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domingo, 18 de outubro de 2015

Merecemos as elites que temos?

Horta Osório à RR ( no Sapo):

"Os portugueses são excelentes trabalhadores. Têm a mesma reputação em França, no Canadá ou em Inglaterra. Em Portugal temos algum défice de gestão, mas também temos óptimos gestores. Devíamos ter mais óptimos gestores.O maior problema de Portugal é o falhanço das elites. Não são simplesmente os gestores. As elites têm vindo a falhar ao longo dos anos, nos valores e no estabelecimento de uma direcção e um exemplo para o país que motive o população a ir na direcção correcta. É o que vejo na Inglaterra, onde vivo actualmente."

Esta conversa sobre a qualidade das elites nacionais é antiga e A. Horta Osório não é o primeiro a falar no assunto do mesmo modo: as elites portuguesas não prestam, actualmente.
Ora quem são as nossas elites? Melhor ainda, o que são as elites? Tal como noutros conceitos, o melhor é citar fontes autorizadas. Novamente o Il Dizionario di Politica, de Norberto Bobbio et al. E a definição sumária: " uma teoria segundo a qual em todas as sociedades  os que detêm o poder são uma minoria e os que não o têm, obviamente uma imensa maioria". Este poder abarca o ideológico, o político e o económico e a relevância deste último advém de ser o que lida directamente com o capital, o dinheiro e os bens.
Há uma interpretação conservadora e outra "democrática" deste conceito. Segundo os autores na mencionada obra, tal torna um pouco mais complexa a definição, porque inclui as opções políticas aristocráticas e autocráticas, por um lado e as democráticas e liberais por outro. A distinção entre as duas vertentes passaria pelo modo de escolha: de cima para baixo ou ao contrário, de baixo para cima. Há alguns autores que desenvolveram estudos teóricos como Giovanni Mosca, Vilfredo Pareto ou Filipo Burzio, sendo que este último conclui que o modo ideal de escolha das elites seria na concorrência liberal entre aqueles que se distinguem e que sendo eleitos poderão ser controlados periodicamente pelos cidadãos, não se impondo à sociedade mas propondo-se à mesma.

As teorias são o que são, mas os factos estão aí e Horta Osório, como muitos outros conclui que as actuais elites portuguesas não têm sido de grande qualidade porque os resultados estão à vista de todos.
Com três bancarrotas no currículo, a democracia portuguesa não tem muitos motivos de orgulho no capitulo da organização económica. E a responsabilidade das elites nesses factos?

Apresento um exemplo concreto e que aparece publicado na edição de fim de semana do jornal Negócios: a CUF e o modo como desapareceu da vida portuguesa, em poucos anos, logo a seguir ao 25 de Abril de 1974.
A par da CUF poderiam citar-se algumas outras empresas e alguns dos detentores do capital, na época e que foram obrigados a fugir para outras paragens para dar lugar à utopia do "e tudo era possível".
Como foi possível esta utopia que durou uns meses em marcha acelerada e na realidade nunca desapareceu entre certas elites da nossa sociedade situada à esquerda do espectro político?
É isso que tenho vindo a tentar perceber de há uns anos a esta parte e por isso tenho pensado que estudar o que sucedeu em 1974-76 e o papel da esquerda comunista nesse contexto é importantíssimo, tal como será compreender por que razão o PCP e a esquerda radical e ainda a socialista democrática, tiveram o poder político em Portugal em dado momento, com a influência decisiva que tiveram em 1974-75 quando no ano anterior não podiam sequer aparecer pintados nas paredes.
Há quem ache que não, arrotando postas de pescada congelada e desprezando tudo e todos os que não comunguem um salazarismo atávico que nem Salazar reconheceria.

O caso da CUF é paradigmático do que sucedeu e da desgraça que nos aconteceu com a emergência destas pseudo-elites que nos marcaram o destino durante décadas e continuam a tentar marcar.





Em 1974 havia uma elite nos negócios e até na política ( o governo de Marcello Caetano) que desapareceu em meia dúzia de meses depois de 25 de Abril. Essa elite não era democrática no sentido de ter sido imposta "de baixo",mas provinha de uma selecção cultivada pelo próprio regime durante as décadas precedentes.
O grupo CUF, sendo um paradigma de tal elite permite entender como é que  nos tornamos o que actualmente somos, depois da deposição dessa elite que existia antes.

Para tal fenómeno foi crucial o PCP e a esquerda comunista e socialista. A substituição da elite existente pela actual teve como protagonistas essas forças políticas e essa elite política.
Quem não entende isto parece-me que falha um elemento essencial da compreensão da nossa actual vida colectiva e daí a importância que tenho dado ao assunto, aqui neste blog.
Os últimos 40 anos não alteraram substancialmente o que sucedeu e as elites entretanto surgidas, algumas das quais com elementos da anterior, não superaram em nada a qualidade e a categoria daquela. 

Merecemos o que nos aconteceu?

42 comentários:

Floribundus disse...

depois da
'longa noite fascista'

estamos há 40 anis perdidos
'no longo pesadelo social-fascista'

dirigido por prof drs pelas universidades da falecida urss e da colónia de férias do Tarrafal

dos estrangeirados nunca veio nada de bom

traduziram expert por xico esperto

perdi anos da minha vida a suportar o cheiro da merda social-fascista e outras igualmente fedorentas

estão a precisar dum trato esperto

Neyhlup Josand disse...

Já leu este artigo José?
Luís Naves no Observador:
http://observador.pt/2015/10/18/parceiros-confiaveis-zangas-historicas-do-ps-com-pc-e-bloco/

josé disse...

Já li por alto e julgo que por aqui, neste blog há mais factos e ilustrações sobre o mesmo assunto.

Neyhlup Josand disse...

Verdade José.

Só o mencionei porque é cada vez mais frequente ler opiniões destas na comunicação social e não apenas em blogues.
Aliás, qualquer jornalista só ganharia em vir aqui ao Porta da Loja recolher informação ;)

Carlos Conde disse...

O comunismo é um cancro que é necessário combater, isolar e eliminar.
Se tal não acontece não é por falta de estudo e diagnóstico da situação. As razões são outras e já aqui foram repetidas vezes apontadas.
Continuar eternamente a investigar as causas da desgraça em que estamos em Portugal pouco adianta. Melhor seria equacionar alternativas.

Unknown disse...

Bom post, José.
Tenho desde há algum tempo uma teoria: se se tivessem preservado 3 ou 4 dos grandes conglomerados (dos quais a CUF era o maior, mais avançado e mais internacionalizado), Portugal estaria hoje 'a frente de Espanha e ao nível de uma Itália. Por alturas de 74, por comparação, as empresas espanholas eram mais burocratizadas, pesadas, com um perfil de gestão mais antiquado. Salvaguardadas as distâncias, a CUF poderia ter desempenhado na economia e na sociedade o papel que a Samsung desempenhou na Coreia do Sul. A Coreia do Sul dos anos 60 tinha um PIB subsariano, hoje está 'a frente de França.
O que se perdeu em termos de capacidade de gestão, princípios de trabalho e esforço, capacidade realizadora, atractividade para o capital local e externo e perspectiva de mercado moderna demorará muitos anos a recuperar.

Miguel D

josé disse...

"Tenho desde há algum tempo uma teoria: se se tivessem preservado 3 ou 4 dos grandes conglomerados (dos quais a CUF era o maior, mais avançado e mais internacionalizado), Portugal estaria hoje 'a frente de Espanha e ao nível de uma Itália."

Eu acredito nisso mas é apenas um "feeling" baseado em dados empíricos e experiência de estudos alheios e da História recente.

Por isso é que continuo a escavar este campo de flores e julgo que o comunismo não foi suficientemente esclarecido entre nós para que as pessoas soubessem já o que foi e o que continua a querer ser.

Por isso insisto.

josé disse...

A CUF neste momento já não existiria. Como se escreve no artigo a nossa entrada na CEE acabou com as veleidades industriais nos moldes em que as tínhamos. Mas o capital e as elites que tínhamos teriam capacidade para dar a volta ao problema e resolver como a indústria do calçado e do têxtil resolveu.

josé disse...

O que os Mellos e Champallimaud fizeram em Portugal na década de 50 e 60 foi qualquer coisa de extraordinário e se tivessem continuado, com o capital intacto e a investir, teríamos aqui um país que não precisava desta canhalha destas Mortáguas e Elinas Fragas para nada.

Puta que pariu isto.

José Domingos disse...

O jornalixo nacional, não passa por aqui, os sovietes não deixam.
Os mérdia cá do burgo, só faz o que lhes mandam.

Miguel Dias disse...

O que é necessário nas elites nacionais é "pensadores", personalidades com capacidade de reflectir e analisar os problemas perenes da Nação e não de "gestores" - entenda-se por formados academicamente em Gestão de Empresas - com uma visão a curto prazo e focada no mundo empresarial. Personalidades formadas a pensar na Nação e como a liderar, e não como administrar uma empresa, ou seja, são campos de actuação diferentes. O problema é que esses "pensadores" vinham das Humanidades, da Filosofia, da História, do Direito, mas com o PREC e com o assalto ao Poder - e também à Universidade como meio privilegiado de controlar a sociedade e as mentalidades- pelo PCP e pela extrema-esquerda as Faculdades de Humanidades ficaram controladas pelo marxismo versão francesa/soviética e pela propaganda pró-comunista. Instalou-se uma ditadura intelectual de Esquerda que castrou o pensamento nacional e a independência mental nas Humanidades, como consequência nunca mais tivemos teóricos com a mesma elevada capacidade intelectual que havia pré-25 de Abril. Cursos de História e Filosofia são actualmente lições de propaganda pró-comunista/socialista… o Saber pelo Saber morreu e o que existe é um conhecimento engajado com causas político/sociais. Este assunto já tinha sido abordado por Orlando Vitorino.

Salazar – estudante do Seminário Conimbricense -, Marcelo Caetano - um destacado membro da Academia Portuguesa de História – e parte da elite política do Estado Novo tinham como denominador comum uma sólida formação académica/universitária nas Humanidades.
Uma das razões da decadência nacional está directamente relacionado com a formação académica das elites portuguesas.

José Luís disse...

Casualidade, ou não, a referência à Elina e à Mortágua ao mesmo tempo nos 2 ou 3 últimos postais? :)
É que por acaso ultimamente ouvi umas bocas por aí....


Miguel Dias disse...

Possuo uma visão negativa e crítica dos “gestores” ou licenciados em Gestão de Empresas que foi adquirida numa fase profissional da minha vida onde trabalhei numa Instituição Financeira/Bancária, onde me apercebi da fraca capacidade analítica, do fraco raciocínio lógico, da quase ausência de raciocínio abstracto dos mesmos. Muita prosápia, narcisismo pessoal e exibicionismo de leituras apressadas e descontextualizadas de Maquiavel, de Sun Tzu – baseadas nalguma “Sebenta” – eram as principais características dos mesmos. Fiquei com a indelével crença que grande parte dos problemas da vida económica da Instituição, e os que esta teve de enfrentar no “mercado”, eram os criados internamente pela deficiência de análise da realidade e outros externos não resolvidos porque o “saber” dos gestores não permita melhorar o desempenho da Instituição. Estavam mais preocupados com o Rolex no pulso, a viatura topo de gama na garagem, e o fato Armani. Sei que, para muitos, pode parecer uma visão deturpada e estereotipada da vida empresarial portuguesa, mas infelizmente está bastante mais próxima da realidade do que muitos pensam. Uma considerável parte das características mentais destes licenciados foi adquirida no mundo académico.

A liderança empresarial, e de gestão/administração das empresas e instituições económicas pré-25 de Abril eram incomparavelmente superiores aos da actual geração de empresários e gestores, a começar pela formação moral e humana.
Se o totalitarismo comunista e a ditadura intelectual esquerdista na Universidade portuguesa é uma das razões da decadência nacional, a verdade é que um “novo-riquismo” parolo pós-adesão à então CEE, e que singrou com o cavaquismo, também contribuíram em parte para a decadência nacional.

josé disse...

Se essas "bocas" forem verdadeiras importa que seja público.

Unabomber disse...

A capacidade de desenvolvimento económico em países com fracos recursos naturais depende sobretudo de dois factores: capital (maquinaria) empregue na produção e qualificação da mão de obra.
Para entender isto basta ter presente a diferença de produtividade que existe na utilização de uma picareta ou de uma retroescavadora na abertura de uma vala.
Assim como ter presente que um trabalhador com a quarta classe normalmente consegue ser um bom profissional/ou empresário em sectores de baixa tecnologia: construção, restauração, calçado, etc.- mas, dificilmente consegue ser um bom profissional em sectores tecnológicos avançados: informática, electrónica, aeronautica, etc.
....
Portugal talvez tivesse boas em elites em 1973, mas estava muito longe dos países da Europa Ocidental ao nível da qualificação da mão de obra e do stock de capital. empregue na produção.

josé disse...

"Portugal talvez tivesse boas em elites em 1973, mas estava muito longe dos países da Europa Ocidental ao nível da qualificação da mão de obra e do stock de capital. empregue na produção."

É precisamente isto que me importa saber e não julgo que um economista consiga dar uma resposta.

josé disse...

Em 1974 tínhamos um naipe de empresários de grande gabarito que seriam bons em qualquer parte do mundo, como o foram depois, com poucas excepções ( Espírito Santo).

E isso era a elite que tínhamos, a par da que pensava a legislação e que pensava a organização social.

Basta ler Marcello Caetano para perceber.

Sobre a elite militar...bem, tivemos o exemplo no dia 25 de Abril: uma desgraça.

josé disse...

A educação ainda não estava entregue aos grilos e pardais. E isso foi fundamental. A Educação condicionou uma parte do nosso futuro nos anos setenta. A separação do ensino técnico do liceal foi fatal e isso foi responsabilidade da Esquerda, particularmente do socialista Rui Grácio, em 1978.

josé disse...

A conjugação do falhanço na Educação, ao não serem capazes de juntar a massificação, mantendo a qualidade exigível, com a destruição da Economia em dois anos ( 74-76) foi fatal.

josé disse...

Quem foram os responsáveis máximos por esta porcaria gigantesca? Cunhal e Soares. Voilà!

josé disse...

Sà Carneiro poderia ter revertido tudo isso, a partir de 1980? Duvido, mas poderia ter feito muito melhor que o militante nº1 ( Balsemão) e o actual PR, Cavaco. Disso não tenho qualquer dúvida.

zazie disse...

Que bocas?

Vivendi disse...

A CUF só era à época o 4 maior conglomerado industrial de toda a Europa representando 3% do PIB português e milhares de postos de trabalhos.

A Lisnave era outro potentado...

Enfim.

josé disse...

Só deixam de o ser se forem verdadeiras. Mas "o boato é a arma da reacção"...ahahah.

josé disse...

Era o equivalente da VW para a Alemanha de hoje.

A Esquerda dos Rosários Dias e outros imbecis destruiu tudo. O maior crime contra Portugal que jamais existiu nos séculos mais recentes.

Vivendi disse...

A 1a fábrica da Toyota na Europa foi aonde?

A Philips até em Angola estava.


O unabomber é mais um demagogo ou um burro histórico...

Miguel Dias disse...

"Portugal talvez tivesse boas em elites em 1973, mas estava muito longe dos países da Europa Ocidental ao nível da qualificação da mão de obra e do stock de capital. empregue na produção."

Sim, é verdade, mas caminhávamos a passos seguros para alcançar os países da Europa Ocidental nesses factores, tínhamos em gérmen na sociedade portuguesa os elementos constitutivos dessa realidade. Como muito bem referiu o José foram o PREC, a ilusão da sociedade sem classes e a utopia comunista, que arruinaram a Economia nacional e a Educação. Com a ruptura abrupta causada na sociedade/economia - e na mentalidade - pelo pós-25 de Abril todos esses elementos evaporaram-se indefinidamente… e agora aqui estamos nós na cauda da Europa e em profunda decadência.

Culpa? Da Esquerda obviamente, do PCP e também do PS, e respectivos líderes.

zazie disse...

ehehhe Não faço a menor ideia do que falam.

josé disse...

Deixe lá. Intrigas sem grande interesse...e que custam a acreditar. aahahaha.

zazie disse...

Custam?

Então não sei. Se fosse só a Elina acreditava numa intriga qualquer, agora com a outra já não sei

":OP

Vivendi disse...

Blá Blá demagogos para cá, blá blá e demagogos para lá:

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2014-10-17-Portugal-com-mais-pobres-do-que-em-1974


O que andamos mesmo a fazer nestes 40 anos?

José Luís disse...


" Mas "o boato é a arma da reacção"...ahahah."
Exactamente, há que destabilizar o "inimigo" :)

Anjo disse...

José, embora fora do tema do post, muito preocupante:

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-10-19-Defesa-de-Socrates-exige-ter-acesso-a-escutas

Querem tudo: informações bancárias obtidas lá fora, escutas, tudo!

Têm hipótese nesta fase?

Mas por que raio não suscitou o MP o impedimento de Rangel? Não se via onde poderia levar?

Floribundus disse...

com excepção dos estágios e do ano lectivo 68-69 em que dei aulas e desisti de ser catedrático

vivi durante 40 anos a partir de 57 na indústria química farmacêutica

a não aceitação do plano Marshall,
o condicionamento industrial
a burocracia
a universidade ainda fechada ao exterior

prejudicaram a formação de elites

a Cuf fez desastrosos investimentos

fábrica de adubos em Alferrarede quando se abandonava a agricultura

Unifa como intermediária da venda de produtos farmacêuticos...

havia pessoal mais qualificado que hoje vindos das escolas profissionais

a elite também não dá para mais
a que conheço é uma desgraça

José disse...

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-10-19-Defesa-de-Socrates-exige-ter-acesso-a-escutas

Querem tudo: informações bancárias obtidas lá fora, escutas, tudo!

Acho muito bem. É o modo mais seguro de se saber tudo, porque ainda vão fazer o mesmo que com o famigerado envelope 9: apanharam o conteúdo que devia ser reservado e publicaram coisas que não deviam ter sido como os problemas de bexiga do advogado Vera Jardim, coitado.

Agora, aposto que o alfobre ainda deve ser mais variado...

José disse...

"a não aceitação do plano Marshall,
o condicionamento industrial
a burocracia
a universidade ainda fechada ao exterior"

é outro assunto por que tenho curiosidade e me parece que há vários mitos à solta.

Floribundus disse...

José

vivi intensamente esses problemas e tenho deles principalmente más recordações

a pressão de uns quantos foi fatal para a minha geração

a indústria química onde trabalhei teve de se desenvolver em Espanha e Itália

não basta ser bom investidor e gestor
é necessário conhecer os nichos de mercado
e saber encontrar dirigentes que neles se movimente perfeitamente

fui um simples técnico mas vi muita coisa boa e má
e muita gente capaz fora do rectângulo

onde nunca passarei de contribuinte

Anjo disse...

José, referia-me apenas a esta fase do processo, em que a acusação ainda não saiu. Poderá ser arriscado mostrarem tudo, no sentido de comprometerem futuras investigações ligadas a esta.

josé disse...

Suponho que não vai ser assim.

Anjo disse...

José, parece que não lhes entregaram tudo:

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/advogado-de-socrates-levanta-cd-com-copia-do-processo-1711655

josé disse...

claro que não podem entregar tudo, mas apenas o que diz respeito a este processo. A publicidade do processo não significa a entrega de ouro a bandidos. Significa apenas que se deve entregar o que lhes diz respeito apenas.

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.