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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Dar o flanco...

Brandão Ferreira, cujos escritos leio no O Diabo,  publicou este, hoje,  em que dá um flanco desnecessário a quem o quiser atacar ( o termo é de índole militar, como o cronista que é oficial piloto aviador).


Quando saiu a notícia no Expresso,  mencionava a  procuradora titular do inquérito como tendo referido que os arguidos, ou seja "os militares em causa moviam-se por “ódio patológico e irracional contra os instruendos” e consideravam-nos “pessoas descartáveis”,e  achei estranho

O Expresso ou o Observador que dava conta das expressões que me pareceram insólitas não esclarecia os leitores, como é habitual. Provavelmente não falaram com ninguém do MºPº a pedir explicações, apesar de o MºPº andar ultimamente muito preocupado com os processos de repercussão social. Essa preocupação, no entanto, não é suficiente para evitar equívocos e notícias como a do Expresso e Observador que rebuscam sempre o lado insólito das notícias que lhes chegam. E depois acusam o Correio da Manhã de jornalismo fraco...ou pior que isso.

A seguir a essa notícia muito mal parida e desinformadora porque não explicativa dos contornos em que a procuradora escrevera tais expressões, soube-se que tinha sido no âmbito da investigação já efectuada pelas autoridades militares e com os elementos de prova já recolhidos indiciariamente no inquérito que justificaram, no entender da mesma, a detenção dos militares para os apresentar em primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coacção.

Tal decorre das regras do processo penal e o artigo de Brandão Ferreira denota que o mesmo não percebeu tal procedimento, ao falar em prisão, pena e outras barbaridades que só o corporativismo, neste caso militar, pode de algum modo contextualizar e desculpar. Mas acaba na mesma por dar o flanco ao qualificar a procuradora para além do necessário.

Como se deve saber e decorre daqui, do artº  141º do C.P.P., assim:


Artigo 141.º
Primeiro interrogatório judicial de arguido detido

1 - O arguido detido que não deva ser de imediato julgado é interrogado pelo juiz de instrução, no prazo máximo de quarenta e oito horas após a detenção, logo que lhe for presente com a indicação circunstanciada dos motivos da detenção e das provas que a fundamentam. (...)

Actualmente, por força das alterações da lei processual motivadas pelo processo Casa Pia e outras ocorrências envolvendo gente do PS, o MºPº é obrigado a apresentar o detido para interrogatório do juiz de instrução, com uma descrição e narração pormenorizada dos factos imputados e também, se entender curial, das razões por que pretende esta ou aquela medida de coacção.

A magistrada em causa, para justificar a medida de coacção pretendida, eventualmente de prisão preventiva, "carregou nas tintas" e escreveu aquelas expressões que me parecem na mesma algo insólitas, no contexto que não foi apresentado aos media ( o MºPº não foi capaz de passar aos media a informação eficaz e correcta, apesar de todo o formalismo da comunicação que não o devia ser tanto. Assim ficou a fuga de informação a valer mais que tal comunicação num processo com repercussão social evidente).

Porém, o juiz de instrução que procedeu ao interrogatório não concordou  com a medida de coacção proposta e alterou, não constando que tenha exarado aqueles considerandos sobre a personalidade dos arguidos militares, sem perícia psicológica ou psiquiátrica que os sustentasse devidamente.

Portanto, ainda não houve "acusação" como refere o artigo de Brandão Ferreira, mas apenas despacho de indiciação de factos para primeiro interrogatório judicial de detidos; ainda não houve "pena" porque a medida de coacção não é uma pena, mas uma medida cautelar, no inquérito e ainda não foi deduzida acusação formal e muito menos se encontra designado julgamento se for esse o caso.

Tudo isto resulta da desinformação do Expresso, habitual e cretina como sempre. Mas quem escreve sobre as cretinices do Expresso deveria saber melhor e ponderar a verdadeira informação que esclareça os factos.

Uma notícia mais razoável sobre o assunto pode ser lida aqui.

Atacar a procuradora por expressões no mínimo infelizes também ajuda pouco no caso...
Quanto ao assunto dos militares arguidos, deixemos correr o inquérito e as suas conclusões e depois poderemos falar com mais propriedade. Defender desde já a instituição militar baseados nos preconceitos a favor da mesma também ajuda pouco como explicação do que se passou.

201 comentários:

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Floribundus disse...

os Comandos já foram condenados pela emoção pública

as razões não contam habitualmente

Corrière
Istat, il 28%degli italiani a rischio povertà
Allarme al Sud: uno su due non ce la fa
di Valentina Santarpia
Quasi 1 su 2 ovvero quasi la metà dei residenti nel Mezzogiorno risulta a rischio povertà o esclusione sociale. Lo stima l’Istat calcolando che nel 2015 la percentuale di esposizione nell’Italia meridionale è pari al 46,4%, in rialzo sul 2014 (45,6%) e notevolmente maggiore rispetto alla media nazionale (28,7%)

foram com os nativos de cá exportados como gado no final do séc xix

zazie disse...

O Brandão é parvo.
Diz que tudo o que se passa com tropa só devia ser julgado em Tribunal Militar.

Esquece-se é que "militar" inclui muita coisa e muita rivalidade e aposto em como vai aparecer relatório do exército tão isento quanto investigação externa.

Porque deixar morrer jovens em instrução é crime e crime que não serve para nada nem sequer tem a ver com traição dos ditos à instituição ou melhor forma de Portugal se defender do que quer que seja.

Quanto ao chavão da outra- aposto também que é chavão porque meio mundo anda com o "hate às batas fritas" na boca.

lusitânea disse...

A Cândida Vilar já tem currículo.Resumindo os nossos políticos assumiram a missão de desmantelar a Nação Portuguesa até às fundações e às fatias fininhas que é conhecida como a táctica do salame.Pelos vistos só gostam dos chefes militares para lhes dar credibilidade.Embora alguns não tenham nenhuma.Foram escolhidos por alguma coisinha.Numa hierarquia não se ataca ao estilo todos ao monte e nas bases.Como fez a rica Cândida e aliás têm feito na PSP e GNR.Em que os chefes nunca são incomodados pelo comportamento dos agentes e militares de quem curiosamente se desinteressam...

zazie disse...

Aquele treino não serve para ficarem mais fortes nem saberem disparar melhor.

É uma prova de passagem de categoria para entrada na instituição.
Em passando, podem entreter-se na messe a jogar às cartas.

Como é óbvio um treino para ser válido tem de ser a longo curso. E, para isso, não é preciso provas de morte ou de vida. Porque nem em situação de guerra se deixam morrer sem serem socorridos.

Se for verdade que nem médico nem enfermeiros quiseram saber e as mortes decorreram disto, acho muito bem que essas pessoas vão dentro.

E não é com desculpas que devia ser tribunal militar que a questão se altera.

zazie disse...

bla,blá,blá.. .chefes militares, exército, comandos. Como se fosse tudo a mesma coisa ou se adorassem todos internamente como se fossem uma única corporação.

V.s julgam que as pessoas são ceguinhas e desconhecem as rivalidades internas?

zazie disse...

Fora isso, há detalhes que desconheço e também não vi esclarecidos em parte alguma, muito menos no que este diz:

Os que morreram nos treinos eram praças? Já tinham entrado na instiuição militar ou aquilo ainda fazia parte da selecção e eram apenas soldados?

Se não passassem o que acontecia? permaneciam como oficiais do exército e podiam candidatar-se a outra modalidade ou, pura e simplesmente, eram excluídos e ficavam como civis?

Isto porque o que o Brandão diz e justifica como legítimo de ser apenas julgado em Tribunal Militar e a defesa a cargo do Exército, tinha de se aplicar tanto a uns como a outros.

josé disse...

A justiça militar,quando existia institucionalizada, era mais severa que a civil.

E temo que as investigações militares continuem a sê-lo, seguindo um procedimento de palas nos olhos.

E sei do que falo.

zazie disse...

Também penso isso. Por isso é que disse que não me admiro nada que o inquérito interno passe tudo a pente limpo.

Mas, neste caso, fico sem perceber. Eles já faziam parte da Instituição Militar e mesmo não passando no treino permaneciam nela ou eram voluntários e em chumbando aquele treino ficavam como civis?

zazie disse...

O Brandão diz umas tretas corporativas que nem entendo.

Quando ele pergunta porque é que o inquérito parou no director de instrução dos comandos e não foi mais acima, porque até podem ser ordens superiores, o que é que ele queria?

Na volta é como se para se averiguar uma cena pedófila de um padre também se tivesse de investigar o Papa.

Há um acontecimento específico num local específico com gente que entra nele. O que tem de ser averiguado são factos nesse contexto, não são balelas de palavras escritas ou ditadas por "superiores" fora desse contexto.

zazie disse...

Diz que um era soldado e outro furriel. Não faço ideia em que se traduz isto na prática, caso não passassem a prova para comando.

Para poderem ser todos abrangidos pelo EMGFA então tinham de ter direito a continuarem formação militar noutra secção.

Não estou a ver a Instituição do Exército a querer desculpar nada.

muja disse...

Não viu esclarecidos em parte nenhuma e também não se foi esclarecer.

Ora se V. ignora e desconhece os elementos essenciais - não são detalhes - para que chama parvo a quem sabe mais que si e os conhece?

Tem aqui a hierarquia militar:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hierarquia_militar_(Portugal)

Há três categorias: Praças, Sargentos e Oficiais.

Furriel é posto da categoria Sargento; Soldado é um posto da categoria Praça.

Quanto ao Curso de Comandos, trata-se de uma especialidade.

Conforme pode ver aqui

https://www.exercito.pt/pt/recrutamento/tropas-especiais/comandos

a especialidade vem depois da Instrução Básica, e depois da primeira Instrução Complementar para praças e da segunda Instrução Complementar para Sargentos e Oficiais, sendo que é prestado Juramento de Bandeira após a Instrução Básica.

Portanto, quem se apresenta no curso é já militar. É-o certamente depois de jurar bandeira e não sei se o não é mesmo a partir do momento em que se apresenta para iniciar a Instrução Básica. Portanto, evidentemente, todos pertenciam à Instituição Militar e nem poderia ser de outra maneira.

No caso de não se graduarem no curso, podem perfeitamente, mediante cumpram os pré-requisitos necessários, concorrer a outra especialidade qualquer, e podem até, creio eu, ter já outras.

muja disse...

O que Brandão Ferreira diz em relação à hierarquia é isto:

Se o oficial Director de Instrução dos Comandos não estava a cumprir directiva superior, então não tem cabimento, nem faz sentido, responsabilizar os seus subordinados - presumindo que também estes cumpriam directivas superiores.

Se estava a cumprir directiva superior, então a responsabilidade tem de progredir na hierarquia. Não se pode escolher à toa indivíduos, sem ter em conta a sua posição hierárquica porque nada acontece nas Forças Armadas, nem pode acontecer, fora da hierarquia.

Qual é a razão porque tal não aconteceu? É isto que ele pertinentemente questiona.

muja disse...

E também acho pertinentes as questões sobre a Justiça Militar.

Se existe, mas não tem competência, então para que existe?

Se existe e tem competência, a que propósito transita o processo para o civil?

Ainda para mais quando os militares tem regras específicas e peculiares de conduta que se aplicam sempre, em todas as alturas, enquanto o são? Tem a justiça civil competência para discernir e avaliar bem, à luz dessas peculiaridades?

Implicitamente, Brandão Ferreira diz que não tem. E eu tendo a concordar, por essas declarações da Procuradora que são perfeitamente imbecis, como se as circunstâncias do que aconteceu e os intervenientes fossem o equivalente a um campo de férias ou um clube de futebol.


muja disse...

Portanto, não são "jovens" que se "deixam" morrer no curso, nem são crianças. São militares instruídos.

A especialidade de comandos é, provavelmente, a especialidade mais exigente das Forças Armadas. É certamente das mais exigentes em todos os aspectos.

Foi criada para efeitos de contra-guerrilha e, como tal, requer extraordinário condicionamento físico e psicológico. Evitar esse condicionamento é, isso sim, deixá-los morrer quando mais tarde inevitavelmente precisarem dele.

Vir aqui mandar bitaite sobre se os homens andam lá a aprender a disparar melhor ou a ficarem mais fortes é só mesmo isso: bitaite atrevido de quem não pesca nada.

josé disse...

A Justiça Militar existe para se fazerem inquéritos, que neste caso funciona como outros órgãos de polícia criminal, sob a alçada do MºPº em sede de inquérito.

Já não existe enquanto órgão de poder judicial, como dantes, autónomo dos tribunais comuns.

Não sei se é bom se é mau, mas a primeira impressão é que será bom para os envolvidos. Para a Justiça não sei.

josé disse...

Sei por experiência que esses inquéritos da PJ militar são demasiado rigorosos no sentido formal. Não avaliam circunstâncias á charge e à décharge como dizem os franceses. Só à charge e esse não é o espírito actual dos inquéritos criminais.

josé disse...

Mais papistas que o papa, se assim se pode dizer.

Floribundus disse...

desculpem a intromição nos discursos directos

fiz o serviço militar obrigatório noutras eras

nunca seria actualmente militar de carreira.

a defesa do rectângulo deve pertencer exclusivamente
aos órgãos de soberania eleitos

estes funcionam como o Semicúpio da peça do Judeu conhecida por
'guerra de alecrim e mangerona'
sem acertar o passo

com 'disfunção eréctil' nas horas vagas

com guerrilha urbana
sem rectaguarda

com a dívida e juros a aumentar


zazie disse...

Mas este gajo está parvo?

Que bicho lhe mordeu?

É maluco!
Tudo o que para aí escreveu foi o que eu disse! Se eram militares tinham tanto direito a ter defesa pelo Estado Maior quanto os acusados!

Olha o palerma!
Acaso foram civis que mandaram umas murraças na cara de uns comandos?
Até parece. Porque se fossem civis é que eu queria entender como é que achavam que só se devia aplicar a Lei Militar em Tribunal Militar

Se eram militares tanto quanto os outros, nem parece. Com defesas destas de casta corporativas. Mais dá ideia é que nem a militares chegavam.

Floribundus disse...

depois da arrogância ou petulância (hybris / petulantia) do monhé

não há catarse possível na tragédia denominada 'geringonça'

porque a roda da fortuna (peripeteia) atingiu o ponto mais baixo (climax) donde não sairá

resta o sofrimento (pathos)

zazie disse...

Eu nada tenho contra a existência de tropas especializadas. Bem pelo contrário e não penso nada semelhante ao Floribundos.

Agora nada disso invalida a existência de negligência e essa é que não tem de ser tapada com corporativismos besta a quererem ressuscitar instituições que já nem existem.

Não existe Tribunal Militar autónomo.
So what? Não tem de existir lei, porque os tribunais civis e tal e coisa não funcionam ou porque é tudo natural e há sempre cena superior para desculpa?

A mim encanita-me é o corporativismo. Deve ser problema meu porque nem sei o que isso é. E este texto do Brandão é de um corporativismo bacoco que não tem préstimo para nada.

zazie disse...

E essa do "que se deixam morrer" no curso é cá uma coizinha.

Quando vejo gente a falar assim dá-me logo vontade de lhes perguntar se por acaso até conseguem trepar a uma árvore.

Porque quem fala assim está armado em macho à boleia.

O treino ou bem que é contínuo ou se é para seriar não é para matar e deixar morrer.
A única coisa que há apurar é se houve negligência e se houve excesso na prova.

E se houve, há culpa e ponto final. Ninguém anda a perder rins só para ser militar.

Nem em tempo de guerra se perdem rins em combate. Isto é besta e não vejo volta a dar na besteira.

Se no passado já existiram mais casos e o motivo foi sempre o mesmo- a tal prova de admissão em quem foi admitido antes, então há anormalidade na coisa.
E é por isso que eu disse logo de início que a Instituição é uma coisa mas o Exército não é um todo por igual sem rivalidades de grupos.

zazie disse...

Estes casos não são isolados. Há mais gente que perdeu rins e saiu. Portanto a treta de serem militares frangalhotes que se "deixam morrer em treinos" é demasiado besta e cretina.

Até parece que sem perder rim nem a tropa se pode chegar.

A vantagem de correr o risco de perder rins para se poder tropa especial é que gostava que me explicassem estes valentes de computador que nem à tropa foram.

zazie disse...

Se fosse só com Tribunal Militar, ó seu grande palermóide que não sabe nada de nada disto, o instrutor e mais médico e enfermeiros já eram!

Já eram!

Já estavam tramados. É precisamento o contrário do que v.s pensam. Eles não desculpam nada. Não querem merda. E em havendo merda não há "franguitos que se deixam morrer nos treinos".

zazie disse...

Grande palerma!
A querer fazer passar a ideia que no exército a lei e a responsabilidade se faz de baixo para cima.

Estes morreram porque se deixaram morrer apesar de terem sido aprovados como aptos para o resto.

Portanto, a responsabilidade foi deles que se deram por aptos para o que eventualmente nem poderiam estar porque se deixaram morreram.

Logo, por esta lógica de mongo que nem andar à pedrada deve ter andado na vida, a instituição militar nem tinha hierarquia para nada.

Palerma!

zazie disse...

Isto até eu aprendi em miúda na seita das zundapps gamadas. A chefia é responsável- não há cá "culpas" por conta própria para nada.
As chefias têm sempre de prestar ainda mais contas que o que está sob as ordens deles.
V.s só conhecdem cenas de consola e depois dizem besteira maior que uma mulher.

Eu, pelo menos, à pedrada ainda andei.

":O))))))))

muja disse...

Palerma é a figura que V. faz!

Nem sabe a diferença entre uma praça e um sargento, nem entre a recruta e uma especialidade, mas vem botar faladura.

Olhe, em primeiro lugar, eu não fui à tropa porque os iluminados da sua geração entenderam que já não era preciso. Eu fui apresentar-me como era meu dever.

E V., fez o quê para impedir que assim fosse?

Depois, como já é seu apanágio, começa a inventar o que os outros disseram. Quem é que disse que os homens se deixaram, eles próprios, morrer, ó inventora?

V. é que foi a única a escrever que se deixou morrer alguém. Jovens, por sinal.

O que eu escrevi foi que eles nem são "jovens", e muito menos crianças que não sabem ao que vão; são militares instruídos, voluntários e informados da exigência da especialidade e do curso que a confere. Resumindo: não se faz a recruta nos Comandos.

E mongo deve ser alguém que lhe tenha parentesco. Então se V. percebe tanto da hierarquia, e até bota teoria sobre o sentido da dita, o que é que V. não percebe daquilo que escreveu o Brandão Ferreira?

Se o oficial responsável pela instrução se manteve no cumprimento devido da missão que lhe foi dada, porque razão é que ele é mais responsável que o superior hierárquico que lha deu?

E se, todavia, não estava no cumprimento devido da missão, então porque motivo são os subalternos responsáveis, quando já está identificado o responsável?

muja disse...

Eu não disse que deviam desculpar ou deixar de desculpar. Lá dentro há regras próprias e acho muito bem que sejam severos.

Não sei quem lá tem V. na família de mongos aparentados por quem tira o exemplo, mas faria melhor em guardá-lo para si.

Já lhe disse e redisse que sua psicologia de tasca falha, é irritante e só a faz fazer figura de ursa.

zazie disse...

Pois.

Faz bem em meter a viola no saco porque o que escreveu é besteira que aqposto até já se envergonhou.

Essa de nem perceber que existe sempre responsabilidade e ela funciona de cima para baixo, foi cá um tiro nos pés que até meteu dó.

muja disse...

Que viola no saco?

Besta é V. Não desconverse.

Inventou e disse que eu disse. Eu não apaguei nada e está tudo aí.

Faça o favor de substanciar as suas imbecilidades com citações, se quiser mais conversa. Senão, vá aprender a ler ou compre óculos.

zazie disse...

Imbecil- eles são jovens porque é obrigatoriedade de lei terem de ser jovens para se candidatarem.

O facto de ser jovens em nada altera a responsabilidade hierárquica.

Se foram admitidos e não tinham capacidades- a responsabilidade é sempre de quem os admitiu.

Ponto. E se tinham e não havia doença não detectada, algo de errado aconteceu e aí entram as hierarquias e não a imbecilidade que v. escreveu.

Quanto às hierarquias dos mortos quem não informou foram os jornais e a minha crítica dirigia-se aos jornais.

Ninguém tem de andar a fazer pesquisa- quem deve contar os factos e saber informar é quem é pago para isso.

Ainda assim, pelo que li de raspão, não é dado como igual, ser candidato aos comandos com um posto ou para um lugar, ou para outro.

E não está lá escrito que em não sendo admitidos não precisam de se candidatar de novo e nem sei se o fazem com pré pago como soldados ou cá fora a aguardar novo concurso.

Para o caso, a lógica é precisamente o oposto da sua burrice justificativa.

Se eram militares contam como militares. não são eles os responsáveis por falhas sobre outros.

Numa hierarquia vertical não existe a palermice que v. escreveu- a responsilidade ser de quem se auto-admite a militar.

zazie disse...

ehehehe

Meteu pois. Escreveu tamanha besteira que agora até perde o tino e só consegue insultar.

Escreveu imbecilidade porque v. só sabe pensar por reactivas.

Cheirou-lhe a coisa de civil contra exército- logo tinha de inventar culpas autónomas para limpar responsabilidades militares.

Eram crescidinhos mas ainda pouco. Se fossem grandinhos de todo já nem iam a tempo da instrução.

Está a perceber?
Os grandinhos não andam a dar o couro diariamente nem a arriscar perder rins a contar com o dia em que podem vir a ser chamados para levarem à prática toda a tarimba.

zazie disse...

E depois a hierarquia a julgar não é como v. pensa.

Não é com mariquices efeminadas de quererem encontrar desculpas para falhas.

Se o enfermeiro ou a enfermeira saiu do posto para ir comer e nem voltou- trama-se, porque não está escrito que o apetite está primeiro que a obrigação.

E por aí fora. Eles aplicam a regra sem olhar a desculpas.

ASó mesmo uma dondoca de video é que imaginava a tropa a dizer que os gajos eram crescidinhos, não fossem mariquinhas e se deixassem morrer ou se tivessem feito admitir para o que não tinham capacidade.

muja disse...

Bom, eu parece-me que V. não lê aquilo que os outros escrevem. Pensa que lê, e deduz do que pensou ler. Mas o melhor era que lesse mesmo.

É evidente que é coisa de civil contra militar. Aliás, de pulhítico contra militar. Não é contra os homens envolvidos, é contra a Instituição Militar no geral e contra a dos Comandos em particular.

É isso que o Brandão Ferreira diz e tem razão. Se isto fosse tratado internamente, não havia um décimo do alarido, apurava-se a verdade, e se houvesse alguém a ser punido era, e acabou. Tão severamente quanto houvesse de ser. E assim é que estava bem.

Agora, andar nesta cegada a achincalhar tudo? Toda a ave de arribação a botar opinião sobre o que devia ser o curso, e se é demasiado exigente, se é menos, se isto, se aquilo?

Quanto ao resto, nem comento. Olhe, abra os olhos e tenha ao menos a cortesia de ler o que os outros lhe escrevem.

PS: essa dos insultos deve ser para os apanhados, vinda de quem vem...

zazie disse...

Para além do que o José já mostrou que o Brandão Ferreira nem percebeu e não sabe, vi eu outro argumento que é falacioso.

Este que enferma do mesmo preconceito que as baboseiras que v. escreveu.

Diz ele a dada altura:

«E digo mais: se a Instituição Militar e os militares deixaram de ter foro próprio de Justiça, e tendo sido elementos seus acusados pela "justiça civil", por actos praticados enquanto estavam a cumprir missões no âmbito das Forças Armadas, porque é que não é, neste caso, o Exército ou o EMGFA a patrocinar a defesa dos mesmos?»

E a resposta só pode ser esta:

filho, porque por lei não existe Tribunal Militar autónomo

E, filho, porque se existisse o que escreveste é uma grande estupidez, porque caberia tanto ao Exército ou EMGFA a defesa dos acusados como a sua acusação e defesa dos militares mortos!

Percebeu?
Se eram todos militares não há acusados militares que precisam de defesa civil, contra vítimas militares que só podem ter defesa do Ministério Público- como se a acusação se dirigisse ao exército por parte de vítimas civis.

E, a questão é que eu não sei mesmo a que título um mero praça se mantem no exército se não for aceite a carreira para a qual concorreu.

V. que tem treino militar por vídeo é capaz de ter essa experiência.

Eu só tenho a da pedrada na seita das zundapps gamadas e aí a coisa não era o cada um sabe de si, como v. acha que é a tropa.

muja disse...

O que eu percebi é que V. continua com as provocações anormais e ainda não conseguiu dizer qual foi a grande imbecilidade que eu escrevi com citação das minhas palavras e não aquilo que V. pensa que leu.

Sendo assim, como V. está a falar consigo própria, não precisa de mim para nada nem eu preciso de gastar o meu tempo.

zazie disse...

Só porque estou com tempo e para se calar de vez.

aqui Quando diz: «Não viu esclarecidos em parte nenhuma e também não se foi esclarecer.

Ora se V. ignora e desconhece os elementos essenciais - não são detalhes - para que chama parvo a quem sabe mais que si e os conhece?
»

Não, seu palerma- quem devia contar eram os jornalistas

Aqui: « Portanto, evidentemente, todos pertenciam à Instituição Militar e nem poderia ser de outra maneira.

No caso de não se graduarem no curso, podem perfeitamente, mediante cumpram os pré-requisitos necessários, concorrer a outra especialidade qualquer, e podem até, creio eu, ter já outras.


Se são militares, a coisa foi entre militares. Se um praça pode concorrer a outro curso é pago por quem em que instituição?
Eu não sei e tenho grande dúvidas que o exército pague pré a quem está no lugar mais baixo é e chumbado a carreira com exame que pode excluir entrada.

Foi besta também aqui:

«Se o oficial Director de Instrução dos Comandos não estava a cumprir directiva superior, então não tem cabimento, nem faz sentido, responsabilizar os seus subordinados - presumindo que também estes cumpriam directivas superiores.

Se estava a cumprir directiva superior, então a responsabilidade tem de progredir na hierarquia.
«

Não se trata de estar a cumprir directiva por dar instrução- trata-se de saber se houve prepotência nessa prática e se houve negligência no socorro. E isso é factual e não vem escrito na tarimba das hierarquias.

Dizer isto é desculpar tudo. Ainda na semana passada fui confrontada com este raciocínio besta pelo facto de uns bombeiros deixarem uma velhota sozinha à chuva à porta de uma clínica de fisioterapia antes do horário de abertura.
Apareceu logo um idiota útil a dizer que a culpa nem devia ser asacada aos bombeiros mas ao chefe que nem estava lá.

E foi besta em mais parvoeiras que escreveu como quando diz que a Jutiçs Militar se existe não tem competência para quê.
Foi atrás da demagogia do Brandão

Mas superou a besteira toda quando decretou a parvoeira mor de "«Portanto, não são "jovens" que se "deixam" morrer no curso, nem são crianças. São militares instruídos. »

Se fossem muito instruídos não eram seleccionados podendo ficar fora da carreira por estas provas. Se fossem mais cescidinhos (bastava terem mais de 24 anos) não arriscavam perder rim para poderem entrar na carreira.

E com mais 4 anos em cima também já não tinham muitos rins para perderem diariamente para um dia poderem vir a ser úteis à defesa da Pátria.

zazie disse...

Já agora, par que fique claro- os bombeiros deixaram uma velhota sozinha à chuva e numa cadeira de rodas e menos de uma hora depois ela teve um desmaio e eu assisti a isso.

E o idiota útil raciocinou literalmente da mesma maneira que v. e o Brandão- eles nunca poderiam ser responsabilizados da anormalidade que fizeram porque têm hierarquia superior e essa é que lhes devia dar instruções correctas.

Como se tudo fosse robot.

Nesta treta dos superiores a coisa serve sempre para limpar o grupo e nunca são precisos factos concretos em actos concretos.

O Brandão nem tem vergonha de o dizer quando termina com a treta de "assim nem se conseguem instrutores".

josé disse...

Bem, passando ao lado da vossa polémica, acho curiosa a menção do Tenente Coronel Brandão Ferreira à defesa dos militares arguidos de um crime com natureza também militar, pela própria tropa, chegando ao CEMGFA.

Se compreendo bem isso significava que a tropa deveria tomar a defesa dos militares que a própria instituição averiguou e concluiu terem praticado o crime indiciariamente.

É preciso realçar que a investigação foi realizada pela própria instituição, através da Polícia Judiciária Militar.

Então se esse opc ( órgão de polícia criminal) que depende da instituição mas que está ao serviço do MºPº no inquérito for a entidade investigadora principal como se compreende que seja a instituição a tomar as dores dos militares, corporativamente e tentar defendê-los nos tribunais civis?

Seria bizarro.

Outra coisa seria porém a Instituição militar arranjar modo de patrocinar a defesa dos militares, em modo sindical, digamos assim...como fazem outras instituições, incluindo o MºPº. Mas não em processos crime...

josé disse...

O procuraror Figueira, no caso dos angolanos não teve direito a defesa patrocinada pelo MºPº ou pelo sindicato...

zazie disse...

Teve um longo desmaio, já estava roxa, chamaram o 112 que desligou o telefone. Voltaram a chamar e os pascácios como ela já tinha recuperado os sentidos perguntaram-lhe se queria ir ao hospital.

Um deles fez relatório por telefone a inventar que ela já estava bem e nem queria ir ao hospital. Sem sequer se informar de quanto tempo tinha estado desmaiada.

Eu chateei-me e mandei-lhe um berro a dizer a verdade e para que fosse bem audível do outro lado.
Não levaram. Puseram-se com macacadas em tom de brincadeira baldaram-se.

As hierarquias são isto.

muja disse...

Outra coisa seria porém a Instituição militar arranjar modo de patrocinar a defesa dos militares, em modo sindical, digamos assim...como fazem outras instituições, incluindo o MºPº. Mas não em processos crime...

Penso que é a algo desse género que ele quer aludir...

Porque a questão parece ser quais foram os motivos por serem indicados aqueles indivíduos e não outros.

zazie disse...

Pois é isso- ele queria que tomasse as dores dos acusados. Apenas. Para defender a instituição e não haver acusados.

Agora a minha pergunta é se a Instituição Militar pagaria custos de defesa a praças excluídos.

zazie disse...

Se não existe Tribunal Militar autónomo a que título o Exército devia apenas defender contra acusação do MP?

Ele meteu água e da grande.

muja disse...

Sim zazie, bombeiros, militares é tudo a mesma coisa... É tudo igual. É tudo hierarquias por aí abaixo.

Qualquer dia os bombeiros fazem revolução pelos problemas de antiguidade nas promoções.

muja disse...

Meteu meteu. Deve ser água da mangueira dos bombeiros da hierarquia...

josé disse...

A indicação desses indivíduos e não de outros dependeu certamente da investigação da PJMilitar. Portanto, da própria instituição que como já disse é mais papista que o papa.

Espero que os militares envolvidos tenham uma boa defesa...civil.

É melhor. E ainda haverá o inquérito em que podem dizer de sua justiça, a eventual instrução se forem acusados e o julgamento.Tudo civil, mas com testemunhas militares, essencialmente.

Portanto, haja fé na justiça deste caso concreto. Suponho que os Comandos não irão sair debilitados do assunto.
E se tiverem por lá desmandos ou negligências que se corrijam.

zazie disse...

E insisto na questão.

A instituição militar pode custear custos mas não se pode substituir aos tribunais em processo crime.

Não se trata de um carro mal estacionado.

Engloba acusados porque há vítimas.

E se todas as vítimas eram membros da mesmíssima instituição, então tanto defendia uns como outros. Tinha de julgar o caso.

Ele trata tudo como se o único militar fosse o instrutor. Mais nada.

zazie disse...

«Espero que os militares envolvidos tenham uma boa defesa...civil. Penso o mesmo.

muja disse...

Pois terá sido a PJ militar. Mas ele começa o parágrafo precisamente a perguntar porque razão se não conhece ainda o processo de averiguações interno.

josé disse...

De tudo isto ressalta apenas a atitude insólita da procuradora Cândida Vilar que já nem me lembro a que propósito deve ser lembrada.

zazie disse...

«A indicação desses indivíduos e não de outros dependeu certamente da investigação da PJMilitar.

Não faço ideia se o que ainda esteve no hospital e não morreu logo testemunhou ou não.


Assim como os outros que se foram abaixo nesse treino.

zazie disse...

Essa papagueou o ódio. Está na moda. Só não sei o que é que tinha feito antes de dizer essa palermice.

josé disse...

Mas ele-Brandão Ferreira- devia saber que o processo estará em segredo de justiça e se se soube o que a procuradora escreveu foi apenas para sustentar a detenção dos militares para apresentação a primeiro interrogatório judicial.


O resto saber-se-á mais tarde, quando o Expresso for outra vez cretino e o catatua se lembrar de mostrar a crista.

muja disse...

Penso eu, que não tive instrução de pedrada de elite na Linha, que o que ele quer dizer, e ilustrar, com essa da defesa do Estado-Maior é que é absurdo os militares não terem foro próprio de Justiça...

zazie disse...

O que ele escreveu e achei anormal foi mesmo isso.

O mesmo órgão de polícia militar que denuncia e está submetido ao MP deveria ser o mesmo a defender os indiciados e investigados por ele a defendê-los depois perante o MP.

É anormal por todos os motivos. Porque se há indício criminal há vítimas e teria de defender julgar. Não pode é fazer de advogado de defesa do mesmo que incrimina.

josé disse...

A procuradora não era obrigada a deter ninguém nesta fase. Poderia esperar todo o inquérito, fazer a acusação e requerer a medida de coacção que requereu agora no primeiro interrogatório.

O catatua do Expresso deveria perguntar-se porque razão houve a detenção para primeiro interrogatório judicial quando poderia ter sido ela própria, procuradora, a fazê-lo...

O motivo da escolha é que deveria ser explicado publicamente pela PGR.

Esta actuação com este fogo de vista que o juiz de instrução topou logo é que merece indagação do catatua.

zazie disse...

Pois é absurdo mas é. São factos. E contra factos não se argumenta chorando sobre leite derramado.
E muito menos se inventa o impossível que é fazer de advogado de defesa em matéria que investiga.

zazie disse...

A pedrada não foi na Linha. Só por coisas, seu palerminha.

muja disse...

Quero lá saber onde foi, sua desbragada!

josé disse...

Não sei se será assim tão absurdo ter deixado de haver Tribunais Militares para julgar crimes que não sejam exclusiva e essencialmente militares.

Deixar morrer por inacção militares instruendos por negligência ou dolo eventual durante o treino deve ser um crime essencialmente militar?

zazie disse...

Exactamente.

Foi o que também disse. Não se trata de questões de traição à Pátria ou outras internas.

Se acontecerem essas coisas de deixar morrer e por negligência isso é crime e nem tem nada de ficar bem escondido para que não se saiba.

Não faz qualquer sentido lembrar a existência de Tribunais Militares por questões que se apresentam com este enquadramento.

Não se apresentaram com outro (só por coisas)

josé disse...

Essa era a questão que gostaria ver tratada pelo tenente-coronel Brandão Ferreira.

muja disse...

Eu também não sei se é absurdo ou deixa de ser. Mas parece-me ser esse o sentido da alusão, e não uma crença sincera de que o Exército deveria defender os militares em causa.

De resto, o que é um crime essencialmente militar?

À primeira vista, para mim que sou leigo, seria alguma coisa que ocorresse em contexto estritamente militar, envolvendo militares.

A não ser, qual é o interesse de haver PJ militar e demais orgãos de justiça militar? Qual deve então ser o âmbito dessas instituições?

zazie disse...

Se não quer saber não invente.

Escusa de tentar disfarçar com insultos porque sabe que isso não me aquece nem arrefece.

zazie disse...

Devia defender quais militares em causa?

Quais?

Quantos foram os que precisam de ser defendidos e os que eles acharam que precisam de ser acusados?

muja disse...

Vá passear zazie.

zazie disse...

Ou, pelo menos indiciados e investigados em função de responsabilidades que acham que existem.

Não foi coisa inventada do exterior. Não houve suicídio na parada.

zazie disse...

ehehe

Vou nada. Quanto muito vou-me deitar daqui a nada

":OP

zazie disse...

Um crime essencialmente militar é coisa que podia ter aprendido se tivesse andado à pedrada em grupo.

Pode ser passar informação para o inimigo.

zazie disse...

V.s são umas meninas e insultam a ver se passa por voz grossa

":O))))))))))))

Não sabem nada. Nunca andaram à pedrada mas são experts militares.

Este agora nem sabe o que poderá ser um crime estritactamente militar sem ser matar instruendos na parada

josé disse...

Crimes essencialmente militares são os que violam algum dever militar ou ofendam a segurança e disciplina das forças armadas ou os interesses militares das Defesa Nacional.

Não estou a inventar nada porque vem no Código de Justiça Militar.

Um furto por exemplo, não é um crime desse género, tal como uma ofensa á integridade física desgarrada de qualquer contexto militar.

Porém, um abuso de poder, com consequências fatais, como poderá ter sido o caso, já não sei.

zazie disse...

Sem conhecer a lei, penso que poderá ser as duas coisas. Daí também existirem demissões internas.

zazie disse...

Ah, para o Muja:

Entretanto reli o que escreveu e tem razão. Eu li demasiado à pressa e interpretei mal toda aquela passagem do "deixarem-se morrer na instrução".

O que v. pensa disso é o mesmo que eu mas li essa parvoeira de responsabilidade dos próprios por serem fracalhotes a muita gente.

Quanto ao resto mantem-se e v. enttou logo a matar com a treta que era para os jornalistas e eu devolvi.

muja disse...

Pois, bem me parecia.

muja disse...

De resto estive a ler o CJM, e, enfim, não consigo discernir com muita clareza o que configura um crime estritamente militar.

Desde logo, o aprovado em 77 refere-se a crimes essencialmente militares. Entretanto, o "essencialmente" foi mudado para "estritamente".

Mas também não me parece fazer diferença porque, tanto quanto consigo perceber, neste CJM só estão previstos Tribunais Militares em tempo de guerra. Fora disso, portanto, vai tudo para os tribunais normais de qualquer maneira.

A única diferença parece ser a PJM que é o orgão de polícia criminal com competência específica nesses tais crimes estritamente militares, mas actuando sob a direcção das autoridades judiciárias.

E até nos tribunais militares ordinários, em tempo de guerra, a promoção do processo cabe ao MP.

Ou seja, não vejo outra diferença prática que não seja a substituição da PJ pela PJM.

zazie disse...

O Vaticano também tem tribunal interno e isso não impede que os religiosos tenham de obedecer à justiça civil.

zazie disse...

São corpos com um tipo de disciplina muito mais importante que noutras organizações e daí ser natural que mantenham algumas estruturas específicas.

O que não me parece nada natural era no mundo actual e com os media a poderem contar tudo, achar-se que se evitava que se soubesse cá fora das mortes que podiam ocorrer emsituações similares a estas.

Existe a família.
E essa família, pela lógica do Brandão, tinha igual direito de ser defendida e indemnizada pela Instituição Militar (já que ele escreveu que os indiciados é que a deveriam ter, contra a acusação civil)

muja disse...

Sim mas a única estrutura específica que parece existir hoje em dia é a Polícia Judiciária Militar. O resto é tudo igual.

zazie disse...

Está lá especififado tudo o que é entendido como crime militar.

Os de traição e favorecimento do inimigo. E ainda consideram outro que sempre me pareceu muito acertado- a defesa do património artístico e religioso.

Atentar contra o património ainda é tido por crime militar. E acho bem.

Por isso é que dantes todas a plantas e detalhes de edifícios religiosos classificados estavam ao cuidado do Ministério da Defesa. Os Monumentos Nacionais pertenciam à defesa. E nem uma mera fotocópia onde estivesse indicado - por exemplo a electrificação do edifício- podia ser fotocopiado e entregue a qualquer um sem autorização especial.

zazie disse...

Depois existe o que é tido por material próprio do Exército. E é por isso que até das balas e disparos têm de dar conta. Incluindo a polícia.

Esse controle nunca podia ser feito fora da instituição.

zazie disse...

Quanto à questão que eu perguntei- acerca dos praças que se candidatam a Comando e se forem excluídos nas provas em que estatuto ficam está aqui mais indicação.

E continuo sem saber quanto tempo já tinham estes cumprido e se já estavam colocados em quartel.

Porque, tal como eu pensei, se não estavam e não tinham ainda entrado na carreira, em chumbando podiam candidatar-se de novo mas na qualidade de civis.

Ou seja, em termos de defesa Militar (mesmo suposta e não plausível, dado não existirem Tribunais Militares autónomos) não imagino como fariam. Se é excluído e fica civil, não é a mesma coisa que ser já do quadro.
Não lhes andam a pagar pré ao acaso por terem chumbado. Isso era maluco, porque então até tinham de pagar pré a toda a gente que tivesse jurado bandeira mas apenas fizesse a recruta e depois desse de chofres.

zazie disse...

Esta questão do Património não se ensina em parte alguma.
Por isso ainda ontem dei com um "candidato a artista" já bem crescidinho, a fazer-me uma pergunta descabida.
Queria utilizar uma imagem autêntica medieval- tipo um Cristo da Idade Média que estivesse numa igreja para depois lhe fazer lá umas alterações pessoais. E se eu sabia onde lhe podiam facultar a peça.

Eu disse-lhe que ele era maluco porque tudo isso é património e ninguém pode andar a fazer macacadas em património histórico. Ele ainda respondeu que existem peças dessas em antiquários e eu disse-lhe que existem porque são roubadas.

muja disse...

Não fica nada civil.

Não há civis envolvidos.

Nem é questão de chumbarem por falta de estudo. Há pessoas que simplesmente não conseguem.

Esses têm de escolher outra especialidade. Há tantas... .

muja disse...

Olhe aqui o formulário:

http://assets.exercito.pt/SiteAssets/DARH/RR/PDF/FormularioPraca.pdf

Têm três opções.

No fim está a lista de especialidades.

zazie disse...

O Património religioso ficou sob a tutela militar por causa da extinção das Ordens Religiosas.

Depois do 25 de Abril é que se criaram instuição paralelas. Mas os Monumentos Nacionais tinham um trabalho mil vezes melhor, incluindo na edição das monografias.

zazie disse...

Como assim, não fica nada civil?

Quantos anos de tropa é que já tinham?

Estavam integrados nas Forças Armadas e aquilo foi uma candidatura interna ou não estavam e foi candidatura externa?

Se v. é civil e se candidata e chumba a que título permanece militar até se lembrar de candidtar de novo ou nem candidatar?

zazie disse...

Todos esses casos mais antigos de rapazes que ficaram deficientes e perderam até rins nas provas, não voltaram a candidatar-se a nada e ficaram civis.

Portanto a questão que eu levantei não é assim tão aparvalhada e a sua resposta não a explica

zazie disse...

Um que morreu tinha 20 anos.

Se precisava de 3 de militar tinha de ser menor quando fez a recruta.

muja disse...

Têm três opções. Nem todas as especialidades são tão exigentes quanto a dos comandos.

Nessa altura, já fizeram a recruta, e as instruções complementares.

Os concursos acabam sempre por ser internos, porque quando os homens chegam à especialidade já estão instruídos e são militares.

Não fazia sentido o Exército andar a instruir homens para depois irem embora se não fossem capazes de ser comandos... Tal como a Força Aérea com os pilotos...

muja disse...

Esses que se feriram e ficaram incapacitados não faz sentido ficarem, não é?

Devem ter um mecanismo de dispensa que lhes permita sair.

Mas há muitos que não passam e não se ferem. Esses ficam.

zazie disse...

Se se candidata pela primeira vez e nem era militar, que treta é essa de se dizer que se chumba tem de se candidatar a outra especialidade?

Não tem. Ninguém é obrigado a ser militar. Não se trata de serviço militar obrigatório (e mesmo nesse quem é excluído, não tem nada alternativa).
Nestas candidaturas têm se já forem militares que se candidatam a curso de oficiais e sargentos. Mas têm de já estar integrados em quartel. E isso é uma candidatura interna.

Estes estavam integrados em quartel? Se são precisos 3 anos de formação para terem direito a integração em unidade...

E pagam o pré a partir de quando?

Tem lá a tabela e não está esecificado que a recruta é paga pelo valor base.

zazie disse...

Só se dispende quem já pertence.

Se têm apenas meses de formação não pertencem.

Ponto!

zazie disse...

Não é por ferir ou deixar de ferir. Podem até desistir durante a formação. Ou depois. Só há dispensa ou reforma compulsiva a quem é já militar de quadro.

Para isso tem de ser colocado numa unidade. E não é tido por colocação em unidade a mera formação para recruta.

Só ao fim de 3 anos é que é colocado em unidade.

Está lá escrito.

A minha pergunta mantem-se.

muja disse...

Não podem desistir nada.

Nem sequer podem faltar às provas de classificação uma vez notificados.

Não é à vontade do freguês. Podem exprimir preferência, mas não há nada que diga que vão para a que preferiram:

Olhe aqui:

Artigo 20.º

4 - Os cidadãos considerados aptos podem manifestar a sua preferência pela prestação de serviço
militar, em termos de ramos das Forças Armadas, classe, arma, serviço, especialidade e de área
geográfica de cumprimento do serviço militar.
5 - No final das provas de classificação e selecção, os cidadãos considerados aptos são proclamados
recrutas e prestam compromisso de honra de acordo com a fórmula constante do regulamento da
presente lei.

Artigo 21.º
Não apresentação às provas de classificação e selecção
Os cidadãos que, quando notificados, não se apresentem às provas de classificação e selecção ou
reclassificação para efeito do artigo 34.º e não justifiquem a falta no prazo de 10 dias, ou se recusem
a realizar algumas daquelas provas, são notados compelidos à prestação do serviço militar.

Artigo 22.º
Distribuição
A distribuição consiste na afectação dos recrutas a uma categoria, classe, arma, serviço ou
especialidade dos ramos das Forças Armadas, de acordo com as respectivas necessidades, devendo,
sempre que possível, ter-se em conta o disposto no n.º 4 do artigo 20.º

Lei do Serviço Militar

Aqui
http://www.emfa.pt/www/conteudos/informacaofap/legislacao/servicomilitar/LSM.pdf

zazie disse...

Não.

O que aí está escrito não é a questão que eu coloquei.

Se faz a recruta e jura bandeira para se candidatar a alguma carreira, não pode é fazer a recruta e jurar bandeira e depois bye, bye que afinal já nem quero fazer o resto das provas.

A questão é outra- fazem a recruta, juram bandeira mas chumbam à especialidade a que se candidataram.

Neste caso Comandos. Não estavam integrados em mais nenhuma especialidade. Eram civis.

Como é. Saem de lá como militares e são obrigados a candidatar-se a qualquer coisa ou apanham com Tribunal Militar por desertarem?

É o que eu digo- v.s não andam à pedrada em pequeninos e depois ainda sabem menos que eu destas cenas de tropa

AHAHAHAHAHAH

zazie disse...

O que dizem é que podem tentar nova candidatura.

Como é óbvio na qualidade de civis que era a que tinham antes de chumbarem nas provas a que se candidataram.

De outro modo era serviço militar obrigatório mesmo para os dispensados.

Agora se forem militares noutra unidade qualquer e quiserem mudar isso é lógico que se chumbarem não passam a civis.

Mas um civil não passa automaticamente a militar integrado em unidade apenas por ter feito a recruta.

Nem agora nem dantes.

zazie disse...

Estão lá os 3 anos.

V. só tinha de me contar quantos anos de serviço é que estes já tinham.

formação:
1- instrução básica- 5 semanas
2- Instrução complementar- 7 semanas
3- Especialidade e duração varia consuante a especialidade
4- Colocação em Unidade


Portanto, quanto tempo tinham e em que fase estavam?

Porque mais abaixo tem a progressão de Praças.

E essa não é a mesma coisa que a de oficiais.E só chega a cabo-adjunto depois de 3 anos de formação. E essa é a patente mais baixa.

muja disse...

V. está enganada.

Um recruta é já um militar. Está sujeito a todos os regulamentos.

Mas mesmo que não fosse, era um absurdo jurar bandeira e não ser militar...

Quanto aos três anos isso é para a primeira promoção na categoria de Praças. São 12 semanas para a instrução e a especialidade varia. Duvido que dure mais de seis meses tudo.

muja disse...

Deixam de ser recrutas quando juram bandeira, que é no fim da Instrução Básica.

Se não passarem na especialidade de Comandos, são colocados noutra, eventualmente da preferência deles. Não podem escolher, podem exprimir preferência.

É mais do que evidente que não podem dizer "ah e tal, afinal não quero mais"...

Unknown disse...

Nós EUA a justiça militar aplica-se com juízes, procuradores e defensores militares. O que interessa garantir é a sua independência, o que conseguem estando organizados num corpo autónomo da hierarquia.

josé disse...

Os EUA tem tropa em todo o lado. Nós por cá, temos a fandanga...

zazie disse...

Eu não disse que um recruta não é já um militar.

Eu apenas digo que se não levar a formação para o que se candidatou até ao fim e não for colocado em unidade não permanece militar.

Pela sua lógica os que são excluídos da formação específica e até podem ficar deficientes eram então deficientes das Forças Armadas.

Onde é que está escrito que se não for admitido nos comandos "é colocado" noutra especialidade?

Eu nem sei se eles permitem enttre eles andarem a saltar de umas para outras.

Não podem dizer "ah e tal e coisa, agora não quero mais" enquanto ainda não foram admitidos ou excluídos para aquilo que se candidatam- e tem aqui um bom exemplo da justiça militar estritamente militar, já que v. pode desistir de qualquer outra coisa a que se candidate.

Não podem desistir e ir para casa com farda. Mas não ficam à espera em casa fardados se forem chumbados.

Enquanto não tem unidade não tem graduação. Sem graduação não pertence ao quadro. E não é desertor se for excluído e não quiser voltar a candidatar-se a nada do Exército

zazie disse...

Além do mais nem abrem concursos assim a granel e não existem militares em casa com farda e sem quartel.

zazie disse...

O que v. diz é disparate.

Com tanta desistência de comandos nem imagino onde depois colocavam toda essa malta.

Há um concurso para uma especialidade. Nesse concurso não está incluída a entrada noutra por cohumbar naquela.

Como é mais que óbvio.

Por isso é que eu nem sei se podem andar a saltar de umas para outras quando já são graduados.

O que está online mostra é que existem candidaturas para carreiras diferentes e isso diferencia-se pelas habilitações académicas com que concorrem. Não se diferencia pelas patentes que já têm.

Em função das habilitações é que podem até ter mais idade. Os que se candidatam apenas com 6º ano ou 12º ano têm de ter no máximo 24 anos.

E não está lá escrito que em chumbado pode escolher entrar já na marinha ou na aviação porque já jurou bandeira.

O tanas.

No antigo serviço militar obrigatório ninguém se ganhava patente por andar lá uns bons anos.

Só se seguisse carreira. Se não saíssse saía e ficava civil. A questão de ter de estar disponível para chamada é outra coisa e tem a ver com necessidades do país.

zazie disse...

Um recruta está sujeito ao código militar precisamente por aquilo não ser uma coisa aberta a andar por lá em experiências de visita.

Porque tem a ver com a Defesa do país. E por isso mesmo também não pode se admitido a provas de uma epecialidade sem fazer a recruta e jurar bandeira para poder estar a viver num quartel sem ser na qualidade de civil que foi lá passar umas férias.

Mas se não completar ou a recruta ou a formação e forem eles a excluir, não volta graduado para casa.

V. nunca viu andarem a bater a pala a malta que fez recruta (só por o ter feito)

E nem a malta que fez recruta e sai pode sequer andar fardada.

muja disse...

O Serviço Militar Obrigatório não tem nada que ver com isto.

Ninguém lhe garante que vai para a especialidade que quer. O que a LSM diz é que a preferência deve ser tida em conta, se puder ser.

O que V. diz é que não faz sentido: andarem lá durante 12 semanas e depois irem para casa porque não são aptos para especialidade que querem. Se não são aptos para a que preferem - aliás, para as que preferem, porque eles podem dar três preferências - eles põem-nos noutra em que façam falta.

Se ficarem deficientes está claro que não vão para lado nenhum.

muja disse...

V. não volta para casa por não passar o curso de Comandos. Vai para outra especialidade. Quer apostar?

muja disse...

Todos têm de ter especialidade.

zazie disse...

Bora aí.

Ia mesmo propor-lhe isso- uma boa aposta.

O que quer apostar que eu alinho. Quando as coisas chegam a impasse não merece a pena tentar convencer o outro. Aposta-se e logo se v~e.

Eu aposto já mas sem ser a feijões
":OP

muja disse...

Então vá, proponha aí alguma coisa.

Estou aberto a sugestões.

zazie disse...

Vá- diga o que quer apostar porque está feita a aposta.

Eu digo que um civil que se candidata a uma especialidade militar e se fica pela recruta porque chumba na formação para essa especialidade, não é automaticamente colocado noutra com direito a Unidade.

Só é colocado em Unidade se terminar a formação para a qual se candidatou.

Se é excluído pode voltar a candidatar-se mas nunca volta para casa como militar, mas como civil.

Aposto isto.

zazie disse...

Sei lá. Uma aparelhagem de som para computador que o José indicou e se pode comprar na FNAC por 50 euros mas até apostava outra mais cara.

ehehehhe

Depois v. manda-me para apartado

":O)))))))

zazie disse...

Não vai querer apostar rabanadas, espero


":OP

zazie disse...

ehehehe

nem imagina como estou a morder este debate.

Tanto homem valente caladinho que nem se mete ao barulho

":OP

É o que eu digo, não andaram à pedrada em pequeninos e depois acham que sabem só por videogame

muja disse...

Por acaso estava a pensar em ovos moles... Ahaha! Mas nem gosto assim tanto.

Pode ser essa coisa. Até 100 euros, vá.

Eu aposto que a partir do momento em que completa a instrução, ou seja, Instrução Básica e a Complementar, antes da especialidade, já não volta para casa. A não ser, claro, que no processo se fira e deixe de estar apto ao serviço militar no geral.

zazie disse...

Está aqui o que me lembro de querer pela aposta.

Diga v. o que quer.

zazie disse...

ehehehe

Diga v. homem. Eu já dei uma hipótese do que tem de me oferecer

":OP

muja disse...

Pode ser a mesma coisa.

zazie disse...

V. só tem de responder à questão que eu coloquei.

Um jovem sem ser militar que se candidata a uma especialidade- no caso o exemplo é dos comandos, em chumbando nas provas para ser admitido a essa especialidade é automaticamente colocado noutra ou não e volta para casa.

Eu digo que volta. E se voltar deficiente por efeito das provas não volta na qualidade de Deficiente das Forças Armadas.

O facto de ter passado na recruta não altera nada. Não pode é desistir a partir do momento em que entra para a unidade onde vai fazer a recruta e as provas de admissão.

Mas, se chumbar não chumba graduado e não volta para casa com patente nem como militar. Volta com o mesmo estatuto civil que tinha quando se candidatou.

E, a partir daí, é livre de voltar a candidatar-se a outra especialidade ou não voltar a candidatar-se a nada do Exército.

zazie disse...

Boa!

Vou ganhar o amplifciador ehehehe

nha nah nha

":OP

Agora chame lá um general para se resolver rápido e chegar ainda antes do Natal

":O)))))))))

muja disse...

Mandei email para o recrutamento do Exército.

zazie disse...

ehehehe

Tão engraçado que isto ficou.

Eu depois agradeço-lhes em nome da Zazie

muja disse...

O que me admira é ainda ninguém ter vindo aqui dizer como é.

Deve haver aqui gente que sabe, de certeza...

zazie disse...

eheheh

A mim não me admira nada. Por isso é que disse que estou divertidíssima a morder a cena

":OP

Quem podia dizer era o Lusitânea mas esse saltou borda fora logo no início.

Os restantes não podiam...

(por não terem andado à pedrada quando eram pequeninos ":OP

António Queirós disse...

Bem, com pedrada ou sem pedrada, ganhou o Muja.

desde o fim do SMO que o ingresso nas FA é feito exclusivamente através do voluntariado.
assim, apresentam,se, fazem a recruta geral igual para todos, após o que juram bandeira, sendo considerados soldados prontos.
depois são distribuídos consoante a sua vontade, voluntário tem força.
fazem a especialidade, e quando aptos, são colocados a fazer/executar as tarefas, para as quais foram treinados.
se reprovarem nas especialidades, ficam a fazer tarefas de índole geral e passado algum tempo podem candidatar-se novamente a mesma, ou a outra qualquer.
os voluntários assinam um compromisso com a duração de oito anos, e se a meio quiserem interromper, poderá haver lugar a tornas, mas....

quanto aos Comandos, deixo aqui um link sobre a instrução e dizer que as meninas também fazem, em é que deixar crescer a barba, :)

http://www.trigesimaoitavacomandos.org/testemunhos.htm

zazie disse...

Ok.

Obrigada pela informação.

Então isso quer dizer que ao fim de 9 semanas e em jurando bandeira já não podem voltar atrás mesmo que se tenham candidatado para umas forças militares e não para outras e tenham sido dispensados dessa formação.

E assinam o compromisso mesmo sendo dispensados nas provas de especialidade?

Assinam antes delas?

E se assim é ficam durante 8 anos ligados ao exército.

Pelo que se coloca então a pergunta ao que aconteceu aos que ficaram deficientes em prova de especialidade.

Passam a ser deficientes das Forças Armadas, com tudo o que isso implica?

António Queirós disse...

sim, se for resultado da actividade Militar.

zazie disse...

Ok.
Se assim é, então ainda compreendo melhor o berbicaho quando acontecem casos destes.

Só não imaginava é que só podiam ser dispensados na recruta e que por não terminarem provas de especialidade a que se candidataram ficavam obrigados na mesma ao Exército durante 8 anos.

Porque com o antigo serviço militar obrigatório andavam ano e meio e, se não fizessem contrato, eram automaticamente desmobilizados. os que não passavam na recruta iam para a reserva.

Agora com o voluntário ao fim de mês e meio ficam obrigados por 8 anos e podem ser colocados em especilidades a que não se tinham candidatado à partida.

zazie disse...

Estava perfeitamente convencida que só havia contrato depois de serem colocados em Unidade. E só eram colocados em unidade, depois de serem aprovados nas provas da especialidade.

Como a lógica é sempre ir buscar o melhor para um posto, quem não passar nas provas específicas não fará sentido ser recrutado para outra especialidade à frente dos que passam.

Ou seja- eu entendia que podiam ter actividades diferentes mas isso aconteceria quando já tivessem contrato e estivessem em unidade equivalente ao resultado daquilo a que concorreram.

Por outras palavras e sem maçar mais:

Um jovem civil que se candidate a Comando e não conclua as provas de especialidade para comando, pelo facto de chumbar nelas pode depois entrar em unidade de aviação ou marinha ou força aérea apenas por já ter a recruta?
E assina contrato logo que termina a recruta geral?

António Queirós disse...

o Exército, não tem nada a ver com a Marinha ou Força Aérea.

quem chumba nos comandos, continua ao serviço, na sua especialidade base, seja ela qual for.

o voluntário, não está lá obrigado, e conhece as regras do jogo, esta consciente.

zazie disse...

Ok. Eu percebi e sei que existem especialidades. Mas também existem candidaturas diferentes seja para Forças especiais ou não e carreiras diferentes em unidades distintas.

O que não sabia é que assinavam contrato antes de serem admitidos a essas unidades. Porque para comando não há entrada automática bastando a recruta.

muja disse...

Então já concedeu? Ainda não tive resposta do recrutamento...

zazie disse...

Não.

Acho várias coisas:
1- Nem a situação concreta há-de ter sido bem formulada
2- Ninguém sabe nada, incluindo quem apareceu a "informar".

Existem 3 ramos das Forças Armadas.
Uma coisa são especialidades como até pode ser ir para músico, outra as forças armadas a que se candidata e ainda outra o tipo de tropa a que é candidato

Existem recrutas com características diferentes entre elas
Existem formas diferentes de ir para as forças armadas- por contrato, por voluntário para o Quadro Permanente.

O tempo de permanência não há-de ser assim todos por 8 anos obrigatórios a partir do momento em que terminaram a tal "recruta conjunta"
E até na recruta podem desistir. Muito mais podem rescindir contratos depois de admitidos

Não faço a menor ideia em que situação estavam estes. Tal como não faço a menor ideia se para os Comandos também podem ir por contrato para "músicos, padres ou cozinheiros".

Todas elas são feitas sem ser por obrigatoriedade e a partir daqui não sei mais nada de nada.

Mas uma coisa reparei entretanto por buscas online- é que dantes o SMO até chegava aos 2 anos. Nem era ano e meio como disse inicialmente. Conheço quem tenha andado 2 anos.

Depois desses 2 anos com treino diário, podiam candidatar-se a algum ramo das Forças Armadas

Conheço quem o fez e andou lá. E depois podiam ser desmobilziados

Agora, com uma recruta com exigências de caca. São anedótias as provas que precisam de fazer e é anedótico o tempo que dura. 5 semanas- diz aí o de cima que automaticamente já é militar durante 8 anos.

Eu nem sei se é verdade.

Mas uma coisa vi- é que com essa recruta de caca em ginástica de caca, onde umas flexões podem ser trocadas por outra treta, estão aptos a depois serem seleccionados para cursos de tropas especiais.

E isso é a maior anormalidade que existe.

Á falta de todos os efebos serem candidatos e terem treino, agora prometem emprego a putos com o 6º ano e 20 anos de idade e depois nem sei quem sabe o resto ou para que se candidata e ao quê. Já que me parece é que por falta de gente, facilita-se tudo de início.

zazie disse...

Mas não. Não concedi nada porque a informação que foi aí colocada já tentei confirmar e está incompleta e errada.

Em parte alguma li isso de voluntariado por assinar contrato sem ser seleccionado para uma das especialidades. Em parte alguma li que a recruta para paraquedistas era igual à do exército vultar e todas iguais a irem para Comandos ou aviação. Em parte alguma está escrito que o Exército é uma coisa e os restantes ramos das forças armadas são outra- e que nada tem a ver com nada. E em parte alguma li que é proibido rescindir contrato ou desistir.
Também não faço ideia da diferença de Quadro Permanente ao de Voluntário e por Contrato.

Portanto, acho que nem há questão para aposta sem se saber o que se está a apostar.

Eu pensei np caso concreto destes que morreram e pensei-o por causa do detalhe de contradição do Brandão que o José também viu.

Se eram todos militares não há defesa militar de uns contra a família dos que morreram- e se morrerem por responsabilidade em exercício, não imagino como é que a indemnização pode ser pessoal.

zazie disse...

Para terminar- eu apostei partindo da afirmação que os recrutas ainda estavam em fase de selecção para aquilo a que se tinham candidatado.

Não confirmei. E parti do princípio que uma selecção permite excluir tanto na recruta inicial como nas provas de selecção para as tropas que quer ir.

Ora isto muda de feição se todas as recrutas são iguais e ficam automaticamente militares indepedentemente de selecções de ramos para que queiram ir.

E isto é tudo às avessas do que me lembro ser dantes, quando havia SMO

zazie disse...

Refutei de cor estas duas afirmações:

1- «o Exército, não tem nada a ver com a Marinha ou Força Aérea.

Tem alguma coisa a ver porque as 3 fazem parte das Forças Armadas.

2- quem chumba nos comandos, continua ao serviço, na sua especialidade base, seja ela qual for

Não sei o que é isso de quem chumba quando se diz que a recruta é igual para todos. Nem se chumba em exercício de curso ou em selecção para poder entrar.

E não imagino qual é a especialidade (base ou sem base) de um puto que entra pela primeira vez para tudo isto e está apenas há 1 mês e uma semana na tropa e que vem da escolaridade mínima obrigatória.

António Queirós disse...

as FA, tem três ramos que são completamente distintos, têm valores semelhantes, mas é de entender que uns têm a terra como base, outros o ar e outros o mar.
os Comandos, como todas as especialidades que o Exército tem, telefonistas, condutores, mecânicos, cozinheiros, padeiros, entre tantas outras, são executadas segundo as necessidades/escolha do voluntário.
antes de partirem para as especialidades, todos têm que ter jurado bandeira.
ora isso só acontece depois de todos fazerem a recruta, onde aprendem a marchar, fazer tiro, viver em conjunto, desenvolver algum tipo de espírito colectivo, aprendem também a base da ordem e justiça militar, regras e deveres.

agora um exemplo, vou como voluntário e tiro a especialidade de telefonista, posso a posterior concorrer para a especialidade Comando, se chumbar, volta a casa de partida, se passar sou requalificado e passo a ser soldado de infantaria com a especialidade Comando.

estes passos podem ser dados logo aos dezoito anos e com a escolaridade mínima.

zazie disse...

eehhe
Eu cheguei a colocar a hipótese da coisa ser esse disparate.

Há um anúncio para tropa especial e acabam cozinheiros, na melhor das hipóteses.

A sério. Só não imagino se os que concorrem para sacristão também têm de passar por aquela selecção de rastejamentos nocturnos acompanhados de tiro e sem água, para condizerem com o treino de pasteleiro em campanha.

Nota:

V. ainda não percebeu a questão colocada, pois não? Há uma candidatura, há uma recruta de semanhas e a seguir uma selecção para tropa especial- onde é que entra aqui tempo para telfonista?

O que foi dito é que depois da recruta juram bandeira e são militares sem poderem desistir. Se chumbarem na selecção para tropa especial ficam militares para o resto da vida ou apenas por 8 anos, como disse v. E agora confirma que da escolaridade mínima obrigatória às 5 semannas de recruta ainda têm tempo de aprender uma profissão.

zazie disse...

Deve ser por isso que online não se encontra nada explicado.

Os chavalos analfas sem emprego mas a sonharem com desportos radicais, pedem à mãe para preencher a papelada, chegam lá fazem umas flexões e umas tretas que já faziam no recreio da escola pública e pronto- vão para as semanas de choque e no fim ficam pasteleiros para o resto da vida, senão ainda t~em de repor o carcanhol ou serem condenados por deserção.

Já o inverso também não será menos expectante- um melro com talento para pasteleiro mas sem pastelaria que o aceite, embarca na aventura de paraquedista e consegue acabar como músico de cavalaria.

António Queirós disse...



pague a aposta que perdeu.

zazie disse...

Ah, não. Perdão, como músico de cavalaria, não porque se ia para o ar, cavalaria é terra e não tem nada a ver. Tem de ser músico aéreo. Aquático entope.

zazie disse...

Conte lá- v. é de cavalaria aérea ou anda a tirar pescas?

António Queirós disse...

Padeiro.

António Queirós disse...

está argumentar...

perdeu e com honra,,,

agora pague.

zazie disse...

V. não é júri de nada. A questão é entre mim e o Muja

Para explicar tem de saber argumentar. Não soube nem respondeu a questões que eu coloquei.
Afirmou. Se afirma mostre link

Quanto à questão está aqui sintetisado o que eu disse.

Parti sempre do princío ( e muja nada disse de oposto) que a tal fase de "especialização" se referia à modalidade a que concorriam- no caso Comandos. E tinham de ser seleccionados antes de frequentarem o curso. Depois seria a tal "colocação em unidade".

E eu achei que só a partir da "colocação em unidade" é que podia existir vínculo.

Precisamente porque uma coisa é estar num quartel em recruta, outra é ir para outro e não se anda como militar a viver em casa.

Ora se a tal "especialização" mais não é que o "curso" liofilizada que lhes dão, então o que eu disse mantem-se. Porque estes já tinham passado tudo isso e (ao que vi agora) até já tinham passado a selecção para poderem frequentar o curso de Comandos.

A questão está em aberto e cumpro o que digo. O muja dirá de si e a informação que conta é oficial.

muja disse...

Eu estou à espera da resposta do Exército.

Já agora, o que eu perguntei foi isto:

"Caros Srs.,

Gostaria de me esclarecer sobre o processo de formação do Exército, em particular para a especialidade "Comandos".

Especificamente, o que acontece ao candidato que não obtenha aproveitamento no curso de Comandos depois de nele ingressar?

É colocado noutra especialidade pelo Exército, ou regressa à condição de civil?

Obrigado."

zazie disse...

Pois. Mas a questão que eu coloquei não foi essa.

Releia o que eu disse e o que apostei.

Eu nem sabia se já estavam no curso. Pensei até que tinha sido durante as provas de selecção. E sempre disse que a questão que não encontrava como certa era de ficarem presos ao exército sendo chumbados nas provas de selecção para aquilo a que tinham concorrido e antes de colocados em Unidade.

Releia.

Eu coloquei online o que eles lá têm. Como candidatar e as etapas pelas quais se passa.

E sempre parti do princípio que aquela da "especialidade" era a tal carreira a que se concorria. E só no fim disso tudo aparece a 4º etapa que é "colocado em unidade".

Se esse que apareceu diz que a especialidade é outra treta como escolher ser telefonista, e isto a perderem tempo em cenas que nada têm a ver com a preparação física, então a lógica é outra e não altera o que eu apostei.

Mas altera até perceber-se como podem acontecer estes casos. Têm uma recruta de caca com selecção de caca em ginástica para "meninas" e dpois perdem semanas a fingir que estão a aprender uma profissão e só no fim são entregues a um curso de comandos que não é para brincadeiras.

Ou sejam- são largados às feras sem preparação física alguma. Apenas eles querem apanhar gente para a tropa e não gastam dinheiro em longas formações sem terem retorno, nem que sejam em cozinheiros e telefonistas.

Só que eu não acredito que mesmo assim não possam rescindir nada. Porque isso seria apostarem em novos numa carreira e ficarem presos à tropa para ganharem caca em trabalho de caca.

E quem chumba é porque não tem capacidades e se chumba com o 6º ano e chega aos 20 anso com o 6º ano e sem trabalhar, é mesmo um caso bera.
Agora se chumba com licenciatura é outra coisa. E não vai ficar cozinheiro o resto do tempo (que nem se percebe qual é, porque online não está nada claro)

muja disse...

Como é que não sabia se já estavam no curso?! Onde é que haviam de estar se morreram durante o curso?

Na sua cabeça só andar à pedrada não sei onde é que não é treta.

Como é que V. sabe que a recruta é uma treta e que a selecção é uma treta? Não sabe.

Será que V. ainda não entendeu que a especialidade é exactamente aquilo que o nome indica: uma especialidade? E que há especialidades mais difíceis e outras mais fáceis. E que as mais difíceis são mais exigentes que as mais fáceis. E que ninguém vai para os Comandos por engano ou sem ter noção de que é extremamente exigente?

Quem tem licenciatura normalmente concorre como oficial. Imagino que haja especialidades que só estão acessíveis às categorias de sargentos ou oficiais.

De resto, o Exército tem uma data de Armas. Assim de repente, Infantaria, Cavalaria, Engenharia, Artilharia e Transmissões. Há muito para fazer... O que é trabalho de caca ou não, já é preconceito seu...

zazie disse...

Estava que podiam estar nas provas de selecção para Comandos!

Porque é mentira que baste a recruta normal para entrarem logo para o Curso de Comandos!

A questão é essa. E eles afinal já tinham passado também nas provas de selecção que só existem depois da recruta.
E a tal "especialidade" não é ir para Comando ou outra coisa em Exército normal, mas a treta da função profissional que lhes ministram.

O que eu disse sempre é que só achava que havia vínculo sendo colocado em Unidade, E isso aparece sempre em último lugar.

V. nunca disse nada acerca disto e dizia que tinham vínculo antes de selecção para tropa especial e apenas com recruta e sem terem unidade atribuída.

Ora eu acho que não é assim, ainda que pelo que li entretanto, até podem desistir antes e durante e mais de mais formas, incluindo pertencendo ao Quadro (coisa que nem sei como é porque nem sei a diferença de concorrer por contrato, por voluntário ou por QP)

zazie disse...

Eu não disse que a selecção para Comandos é treta!

Antes pelo contrário. Deve ser a única séria porqeu a treta é toda anterior em recruta de caca.

E depois morrem porque nem treino lhes dão só para os caçarem para as Forças Militares. A rectuta tem de ser treta porque as provas estão lá e são caca.

E os Comandos não aceitam que entrem para curso sem selecção de provas feitas por eles!

O outro que apareceu não contou nada disso. Disse que havia apenas uma recruta comum e é falso.

Informe-se v. com calminha antes de se pôr logo a espernear que nem um maluco.

zazie disse...

Está aí e está lá no site o anagrama.

Só varia em pequenos detalhes de acordo com aquilo para que concorrem.

E o anagrama é uma explicação dos passos que têm de percorrer até conseguirem atingir aquilo para que concorrem.

E todos terminam dizendo- "colocado em Unidade".

Ora isso de colocado em unidade não se traduz no caso dos Comandos por lhe ter sido atribuído a boina de Comando.

Traduz-se por ter sido apurado em provas de selecção especiais, depois da recruta e depois das tais especialidades que são outra treta que têm de fazer antes.

Portanto- os que já estavam no Curso já estavam colocados em Unidade. E não eram ainda comandos apenas porque durante o curso podem desistir e não o completar por várias razões, entre as quais não conseguirem

E não conseguem porque não é com 5 semanas de recruta de caca que têm preparação físsica para isso.

muja disse...

V. é que está farta de espernear em vez de ler com atenção e pensar um bocadinho.

Já lhe tentaram dizer não sei quantas vezes e várias maneiras: já se é soldado quando se vai para especialidade. Jura-se bandeira após a recruta, ou instrução básica. Que sentido faz jurar bandeira se não há vínculo?! Depois disso ainda há a instrução complementar, que varia, suponho, conforme a categoria. Sargentos têm um curso de sargentos. Oficiais não sei bem porque há os que vêm da Academia Militar, mas devem ter um curso de comando (comando de comandar) também. Só depois disso é que vão para a especialidade.

Porque a especialidade é mesmo isso. Primeiro são soldados perfeitamente treinados nas funções e aptidões comuns a todos, incluíndo as específicas a cada categoria. Depois é que se especializam.

De resto, continua para aí a debitar bitaite sobre quantas semanas é que é preciso para a recruta ser a sério ou a brincar e coisas assim. Mas que é que V. sabe disso?

zazie disse...

É claro que agora exagerei ao dizer que morrem por natural falta de recruta.

Não será isso e o mais provável é mesmo ter havido prepotência e negligência mas a explicação para tantas desistências é essa.

Vão para a tropa e apanham com provas de ginástica de caca e uma recruta relâmpago. E depois metem-nos na engorda durante mais meses que a recruta para fingir que estão a aprender uma "especialidade"- em informática, por exemplo- sentados a aprender informática ou música.

E depois os que querem ir para as forças especiais, apanham com provas de selecção para as quais não podiam ter treino (na escola pública a ginástica é outro disparate) e tramam-se. Não conseguem. Com a igualdade de género já cá fora são umas "meninas", sem treino de trabalho. Com a palhaçada da recruta e palhaçada a dobrar de suposta "especialidade de aviário" hão-de ter mesmo uma grande preparação para se safarem em cursos para Comando.

Há-de ser lindo. São as tais médias de 60% de desistência.
E a explicação só pode a ser aquela a que cheguei.

Quanto ao resto- v. vai ter de copiar o que eu disse e copiar o que v. disse e o que foi apostado e vai sempre bater com a minha afirmação- "sem ser colocado em Unidade" não tem quartel, não há militares a irem dormir a casa nem andam ao acaso sem estarem colocados.

E não são colocados em unidade apenas por fazerem a recruta, como v. teimou. No caso dos Comandos nem basta a recruta para a selecção por curso já lá colocados em Unidade.

T~em de passar nas provas prévias de selecção específica para eles e não para aprenderem a atender telefonemas.

zazie disse...

A especialidade na volta é mesmo o que o outro disse.

Nunca me passou pela cabeça. É uma autêntica imbecilidade.
Mas está lá. Podem escolher as tais especialidades técnicas e assim.

E isso não é feito depois de estarem colocados em unidade.
È antes.

zazie disse...

Especialidades:
transmissões, cavalaria, engenharia, saúde, material, música, secretariado, serviços gerais, transportes...

E isto antes de apanharem com as provas de selecção para tropas especiais

muja disse...

Ahahah!

Agora passa sentença que a especialidade, que sempre existiu e existe em todos os exércitos do mundo, é uma imbecilidade...

Ouça, deixe lá isto, esqueça, vá estudar a bicharada das igrejas e a arte que disso percebe V. e pode insultar com razão.




zazie disse...

Ah e sim- a minha recruta na seita das zundapps gamadas era bem mais forte que essa ginástica de recruta.

Pode crer. Incluía naifada com ciganos
":OP

Há-de ser por isso que já dei com tipos agora com 20 e tal anos e 30 que não têm menos força que eu tinha há uns meses, antes de ter uma ruptura de tendão a 70%

Também me lixei, pode ficar tranquilo que isto de treino é um engano porque quem consegue poupa-se menos.

zazie disse...

E sou pequenita. Não sou nenhuma bisarma. Mas tive treino desde miúda e não foi só ginástica.

Foi como lhe disse- em grupo com código de grupo e isso já não existe porque nem na rua se brinca.

zazie disse...

É uma imbecilidade pelo tempo que ocupa num tempo global mínimo.

Os homens qeu eu conheço que fizeram tudo isso andaram lá 2 anos.

Dois anos, meu caro.

Pergunte agora a quem tem 2 anos de treino militar sem sequer ser para ficar como militar.

Porque até conheço quem depois ainda escolheu forças armadas e andou mais anos.


Essa é a malta que nem vem aqui comentar porque é de outro tempo.

Os de agora, tirando v. que assume que nem sabe, ficaram caladinhos.

zazie disse...

Com isto cheguei foi a uma conclusão que antes da conversa nem tinha.

Acho que o SMO era importante e faz falta.

zazie disse...

Queria dizer que "têm menos força que eu".

É impressionante confrontar-se com isso mas confrontei-me. Rapazes de 20 e tal anos e 30 e tal com menos força que eu tinha antes da ruptura do tendão do braço.

É a igualdade de género. Por isso é que depois dizem que aumentou a violência doméstica- só sabem bater em meninas.

muja disse...

Como é que eu havia de saber?!

Até sei melhor como era dantes porque li a Resenha das Campanhas de África e vem lá tudo.

Eu também acho que o Serviço Militar Obrigatório é importante. E, se quer saber, ainda ponderei em alistar-me, mas nem sabia que tinha de se ficar tanto tempo. De toda a maneira já tinha compromissos a que não me podia esquivar para isso.

Mas tenho pena e acho que tinha direito a ter esse treino.

zazie disse...

Pois não podia saber.

Nem eu que sou mulher e nunca pensei em ir para tropa e apenas sabia por alto como era dantes.

O SMO era bem importante e pensei no assunto e acho que havia tudo a ganhar se voltasse.

Não só para os que querem seguir carreira. Esses ainda têm a Academia Militar. Para a malta nova não ter ideias de radicalismos besta sem a noção que tem uma Pátria.

Ninguém lhes dá isso e depois admiram-se que lá pela Europa de imigrantes haja tanto a oferecer-se para terrorista.

António Queirós disse...

zazie, permita-me esta intimidade, mas você, tem muito do espírito, devia ser bonito, te-la tido como recruta,,, fervia....

agora, page lá a aposta.

perdeu.

muja disse...

Cá está a resposta do Exército:

É com muito agrado que registamos o teu contacto.

Informamos que, após a conclusão da formação militar inicial, os militares que pretendam ingressar nas Tropas Comandos terão de cumprir os pré-requisitos para a frequência do respetivo curso. Sendo considerados Aptos, iniciam o Curso de Comandos, o qual tem a duração de 12 semanas de formação. No entanto, se não obtiveram aproveitamento no curso serão reclassificados noutra Especialidade dependo das vagas do Exército.

No entanto, clica aqui e faz um “gosto” pois ao seguires a nossa página oficial do Exército Recrutamento serás automaticamente alertado de todas as novidades.

Para qualquer esclarecimento adicional, não hesites em contactar-nos.


zazie disse...

Pois.

Dependendo de vagas. E isso depois traduz-se em quê.

Se já estavam agregados com a recruta não dependeria da seriação do curso.

Por mim, fico mais ou menos na mesma. Está por se saber quando e em que circunstâncias fazem contrato ou são voluntários ou do QP e por quanto tempo e quando, ou em que circunstâncias podem ser desmobilizados por comum acordo e partindo de quem.

Mas eles dizem o mesmo que eu disse. Só depois de serem considerados em provas especiais (que não apenas a recruta) podem iniciar o tal curso de Comandos (no caso do Exército normal não precisam)

muja disse...

V. só dá paleio...

Há-de traduzir-se em quê? Não compreende português? Vão para a especialidade que tiver vagas.

Já lhe tinha dito que ninguém escolhe nada. Exprime preferência que pode, ou não, ser observada.

Ninguém fala em provas especiais. Falam em pré-requisitos, e estão lá na página da internet. Se não cumprir os pré-requisitos escusa de concorrer porque nem o admitem no curso. Não sei qual é a dúvida...

A recruta não é uma prova, nem especial nem meia-especial. É uma instrução, básica por sinal. Só retardados e deficientes, regra geral, não são aptos a receber essa instrução. Por isso há as provas de classificação e selecção para filtrar esse pessoal antes da recruta - ou a "inspecção" que era, creio, como a malta chamava a isso dantes, para o SMO.

zazie disse...

Mantém a aposta e quer que eu pague, é isso. Se é isso, ok.

Mande morada

muja disse...

Porque é que não havia de manter?

Mas não é preciso morada porque eu ofereço-lhe pelo Natal um coiso musical desses que acabei agora mesmo de ganhar.

Portanto pague lá a aposta e compre o coiso.

zazie disse...

Ok.

Vou comprar o raio do cois. Só que vou para fora sábado de manhã e ainda tenho de tratar de uma data de coisas.

Raios parta a minha estupidez!

E se eles chumbarem no curso só por terem feito a recruta já não podem voltar ao civil e procurar outra profissão?

È que isso é que achei que não era possível. Pois se é voluntário, ficam lá presos para o resto da vida ou por contrato de quanto tempo e isso é feito logo depois de 5 semanas de recruta?

Não entendo e nisso não acredito.

Acredito na resposta. Chumbam, passam para outra secção de acordo com vagas. Mas se os próprios não quiserem ir para qualquer outra dessas vagas hão-de poder desistir e procurar outra vida cá fora.

Estamos a falar de gente que pode ter 20 anos. Aos 20 por 5 semanhas ficar preso às Forças Armadas não faz sentido se não for por desejo do próprio.

De resto, v. acaba de confirmar o que eu disse- a recruta é tamanha caca que "só retardados ou deficientes a não fazem".

Pois.

E depois vão para engorda

E a seguir, com essa recruta em que "só retardados ou deficientes não são capazes"- largam-nos às feras em treino para comandos.

zazie disse...

Já estive a ver se na FNAC há, parece que não mas dá para comprar pelo Ebay.

Amanhã passo pela FNAC para me certificar. Se não tiverem encomendo online.

Só que estou sem cartão de crédito (tive de cancelar por burla de uns tipos que vendem uma coisa muita boa- o walterfloss sem pilhas nem electricidade). Donde só terei novo cartão quando vier, no início de Janeiro.

Bisou.

Eu pago a aposta. Pode ficar tranquilo. Apostámos até 50 euros o coiso, a ver se se encontra porque o que vi no ebay são 66 libras (100% de feedback do vendedor)

E vi este: Cambridge Audio DAC Portátil Magic XS

muja disse...

Estive a ver uns aqui há dias que têm boas avaliações nos fora de audiófilos na net.

Um é o Dragonfly qualquer coisa e outro é o Audioengine D3

Mas sao mais caros que isso, andam nas 140 libras, mais ou menos.

Não sei se o José os conhece...

Eu tenho um par de altifalantes da Audioengine que comprei por ver recomendados nesses foruns e estou contente, melhores do que tudo o vou ouvindo por aí...

zazie disse...

Este é um conversor, não é altifalante. Converte o som e depois passa do computador para colunas ou altifalantes.

Eu vou para Londres mas tenho sempre a ideia que é melhor online do que naquela coisa maluca de multidão. Detesto andar por esses lados às compras, ainda mais no Natal.

O problema agora online são os portes que estão mais caros.

Amanhã passo pela Fnac e vejo.

Inté

O José dizia que havia até 50 euros na FNAC e isso seria o ideal

muja disse...

Sim mas os que fabricam os altifalantes que eu tenho tambem fabricam esses conversores para analógico.

Eu também prefiro online pela mesma razão. E arranja-se sempre algum desconto.

zazie disse...

Pois é. Eu compro muito pelo Ebay e nunca tive problema. Mas só compro a quem tem 100% de feedback. Na Amazon fui agora burlada mas eles repuseram logo o dinheiro.
O tipo que aldrabou até é espertinho. Tem à venda uma coisa que é um espanto- o waterfloss que é jacto de água para lavar os dentes e nem precisa de tomada ou pilhas. Baratíssmo- 19 dolars. Mesmo com portes ficou muito barato, já que se viesse da amazon.co.uk só encontrava por 60 libras.

Só que o sacana deu um prazo alargado para chegada e depois recebo track and trace e era link falso e sacou-me dinheiro a dobrar.

Por isso é que estou sem cartão de crédito e só quando vier é que tenho.

O que o José diz é este Depois são os oscultadores mas isso é à parte.

muja disse...

Use o MBNet!

A não ser que queira mesmo comprar a crédito, é muito mais seguro!

zazie disse...

Olhe- telefonei para uma loja que é representante deles- na Rua das Portas de Santo Antão e fazem por 90 euros, já com IVA.

o tipo disse que até me arranjava para amanhã

O do Ebay mais barato são 66 euros sem portes.

Se calhar vale a pena, o que acha?

Se achar eu ligo e compro já amanha

zazie disse...

Já liguei e o homem vai ver com o importador. Se me arranjar até sexta acho que compro porque é bom preço, mesmo comparado com a FNAC.

Inté.

Não sei se depois trocamos, portanto, compre-me um igual assim novinho e de representante

":OP

zazie disse...

Que coisa mais anormal. O que vale é que ninguém sabe

":O)))))))))

zazie disse...

Nunca usei o MBNet. Nem sei como é. Uso sempre Paypal e tenho pagamentos por débito do Paypal.

Por isso é que já pedi cartão novo. Só usei cartão de crédito na Amazon porque os idiotas não têm Paypal.

Agora a cena de portamoedas e isso, não sei como é. Nem carregamentos de dinheiro para Paypal o banco sabe e dizem que depois demora e dá confusões com dígitos

zazie disse...

Ah, o de 66 libras não vende para cá.

Eu não trago de Londres porque é uma chatice com tralha. E lá não tenho pachorra para andar aos encontrões.

Cada vez tenho mais pó a grandes cidades e muita gente
eehehe

muja disse...

Trocamos nada.

Esse que V. comprar é para si! Sou eu que lho ofereço pelo Natal, mas é V. que paga porque perdeu a aposta!

Eu para mim não preciso. Não sou assim tão audiófilo que justifique. Se ainda fosse para ouvir os discursos do Mestre em hi-fi... Mas ele em oratória não valia nada...

zazie disse...

O quê?

Eu estou-lhe a pagar uma aposta que perdi e é para mim?

V. é mais marado que eu.

Então se eu ganhasse como era?

":O)))))))))))))

muja disse...

O MBNet é muito útil.

V. vai a qualquer multibanco e pede lá os detalhes.

Depois no site mbnet.pt pode gerar cartões de crédito virtuais com o montate-limite que quiser, ligado à sua conta.

Eles dão-lhe um número, datas de validade e código de segurança tal e qual como um cartão de crédito, que funciona onde quer que funcione um cartão de crédito.

Normalmente eu faço um cartão por compra, a não ser que saiba que vou comprar várias coisas. Só meto o montante que vou gastar e pronto. Se houver azar, não levam mais que isso.

Naturalmente só debitam o que V. gastar, independentemente do montante-limite.

É uma daquelas coisas que, de vez quando, alguém se engana e faz bem feitas em Portugal, melhor que lá fora.

zazie disse...

Então e para v. o que é?

muja disse...

Para mim é o consolo de lhe ter ganho!

zazie disse...

Ah, é isso, Um amigo meu faz isso mas depois tem o tal limite de validade e de montante.

Nunca fiz. Nem sabia que todos permitiam isso. Acho que a Dreamhost não permite. Tenho sites lá e pago por Paypal.
O resto, sempre que posso cá é mesmo por multibanco ou pago na entrega em coisas do Jumbo e assim.

Com viagens e museus de antecedência é muito complicado e terem Paypal já é uma grande avaria. A maior parte só tem com cartão de crédito.

zazie disse...

V. é maluco!

E como sabe que eu comprei?

Tenho de tirar uma fota com o bicho no quintal, está-se a ver...

Que coisa marada. Eu é que tinha de pagar, ainda que tenha tentado toda a demagogia possível para não o fazer

":OP

muja disse...

Dá em todo o lado que aceite cartão de crédito.

Em pessoa é mais complicado porque as pessoas normalmente gostam de ver o cartão. Mas em teoria também dá...

muja disse...

Então mas vai pagar na mesma.

Mas eu como não preciso disso, ofereço-lho.

zazie disse...

Diz que amanhã me confirma se consegue para sexta-feira.

Se não confirma rápido ainda compro mas é o Eden da Cacharel

AHAHAHAHHAHAHA

zazie disse...

Claro que vou pagar na mesma.

V. é um grande bacano. Se fossemos gaiatos era admitido na seita das zundapps gamadas

":OP

zazie disse...

C'um caraças. Eu estava com a certezinha toda de que tinha razão

":O+

zazie disse...

Mas compro e é também de "homenagem" ao José porque foi ele que indicou e permite esta anormalidade

":O))))))

muja disse...

Ahah, também tenho a minha seita...

zazie disse...

Tem?

eheheheh

zazie disse...

É uma coisa maluca e nem sei explicar mas, se me perguntassem de onde vem algumas pancas que ainda tenho e que mais parecem coisa de rapaz, hão-de vir dessa época de pré-adolescência-


Era a única menina na seita. E eram mesmo zundapps gamadas. Depois havia a seita da anti-seita das zundapps gamadas e andava-se em tribalismos com estas maluqueiras.

E à pedrada com os ciganos.
Portanto, quando dou a palavra, às vezes até me apetece fazer como toda a mulher faz (mulher não tem de ter palavra) mas o raio da formação da seita não deixa

":OP

zazie disse...

Lá da loja ligaram-me a dizer que não vão conseguir ter até amanhã. Mas ficou reservado e quando voltar em janeiro vou lá comprar.

Depois coloco foto no Cocanha.

Bisou, seu maluco
";O)

muja disse...

Estou pra ver.

Beijo. Feliz Natal, para si e para os seus!

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