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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Nova teoria de conspiração, precisa-se

Observador:

As impressões digitais o tunisino Anis Amir foram encontradas no camião usado no atentado de segunda-feira no Mercado de Natal de Berlim. A informação está a ser avançada pela imprensa alemã.

Se esta notícia se confirmar, é caso para dizer que há gente que gosta tanto de teorias de conspiração explicativas de acontecimentos que ainda vai elaborar mais uma para justificar que não se precipitou na análise do facto de o bi deste suspeito se encontrar no interior do camião.

Há um ditado da sabedoria popular que poderia ajudar estas pessoas: o diabo tapa com uma mão e destapa com as duas.

Os islâmicos não são alheios a esta natureza das coisas ou imunes a estes fenómenos. Aliás, já tinha acontecido o mesmo nos atentados de Paris, o que denota o amadorismo destes novos  kamikazes e que por isso não são menos perigosos.

ADITAMENTO às 17:43:
 
O ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, informou que o tunisino Anis Amri é, “com alta probabilidade”, o autor do atentado de Berlim, à luz das provas adicionais recolhidas no camião com que realizou o ataque.


Parece que afinal...poderá ser mesmo. Aguardemos por mais teorias de conspiração, então.

21 comentários:

Terry Malloy disse...

O Pedro Dias também deixou o BI no bolso do GNR que, "alegadamente", baleou.
Não há nada de anómalo, após o facto homicida o agente perde, naturalmente, a lucidez.
Esquece-se de ir ao bolso do polícia buscar o BI que lhe tinha entregue quando foi identificado.
Esquece-se da mochila com que andava quando roubou o camião e matou o camionista.

O único pensamento é a fuga.

Verdadeiramente interessante é a noção de que este indivíduo fora identificado pelas autoridades alemãs como potencial terrorista, fora detido, fora tentado deportá-lo sem que as autoridades tunisinas o tivessem aceite - por falta de identificação credível como cidadão tunisino! - e, perante a falta de um quadro legal que permitisse retirá-lo das ruas (não podia ser preso pois não era suspeito de nenhum facto já consumado, não podia ser expulso porque o país de origem não o aceitava)...

...andava solto.

Terry Malloy disse...

O Trumpismo também começa aqui.

josé disse...

O trumpismo é também uma reacção contra o jacobinismo da legalidade.

E nisso sou trumpista.

Floribundus disse...

durante uma semana passei diariamente no local a 100m do hotel

naquela célebre e luxuosa avenida só via passar bons autos

A sra Merkel queria mão-de-obra barata
acaba em gata-pingada

Terry Malloy disse...

"O trumpismo é também uma reacção contra o jacobinismo da legalidade."

É disso que falo.

Do senso comum do "branco não-instruído" que pergunta ao Estado:

- Mas então, este indivíduo muçulmano foi preso em Itália por suspeitas de ligação a movimentos terroristas, de seguida rumou para aqui, os senhores detiveram-no por suspeitas de andar a preparar um ataque terrorista, tentaram mandá-lo embora mas nem o seu país de origem o aceita e de seguida soltam-no, para ele atropelar famílias inteiras que estavam às compras de Natal?

O trumpismo começa quando o Estado responde "pois, o senhor tem razão, mas a lei não o permite".

O trumpismo começa quando o senso comum pressente que há algo de podre no reino da Dinamarca.

josé disse...

Essas leis vêm precisamente da Alemanha...

Cá, os sábios de Coimbra que sabem falar alemão ( sim estou a falar do prof. Costa Andrade, por exemplo) defendem e conseguiram aprovação legal de normas que permitem o seguinte:

um ladrão é apanhado em flagrante com coisas roubadas dentro do carro. Diz na hora ao polícia onde as roubou e mesmo como, explicando quem foram os cúmplices, etc.

A polícia vai com ele a casa e descobre que há lá mais coisas roubadas, ficando a saber pela boca do ladrão de onde vieram.

A polícia faz um auto que manda ao MºPº que já tinha inquéritos relativamente a esses furtos avulsos.

Então, manda vir o ladrão e interroga-o. O tipo, a conselho do advogado, cala-se.

O MºPº sabendo de onde vieram as coisas ( que não falam por si) acusa o ladrão dos furtos.

No julgamento ele, a conselho do advogado que sabe muito bem que as declarações informais prestadas à polícia valem zero como prova, volta a calar-se.

Não havendo outra prova, e muitas vezes não há porque não se recolheram impressões digitais nem há testemunhas, o que acontece?

O ladrão é absolvido e fica a rir-se da Justiça...

Isto é assim por cá e este exemplo não é de escola porque é bem real.


A isto chama-se "excesso de garantismo"...que foi importado da Alemanha.

Isto é que origina o trumpismo e outras reacções.

Quem assim legisla ou faz por isso vai para presidente do tribuna Constitucional ( e só me refiro ao prof. Costa Andrade por ser o símbolo desta estupidez travestida em direitos humanos.

muja disse...

Qual é a precipitação?

Foi ou não foi encontrado?

Se foi encontrado e até encontraram impressões digitais, porque prenderam então outro indivíduo para depois dizerem que afinal não era esse?

Acho que a teoria acima é que não colhe. Então os terroristas são parados pela polícia, entregam os documentos e depois fogem esquecendo-se deles? São parados pela polícia mas conseguem cometer os actos? Sempre? É que deixam sempre identificação para trás.

Enfim... Isso é verosímil?

É verosímil que seja revelado serem sempre indivíduos referenciados pelas autoridades? Muitos até têm cadastro? É verosímil, nos dias que correm, dentro de uma União Europeia, com todos os meios de vigilância, inclusive electrónica, a que está sujeito o cidadão comum, que um método de atentado terrorista seja repetido tal-e-qual noutro estado-membro em menos de meio ano?

Acho curioso que ninguém compare o modus operandi destes terroristas com os da estrema-esquerda de há muitos anos. Esses também deixavam identificação para trás?

Isto é tão verosímil quanto o dinheiro do Sócrates ser do amigo...

Sem ofensa, mas não percebo muito bem o que o José está a tentar fazer. Mas, seja lá o que for, acho que não vai ganhar nada com isso.

Há muito tempo que a cantiga das teorias da conspiração não pega e, se dúvidas houvesse, acabaram na campanha do Trump, durante a qual ficou abertamente demonstrada a total manipulação a que estão sujeitos todos os meios de comunicação social. Total e absoluta.

Portanto, não é claro qual é a sua contenda nisto; mas se é só pelo despique, acho que devia escolher outro assunto.

Terry Malloy disse...

Bem, as consequências começam a ficar à vista.

Enquanto eram apenas uns "carochos" a furtar auto-rádios aos desgraçados da classe média que não tinham garagem privativa para guardar o pó-pó, era uma coisa.

Isto é outra.

E como, desgraçadamente, ainda não conseguiram arrancar o direito de voto à populaça ignara...

Floribundus disse...

José
explicou muito bem o 'garantismo' e consequências

recomendo o que estou a ler para procurar entender o comércio,a fiscalidade e a demografia
Jorge M. Pedreira* Análise Social, vol. XXXII (146-147), 1998 (2.°-3.°), 433-461
As consequências económicas do império: Portugal (1415-1822)**

josé disse...

"Acho que a teoria acima é que não colhe. Então os terroristas são parados pela polícia, entregam os documentos e depois fogem esquecendo-se deles? São parados pela polícia mas conseguem cometer os actos? Sempre? É que deixam sempre identificação para trás."

Eu escrevi "se a notícia se confirmar". Como sei que as notícias são o que são, espero antes de dizer.

Mas não começo logo a afirmar que esta história está mal contada e patati patata.

Espero para ver...

Terry Malloy disse...

"Qual é a precipitação?

Foi ou não foi encontrado?

Se foi encontrado e até encontraram impressões digitais, porque prenderam então outro indivíduo para depois dizerem que afinal não era esse?

Acho que a teoria acima é que não colhe. Então os terroristas são parados pela polícia, entregam os documentos e depois fogem esquecendo-se deles? São parados pela polícia mas conseguem cometer os actos? Sempre? É que deixam sempre identificação para trás."

Parece-me que me meti no meio de uma conversa que não apanhei, mas, não querendo meter a foice em seara alheia:

- o que referi sobre ser-se parado pela polícia, entregar os documentos e fugir, esquecendo-se deles não se refere às situações terroristas acontecidas este ano na Europa. Pelo que sei, nenhuma delas teve estas características.
Isto aconteceu (terá acontecido) em Arouca, no caso de Pedro Dias, de forma que, tal como foi relatado, me parece inteiramente verosímil. Um potencial homicida é abordado pela Polícia, identificado (com entrega de documentos) e, aproveitando uma distracção dos agentes, abre fogo, fugindo de seguida.

Isto aconteceu em 2004, por exemplo, no caso do homicídio de um agente da PSP à porta de um bar na Amadora, por um cidadão brasileiro: foi abordado, pediram-lhe o documento de identificação, estava a entregá-lo, deixou-o cair propositadamente, puxou da arma e abriu fogo. Logicamente que, de seguida, não foi apanhar o documento. Fugiu.

Quanto aos terroristas (Charlie Hebdo, Berlim) não me parece que deixem documentos de identificação sozinhos nos locais do crime, com um lacinho para fazer de prenda à investigação.

Mas já me parece plausível que existam várias situações em que, após o facto, abandonem pertences na fuga (malas, mochilas) com alguns documentos pessoais, que podem até ser cartões "secundários" mas que os identificam.

Não esquecer que, em ambas as situações, estão cercados de gente (no caso de Paris, em troca de tiros com a Polícia), pelo que a clarividência e o raciocínio estão completamente toldados.

Por último, para quem pergunte "mas porque é que levam sequer documentos para um coisa destas". Por duas razões:

- porque, caso morram no ataque (o que no terrorismo islâmico é um cenário que admitem ou desejam), tanto se lhes dá;

- porque, caso não morram, têm pelo menos de chegar ao local e ao momento do ataque. E, como isso tem de ser feito pela via pública, é sempre necessário admitir a possibilidade de serem abordados para identificação pelo caminho, o que, na impossibilidade de exibir qualquer documento identificativo, gora o plano por completo.

josé disse...

"porque, caso não morram, têm pelo menos de chegar ao local e ao momento do ataque. E, como isso tem de ser feito pela via pública, é sempre necessário admitir a possibilidade de serem abordados para identificação pelo caminho, o que, na impossibilidade de exibir qualquer documento identificativo, gora o plano por completo."

Estas coisas lógicas contrariam sempre as teorias de conspiração...

Ricardo Amaral disse...

http://novadesordemmundial.blogspot.pt/2016/12/novo-mundo-universalista.html

zazie disse...

'E claro que andam sempre com identificacao. Tal como explicou o Terry Malloy. Estranho seria estes tipos irem para um atentado sem documento de identificacao. Podiam ser cacados antes de o praticar.

zazie disse...

Alias, negar que tenham sido islamicos por terem BI 'e que 'e loucura mansa. Na volta so falta dizerem que sao ETs.

josé disse...

Ah! Tenha cuidado, por aí....ahahaha!

João José Horta Nobre disse...

Eu acho que foram répteis que conduziram o camião e mataram as pessoas. Penso que a Zazie é um réptil. Também julgo que o muja é um réptil. O Mundo é governado por reptilianos que tudo dirigem a partir da sombra.

josé disse...

De acordo com um artigo que deixei aí atrás somos todos personagens de um jogo de simulação em que os mestres são os nossos futuros descendentes daqui a gerações e gerações...

zazie disse...

Eu tenho pavor a ETs londrinos
ehehe

Feliz Natal

João José Horta Nobre disse...

Parece que o Lulu tá a levar forte e feio nos cornos:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2016/12/luis-miguel-fernandes-crespo-aka_23.html

Quem será o próximo candidato a levar paulada forte, feia e rija? Muja? Zazie? Jesus Cristo? Ou a empregada das limpezas do segundo andar?

João José Horta Nobre disse...

Parece que calhou a Jesus Cristo:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2016/12/celebrar-o-nascimento-de-cristo-e.html

Um feliz e santíssimo Natal para a Zazie e o Muja.

Shalom!