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A mostrar mensagens de Novembro, 2016

Aldrabices em série no Governo da Geringonça...

Observador:


O Governo escrutinou currículos em vários ministérios e detectou mais uma falsa licenciatura, que deu em exoneração nos Assuntos Parlamentares. Ainda houve outra saída por causa de uma nota curricular.

E já vão quatro...se fosse com o Passos tínhamos governo em questão, por causa das aldrabices em série.Neste caso nem o inenarrável e intocável  Pedro Nuno Santos sai nem alguém o convida a sair.

Um tartufo na pele de humorista à força

Por causa desta entrevista que a revista Visão de hoje dá à capa...


...fui comprar este livrinho que custa um pouco mais de uma dúzia de euros e tem 118 páginas incluindo um índice remissivo das citações cotadas de autores célèbres.


Depois de ler o índice, em folheio avulso das páginas  ocorreu-me uma ideia abducente e que revigorou a curiosidade após ter lido umas passagens esparsas do Falsfaff do bardo do "ser ou não ser" colocadas em quatro páginas do opúsculo pensado em citações.

 Então fui refolhear  uma obra antiga que tenho há precisamente 40 anos: Le mot d´esprit et ses rapports avec l´inconscient, de 1905 e da autoria de um reputado judeu de Viena que se dedicou ao estudo da psicanálise. A edição original da Gallimard ( aqui em edição de bolso nrf) é de 1930 e foi revista pelo autor, então ainda vivo.






O índice batia certo com o contexto...e volteei as folhas com afã de descoberta da careca a este tartufo.



Passada meia hora de pesquisa...nada de careca, até agora. 

A triste realidade: Portugal falido pelo socialismo

RR:

É preciso pôr os pés na realidade e deixar de ter ilusões. O crescimento económico de 1,5% previsto pelo Governo de António Costa para 2017 está longe de ser suficiente, dizem dois economistas alemães. 
Portugal está “falido”, diz Thomas Mayer. Segundo o ex-economista chefe do Deutsche Bank, é preciso chamar os “bois pelos nomes”. Basta olhar para a dívida pública portuguesa, superior a 130% do Produto Interno Bruto (PIB).

Se não fosse o rating acima de “lixo” de uma agência de notação financeira, a DBRS, Portugal estaria em maus lençóis, constata Mayer.
“Assim que a DBRS reduzir o rating, Portugal deixa de se conseguir financiar no mercado”, sublinha.

Cuba livre e outros cocktails

A "pedido de várias famílias" aqui ficam uns recortes do Diário de Lisboa de 2 de Dezembro de 1973 acerca da Cuba de Fidel Castro e o que a oposição no exílio, em Miami , fazia na época para reverter a situação na ilha.

A reportagem é de Joaquim Letria, o futuro ( dali a ano e meio) fundador de O Jornal, também um dos jornalistas que julgaram ser tudo possível depois do 25 de Abril de 1974.

O Diário de Lisboa dessa época prè-revolucionária já tinha como director o revolucionário do PREC,  A. Ruella Ramos, um sectário comunista que também dirigiu o Sempre Fixe então relançado e um dos bastiões da extrema-esquerda ortodoxa e não alinhada em partidos.

O jornal desse dia, um Domingo, tinha capa e suplemento a cores o que era notável para a época e o  nosso meio de imprensa, relativamente pobre mas em franca evolução.  Depois disso foi sempre a descer em qualidade gráfica até à época das vacas gordas da CEE.
O Diário Popular também já tinha suplementos a cores e por isso a concor…

O jornalismo português impresso, televisivo e radiofónico é um ESCÂNDALO!

Ou uma grande porcaria, como demonstram os obituários e articulo mortis sobre Fidel Castro.

Nem um jornalista de imprensa, rádio e televisão se atreveu a mencionar o óbvio ululante, como diria o brasileiro Nelson Rodrigues: um ditador é um ditador e um ditador sanguinário é isso mesmo e não um herói do povo. Quem chacina milhares dos seus concidadãos, por mor de uma ideia política importada e já com provas dadas na altura de ser totalitária não merece o título de herói a não ser por aqueles que ainda acreditam nessa ideia, nesses métodos e nessa política.

O jornalismo português aprendeu com aqueles que acreditavam nisso tudo e não tiveram tempo, ainda, de se reciclarem mentalmente e repensarem essas idiotices e começarem a pensar pela própria cabeça.

O resultado é o que vemos com os adelinos farias e tutti quanti.

Fidel? Não tenho pachorra...

Sobre a morte de Fidel Castro, Jerónimo de Sousa do PCP disse em nome dos "camaradas portugueses" que o Comité Central sentia um "profundo pesar". O cripto-líder Arménio Carlos disse mais: "foi o líder histórico de uma revolução que prossegue um caminho próprio".

Catarina Martins do BE afinou pelo mesmo diapasão: "Um grande homem  da revolução cubana, uma revolução vitoriosa"

Os socialistas não saíram do seu registo e pela voz do governante Santos Silva disseram que "é uma personalidade histórica de Cuba cuja morte devemos lamentar".

José Manuel Fernandes colocou os pontos nos iii, sem mastigar frases de circunstância:

 "Há muito que Fidel Castro não era uma figura deste tempo. Não por estar doente e afastado do poder, que passara ao irmão, mas por representar uma utopia há muito desacreditada, a utopia marxista-leninista, e a mais trágica das ilusões do século passado, a ilusão comunista."
 (...)
"Esta duplicidade mora…

25 de Novembro de 1975: o fim da balbúrdia do PREC, apenas.

Hoje passa mais um aniversário do "25 de Novembro", celebrado como o dia da derrota dos comunistas e  por isso mesmo completamente silenciado oficialmente pelas forças da Geringonça. Compreende-se porque é assim que contam a História: censurando e silenciando quando não obliterando.

Do outro lado do espectro político este dia é o símbolo do regresso aos "brandos costumes" uma vez que estava concluída a tarefa principal que era a entrega dos territórios ultramarinos.
Esta visão dos acontecimentos pretende provar demais, uma vez que o que aconteceu nesses dias, em Portugal, poderia ter desencadeado uma guerra civil de consequências imprevisíveis, atenta a correlação de forças já existente.
A Direita portuguesa tinha partido para o exílio mental, como ainda agora  se pode confirmar e portanto os poucos que ficaram e não perderam a lucidez talvez não fossem suficientes para travar o avanço revolucionário da loucura do PREC. A Igreja não tinha tanques e meia dúzia de co…

As mulheres não mudaram assim tanto, em 50 anos...

A RTP3 pela voz de Ana Lourenço comemorou a efeméride dos 50 anos do Código Civil, circunscrevendo o tema ao assunto da mulher e a diferença entre o tempo actual e o de então, com ênfase na discriminação das mulheres em relação aos homens.

Para comentar o tema convidou um professor de direito de família e...Cândida de Almeida, agora no STJ e que falou da dificuldade em ser magistrada nesse tempo de discriminação feminina.

Enquanto falava reparei que levantava um pouco o lábio superior do lado direito, ao mesmo tempo que piscava intermitentemente o olho do mesmo lado, fazendo rebrilhar a tonalidade das rosáceas da face, demasiado esticadinhas e polidas para a idade da dita.

Enfim, nada mudou em 50 anos e afinal aparecem a falar em discriminações. A natureza é o que é, sendo que a das mulheres não mudou nada de nada. E a prova vi-a agora mesmo.

A ironia do destino é essa: não há código que altere a essência feminina. Podem exercer as profissões todas, ganhar o mesmo ou mais que o resto …

Secretos na grelha...

O Ministério Público terá um inquérito pendente e tendente a averiguar o que se passou nos serviços secretos nos últimos anos, sob a intendência de Júlio Pereira, por sinal magistrado do MºPº.

O antigo agente que esta semana foi condenado em primeira instância abriu uma página do livro para dizer que os serviços secretos são um antro de ilegalidades. Rui Pereira, o antigo ministro da pasta e maçon discreto, disse em tempos que se assim fosse seria muito grave...

Como Silva Carvalho será ouvido obrigatoriamente em tal inquérito esperam-se resultados a breve trecho...até porque o MºPº terá em mãos um manual apócrifo que documentará o que aquele diz agora à boca-cheia, depois do magnífico trabalho dum  jornalista do Expresso, com cabeça de catatua.
Será essa mais uma coroa de glória do jornalismo-expresso.







A memória de Salazar interessa a muito poucos.

O Diário de Notícias destacou hoje na primeira página:


E no interior escreveu isto sobre o espólio de Salazar entregue ao cuidado da autarquia local que fundamenta a acção em julgamento:


Este assunto de Salazar encontra eco em Santa Comba Dão, mas quem lá vai ainda pode ver estes painéis de azulejo no muro do adro de uma igreja:

Confesso que fiquei admirado quando lá vi isto, no início deste ano.

Afinal, no "adro" da casa da Justiça agora há isto, um memorial da "guerra colonial":


Porém, há quase 40 anos, em 10 de Fevereiro de 1978 ainda se podia ver isto:


A memória de Salazar, do que escreveu ( os seus discursos em seis volumes ninguém mais os reeditou e mereciam tal atenção) e do que deixou interessa pouco a muito pouca gente porque os media e a inteligentsia preferem afinar pelo diapasão do discurso socialista e comunista que cilindrou ao longo de décadas todas as referências positivas à obra do maior vulto do século XX português.

Incrível!

No Vimieiro, terra na…

Well, well, well...

Há muito que MEC não brindava os leitores com uma crónica deste calibre, publicada no passado dia 17 no Público:

O Presidente da República foi ao Palácio de Buckingham ver a Rainha. A visita e a conversa foram registadas num vídeo de alta definição que está, por exemplo, no site do PÚBLICO.




Depois de lhe dar um beijinho na mão, o Presidente desatou a falar. Contou à Rainha que se lembrava das duas visitas de Estado que ela tinha feito a Portugal. Na primeira, em 1957, Marcelo observa: “I was a child.” A Rainha, agradecendo a referência à diferença de idade entre eles (ela tem 90 anos, ele faz 68 em Dezembro), conseguiu, sabe-se lá como, interrompê-lo e respondeu, com ironia majestática: “I’m sure you were.”

O Presidente Marcelo continuou: “In Terreiro do Paço, you know, that big square.” A Rainha, mostrando as suas boas maneiras, mas querendo também pô-lo no lugar, disse um longuíssimo “yeeeesss…” (tradução: “Não faço a mais pequena ideia do que está a falar”).


O Presidente intuiu…

O espólio de Salazar não interessa ao establishment

 Jornal de Notícias:
Um sobrinho-neto de Salazar exige a devolução de bens do antigo presidente do Conselho que estão em depósito na Câmara de Santa Comba Dão ou o pagamento de 324 mil euros, no âmbito de um julgamento que começa na quinta-feira.

Depois de, em Maio, ter decorrido uma audiência prévia deste processo, o início do julgamento ficou marcado para quinta-feira de manhã, no Tribunal de Viseu.

Rui Salazar de Lucena e Melo, sobrinho-neto da figura maior do Estado Novo, explicou à agência Lusa que em causa estão bens que entregou à Câmara após 2006 e relativamente aos quais nunca chegou a ser feita uma escritura de doação, ao contrário de outros bens, entregues antes de esta data e cuja doação foi efectuada.

Segundo Rui Salazar, "em 2002 e em 2005 foram depositados na Câmara determinados bens que eram da herança do professor Salazar, e não só", relativamente aos quais foi feita uma escritura de doação em maio de 2006.

Entre esses bens estava "material filatélico, numis…

Media nacionais: bancarrota

Jornal i de hoje:


Os media nacionais estão atolados em dívidas. Não conseguem fazer jornais, revistas, televisões ou rádios que sejam rentáveis e estão em "falência técnica", como dantes se dizia.

A razão para o descalabro vão buscá-la sempre aos outros e nunca à própria incapacidade em perceber por que razão certa o público não lhes compra o produto e os anunciantes não lhes encomendam espaço publicitário.

Uma desculpa recorrente é que lá fora é igual, como se lá fora fosse mesmo igual a qualidade de informação e os problemas acumulados por cá.

Hoje mesmo apareceu nos quiosques este jornal semanário, francês, desdobrável em quatro, Le Un que já vai no número 131 e é dirigido por Éric Fottorino, um antigo director do Monde, de 2007 a 2011.

É um jornal exemplar e que por cá não existe nada parecido. Nele são elencados problemas da imprensa e media franceses.
Porém, ler alguns jornais e revistas franceses de informação e comparar com o que por cá temos até dá vontade de rir, u…

As origens remotas da Geringonça

Em 1968 o jornal Diário Popular, dirigido por Francisco Balsemão,  decidiu contratar jornalistas jovens. Duas dúzias concorreram, entre os quais três mulheres. Uma delas era Maria Antónia Palla, mãe do actual primeiro ministro. É ela quem conta a história, aqui , e como ganhou um prémio por relatar casos avulsos de mulheres de alcoólicos.

Nesse ano, Salazar adoeceu e Marcello Caetano sucedeu-lhe, em Setembro. Antes tinha acontecido em França o Maio de 1968,  cujos ecos por cá conduziram a novel jornalista a fazer uma reportagem em Paris, um ano depois.
Os apontamentos de tal reportagem foram publicados em parte no Diário de Lisboa e depois num livrinho de 132 páginas, consistindo basicamente em pequenas entrevistas a diversos protagonistas dos acontecimentos, com citações avulsas de outros.
Tal livrinho foi proibido pela Censura da época ( "apreendido pela Pide" é o termo usual para definir a acção censória) eventualmente por causa do título de capa que pedia isso mesmo. Que…