola nunca poderá ser a panaceia para os Portugueses falidos pois é uma nação falhada que não representa uma sociedade inclusiva antes é apenas uma mera sociedade extractiva a que alguns chamam e bem de cleptocracia.

joserui disse...

"Essa é uma concepção racista", hehehe. -- JRF

zazie disse...

ehehehe

O racismo dá para tudo

JReis disse...

Racismo não será com total certeza. Alguém poderá classificar Angola como uma sociedade inclusiva ?? De facto e pensando bem o racismo dá para tudo até para desculpar nações completamente falhadas. Só que essa é uma teoria que não funciona.

Floribundus disse...

esta republiqueta saida do 25.iv
não é melhor

aqui sou há 40 anos devorado pelo pc e pela rataria

no próximo ano xuxam-nos até ao tutano

ainda nenhum jornaleiro falou da cas do monhé nem das sondagens

ficavam em estado de inanição

as audiências vão para o anão e não para VPV