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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A Capital, 11 de Novembro 1971

Aqui ficam 20 paginas do jornal A Capital de Domingo, 14 de Novembro de 1971. Faltam apenas 4 páginas centrais, dedicadas integralmente ao futebol e demais "informação desportiva" e uma página de publicidade à Míele e ainda 12 páginas do suplemento "Extra". 

A Capital parece-me um pouco, no estilo,  o Correio da Manhã daquele tempo. A ficha redactorial reserva algumas surpresas nos nomes indicados. Alguns deles vieram a ser fundadores do futuro O Jornal, dali a meia dúzia de anos ( 1 de Maio de 1975).  Por outro lado, a secção de "artes & letras" estava entregue aos cuidados de Maria Teresa Horta (a cripto-comunista que foi uma das "três Marias" censuradas pela escrita das Novas Cartas Portuguesas).

De notar, na página 6 os comunicados das Forças Armadas, sobre a guerra no Ultramar.  Seria a linguagem utilizada "fascista"? 



17 comentários:

Zephyrus disse...

O artigo das mulheres na polícia é extraordinário e destrói muitas mentiras propagadas pela Esquerda sobre a «longa noite fássista»...

majoMo disse...

> "A ficha redactorial reserva algumas surpresas nos nomes indicados. Alguns deles vieram a ser fundadores do futuro O Jornal, dali a meia dúzia de anos ( 1 de Maio de 1975). Por outro lado, a secção de "artes & letras" estava entregue aos cuidados de Maria Teresa Horta"

Decerto se compreenderá melhor tal prognóstica lista, atendendo a quem era o Director...: Manuel José Homem de Mello

josé disse...

...amigo de Mário Soares.

josé disse...

E que em 1962 defendia em livro uma solução política para o Ultramar.

Já escrevi sobre isso aqui

majoMo disse...

josé, lembro-me de ter escrito sobre isso.

E de o mesmo Mello pensar que Salazar pensava que era o líder do Ocidente!... Naturalmente que o vulgarismo de tal exotérico pensador-mor - sem a grandeza do esotérico - teria de vomitar a bem-pensante 'solução política' - posta em execução com a 'solução militar' abrilina que redundou na "maior vergonha de que há memória desde Alcácer Quibir" (António José Saraiva).

De tão exotérica lucubração mental livresca de Mello não se poderia exigir o entendimento do exposto pelo estrategista Karl von Clausewitz:

- "A guerra nada mais é que a continuação da política por outros meios".

Só lhe restava, aos Mellos melodiosos, a melosa solução de que o conhecedor George Orwell explicou:

- "A maneira mais rápida de acabar com uma guerra é perdê-la!".

josé disse...

Se ler os comunicados das Forças Armadas estávamos a ganhar...e segundo o que Brandão Ferreira anda a escrever no O Diabo a ideia era mesmo ganhar essa guerra de guerrilha que nunca ninguém ganhou em lado algum.

Ou ganhou?

Miguel Dias disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Miguel Dias disse...

Mais um mito/falsidade propalada pela Esquerda que é abalada:

na página 21, no Cartaz de Espectáculos, o cinema Apolo 70, exibia o "Ivan o terrível" de Sergei Eisenstein. Afinal a censura não era tão destrutiva como os opositores do Estado Novo relatam. Existia liberdade de espírito, compara-se com o clima mental que existia nos países de Leste da Europa e na União Soviética pela mesma altura.

Obrigada José, pela partilha deste espólio.

majoMo disse...

> "guerra de guerrilha que nunca ninguém ganhou em lado algum.

Ou ganhou?"

Vou deixar a resposta nas notícias que o seu espólio partilhado lhe permitirá identificar - dessa forma é mais crível a procura imbuída do custo do esforço individual, que o vomitado pelos manuais convenientes.

Para ajudar: ~ Israel é um Estado que sempre enfrentou guerras clássicas e de guerrilha - e ainda existe; ~ Variados estados ibero-americanos foram objecto de confrontos de guerrilha - e superaram; Espanha foi igualmente alvo de acções de guerrilha bem apoiadas no exterior - e neutralizou.

Em todos os exemplos da guerra de guerrilha notará o que sobreleva - conforme notado por alguém:

- estamos perante "um embate de vontades: a mais tenaz vence a mais fraca".

Note: a polícia comum está - em permanência - em guerra... Deverá ela baixar a guarda? Deverá ela negociar a entrega das esquadras aos opositores da sua acção?...

josé disse...

"Israel é um Estado que sempre enfrentou guerras clássicas e de guerrilha - e ainda existe;"

Não tem muitos exemplos. Tem esse e é particular. Israel luta pela defesa do seu território com as pessoas que lá vivem. Nem comparação tem com o que se passava com os nossos antigos territórios ultramarinos. Quem lá estava nem se defendia...

majoMo disse...

> "Quem lá estava nem se defendia..."

Não acredite nas estórias para criancinhas que enxameiam os manuais das elites dominantes...:

Em Angola, 1961, a pró-americana U.P.A iniciou um clima de terror com um sem número de atrocidades sobre as populações. A "população civil teve que se organizar em grupos de autodefesa que - juntamente com os elementos locais da Polícia de Segurança Pública - acabaram por suportar quase sozinhos os primeiros grandes embates da guerra. A criação dos corpos de voluntários veio formalizar a existência daqueles grupos civis de autodefesa, os quais tinham sido organizados localmente de forma precária, essencialmente com colonos brancos.".

Conforme alguém - muito bem informado - escreveu: "O então ministro da Defesa Nacional, antigo adido militar em Washington, general Botelho Moniz, e o subsecretário de Estado da Guerra, então tenente-coronel Costa Gomes, tinham preparado cuidadosamente o terreno para que o surto terrorista impusesse pela força das armas a solução da autodeterminação, de acordo com as resoluções da ONU. Na verdade, quando tinham assumido os seus altos postos no Governo, encontraram no território de Angola um sistema de defesa militar que havia sido montado, logo após os acontecimentos do ex-Congo Belga, pelo então ministro da Defesa Nacional, general Santos Costa, dispositivo este que silenciosamente desmontaram, deixando a Província totalmente indefesa".

E acrescenta: "Se não tivesse sido a resistência desesperada que os colonos opuseram ao surto terrorista, Angola teria caído naqueles trágicos dias. O general Botelho Moniz e o seu adjunto Costa Gomes não desistiram, porém, tentando ainda, como se sabe, através de um golpe militar, tomar o poder em Lisboa".

Em Lisboa com que se entretiam, deleitadas, as habituais elites? Os melodiosos e americanizados Homens de Mello divertiam-se a discutir alegremente o "Sexo dos Anjos" da melodia americana e a assistir a golpes palacianos como a Abrilada de 1961. Até ao momento em que Oliveira Salazar profere o famoso discurso onde determina: "Para Angola rapidamente e em força!".

Discurso que foi ouvido com ansiedade pelos denominados "Quem lá estava nem se defendia...", e nomeadamente por um grupo na cidade de Malange que, reunidos para escutarem o Presidente do Conselho, no final do discurso ouviram o exclamar de um dos presentes:

- "Temos Homem!".

Procure cotejar a ordem de Oliveira Salazar - e os seus efeitos na moral dos "Quem lá estava nem se defendia..." - com a ordem dada (e nomeado pelo mesmo Costa Gomes, conhecido pelos seus colegas infantes do Colégio Militar como o "Judas"...) pelo representante de Portugal em Angola, Rosa Coutinho, em carta escrita para Agostinho Neto em 1974:

- “Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, afim de provocar a sua debanda de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos, para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à Terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir“.

Vislumbra e detecta, nas elites políticas e militares do Estado de Israel, tal similitude de ordem à 'Rosa Coutinho/Costa Gomes'?

Se conseguir encontrar diferenças - estará apto a percepcionar a importância que as Elites têm na condução dos Povos.

josé disse...

Se quem lá estava se defendia não seriam precisos os contingentes de milhar de soldados que embarcaram desde 1961 a 1974.

Em Israel eles, lá sozinhos e com apoio da diáspora defendem-se. É esse o paralelo que pretendo fazer.

Maria disse...

José desculpe mas não concordo nada consigo neste particular. Não diga e repita que os angolanos não se defendiam quando começou a tomada criminosa e traidora de Portugal pelos terroristas a mando dos dois internacionalismos, com o patrocínio de meia dúzia de escroques maçons vendidos ao mundialismo sionista, com a ajuda velhaca de outros tantos traidores comunistas-oportunistas infiltrados nas Forças Armadas, pois só assim lhes foi possível derrubar o regime de Portugal.

Como sabe Portugal não era os Estados Uunidos em nenhum dos seus aspectos sociais e políticos, sem esquecer o económico. Não era, disse eu. Agora já é igualzinho em tudo, sem tirar nem pôr, conforme os comunistas e socialistas assim o impuseram a mando do mundialismo, que servem como cães pisteiros. Os mesmos que estabeleceram as suas regras, hábitos e costumes e modo de fazer política para serem seguidos à letra em todas as democracias do planeta, que eles controlam, como é do conhecimento geral.

Quero com isto dizer que os portugueses tanto em Portugal como no Ultramar, não andavam armados nem necessitavam de andar. Era impensável adoptar-se em Portugal uma lei tão grotesca e violenta, simplesmente porque Portugal é um país europeu com muitos séculos d'existência, com tradições e cultura próprias, totalmente opostas às dos E.U. Em Portugal - europeu e ultramarino - não existia uma arma em cada bolso de cada português (hoje nesta excelsa democracia já é arriscado afirmar-se tal facto), o mesmo que sempre aconteceu e continua a acontecer nos E.U. Foi com o poder delas que aquele país foi fundado e posteriormente colonizado. Elas são permitidas por Lei desde a sua fundação.

Como é que o José queria que os angolanos se defendessem da tomada d'Angola pelos terroristas comandados pelos comunistas e socialistas maçons? D'armas nas mãos? Como assim, se não as possuíam nem nunca tinham precisado delas, pois jamais haviam sonhado algum dia das mesmas vir a necessitar para se poderem defender de traidores e assassinos do pior calibre? O Povo português no seu todo vivia em paz e não tinha inimigos. Um povo que não tem inimigos não necessita de armas para coisíssima nenhuma.

Contra traidores e usurpadores de territórios d'outrem, socorrendo-se de guerras artificiais semeadas no terreno, que os atacaram de rompante sem que eles, mesmo que o quisessem e pudessem, tivessem tido sequer a exacta noção do que realmente lhes estava a acontecer, primeiro porque era impensável estarem a ser atacados por povos estranhos e depois, já conscientes do facto, por pensarem e com razão que o poder em Lisboa iria defendê-los de todo o mal que lhes pudesse vir a acontecer. Tal não foi possível e sabe-se perfeitamente que não o foi por culpa dos habitantes de Angola. (É bom abrir aqui um parentisis para lembrar que houve grupos de patriotas que contra todas as adversidades conseguiram organizar-se a tempo de defender aquele território dos inimigos, mas foram ràpidamente travados pelos traidores de cá e de lá, os comunistas que já se encontravam no poder e que já haviam traçado o destino dos nossos territórios africanos e os comissários comunistas, armados em políticos de última hora, que em Angola (e nas outras Províncias) aplicavam à risca as ordens recebidas de Lisboa).
(cont.)

Maria disse...

O José fala de que toda a população israelita está sempre pronta e em qualquer altura para se defender dos inimigos. Pois está. E que a de Angola não estava. Pois não. Mas quer comparar os dois povos ?!? Se sim, tal significa comparar o incomparável. Israel é um território independente há apenas 67 anos e foi-o por meios muito questionáveis e que não vêm agora ao caso. Portugal tem quase mil anos como País independente. Os judeus ou israelitas, por todos os motivos, sejam perseguições e expulsões dos vários territórios onde se foram instalando ao longo dos séculos, factos que os foram marcando ao longo da História, mas sobretudo pelo que se passou há setenta anos na Europa (sem falar nos problemas rácicos e outros que desde sempre os têm perseguido como povo odiado, principalmente devido ao seu carácter truculento, vingativo e desconfiado que lhes é intrínseco), é forçoso que, para por fim conservarem um território a que resolveram chamar seu, ocupado à força à custa da expulsão de outro povo que já lá habitava - ocupação indevida essa porque contrária às regras estabelecidas por tratados internacionais, segundo o têm vindo a atestar vezes sem conta e desde há largas décadas, mais precisamente desde 1948, variadíssimos historiadores e intelectuais de renome, independentes e credíveis - e pelo modo violento como foi ocupado esse território e pelas vicissitudes que o acompanharam até hoje, é mais do que óbvio que só o conservaram e conservarão recorrendo à força das armas, sem a qual há muito que já não seriam os donos daquela terra.

O José quer comparar a longevidade e as características específicas dos respectivos povos? Eles necessitam de armas para se defender pois sabem que, por terem ocupado um território alheio através de tratados dúbios e de uma guerra sanguinária d'imediato despoletada para escorraçar os respectivos habitantes, guerra que não cessa desde então até aos dias de hoje, originando milhões de mortos a que os novos donos apelidavam e apelidam de inimigos, sabem, dizia, que não têm direito àquela terra e não obstante teimam em jurar a pés juntos pertencer-lhes por direito. Aqueles que eles classificam d'inimigos, não são mais do que o seu povo d'origem, que se acham, eles sim, com direito à terra que pertencera dos seus antepassados e que lhes foi violentamente roubada, afirmando e repetindo a ela terem direito como seus descendentes, pelo que nunca desistirão de a recuperar. Perante tais circunstâncias o óbvio é os israelitas, povo de poucos milhões, terem que se defender de algo que teimam também pertencer-lhes desde 48, valendo-se de um tratado cínica e oportunìsticamente elaborado à pressão pelos principais dirigentes europeus da altura (com a influência sionista por detrás) de conduta política muito duvidosa, assinado aquando da fundação dessa nova Nação.
(cont.)

Maria disse...

(Conclusão)

Se este povo recente tem direito a um território cuja pertença é questionada desde o seu início por outro povo muito mais antigo, facto que também é afirmado desde há décadas por intelectuais insuspeitos e historiadores credíveis, com especial destaque para essoutro povo que diz ser o seu legítimo dono e que não desiste até o recuperar, só é de esperar que o povo ocupante recorra às armas, ainda que o faça ilegìtimamente. Só pode. E por serem poucos os habitantes que o compõem e porque se sentem permanentemente ameaçados por todo o mundo, parece lógico que todos eles estejam armados (e parece que, queiram ou não, são obrigados a estarem-no). Só assim conseguem sobreviver, sem o que estariam condenados a desaparecer daquele território dada disparidade em número de habitantes e força bélica do suposto inimigo, força esta proporcionada pelos dirigentes dos países circundantes que apoiam incondicionalmente o povo d'origem.

A esse mesmo povo aquele género de defesa nunca chegou verificar-se tanto por falta de armas como pela exígua dimensão populacional, isto durante os séculos em que foram sendo ora maltratados ora expulsos dos inúmeros países em que se haviam instalado, nos quais, pelas regras restritivas impostas pela Corôa, mesmo que as tivessem e que as quisessem utilizar, não lhes era òbviamente permitido a elas recorrer para defesa dos eventuais ataques de que volta e meia eram alvo (na maioria dos casos por culpa própria), assim como mais tarde para lutar contra as expulsões a que eram sujeitos. Mas aprenderem a lição e não a esqueceram. Passaram-na aos descendentes e estes puseram-na em prática no decorrer da Segunda Guerra Mundial, sem contudo esquecer que todos os processos que a esta conduziram haviam sido gizados com bastante anterioridade e conservados em stand by para posterior aplicação no terreno, isto alguns anos antes da Primeira Grande Guerra. Note-se no entanto que haviam sido idealizados ao pormenor com séculos de antecipação, para irem sendo aperfeiçoados e concretizados a pouco e pouco e d'acordo com o regime e o país escolhidos para o efeito. E que fique claro, não é pròpriamente o povo judeu ou israelita, no seu todo, que está em causa nesta equação, mas quem o dirige à distância - com a benção dos muitos que se deixam voluntàriamente dirigir - tendo os seus fiéis e insubstituíveis homens de mão a comandar as hostes.

Fazer comparações entre as vicissitudes, as vivências e a História dos dois povos, o português europeu e o africano e o (hoje) israelita, deixe-me que lhe diga José, sem ofensa, mas trata-se de um sofisma, não tendo por isso razão de existir. O primeiro povo, quase milenar, sempre viveu no seu próprio e imenso território, parte dele desde a sua Fundação, nunca tendo que se defender com armas pessoais porque nunca o necessitou, já que tinha o Estado para o fazer quando era caso disso e o povo só o secundava quando o perigo espreitava e a tal era chamado e, importante, tão nobre missão sòmente respeitava aos jovens-adultos com idade pré-estabelecida; o último, que se estabeleceu num exíguo território pertencente a outrem no qual fundou a sua Nação, tendo para a conservar que recorrer às armas e que, contràriamente ao primeiro, além de os homens serem obrigados a estar física e militarmente preparados e disponíveis até uma idade avançada para em qualauer momento irem lutar, ainda impõem como obrigatório o serviço militar a todas as mulheres para igualmente poderem ser chamadas a ir guerrear. São dois povos com História, religião, cultura e modo de encarar a vida completamente diversos, que os separa em tudo. Mais que não fora, bastaria atentar no percurso histórico de ambos que o provaria à exaustão.

Neyhlup Josand disse...

Viva José e os demais. Que tenham vivenciado umas óptimas entradas em 2016.

"Se quem lá estava se defendia não seriam precisos os contingentes de milhar de soldados que embarcaram desde 1961 a 1974."

A verdade é que se consultarmos os dados verificamos que nos últimos anos do Conflito, o número de tropas locais superava as da metrópole. Qualquer fonte credível o pode confirmar.

Luís Bonifácio disse...

a secção de "artes & letras" estava entregue aos cuidados de Maria Teresa Horta", que há dois anos atrás garantia na RTP que antes do 25 de Abril era proibido às mulheres usarem as mini saias. Mini saia que pelos vistos as candidatas à PSP usavam violando a tal lei que a Maria Teresa Horta afirma ter existido.

Por outro lado o jornal mostra que na tão propalada "grande noite fascista" os cinemas passavam filmes de propaganda estalinista como o Ivan o Terrível!, que hoje em dia pessoas como Maria Teresa Horta afirmam que nunca tal aconteceu.