Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Maio, 2016

O problema do Público é a redacção

Observador:

Bárbara Reis deixa a direcção do jornal Público. A actual directora, que assumiu funções em 2009, sai em Novembro, altura em que completa sete anos à frente do jornal. Ainda não é conhecido o substituto.

É apenas uma notícia meio boa. O problema do Público é...a redacção. São quase todos, perdão, todas, ensaístas de telefone.



A origem do fassismo e o báculo do nacional-intelectualismo

O jornalista da TVI, também escritor de romances de grande sucesso editorial, José Rodrigues dos Santos disse por aí a propósito do seu último livro que "o fascismo tem origem no marxismo".
Já caiu o carmo por causa disso e agora está prestes a cair-lhe em cima a trindade santa da intelectualidade lusa, o nacional-intelectualismo no seu esplendor.

Um dos actuais báculos ambulantes de tal intelligentsia escreveu hoje no Público um artigo que procura acima de tudo desfeitear o autor da tirada bombástica. Chama-se António Araújo e tem um blog-Malomil.
Não gosto do tom da lição algo pedante e que esportula citações em vez de humildade discursiva para mostrar o eventual erro.
De resto não rebate com suficiente lucidez a ideia básica daquele: as ideias marxistas precederam os fascismos e foram o seu berço.
E qual o ponto de apoio principal do argumento daquele jornalista que escreve livros de grande sucesso? Georges Sorel e o escrito Réflexions sur la violence, de 1908. Fui ver à …

Afinal, o regime de Salazar e Caetano não foi tão mau como o pintam...

O Público de ontem trazia uma página muito interessante sobre um estudo do ICS da Universidade de Lisboa acerca da "Memória da Oposição e Resistência ao Estado Novo".  O estudo tem uma parte de inquiridos com uma média de idades de 70 anos e 80% são homens. Vale o que vale, portanto. Diz o artigo que haverá uma segunda parte no final deste ano e que as autoras ( Filipa Raimundo, Sofia Serra da Silva e Joana Morais, doutorandas pela certa e com a ideia certa do antifassismo primário) tentam encontrar mais "vítimas da repressão". A tal que era fassista...

As conclusões foram tão frustrantes que o estudo ficou relegado para uma página interior e mais ninguém ouviu falar no assunto. A conclusão mais arrebatadora para o Público é a que mostra termos ainda " vítimas do Estado Novo contra símbolos da ditadura":  72% dos inquiridos que são precisamente as tais supostas vítimas assim acham, ajuizando em causa própria sem problemas de consciência ética ou de metod…

O Mº Pº e o Sistema segundo Nuno Garoupa

 Sapo24, entrevista a Nuno Garoupa:

Os resultados são, por isso, condicionados?
É evidente que a conclusão final da comissão parlamentar de inquérito do Banif vai ser completamente diferente da do BES, porque a maioria politica é diferente. Além disso, não há consequências. A verdade é que nesta questão da banca levamos mais de dez anos disto, desde o início do caso BPN, e não ainda não há uma condenação. Como é que possível? Porque há um dado objectivo: já queimámos 50 ou 60 mil milhões na banca. Esse dinheiro desapareceu e o facto de o sistema judicial não conseguir responsabilizar alguém, é um mistério.
Pergunto-lhe a si, que é professor catedrático, o que falha?
É evidente que temos um problema sério com o nosso sistema judicial. E que não é só uma questão de leis, de falta de legislação, do enriquecimento ilícito. Temos um problema com a prática da própria investigação. Independentemente das considerações que possamos fazer, se ao fim de dez anos o Ministério Público não c…

Costa "ultrapassou" o problema dos estivadores: cedeu em toda a linha...

RR:

Estivadores. “É um problema ultrapassado”, diz António Costa.

Este fica ultrapassado, claro, à custa de milhões de todos nós. Agora virão os outros que incentivados por esta capitulação, serão ainda mais exigentes.
Chegará o dia em que este Costa já não irá conseguir ultrapassar estes problemas e teremos outro resgate à porta. Como os gregos.
Entretanto o pau vai e vem e as costas do Costa folgam, mai-los seus milhares de apaniguados famintos de poder e empregos públicos.

28 de Maio de 1926: a verdadeira regeneração

Faz hoje 90 anos que ocorreu o golpe militar de 28 de Maio de 1926 que devolveu à Nação portuguesa muito do que tinha perdido desde o golpe de 5 de Outubro de 1910 que destruiu o ancien régime e implantou uma República maçónica.

Para entender o quê é preciso saber o que foi o contexto desse 5 de Outubro jacobino, anti-clerical e republicano de pendor socialista.

Nada melhor do que mostrar o que o Expresso de 5 de Outubro de 1990 publicou nessa ocasião de efeméride.
Os factos e a interpretação histórica, não sendo exemplares de isenção e objectividade parecem-me ainda assim melhores do que hoje em dia se faz.






O artigo de Mário Soares é o exemplo melhor do que significou essa revolução jacobina e cuja leitura histórica foi retomada em 25 de Abril de 1974.



Porém, em 5.3.1971 a revista Vida Mundial dava um destaque de 16 páginas à figura máxima desse período, por ocasião do seu centenário de nascimento: Afonso Costa. Impressiona o modo apologético como o artigo está redigido, sem uma men…

Não há pai para o capitalismo...

Revista L´Histoire Abril 2016, recensão crítica do livro Capitalisme: histoire d´une révolution permannente, de Joyce Appleby ( já estará traduzido?)

Uma das melhores definições do que é o capitalismo e da ausência de alternativa para a produção de bens e serviços. O socialismo não tem a capacidade de adaptação e inovação da iniciativa individual livre. E por isso está condenado a ir atrás de prejuízos que provoca e a copiar o que aparentemente não deseja. Uma contradição fatal que tem levado à miséria, Portugal incluido.


TVI: a responsabilidade de uma promoção

Sol de hoje, artigo de Dinis de Abreu:



O responsável pela notícia da TVI sobre o BANIF que levou a uma corrida aos depósitos do banco, desfalcando-o em perto de mil milhões de euros, já disse que assume a responsabilidade pela notícia.

Vai ser promovido, como prenuncia Dinis de Abreu? Estamos cá para ver...se o crime compensa. Ou se Roma ainda paga a traidores. Ou se a vergonha desapareceu de vez. Ou se os tribunais não entendem o que se passou. Ou se tudo fica em águas de bacalhau.

PCP: não apaguem a memória de Estaline e do "grande terror".

Anda por aí, mediaticamente, algum alvoroço pelo facto de a JSD ter anunciado em cartaz jocoso que o sindicalista comunista Mário Nogueira é uma espécie de Estaline de trazer por casa.

Nogueira picou-se e ameaça processo criminal ( destinado ao arquivamento liminar) pelo desaforo que atenta contra a sua honra.

A questão coloca em cima da mesa de discussão a figura de Estaline e do estalinismo, coisa que o PCP afugenta como um diabo de qualquer cruz imaginária.
No entanto, se existe partido comunista que se aparente mais ao estalinismo semântico é precisamente o PCP, como em várias ocasiões tem sido lembrado pelas vítimas da acção punitiva do partido contra os desviantes da linha justa e ortodoxa. Há alguns dias contou-se aqui a história do militante comunista, o jornalista Júlio Pinto, já falecido e então expulso do partido com acusações do género de "rachado" ( delator de camaradas perante a polícia política da época).

Tudo isto acontece em Portugal porque não há conhecime…

Vital Moreira, o democrata contra a liberdade de expressão

Vital Moreira no Económico:

De facto, a liberdade de expressão não fica de modo algum diminuída só porque se tem de respeitar o direito ao bom nome dos outros. A liberdade de expressão não abrange a liberdade de injuriar ou de difamar outrem. Não precisa.

1. Suscitou uma reação negativa nos círculos jornalísticos a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa que, num processo cível, condenou um militar que acusou publicamente o então candidato presidencial Manuel Alegre de “traição à pátria”, por este ter apoiado a luta de libertação das antigas colónias portuguesas. Mas, a meu ver, a crítica não tem fundamento.

A Constituição reconhece e protege, à cabeça dos “direitos, liberdades e garantias pessoais”, o direito à integridade moral das pessoas, incluindo o direito ao bom nome e reputação. Por isso, quando o Código Civil, em sede de “tutela geral da personalidade”, protege as pessoas contra ofensas à sua personalidade moral – onde a doutrina e jurisprudência não têm dúvidas em incluir …