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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Quem acreditou no PS foi enganado...mais uma vez.


Prepare-se: afinal vem aí mais austeridade
Programa de Estabilidade prevê um pacote de 1.700 milhões de euros só em 2017, entre cortes de despesa e aumentos de receita. Ainda não se conhecem as medidas, mas o algodão dos números não engana. 


É o costume de sempre, desde há quarenta anos a esta parte: vencem eleições a prometer mundos e fundos e convencem sempre os pobrezinhos que acabam por ser as maiores vítimas do logro. E continuam a votar nos mesmos porque a "direita" é terrível e fassista e só quer o mal dos pobrezinhos.

A única vez que este discurso não pegou foi em 1979, com a AD e dez anos depois, com uma bancarrota de permeio, com as maiorias de Cavaco Silva. Então, houve um lampejo de esperança que se gorou em meia dúzia de anos. Vou tentar novamente perceber e mostrar razões para tal.




47 comentários:

zazie disse...

A única razão que encontro é para o povo estar cada vez mais de esquerda.

Pode ser questão geracional e aumento de dependentes do Estado.

josé disse...

Os media. Apenas isso. Os media conseguiram o milagre das rosas.

O maior responsável é Balsemão, naturalmente.

josé disse...

O problema e o drama é que a realidade não é de esquerda...

Floribundus disse...

a cgtp e a ugt perderam 150 mil associados nos últimos 4 anos

e a sangria vai continuar

os bem instalados da disfumção pública.empresas, autarquias, assessores

votam à esquerda

até à falência total

aumentam
divida
desemprego
consumo interno
crédito mal parado
bóis (cuidado com o género)

pr e pm continuarão incontinentes verbais das banalidades

parece um purgama da teresa guilherme

dutilleul disse...

"...[V]encem eleições..."???????????

joserui disse...

Estava aqui a ler um artigo do José Manuel Fernandes sobre o BE, quando, de repente, exactamente aquilo que o leva a queixar-se ("O Bloco de Esquerda goza de uma surpreendente condescendência em Portugal."):
"Salazar e Cunhal são dois bons exemplos de como a inteligência ao serviço de ideais perigosos pode causar, como causou, imensos danos ao país."
Como explicar esta frase senão com a surpreendente condescendência que a esquerda goza em Portugal? Salazar e Cunhal na mesma frase de "danos ao país"? Estes jornalistas são todos uma fraude e este — bem detestado pela esquerda —, é uma fraude ainda maior. Porque é que ele não disse apenas Cunhal? Explique isso José e tem a resposta a todas as questões que têm andado aqui à volta, no Porta da Loja. -- JRF

josé disse...

Mas é essa questão que me move, por aqui: e está ligada ao partido comunista porque todos eles foram comunistas, incluindo o JMF.

Por isso é que o assunto PCP é muito importante.

Mas há quem não queira perceber.

Vivendi disse...

Os merdia e a dependência do estado.

E com isto não saímos da loucura nem da bancarrota.

josé disse...

São muito poucas as pessoas que aceitam Salazar como uma grande figura de Estado em Portugal. Os neo-direitas não aceitam porque foram comunistas em idade adulta.

É o caso do Pacheco Pereira, por exemplo emblemático.


O Pacheco é a imagem desse Portugal bastardo. Como a família dele o foi.

josé disse...

A dependência do Estado vem de há quarenta anos com as nacionalizações comunistas e socialistas. Nunca se mudou esse paradigma e os media foram sempre dependentes dessa Esquerda. Todos, sem excepção.

Até O Diabo da antiga Vera Lagoa que se dava muito bem com a intelligentsia de esquerda porque foi esquerdista.

josé disse...

Havia A Rua que efectivamente não era. Mas acabou por falta de leitores. Os esquerdistas mataram A Rua que não deixou descendentes modernos.

josé disse...

Sà Carneiro antes de morrer queria fazer um jornal. Escreveu-o Maria João Avillez no Observador há poucos meses.

Não conseguiu fazê-lo e com isso suplantar o Expresso. O Semanário que surgiu pouco depois, não era a mesma coisa e dependia do esquerdismo ambiente, como é fácil de ver. Até tinha o Marcelo Rebelo de Sousa como um dos principais articulistas. E o José Miguel Júdice antes de ganhar dinheiro à custa do Orçamento.

josé disse...

O Independente era e foi sempre uma anedota. Desde o primeiro número.

João José Horta Nobre disse...

Só há três tipos de pessoas que ainda podem acreditar no PS: os ignorantes, os muito ignorante e os extremamente ignorantes.

João José Horta Nobre disse...

«Como explicar esta frase senão com a surpreendente condescendência que a esquerda goza em Portugal? Salazar e Cunhal na mesma frase de "danos ao país"? Estes jornalistas são todos uma fraude e este — bem detestado pela esquerda —, é uma fraude ainda maior. Porque é que ele não disse apenas Cunhal? Explique isso José e tem a resposta a todas as questões que têm andado aqui à volta, no Porta da Loja.»

Eu já expliquei isso aqui:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2014/10/salazar-merecia-isto.html

João José Horta Nobre disse...

«Por isso é que o assunto PCP é muito importante.»

Isso é um bando de velho chalados da cabeça. O Bloco de Esquerda é muito mais perigoso, porque é neomarxista e utiliza técnicas gramscianas para alcançar o poder.

josé disse...

O PCP é importante não pelo que representa actualmente mas para se entender como é que chegamos até aqui, incluindo o BE que são da esquerda trânsfuga do marxismo-leninismo.

Louçã é trotskista mas é um conceito algo vago porque no fundo continua a acreditar na luta de classes típica, como declarou há uns anos numa entrevista que publiquei por aqui.

Nessa altura foi muito claro.

O PCP é a génese desse esquerdismo.

João José Horta Nobre disse...

«Louçã é trotskista mas é um conceito algo vago porque no fundo continua a acreditar na luta de classes típica, como declarou há uns anos numa entrevista que publiquei por aqui.»

Mas que eu saiba, o trotskismo nunca renunciou à luta de classes, isso é um elemento central a todos os ismos marxistas.

Aliás, um colega meu que era um trotskista ferrenho, perguntou há uns anos ao Francisco Louçã se ele era trostskista. O Louçã respondeu que não, disse que era apenas marxista.

josé disse...

Por isso é que o conceito é vago. Louçã é simplesmente comunista.

Daí a importância do PCP como génese de toda esta tragédia.

João José Horta Nobre disse...

Não esquecer também o MRPP e o MES. Desses furúnculos também saíram muitos "iluminados" que hoje por aí andam a empestar o ar...

nuno mendes disse...

não há direita em Portugal. Invariavelmente os partidos da "direita portuguesa" são eleitos a prometer políticas de esquerda e têm vergonha em afirmar-se de direita.

josé disse...

Tanto o MRPP como o MES se declaravam abertamente comunistas, ou seja, adeptos ferrenhos da luta de classes e portanto com um elo comum à esquerda comunista em geral, onde preponderava o PCP com a sua história, as suas conquistas, a sua implantação junto das "massas trabalhadoras" e todo o folclore associado.

O PCP mais os grupelhos da extrema-esquerda estavam e estiveram sempre unidos no combate ideológico à classe que designam de burguesa, de "direita" onde incluem uma parte do PS.

Na eventualidade de uma luta revolucionária que chegou a colocar-se como hipótese plausivel em 1975 o PCP lideraria sempre a mesma e abafaria os demais extremistas a quem Lenine chamava de doentes infantis do comunismo.
Nos países de Leste ou nos demais comunistas, incluindo a China, não havia extremistas comunistas que eram dizimados logo à nascença. Trotski foi morto por ordem de Estaline porque pretendia conquistar-lhe o poder.

A história comunista é a história destes horrores em nome da classe dos trabalhadores.

Por algum motivo em 1975 uma das primeiras obras desse comunismo foi a unicidade sindical que o caso República exemplifica bem, porque quem moveu a luta sindical foi a extrema-esquerda mas Mário Soares dizia que eram os comunistas. E por uma razão: não se distinguiam nos propósitos estratégicos e nos tácticos lá conseguiam manobrar.

As vítimas seguintes seriam esses mesmos extremistas que seriam dizimados.

Saldanha Sanches e Maria José Morgado estiveram presos depois de 25 de Abril por atentarem contra essa doxa comunista do PCP...

A. Manuel Mendes disse...

Penso que o último comentário do José faz um bom enquadramento da esquerda: marxista, leninista, trotskista, maoista, etc. mas, a minha opinião, é que este pessoal não passa duns cobardolas porque não assumem o passado histórico do povo português, têm vergonha de serem portugueses e armam-se em chico-espertos, assumindo-se como intelectuais de esquerda da tanga (estes tipos comparam-se com os espanhóis, ingleses, americanos que amam a sua nação?).
A realidade dos últimos 40 anos, desta tanga de democracia, apenas evidência que estes craques, na sua grande maioria, eram uns pobretanas que aproveitaram a política para se encher de dinheiro e das mais diversas mordomias do Estado. Na sua maioria nunca fizeram nada de relevo, não trabalharam e a maioria vive à custa do Estado (directa ou indirectamente).
Parece-me que tudo é uma questão de ignorância e quanto mais burro for o povão, os servos da gleba, os proletários, o zé-povinho, etc. melhor. O portuga tem muito a mania de se armar em espertalhaço e o resultado está à vista, passa o tempo todo a ser enganado pelos mesmos, mas continua a apoia-los porque no fundo espera que um dia também lhe calhe umas migalhas no caldeirão.
Onde está a dignidade do trabalho, o sentido da responsabilidade e de exigência, onde está o rigor, onde estão os deveres? Não primeiro os direitos! Então é fácil a qualquer demagogo fazer o ninho atrás da orelha aos papalvos.
Resumidamente, numa empresa minimamente organizada quem executa não controla. Então por que razão no Estado e nesta democracia quem faz as leis nomeia governos elege presidentes, mas não fiscaliza. Não seria melhor um Estado em quem faz as leis apenas fiscaliza, quem executa não depende de forma alguma daqueles e o presidente seja completamente autónomo destes poderes?

josé disse...

"Não seria melhor um Estado em quem faz as leis apenas fiscaliza, quem executa não depende de forma alguma daqueles e o presidente seja completamente autónomo destes poderes?"
Seria e essas pessoas dizem que a democracia é isso e que a nossa funciona assim.

Não funciona. O regime de Salazar/Caetano que não era democrático porque não aceitava o comunismo no sistema legal, funcionava melhor em termos de economia e regulação de poderes. Paradoxalmente, a separação era maior porque as elites assim o exigiam. O Governo era todo-poderoso e o poder legislativo fazia o que o Governo entendia, mas era esse o modo de funcionamento do sistema, assumido.

Hoje, supostamente não é assim, por causa da tal separação de poderes democráticos, mas ainda é pior no que se refere à dependência total do legislativo quando há maiorias absolutas ou relativamente estáveis como agora.

A fiscalização da AR é uma miragem em boa parte dos casos.

O que distingue este regime do anterior, nesse aspecto é a noção de bem comum e a noção de recta intenção que no antigo regime era norma consuetudinária sem falha e agora nem existe. O que vale é o interesse da camarilha que está a governar, para usar o paleio do MRPP.

João José Horta Nobre disse...

«não há direita em Portugal. Invariavelmente os partidos da "direita portuguesa" são eleitos a prometer políticas de esquerda e têm vergonha em afirmar-se de direita.»

A própria definição de direita é muito vasta e se entrarmos no campo do Nacionalismo, aí então reacende-se o velho debate entre aqueles que consideram o Nacionalismo como sendo pertencente ao campo da direita, ou se estamos a falar de uma "terceira via", alternativa à esquerda e direita clássicas.

Devo dizer que fui penalizado na minha tese de mestrado por defender a "terceira via" e ter dito que o Fascismo não se podia considerar como sendo de direita, nem de esquerda. O júri que me avaliou era esquerdóide e não gostou. Para eles o Fascismo tem de ser de direita e ponto final.

Eu não recuei e até hoje continuo a insistir na terceira via, à semelhança de muitos outros académicos fora de Portugal que defendem a mesma tese.

muja disse...

Mas o que é, ou seria, um partido de direita?

Isso para mim não faz sentido nenhum.

Os valores que se atribuem tradicionalmente à direita não são conciliáveis com a existência de partidos.

Os totalitários tinham partido mas eram revolucionários, apesar de nacionalistas. E mesmo assim só admitiam um. Ou seja, era partido apenas no nome porque não representava politicamente apenas os interesses de uma parte. Pretendia-se que fosse a nação politicamente organizada e superior mesmo ao Estado.

josé disse...

"Mas o que é, ou seria, um partido de direita?"

Um partido de direita é o que não é de esquerda porque só assim se poderá definir.

Quanto à direita não admitir partidos não concordo. Marcello Caetano era de direita e admitia-os.

josé disse...

A não ser que se diga que Marcello era de esquerda...ahahah.

Unknown disse...

Por acaso acho que Marcello não só era de direita como era mais à direita do que Salazar.
A comparação com Salazar não é totalmente válida, no entanto. Salazar era na realidade avesso à própria disputa esquerda-direita, que considera (e é) produto da revolução francesa.
Salazar é à antiga, burkeano pré-revolucionário, como eu gosto. :-)

Miguel D

josé disse...

Porquê burkeano e não maurraseano?

zazie disse...

Burke dos whigs? o anti-colonialista e liberal do século XVIII?

eheheh

Unknown disse...

Estava a piscar o olho, mas em vez de ;-) saiu :-)...
Ele mesmo disse em entrevistas a influência que Maurras tinha tido no seu pensamento e creio que até se terá referido a alguma troca de correspondência.
De qualquer forma, há umas inspirações burkeanas muito interessantes na obra salazarista. A concepção da propriedade, a aversão à engenharia social, o papel da família, o comunitarismo antes do individualismo, a sociedade como união dos vivos, dos que já partiram e dos que estão por vir, a relutância em aprofundar/fixar uma ideologia, a flexibilidade própria de uma homem da Igreja. Que não é incompatível com a defesa dos princípios.
E Zazie, não se esqueça que Salazar também foi anti-colonialista, aliás foi ele que acabou com o Império Colonial na revisão constitucional de 1951. ;-)

Miguel D

zazie disse...

.... mas há algum teórico que encontre qualquer semelhança entre o pensamento de Salazar e do Burke?

Eu nunca li.

Li outra coisa a que achei piada. O Orlando não sei quantos, que tem blogue por aí e é de filosofia, conseguiu escrever um texto com uma certa coerência onde faz passar a ideia da influência hegeliana no Salazar por via dos estudos de Direito.

Karocha disse...

E O Daniel Proença de Carvalho foi vender o grupo dos "Mirdia" a Macau José !!!

zazie disse...

Está aqui

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
zazie disse...

O Estado como expressão ética e um fim em si mesmo. Não sei porque não conheço bem o pensamento de Salazar.

Mas o argumento tem pertinência.

josé disse...

Salazar era um português que eu percebo muito bem, porque havia muitos assim há 50 anos.

Salazar é um produto de Portugal antigo, tal como muitos outros.

Esse Portugal é a antítese dessa coisa tipo BE ou quejandos.

Terry Malloy disse...

"Esse Portugal é a antítese dessa coisa tipo BE ou quejandos."

Frugalidade, humildade e perserverança.

São hoje, para os parvenus, sinais exteriores de gente inferior, como o bronze era, há 60 anos, sinal de trabalho no campo.

Os rednecks.

Unknown disse...

José,
A minha "boca" (não é mais que isso) sobre a influência de Burke ou de Maurras em Salazar tem no link que lhe deixo algumas pistas.

http://www.theamericanconservative.com/articles/inventing-the-right/

Quando diz que Salazar é um produto do Portugal antigo, concordo e acho que isso aproxima-o mais de Burke (a prudência, o equilíbrio) do que de Maurras. Salazar nasceu e cresceu num Portugal onde permanecem muitos resquícios do Portugal Antigo pré-1834 e é essa herança o elemento decisivo na sua formação, mais do que as correntes anti-jacobinas ou anti-revolucionárias da segunda metade do sec. XIX. Simplificando e exagerando, é a diferença entre ser pré-revolucionário e anti-revolucionário.

Miguel D

zazie disse...

Concordo. O Salazar nada tinha de revolucionário. Mas o modo de ser conservador não o aprendeu por livros.

zazie disse...

Quanto à questão do post e à grande questão do José- entender como o povo passou a gostar de ser encornado, continuo na minha- não é coisa que consiga entender apenas por influência mediática.

Hoje mesmo voltei a ficar espantada com o que uma pessoa conhecida defendeu- A Dilma e o Lula porque é tétrico ouvir toda a aquela acusação da "Direita" e porque no Brasil porco capitalista beato evangélico e ladrão é mato.

Portanto, pela lógica anti-corrupção destas pessoas, o certo é colocar bandido de esquerda no poder porque sempre pode sobrar migalha para o pessoal das barracas.

A imagem que mantenho como o retrato desta estranha poltranice é esta e a legenda da t-shirt explica o resto.

http://cdn1.sol.pt/fotos/2015/1/25/397990.JPG?type=L

Vou usá-la para comemorar o 25 de Abril

zazie disse...

Não consigo aceitar que todas estas pessoas que eu até conheço- algumas de perto- podem ser meramente ingénuas influenciadas pelos media.

Não acredito. Tem de entrar a barriguinha na coisa. É sempre pela barriguita que os ideais de sofá entram.

zazie disse...

A escardalhada, quando não é fanaticamente perigosa e assassina, é completamente invejosa e hipócrita.

zazie disse...

Pelo meio existem os estúpidos que convivem bem.

Unknown disse...

"Tem de entrar a barriguinha na coisa."
Isso é quase uma lei universal(há raríssimas excepções). O que vem primeiro é a barriguinha, depois é só a racionalização/justificação.

Miguel D

João José Horta Nobre disse...

«A imagem que mantenho como o retrato desta estranha poltranice é esta e a legenda da t-shirt explica o resto.

http://cdn1.sol.pt/fotos/2015/1/25/397990.JPG?type=L

Vou usá-la para comemorar o 25 de Abril»

Eu acho que essa mulher é mesmo uma fanática sem cura possível. Isso é uma doença mental, está provado e comprovado:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2016/04/o-esquerdismo-e-uma-doenca-mental.html