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domingo, 4 de outubro de 2015

A democracia de Esquerda...

Em 40 anos o panorama político nacional foi este que o Público de hoje compilou de "fontes abertas" ( CNE e AR):



Este panorama exposto denota vários nomes repetidos, sendo o maior cromo Mário Soares, como histórico inamovível do PS, desde 1973 e Cavaco Silva como histórico imbatível do PSD desde 1980. Obviamente são figuras incontornáveis das últimas décadas e por isso deverá ser-lhes dado o que merecem: a paternidade do regime que temos e as suas vicissitudes.
A Mário Soares, como esquerdista-mor, não comunista mas compagnon de route nas opções ecnómicas do PREC,  deve ser atribuída a paternidade de duas bancarrotas, pelo que fez e pelo que não soube fazer, dizendo que sabia. Isso para  além do apadrinhamento contínuo da degradação económica resultante do socialismo democrático como modo de governar, macaqueando sociais-democracias de países ricos com bolsa de pobre e que nos atirou para a cauda dos países europeus em termos de prosperidade.
Ao socialismo democrático de um perigoso governante, metido numa masmorra de luxo e agora visitado frequentemente por aquele, deve-se a terceira das desgraças nacionais em menos de 40 anos. Pedir ajuda externa de chapéu na mão é uma indignidade para um país que aqueles não integraram como vergonha inominável, porque eventualmente não sabem o que tal significa.

O que trouxe fundamentalmente a democracia do tipo europeu que se instaurou em Portugal a partir de 1976, após o PREC e a tentativa da esquerda comunista tomar o poder político e executivo?

Trouxe a liberdade de essa esquerda marxista, digamos assim para simplificar, conseguir chegar ao poder executivo e perdurar no poder legislativo, com representação parlamentar permanente e propaganda ideológica difusa e eficaz. O apelo aos pobres como destinatários do bem-fazer político dá sempre votos para maiorias, mesmo revelando-se paradoxal quando lhes provoca ainda maior pobreza.
Era isso fundamentalmente que faltava até 25 de Abril de 1974.
Faltavam outras "liberdades" como a de expressão plena dessa corrente ideológica marxista-comunista, nos media de massa, o que implicava a Censura  e faltava a possibilidade de debate aberto e alargado dessas ideias, o que noutros países era possível.
O que é que tínhamos em troca dessa falta de liberdade alargada? Em primeiro lugar uma estabilidade política que excluía a esquerda comunista e socialista marxista. Depois a segurança social de uma criminalidade muitíssimo menor. Depois, uma verdadeira confiança nas instituições públicas que se regiam por princípios legais e valores conhecidos e coerentes com aquela liberdade limitada.


E que ganhamos nós com a mudança operada em 25 de Abril de 1974?

Três bancarrotas e um país sempre economicamente atrasado em relação à Europa são as consequências mais evidentes porque não passa pela cabeça de ninguém minimamente instruído que tal sucedesse se o regime anterior tivesse continuado e evoluísse nessa continuidade, como Marcello Caetano pretendia.
Maior insegurança social a todos os níveis, com um reforço substancial da segurança social de um número limitado de cidadãos, aparentados aos partidos chegados ao poder entretanto disseminado por cliques partidárias,  ideológicas, pessoais, de grupo e de casta familiar em alguns casos.
A democracia gerou uma "classe política" que agora conduz os partidos, orienta o poder político e governa, com os resultados e nomes que o Público mostra.

Portanto, a diferença essencial com o regime anterior reside no advento ao poder da ideologia marxista e comunista, ou seja da Esquerda como factor de influência primordial em todos os aspectos da nossa vivência pessoal.
Com um pormenor: esta democracia alargada não permite que se inclua no seu seio político-partidário quem defenda ideias ditas fascista, salazaristas ou mesmo de extrema-direita, porque procede à amálgama de todas elas, aliás diferenciadas, para as proibir constitucionalmente. É uma democracia de Esquerda, portanto e por isso mesmo, apresenta o mesmo defeito que o regime anterior, segundo a sua própria lógica.

Por mim, concluo que tal opção resultou para nós, portugueses em geral, incluindo os mesmos comunistas e socialistas, numa maior pobreza material e de espírito até.
E por isso é altura de nos interrogarmos sobre quem somos e o que queremos, alargando a opinião a quem não é politicamente correcto com esta democracia.

O artigo de VPV no Público de hoje é inconsequente na análise que se aproxima da que faço embora por outras razões ( VPV é um tanto ou quanto jacobino...)





A conclusão lógica que VPV deveria extrair é que este regime que temos não presta por causa das pessoas que o tem composto. A democracia não tem culpa disso, mas o anterior regime que VPV detesta, previa tal efeito perverso e cuidava de se precaver contra tal mal, embora o tivesse feito igualmente mal...

9 comentários:

Floribundus disse...

de acordo com uma velha expressão atribuí a Ben Franklin

os lobos ps e pc combinam com o cordeiro psd quem vai ser comido ao almoço

para mim esta merda nunca será uma democracia

não me canso de dizer que esta esquerda se caracteriza por:
ignorância
estupidez
incompetência
má fé

Zephyrus disse...

«Era isso fundamentalmente que faltava até 25 de Abril de 1974.
Faltavam outras "liberdades" como a de expressão plena dessa corrente ideológica marxista-comunista, nos media de massa, o que implicava a Censura e faltava a possibilidade de debate aberto e alargado dessas ideias, o que noutros países era possível.
O que é que tínhamos em troca dessa falta de liberdade alargada? Em primeiro lugar uma estabilidade política que excluía a esquerda comunista e socialista marxista. Depois a segurança social de uma criminalidade muitíssimo menor. Depois, uma verdadeira confiança nas instituições públicas que se regiam por princípios legais e valores conhecidos e coerentes com aquela liberdade limitada.»

Parece-me que as elites formadas no Estado Novo andavam a ler pela rama os autores franceses, ou os socialistas e comunistas da Europa Continental.

E aqui surge-me uma dúvida.

Porquê a França e não a Inglaterra? Por que motivo nestas elites intelectuais e políticas formadas no Estado Novo, e que tomaram depois o poder, não há influência nem simpatia pela cultura anglo-saxónico.

E acrescento. Por que não os Antigos? Por que motivo olvidaram os autores gregos, romanos e os autores ibéricos anteriores ao Iluminismo?

Antonio Cristovao disse...

Há gente que oculos com uma só lente agrada mais. Opções!!

am disse...

Resposta ao último parágrafo;
A realidade para um socialista não existe,é substituída pela utopia.

Alberto Sampaio disse...

Caro Zephyrus,
resposta ao penúltimo. Possivelmente os anglo-saxões não apreciariam ter como amigos este tipo de aldrabões? Ou simplesmente porque ficariam melhor em países de maçonaria, de máfias ou no norte de áfrica como nababos.

Miguel Dias disse...

No telejornal mostra o Jerónimo de Sousa a votar, vai acompanhado pela neta. Ela acompanha-o até ao "cubículo"/cabine de voto! Esta situação é legal? É eticamente correcto? Não deveria ser o acto de votar, o acto de colocar a cruz no boletim de voto uma atitude solitária/isolada, portanto secreta - para evitar manipulações ou influências perversas - dos outros, mesmo que menores de idade? O Avô tem dificuldade de ler e precisa de ajuda de terceiros? O que esta situação representa é uma forma de inculcação mental em menores e mais susceptíveis de serem influenciados. Uma forma de doutrinação para que quando a neta for maior de idade não se esquecer em que partido deva votar. Cortam pela raiz qualquer autonomia mental e independência de vontade dos descendentes. Os comunistas possuem medo do desenvolvimento da personalidade, e preferem humanos mecanizados e que sofreram uma lobotomia.

Cá fora o mesmo Jerónimo, questionado pelos jornalistas sobre o direito de voto e a Democracia, lá balbuciou uma palavras sem genuíno sentimento interior - visível pela expressão facial - sobre a possibilidade de elegermos e sermos eleitos, mas fiquei a pensar na hipocrisia dos comunistas que sabem interiormente que não é este regime que desejam nem é esta a "Democracia" que encaram como a melhor forma para imporem a sua vontade aos outros.

Zephyrus disse...

Então e o Costa a pedir indirectamente para não votarem na Direita... é legal?

josé disse...

Adiantou-lhe a ponta de um corno...

Maria disse...

"não me canso de dizer que esta esquerda se caracteriza por:
ignorância
estupidez
incompetência
má fé" Floribundus

Exactamente e acrescentaria à lista, aliás correctíssima, mais quatro defeitos inaceitáveis:

cobiça
ganância
maldade
inveja

sobretudo uma inveja doentia e desmedida da direita conservadora e civilizada e de perder o poder nas democracias - e só nestas òbviamente - para esses partidos mesmo se da direita moderada.

Não haveria mal nenhum se partidos de esquerda governassem as democracias, tão só eles fossem honestos, imparciais e patriotas, o pior é que a esquerda no geral é hipócrita, cínica, desonesta, interesseira, falsa e anti-patriota. Mas o seu pior defeito é ser invejosa dos partidos da direita, de qualquer direita e sempre pronta a traí-la na primeira oportunidade, como temos vindo a ter disto bastas provas ao longo dos anos que levamos de democracia. Este é o seu pior defeito e já vem de longe, na realidade desde a malfadada Revolução Francesa, o que tem representado uma tragédia para o mundo.