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A mostrar mensagens de Agosto, 2016

E agora, Luís? É melhor assim?

Luís Campos e Cunha foi ministro das Finanças de José Sócrates durante alguns meses. Demitiu-se por razões que são públicas e agora poderão ser melhor avaliadas.

Público de 21.7.2005:

As dúvidas do ex-ministro das Finanças sobre os investimentos públicos levaram Sócrates a decidir-se pelo seu afastamento. O artigo escrito no PÚBLICO do passado domingo foi considerado um acto de falta de solidariedade com o resto do Governo, ao pôr em causa projectos como a Ota e o TGV. Teixeira dos Santos é o novo ministro de Estado e das Finanças. O artigo escrito no PÚBLICO no passado domingo está na origem do afastamento de Luís Campos e Cunha do Governo. As dúvidas do ex-ministro sobre projectos como a Ota e o TGV, aliás repetidas na terça-feira no Parlamento, levaram José Sócrates a decidir-se a suster as divisões no Executivo, provocando o pedido de demissão de Campos e Cunha.
RTP, em 21.7.2005:
(...)
 Os partidos da oposição reagiram sem grande surpresa, face às recentes polémicas em que o titular …

A desincultura agrícola é outra desgraça...

Um(a) jornalista do Observador encontrou um título para designar o que se passa entre o primeiro-ministro António Costa e o anterior PM, Passos Coelho: "sol na eira de Costa. Chuva no nabal de Passos".

Quem ler o parágrafo seguinte tropeça nesta prosa:

"A meteorologia económica do Governo e da oposição não coincide. Pedro Passos Coelho e António Costa — um ex-primeiro-ministro, o outro primeiro-ministro em funções –, têm marcado o discurso político das últimas semanas como se vivessem em universos paralelos. Para o primeiro, vivemos debaixo de uma atmosfera que adivinha tempestade. Para o segundo, o sol brilha apesar das nuvens ameaçadoras. O Observador olhou para os números e falou com economistas: o clima não está assim tão bom, mas também não se espera que venha a ficar assim tão mau. Não há grande sol na eira, mas também não troveja no nabal."

O ditado antigo que menciona o sol na eira e chuva no nabal  não tem aquele significado, mas um outro mais inte…

A geringonça da informação é uma desgraça nacional

Passos Coelho, agora na Oposição ao Governo, disse ontem publicamente e com destaque noticioso em tv´s coisas simples e que todos entendem. Duas delas merecem ser mencionadas em primeira página por qualquer jornal que tivesse do jornalismo a noção que deveria ter: informar com isenção o que se revela útil para o conhecimento da nossa realidade.

Uma afirmação de Passos referia a descida no investimento público realizado por este Governo em comparação com o anterior, contrariando até propósitos declarados de keynesianismo inflamado.

Só um jornal de hoje refere tal facto na primeira página: o i.

Outra afirmação tem carácter ideológico e politicamente é um apanhado que nenhum jornal deveria ter deixado escapar porque revela uma clivagem político-ideológica capaz de suscitar uma discussão acerca da natureza da geringonça governamental: "Quem é que põe dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas?"

Nenhum jornal nacional de relevo se dignou mencionar em primeira página tal…

O padreca laico falou e disse...tirou o chapéu e foi-se.

Louçã, o novo guru da esquerda que não alinha pelo PCP, disse coisas sobre a União Europeia. Essencialmente diz que é um projecto falhado:

Francisco Louçã considera que "a União Europeia é um projecto falhado" porque "representa o contrário do que prometeu", com o único argumento do poder de que é "preferível ser temido do que ser amado".

De facto é um projecto cuja falha maior é não conceder carta de alforria a projectos deste género já por aqui mencionados há tempos:

Diz assim Louçã, sobre a essência ideológica do BE, depois da pergunta "Em que é que o BE acredita?": "Numa esquerda socialista. (...) Para nós o socialismo é a rejeição de um modelo assente na desigualdade social e na exploração, e é ao mesmo tempo uma rejeição do que foi o modelo da União Soviética ou é o modelo da China. Não podemos aceitar que um projecto socialista seja menos democrático que a "democracia burguesa" ou rejeite o sistema pluripartidário. Não …

A (re)visão permanente do esquerdismo militante

Este texto de José Vítor Malheiros ( o nosso Jacques Julliard porque quem não tem cão caça com gato)  no Público é bem o exemplo dos equívocos que lavram nos nossos media há mais de 40 anos a esta parte.

Parte logo de um pressuposto falso: o domínio dos media nacionais pela "não esquerda", ou seja e para simplificar, pela "direita" seja lá isso o que for e no artigo é identificado como a actividade política dos empenhados em " impor na esfera política e em defender no espaço público uma agenda de privatização de serviços públicos, desregulação económica, liberalização do mercado de trabalho, destruição de direitos sociais e demonização do Estado".
Esta parece ser a definição operacional da "direita" por contraposição à de esquerda, definida como a defesa das actividades "empenhadas em difundir um ideário de combate às desigualdades e à injustiça social e em noticiar a actualidade a partir de um ponto de vista socialmente empenhado e in…

Portugal e o Mercado Comum em 1973

Para quem julga que Portugal se virou para a Europa por ter abandonado África aqui ficam seis páginas que o desmentem, da revista Observador de 15 de Maio 1973. O Mercado Comum não foi descoberto por Mário Soares como alguns ainda escrevem...:


As memórias míticas do esquerdismo militante.

No fim de semana duas entrevistas suscitaram atenção devido ao assunto: a visão de esquerda extremada e mediática sobre o país que somos.

Na Sexta-Feira, o Jornal de Negócios publicou uma entrevista com Jacinto Godinho, filho do Sérgio e que andou a realizar uma série em documentário sobre "a Pide" e alguns dos seus agentes. Coisas com 40 anos que, afinal, e segundo o tal Jacinto ainda não se encontram explicadas. E é este Godinho, filho do outro que as vai agora explicar.
Assim:

Ontem, Domingo, o Público fez mais um frete ao Bloco de Esquerda e publicou uma entrevista extensa com Catarina Martins, com as banalidades esquerdistas do costume e que o Público tem acaparado. O que a mesma diz sobre aquilo em que acredita chega para todos se precaverem da desgraça que se anuncia. É de fugir, pela banalidade deste mal que se anuncia como redenção, mas é disto mesmo que o jornalismo do Público gosta.


Quem ler estas duas entrevistas fica com uma imagem bem nítida do que 40 anos des…

Jornalismo lixo no Público.

O Público foi espreitar as contas dos partidos políticos das eleições legislativas. A jornalista Maria Lopes escreveu o artigo de três páginas que é uma vergonha jornalística porque enviesado sem qualquer pudor para a esquerda.

A capa do jornal de hoje destaca o facto de a coligação PaF ter gasto 475 mil euros com um contrato publicitário. O PS gastou 751 mil euros com a decoração de uma sala e o BE gastou 95.500 euros para pagar um almoço em geraldina a 1350 pessoas (cerca de 70 euros por pessoa...).

Quem é que tem os deputados mais caros ao país? O PCP, cujos oliveiras da figueira custaram a módica quantia de 83.832 euros, cada um. E quanto é que a lei permite seja gasto em campanha por cada deputado? 20.448 euros por candidato. Como é que o PCP vai arranjar dinheiro para pagar a diferença? Mistério que o Público nunca esclarecerá. 

E que notícia encontrou a tal Lopes ou quem quer que seja no jornal para destacar na primeira página? Óbvio e elementar, caros watsons: a da PaF...que …

Ave, Cesar, morituri te salutant!

Observador, Helena Garrido:

Medidas simplistas, tipo toma dinheiro e faz a crescer a economia, não funcionam em países endividados. O medo do futuro não desaparece com bolsos cheios. Assim, como crescer com a dívida que temos?
700 mil milhões de euros. Nem temos a noção do que isso é. Mas é a dívida do país. Mais de quatro vezes o que produzimos anualmente. Com uma taxa de 1% significa tirar todos os anos ao rendimento sete mil milhões de euros para pagar juros. Com uma dívida desta dimensão como é que alguém pode considerar que podemos crescer através do consumo quando acabou a era do crédito fácil? Quando todos tomaram consciência que a dívida paga-se, que só se consegue gerir até a um determinado limite.
É irónico verificar que a teoria que nos atirou para a montanha de dívida que hoje temos só agora está em parte a aplicar-se. Estávamos nos primórdios do euro. O então governador do Banco de Portugal e actual vice-presidente do BCE defendia que pertencendo Portugal ao euro…

Notas em louvor do senhor Machado que vivia junto aos Grilos em Coimbra

O komentador-mor televisivo Marques Mendes é alvo da atenção de João Miguel Tavares, no Público de hoje, assim:


Este duende da política portuguesa é um fenómeno cujo estudo biográfico nos ajudaria, a par de outros, a compreender como estamos, social, económica e culturalmente. Falta-nos um romancista para traçar o retrato escrito e pintar o quadro social. É pena porque só desse modo seria plenamente entendido o substrato de que estas pessoas são feitas e que no fundo são a elite dos portugueses que compõem este regime.

Marques Mendes é filho de um advogado de Fafe, figura importante no PPD local e desde novo abancou em círculos políticos de social-democracia partidária. Não foi comunista ou socialista, mesmo nos tempos de PREC e acabou um curso de Direito em Coimbra sem grande história curricular. Terá sido mesmo um aluno voluntário, apartado por isso dos "ordinários". Estudava em casa e fazia exames na hora. Lia as sebentas que então havia, publicadas pelos mestres, lá fari…

As balelas do fossilizado Arménio colam sempre

 Sapo24:
“Uma política baseada na perspectiva dos cortes – nos salários, nas pensões, nos direitos – que acentuou as desigualdades, a exploração e o empobrecimento”, é desta forma que Arménio Carlos, líder da CGTP, em entrevista ao Notícias ao Minuto, descreve os últimos anos, desde a entrada na troika. Vivemos um período de evolução, positiva, na opinião do líder sindicalista, uma vez que deixámos um governo que fazia “tudo contra os trabalhadores” e “tudo a favor das entidades patronais”, para um que tem apostado na “reposição dos direitos”.
Este discurso do comunista da CGTP cola sempre no ouvido de quem gosta de ouvir lérias políticas. A Venezuela, país em que os trabalhadores estão no poder nem sequer lhes serve de exemplo...e muito menos ao jornalismo caseiro.  O simplismo de análise comunista sempre foi o melhor trunfo para os votos na esquerda. Acaba sempre por sobrar uma maioria, mesmo relativa que acredita piamente nestas balelas.

Um olho no burro e outro no cigano...

Observador:

“Vigilância apertada”. A agência de rating DBRS, decisiva para Portugal, diz que está a manter um “sharp eye sobre tudo o que se está a passar no país, designadamente as “pressões orçamentais que estão a formar-se” e as “possíveis responsabilidades que podem emergir no sector bancário“. Mais do que tudo, porém, a DBRS diz ao Observador que está “preocupada” com o facto de “não ser claro se o governo está ou não disponível” para anunciar novas medidas de austeridade, “como está a ser pedido pela Comissão Europeia. Irão os partidos da esquerda apoiar essas medidas? “Não sabemos“.

Esta agência de rating, de quem dependemos agora mais que nunca, está de olho em cima do burro e outro no cigano.

Adivinhem quem será um e outro...

O jornalismo caseiro, esse, nem percebe o aforismo e a imbecilidade reinante é confrangedora. Tanto como o optimismo militante daquele em quem os olhos estão postos.

Os politólogos e jornalistas que aconselham o Passos

O líder do PSD, Passos Coelho, fez um discurso político numa festa partidária e foi alvo de atenção da komentadoria caseira.
O sentimento geral, agora publicado, é que foi um discurso negativo e até repetitivo e portanto sem interesse algum para se aproveitar como proposta governativa. Este sentimento geral foi logo apresentado em particular pela misteriosa dama do PS, Ana Catarina Mendes, ventríloqua por excelência e detentora de segredos bem guardados desse partido.

Dizer que "a esquerda está a destruir o país e a direita é que terá de salvar o país" é negativo, como afirma um dos politólogos caseiros mais conceituados no meio, António Costa Pinto, um antigo aficionado de Arnaldo Matos, actualmente komentador quase residente da dona Lourença, da tv. O Centro, para estes politólogos encartados pelas tv´s desapareceu de Portugal e só existe a esquerda e a direita. Passos é da direita, naturalmente...

O Público de hoje até se dá ao trabalho de escrever na primeira página, dan…

Branquear sempre, sempre o comunismo

Sapo:

Fidel: um estratega sedutor, sonhador e controverso.

Compare-se este título de um qualquer escriba de redacção que aprendeu o jornalismo nas madrassas tipo ISCTE com o que o mesmo escriba escreveria se estivesse a falar de Salazar...

Este nojo branqueador dura há mais de 40 anos e não mostra sinais de mudança.

Incêndiólogos

Hoje no Expresso uma socióloga, professora, aparentemente especialista em incêndios e suas causas próximas e remotas, mais a coorte de fenómenos ambientais, elenca cinco das ditas e apresenta as soluções para a desdita: o problema é social, naturalmente. Não há nada que não seja social e político, como é sabido. Não há políticas ( há um ror delas...); há o perfil florestal do país ( antes de 25 de Abril e depois não mudou, substancialmente e os incêndios dispararam como por encanto democrático); há desorganização ( enfim...); há "ausência de cadastro" em dois terços do país ( será mesmo assim? E se for será causa próxima ou remota ou apenas circunstância?); há falta de prevenção imediata ( pois isso é, mas...como é que se faz a "monitorização e vigilância, dia e noite nas matas"? Com voluntários à força ou carolas de circunstância? Com um corpo profissional de milhares e milhares de vigilantes? Com drones? Enfim...


Hoje no Correio da Manhã o presidente da Liga dos …

A colonização e a descolonização dos outros

Antes de nós termos chegado a África já lá tinham estado povos europeus, séculos atrás. O Norte de África tinha sido ocupado por Fenícios que fundaram Cartago e esta foi guerreada pelos romanos e númidas, seus aliados. Os vândalos também chegaram lá ainda antes da nossa era cristã e por isso quando os franceses apanharam o Norte de África,  em meados do séc. XIX, já tinham passado séculos e séculos de descobertas e exploração do território africano por europeus e outros povos.
Ainda assim, no primeira metade do séc. XX o Norte de África falava francês, nomeadamente a Argélia e Marrocos, bem como outras regiões mais a sul.

Os Estados Coloniais atingem o seu apogeu nos anos 30 do séc. XX. A ideia primordial era a de "assimilação" mas a prevalecente foi a da prática da administração indirecta introduzida pelos britânicos. Os europeus estavam em África em número reduzido e cada colónia tinha uma hierarquia de direcção que ia do governador ao administrador de circunscrições que u…

os pirómanos virtuais das tv´s

No Público de hoje João Miguel Tavares escreve sobre um assunto que também me preocupa: a voragem insana das tv´s pelas chamas dos incêndios criminosos de Verão. Segundo estatísticas oficiosas cerca de 75% dos incêndios terão origem criminosa, sendo certo que a esmagadora maioria de todos os incêndios terão origem em acção humana.

Portanto é de crimes e de terrorismo puro o que temos como espectáculo de verão das tv´s. Não custa muito a admitir, pelo senso comum, que a imagem das chamas, durante horas e horas de transmissão televisiva suscita ímpetos criminosos de imitação em quem é propenso a tal. Tal senso comum é completamente subjugado pelos interesses putativos de uma lógica informativa insana e perversa, logo ilegítima e irregular.  Parece que estes jornalistas foram formatados como máquinas de produzir notícias sem olhar o conteúdo e efeitos deletérios com gravidade extrema, que provocam. São os mesmos que se preocupam em ocultar a face de uma criança qualquer que apareça numa …

Um escândalo nunca vem só.

Até hoje não vi ninguém ligado ao poder judicial pronunciar-se sobre isto que é grave e atenta contra os fundamentos democráticos.
O assunto parece morto e enterrado com aquele ar de leveza que o PS empresta sempre a estas coisas e os demais órgãos de soberania fazem por compreender e desculpar, sempre. Este, nem caso chegou a ser para ser digno de comentário justificativo do governo. O "Rocha" abafou tudo.

O director do JN, Camões de apelido, não se mexeu nem foi mexido. O CSM, órgão máximo da gestão e disciplina dos juízes,  também não. Devem estar de férias e a parte que lá está em permanência, não está para se chatear. De resto é o PS e sabe-se que sendo useiros e vezeiros nestas coisas acham-se legitimados a assim proceder, impunemente.

Assim, ficamos até ao próximo escândalo. Se for com um juiz, cai o carmo e a trindade e se for contra o governo será o próprio primeiro-ministro a vir à liça...


Observador:

O governo plantou no JN uma notícia falsa, que atingiu o bom no…

A génese da geringonça é o aborto esquerdista

Para entender a origem do esquerdismo e da actual geringonça nada melhor do que ouvir os seus protagonistas falar acerca das suas raízes socio-culturais.

João Semedo entrou no PCP em 1972, depois de se aliar ao esquerdismo por causa das cheias de Lisboa de 1967 que lhe mostraram a pobreza que existia às portas de Lisboa. Portanto, para estes indivíduos a pobreza foi o leit-motivo para o esquerdismo activo e militante.

Não lhes ocorreu, em 1972, saber como ia a pobreza lá pelos lados dos países de Leste, lugar de todas as ilusões políticas. Não lhes ocorreu ligar os factos históricos ocorridos em 1956 na Hungria ou em 1968 na Checoslováquia e pensar por que razão o povo desses países não queria o que eles queriam. Já nem se fala em procurarem saber o que era o regime soviético e comunista na realidade e que em 1972 qualquer pessoa intelectualmente sóbria tinha possibilidade de saber se assim o quisesse.
Não, nada disso lhes interessou porque o desejo de combater o fassismo mais a vonta…

A ponte da memória envergonhada

O Expresso desta semana comemora a efeméride redonda dos 50 anos da ponte sobre o Tejo do modo mais acabrunhante que há. O actual director do jornal é qualquer coisa de indefinido que ainda não logrei alcançar.
Em duas páginas, três dos seus jornalistas relatam as maravilhas dos materiais e a resistência da construção e pouco mais. As fotos foram-nas desencantar a um fotógrafo que na época usou a Rolleiflex do patrão e tirou 38 fotos a cores. O jornal publica sete fotos desse lote, assim:


Em 15 de Junho de 1996, o mesmo jornal celebrava o ano de 1966 assim, no que se refere ao "acontecimento do ano", ou seja a inauguração da ponte Salazar:


Quem dirigia o jornal nessa altura era José António Saraiva, mas ainda assim quem leu aquela Revista do Expresso ficou a saber o que ocorreu naquele dia de um modo diverso do que hoje o mesmo jornal relata, escondendo uma memória de que eventualmente se envergonham.

Na última página daquela Revista de 1996 um tal Carreira Bom amargurava-se…

A demissão dos três ajudantes de ministro está em cima da mesa

A senhora dona Lourença, jornalista da RTP3, convidou o professor Freitas do Amaral para comentar o caso dos secretários de Estado que foram ver a bola a expensas da GALP.

O professor, que por vezes enguia nestas coisas, desta vez ficou firme e hirto: os ditos secretários de Estado devem demitir-se ou serem demitidos, pelo primeiro-ministro a banhos, desmentindo o seu vice, aquele inenarrável Silva que uma vez falou na sarjeta e parece que de lá nunca saiu.

E acrescentou que é incompreensível que quem seja jurista ( como é o Secretário dos assuntos Fiscais) não tenha compreendido o que se passou...

A mesma senhora dona Lourença convidou a seguir Nuno Garoupa para falar sobre o mesmo assunto ( além do inócuo Correia de Campos que nem ouço o que diz porque prefiro ouvir ao mesmo tempo o debate no Observador a propósito da ponte Salazar, com José Manuel Fernandes, Jaime Nogueira Pinto e Jaime Gama).

Nuno Garoupa tocou num ponto que ainda ninguém referiu com impacto suficiente : a GALP pe…

O Jornal de Notícias de Camões merece ser um pasquim?

O Jornal de Notícias já foi um jornal de referência, no Norte. Ainda é, felizmente, malgré o seu infortunado director, Afonso Camões, confessadamente lá colocado pelo poder de José Sócrates in illo tempore.

Pelos vistos o jornalismo que lá se pratica deixa muito a desejar em termos éticos e deontológicos segundo se conta em poucas palavras.

Na Terça-Feira, o jornal de Camões ( não necessariamente o Jornal de Notícias que conheci e que tinha jornalistas como Aurélio Cunha) publicou esta capa estrondosa e de efeito garantido para ajudar um governo afecto ( tarefa principal do tal Camões, no jornal e que mancha qualquer jornalista que se quer profissional independente e respeitado):


Pronto, havia um caso com um juiz e a sua imparcialidade e Camões relatou em primeira página.

Azar do Camões: a notícia era falsa. E que faz a seguir? Publica o desmentido na primeira página, sobre a grande borrada que autorizou a publicar. Do mal o menos mas fica a borrada exposta.


Infelizmente e segundo ago…