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Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2017

A Parada da Paródia na Graça com todos

Seguindo a lógica antifassista estas coisas que passo a seguir não deveriam ter existido no tempo tenebroso de Salazar. Mas existiram como se comprova...

Vida Mundial de 19.1.1968. Um artigo desenvolvido sobre os Parodiantes de Lisboa, ou seja um grupo formado em pleno salazarismo, dedicado ao humor e centrado em dois irmãos: José e Rui Andrade. É ler...



 Em finais de 1973 o programa Graça com Todos passava todos os dias de segunda a sábado, no Rádio Clube Português, da uma às duas da tarde. Lembro-me de ter ouvido episódios sem conta. Era assim a programação dos rádios em Janeiro de 1974, conforme mostrava a revista R&T de 5.1.1974:



Pastilhas e Ventoinha, seu Arnestinho, vêm desse tempo...

Também esta edição da revista datada de 15.8.1969 não devia existir ou devia ter sido censurada, Jaime Cortesão era "democrata" antes do Estado Novo, opositor do regime e fugiu para o estrangeiro até 1940 altura em que regressou a Portugal e foi preso por isso. Mas por pouco tempo. P…

Rasto de Bava na PT

Sábado de hoje:






O dinheiro dos consumidores dava para tudo na PT de Bava, Granadeiro e quejandos. Até para ter o dobro do pessoal necessário.

O busto desengonçado e o geringonço desfocado

Daqui, uns versos a la O´Neill...


Em Órbita da modernidade há 50 anos

Há 50 anos a esta parte passava no Rádio Clube Português, uma emissora privada ( os rádios  privados foram nacionalizados só depois de 25 de Abril de 1974...),  um programa que já vinha de 1 de Abril de 1965.

Esse programa foi chamado de Em Órbita, nome cuja origem não se especifica mas pode ter a ver com a então conquista do espaço sideral, em curso nos EUA e URSS e que culminou com a Apollo 11 em 1969, a pousar no solo lunar. 

O programa passava então música popular de expressão exclusivamente anglo-saxónica e concentrada no rock e pop, sem atenção particular ao jazz ou a músicas populares de outras paragens.

Era um programa feito por jovens, quase todos estudantes do ensino superior e que levavam muito a sério as escolhas musicais que então faziam. Achavam mesmo que tais escolhas tinham uma função social , com destaque para a "música inglesa" que era "baseada em ideias, numa sociedade diferente, com necessidades diferentes, com uma juventude diferente, também de preo…

Expectativa elevada: nunca mais é Sábado...

Correio da Manhã de hoje:

A Sábado vai ter como director Eduardo Dâmaso, até agora colunista da revista.  A expectativa é grande acerca da nova orientação editorial.
Terá Eduardo Dâmaso capacidade para orientar a revista na linha editorial a que  nos habituou ao longo dos anos, naquilo que escreve? Não duvido.  Porém, uma revista em forma de newsmagazine carece de bastante imaginação para prender a atenção dos leitores todas as semanas e esse bem escasso e precioso não abunda pelas nossas redacções. E os temas habituais  de Dâmaso não chegam nem são os mais importantes para uma revista deste género. 
Os exemplos lá de fora pouco ajudam e os de cá muito menos.
Qual gostaria eu de ver e ler na Sábado?
Vou começar pelo que é para tentar chegar ao que poderia ou desejaria que fosse, com base no último número.
A capa e respectivo grafismo é banal. Nada a distingue de outras congéneres, mesmo pela Europa fora, mormente na Itália ( Panorama e L´Espresso ou Europeo). Mas é melhor, …

Cliché dos fautores da nossa desgraça num futuro próximo

Olhem bem para a foto que regista a imagem dos fautores da nossa desgraça anunciada...



Hiper, mega, maxi: de onde vem esta novilíngua jornalística?

Observador:


A Procuradora-Geral da República (PGR) quer alterar a formacomo se investigam os crimes económicos e financeiros em Portugal, criando para isso “superequipas” de magistrados de diferentes áreas, refere o Diário de Notícias. Contactado pelo jornal, o gabinete de Joana Marques Vidal frisou que “um dos aspectos é justamente a necessidade de criação de equipas que, tendo um coordenador, integrem vários magistrados de diversas jurisdições”.

"Super" isto e "super" aquilo. "Megaprocessos" e  "maxiprocessos".  "Hiper", "mega", "maxi"...

De onde vem este linguarejar escrito?  Não há outro modo de escrever para definir coisas e assuntos?


A Liberdade em "revista"

 Observador:

O Observador entrevistou a artista de "variedades" Io Apolloni, uma italiana que veio para Portugal e singrou nas artes de representação em "revista".

Assim:


Como título da entrevista o Observador pôs este que envergonha a realidade e defrauda a verdade:


Io Appolloni: “A PIDE deu-me 48 horas para sair do país por desencaminhar um homem casado”
A seguir explica-se assim o título:


À época o Camilo não estava mais com a mulher, estava com a Io, mas certo dia a mulher dele apresentou queixa contra si na PIDE e a Io recebeu um ultimato: tinha que deixar o país.
Tive quarenta e oito horas para sair do país! Por desencaminhar um homem casado, vê tu bem. A mulher dele sabia que ele era mulherengo, mas também sabia que eu era um grande “perigo”. Portanto, sabia que comigo a conversa era completamente diferente, era séria. Essa coisa de ter saído de casa, que era a primeira vez que tinha acontecido num casamento que durava há doze anos, foi uma coisa sér…

O valete de copas

Sol de hoje:



Doidos à solta

 Observador:



O fundador do MRPP, Arnaldo Matos, considera legítimo o atentado de Londres, já que os povos que viram “as suas riquezas e a sua força de trabalho roubadas e exploradas pelo terrorismo imperialista têm todo o direito de utilizar todos os meios ao seu alcance para destruir o imperialismo nos covis das suas próprias capitais.” E avisa que os que fazem atentados na Europa “vão acabar por vencer.”








Enquanto houver dinheiro emprestado a juros baixos há geringonça...

No i de hoje, o antigo comunista José Magalhães, convertido à social-democracia maçónica, responde a algumas perguntas numa entrevista.  As iniciais chegam para definir um estado de espírito de uma esquerda que não tem paralelo na Europa na união contra-natura entre algumas das suas forças.
Magalhães, agora muito dado a contemplações maçónicas, depois de abater a suas colunas marxistas-leninistas percebe muito bem quem ainda as apoia e resume tudo numa pequena frase:

"Em Outubro de 2015 estávamos numa situação extrema. Ou uma solução inovadora ou mais quatro anos da Maria Luís de Passos. Temos um país que é prefeitamente desenvolvível ( sic) mas não com a canção do cagalheiro".

Essencialmente é este o argumentário de toda a esquerda, incluindo a de Pacheco Pereira e Manuela Ferreira Leite, cada vez mais tapada do bestunto. Entretanto, o antigo parceiro de Magalhães, Vital Moreira, por seu turno também ensandeceu ainda mais um pouco. Também acha que o holandês disse que “não …

Os encómios à PJ

O CM de ontem destacou na primeira página o sucesso da PJ na captura de todo o gang que assaltava carrinhas de valores e acabou por matar uma pessoa  em 28 de Fevereiro do ano passado, para lhe roubar o carro e que passava, como se costuma dizer,  pelo local errado na altura errada, por puro azar.
Nas páginas interiores do jornal dá-se conta dos factos então ocorridos e do modo como a PJ apanhou os bandidos.
A PJ está de parabéns porque os seus agentes fizeram o trabalho que lhes compete. Mas...fizeram mesmo todo o trabalho necessário?
Sobre esse trabalho escreve também no jornal um antigo agente dessa polícia, Carlos Anjos, agora "colunista" do CM e interventor na CMTV ao lado de Rui Pereira, outros. Sobre Rui Pereira não se devem regatear elogios pelo magnífico papel ( pago, mas ainda assim) que desempenha nessa estação de tv em enquadrar juridicamente factos, sem dizer asneiras como habitualmente estávamos habituados nas tv´s a ouvir a esmo.

Carlos Anjos escreve assim, …

o gado das nossas feiras

O que disse o holandês de tão ulrajante para uma boa maioria de políticos portugueses reclamarem a sua demissão,  "já!"?

Isto, segundo este relato:

"O pacto na zona euro baseia-se na confiança. Com a crise do euro, os países do norte na zona euro mostraram a sua solidariedade para com os países em crise. Como social-democrata considero a solidariedade extremamente importante. Mas quem a exige, também tem obrigações. Não posso gastar todo o meu dinheiro em álcool e mulheres e continuar a pedir ajuda. Este princípio aplica-se a nível pessoal, local, nacional e, inclusivamente, europeu.”

Quer dizer, recorreu a uma imagem: se alguém gastar mal e sem preocupação em pagar o que lhe emprestaram para refazer a vida é legítimo que o credor se interrogue sobre tais opções e franza o sobrolho. No mínimo.

O holandês não disse que quem gastou o dinheiro o fez em bebida e mulheres e é sumamente estúpida tal interpretação.

Pois foi exactamente o que fizeram muitos jornalistas po…

A primavera duma praga

A intolerância política e o extremismo de esquerda estão de volta com as cores de uma desvirtuada primavera.



Entretanto o título da notícia da RR acerca dos confrontos é um must:


Extrema-direita e antifascistas frente-a-frente na FCSH da Universidade Nova.


Mais de quarenta anos de lavagem ao cérebro têm que produzir os seus efeitos...

O assalto à Caixa e os castelos da esquerda

Vale a pena ler e guardar O Diabo de hoje. Por causa de artigos como estes, sobre os assaltos à CGD que a Esquerda ( e não só) quer esconder do povo português:


Morreu Chuck Berry e a imprensa esqueceu o obituário...

Opa da Sonaecom: estavam todos feitos...

Observador:

José Sócrates diz que Paulo Azevedo tentou recolher o apoio de última hora do seu Governo à Oferta Pública de Aquisição (OPA) do capital da Portugal Telecom (PT) lançada pela Sonae em 2006.

De acordo com um artigo de opinião que o ex-primeiro-ministro publicou este sábado no Diário de Notícias, Sócrates diz que o líder da Sonae ligou-lhe na véspera da Assembleia-Geral da PT que iria votar a desblindagem dos estatutos, que ocorreu em março de 2007.

“Alguns dias antes da assembleia geral da PT, o dr. Paulo Azevedo fez-me um derradeiro telefonema solicitando-me que o governo revisse a sua posição no sentido de dar orientações expressas à Caixa [Geral de Depósitos] para apoiar a referida OPA. Respondi-lhe que o governo não o faria e que se manteria fiel à sua conduta inicial de estrita neutralidade. Dei conta desse telefonema ao sr. ministro da tutela [Mário Lino]”, escreve Sócrates.


Curiosa neutralidade. Em 1 de Março de 2007, dias antes da Assembleia-Geral da PT referida no tex…