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domingo, 21 de maio de 2017

Vale a pena defender o Correio da Manhã?

Helena Matos, Observador:

O país teve um chilique: o Correio da Manhã divulgou um vídeo em que se verá uma agressão sexual – ou que se presume ser tal – e logo surgiu um vozear unânime de condenação. Pelos excessos a que os jovens da geração mais preparada de sempre são capazes? Não, de modo algum. Como se sabe os festejos dos jovens são assim uma espécie de inquérito à CGD: aconteça o que acontecer só se deve divulgar uma pequena parte porque se conhecêssemos a realidade ficaríamos muito traumatizados. E assim o ónus da questão recaiu sobre o Correio da Manhã numa tal onda de indignação que até a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) entendeu adequado “Apresentar queixa no DIAP da Comarca de Lisboa, contra o Jornal “Correio da Manhã”, no sentido de proceder às diligências que considere necessárias, tendo em vista o apuramento de responsabilidade criminal, uma vez que as imagens divulgadas indiciam a prática de crime contra a honra ou contra a reserva da vida privada.” Portanto a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género apresenta queixa contra o jornal que divulgou as imagens onde alegadamente se vê uma agressão sexual a ser praticada por um homem contra uma mulher. Mas não foi precisamente para lutar contra estas situações que foi criada a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género? Quanto à “reserva da vida privada” que tanto preocupa a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género chamo a atenção que o Correio da Manhã ocultou a identidade dos protagonistas.

Dir-se-á que era bem escusada a divulgação da imagens e que o Correio da Manhã apenas queria aumentar a leitura das suas páginas. Do último ponto não tenho dúvidas. Quanto ao primeiro vamos lá deixar de ser hipócritas: o que está aqui em causa é apenas a divulgação dessas imagens ter sido feita pelo Correio da Manhã, um jornal popular detestado pela elite progressista e pelos meios activistas do costume.

Estes últimos consideram-se detentores do monopólio da indignação, logo não só determinam aquilo com que nos devemos indignar mas também o quando e em que moldes. O problema do vídeo divulgado pelo Correio da Manhã é mesmo esse: ter sido divulgado pelo Correio da Manhã.


O que está em causa é a divulgação daquelas imagens e mais: a permanente busca da sensação noticiosa,  capaz de suscitar a apetência para comprar o jornal. Um euro, custa o jornal impresso, apoiado depois, à noite, pela informação detalhada e comentada na CMTV por verdadeiros especialistas ( entre outros, Rui Pereira e Carlos Anjos, respectivamente professor universitário de direito penal e antigo polícia da PJ, ambos pagos para comentar assuntos de que entendem por força da actividade profissional que exerceram).

A publicação das imagens em causa e a própria notícia eram necessárias para sustentar o direito de informação? Não, não eram e deveriam ter sido censuradas internamente, no jornal. Porque não o foram? Só vejo uma razão e que é a primeira apresentada: económica, vender mais papel, sem qualquer fundo moral acompanhante ou critério de escolha sensato e equilibrado. Ao mesmo tempo alimentando instintos primários de voyeurs que se pelam por sensações  desse género e que irão sempre mais longe nas experiências.
Será isto digno do jornalismo e defensável apenas com base no critério da hipocrisia alheia?  Não me parece.

Terá o jornal viabilidade económica se deixar de publicar este tipo de notícias e chafurdar permanentemente nestes assuntos bisonhos ou de baixa extracção?

Não sei. Poderá sempre experimentar e continuar a publicar as demais notícias, mesmo sensacionais, mas sem o recorte trash que acompanha agora, com maior frequência, o relato deste tipo de notícias.

A indignação dos Marques Lopes e quejandos é postiça, acredito. Não gostam do Correio da Manhã porque lhes expõe podres e vícios da corte de que fazem parte.
Porém, as notícias que os incomodam e o Correio da Manhã publica, com generosidade filantrópica, será o menino que está no banho. A água suja do resto é que será para deitar fora, nada mais.
 


33 comentários:

muja disse...

Eu vi as imagens antes de se levantar esta celeuma.

Independentemente de saber se o CM devia ou não devia publicar, chamar-se àquilo agressão sexual é um absurdo para o qual só encontro uma explicação: desviar a atenção do que é certamente o pão nosso de cada dia nesses certames, e do qual esta será uma muito pequena, minúscula amostra.

Isso sim é o verdadeiro escândalo.

De resto, as imagens são dentro de um autocarro cheio de gente, e o que se vê é uma mão por dentro das calças. Isso e a cara comprometida que faz a alegada vítima quando emerge do calor do momento e se apercebe do que ali se está a passar.

muja disse...

Percebo a questão do José, mas tenho dúvidas que se aplique a este caso.

Não é bem a mesma coisa que a questão dos incêndios ou até de verdadeiros crimes sexuais no que estou de pleno acordo consigo.

Isto é cachopada - em idade de votar, note-se - a explorar a sua sexualidade, para empregar linguajar moderno.

Não há propriamente a questão do voyerismo, porque não se vê nada.

O que há é a exploração do escândalo para efeitos sensacionais - mas isso é escândalo como outro qualquer. A proibir isso tinha de proibir-se o jornal.

muja disse...

E depois há um tom geral acerca deste assunto que passa implícita a ideia de que estamos a tratar com crianças. Ou, pelo menos, gente sem a maturidade necessária para ser considerada adulta, apesar de serem maiores de idade.

Eu concordo.

Mas não se tiram daí ilações nenhumas, que a meu ver seriam desde logo aumentar a idade de voto, senão mesmo a da maioridade.

josé disse...

Este caso para mim é apenas a gota de água, relativamente ao CM. Nada mais. O caso concreto em si é relativamente inócuo, mas o que o mesmo representa não é porque tem vindo a tornar-se padrão e a permitir que se alongue a fronteira do que deveria ser interdito pelo senso comum.

Não se deve mostrar na televisão, tirando o caso da ficção dos filmes, a actuação sexual de duas pessoas, sem motivo suficientemente relevante para tal.

Não vejo o ponto de interesse informativo em tal, a não ser a exploração do voyeurismo puro.

josé disse...

Também não vejo o interesse em mostrar exaustivamente e com pormenores potencialmente macabros, os casos de homicídio ou incêndios ou outras situações que causam alarme público natural.

O senso comum deveria impor-se nesses casos mas não tem sido assim. Antes pelo contrário.

muja disse...

Sim, estamos de acordo.



foca disse...

José
No caso do árbitro que levou uma joelhada no nariz e cai redondo, acha que se devia ter mostrado?

Concordo com o Muja, no caso em apreço não se trata de grande voyerismo e nem de longe se pode falar em violação de privacidade, pois foi feito em público.

joserui disse...

"A proibir isso tinha de proibir-se o jornal."
Ora aí está uma ideia… porque o jornal é um nojo de cima a baixo. E isto não é nada. Que a divulgação do que se passa com o 44 esteja entregue a este nojo jornalístico, diz mais do país e da tal corte do que do jornal.

zazie disse...

ehehehe

Estou-me a rir porque acho que vi a treta da fotografia e nem me apercebi que era isso.

Foi no facebook e eu fiz um comentário completamente tolinho, pelo que agora me apercebo.

Disse que devia ser a Carris a patrocinar o lobby dos carteiristas. E nem estava a perceber porque é que havia tanta gente a indignar-se nos comentários, quando o moço publicou aquilo com uma legenda anódina meio irónica e tão ao lado quanto o meu comentário.

Não vi nada. Nem dedo nem o resto e, por acaso, até inspeccionei um pouco melhor a ver se estava lá algum sacana de algum carteirista que já identifiquei na Judiciária

":O)))))))))))))))

Não é por nada, mas recuso-me a ver vídeo dessa treta e nem percebi como chegou ao CM. Quem é que lhes mandou aquilo?

Assim publicassem os carteiristas em acção no 28 que faziam serviço público com coisa bem mais escabrosa alimentada, de facto, pela poltranice camarária e da Carris.

josé disse...

"No caso do árbitro que levou uma joelhada no nariz e cai redondo, acha que se devia ter mostrado?"

Não vejo razão para censura nesse caso. Teria mostrado.

joserui disse...

Esta discussão já é velha e é a mesma relativamente à qualidade da TV… as TVIs dão Big Brothers e não sei que mais à hora nobre porque é o que o povo quer, ou o povo quer porque as TVIs dão? É o caso nítido do ovo e da galinha ao que dizem… claro que toda a gente sabe que o ovo apareceu primeiro e muito antes das galinhas…
O problema é de educação e erudição mínima. Que décadas de Estado Novo e décadas de democracia não conseguiram dar ao povo. O povo está cada vez pior, mais mau e certamente mais porco. E o pior é aquilo que hoje passa por educação e cultura, designadamente percursos académicos de macacos líderes e da restante macacada.

joserui disse...

Normalmente o "camara-men" publica os feitos no youtubo e o resto vem por acréscimo. O CM ter um faro especialmente apurado para o esgoto nacional e até internacional.

josé disse...

Pois é isso mesmo: isto vem a degenerar desde o Big Brother e do pontapé do grunho que lá estava, Marco acho que se chamava.

O CM dá mais uns empurrões para se descer ainda um pouco mais na degradação.E recusam ver esse efeito.

zazie disse...

Fiquei na mesma. Ele tem lá uma data de gente à molhada em pé num autocarro e a legenda: "o admirável mundo da sardinha ou carreira 712 take 2"

Não vou sequer procurar a cena do dedo. Se calhar, gozou e chamou take 2 a tudo à molhada.

zazie disse...

Educação, pudor e vergonha são palavras que desapareceram do léxico.

Vão ao Blasfémias, ao primeiro post da HM e está lá o retrato do modo jacobino e amoral como hoje se vê tudo. Se vem na lei ou não vem na lei; a liberdade de expressão, e se ela estava mesmo a pedi-las ou é agressão machista.

Fora disto não há neurónico que capte nada e está tudo besta tal e qual como no Big Brother sem se darem conta disso.

joserui disse...

O autocarro é no Porto, não é da carris… aqui também há finesse.
Isto degenera desde sempre, mas em grande escala desde que há TV privada e posteriormente internet para as massas. A SIC no início era um nojo absoluto. Com o benfica e mais benfica, programas desportivos sem o mínimo de ética, sem regras e sem rei nem roque. O Rangel que mandava naquilo era um asco sem igual. Lembro-me de provavelmente na cobertura das primeiras eleições da SIC ter revelado sondagem 15 minutos antes do permitido por lei e terem liderado o share toda a noite. A parca multa foi um bom investimento. E as novelas… havia uma bacorada chamada Morangos Com Açúcar que nunca vi mas ouvi 15 dias ao lado da TV porque a minha sogra via — aquilo era qualquer coisa de deplorável. Estão aí os morangos com açúcar e a tropa educada pelos morangos com açúcar.

josé disse...

A televisão actual é uma estopada. A antiga também era. Havia e há um ou outro programa que se vê, mas é raro. Uma ou outra série.

A última que gostei mesmo foi já há uns meses, na 2 sobre a II Guerra Mundial, em França- Un village français, ou coisa que o valha.
Impecável.

De resto tem a informação que é uma estopada em todos os canais. E tem entrevistas que são os que são e entrevistados convidados pelos cortesãos

Quando há um acontecimento qualquer de relvo a tv é um meio de informação precioso, por vezes. Mas é raro.

Há 50 anos também era assim, mas como era rapaz novo gostava dos Bonanzas e dos Daniel Boone, depois do Columbo e do McCloud e por aí fora, certas séries.
Depois apareceu a telenovela Gabriela e Casarão. E um ou outro filme.

Enfim, pouco há a esperar das tvs, mas de vez em quando têm interesse.

Com as privadas não melhorou muito em nada.Talvez as telenovelas nacionais que nunca, nunca vejo, aliás.

josé disse...

A questão das tv´s é que são para as "massas" ou seja para o máximo denominador comum. Fatalmente alinham por uma bitola demasiado alargada a gostos de maioria.

Só em ocasiões raras aparece um programa que foge a esse critério.

Floribundus disse...

a pesquisa na Net com palavras chave conduz inúmeras vazes a locais de 'pernografia' explicita

Brasil
perú, enxota, fim da picada, tio Patinhas ....

França
nem terminei a oesquisa sobre Joana d'Arc
chattes

Itália
Troia, mundana

Portugal
Virgem Maria

entrou tudo na banalidade

joserui disse...

Não deixa de haver programas bons na TV, mas o que eu agora chamo TV é ou net, ou empacotado em DVD (ou outro). E nesse sentido é bom poder ver o que quero, como quero, quando quero… ainda agora vi a série inglesa Taboo que gostei bastante e está ao nível do bom cinema facilmente; comecei a ver outra Big Little Lies que promete. As melhores de sempre continuam a ser para mim Mad Men, Deadwood e The Wire. Mas tenho visto coisas muito boas. The Expanse para quem gosta de ficção científica…
Das antigas, que dizer… são fracas pelos padrões actuais mas para um jovem da altura havia coisas maravilhosas… Bonanza claro, A Casa na Pradaria, O Verão Azul (estas duas cheias de valores educativos), o Hitchcook, The Outer Limits, Vingadores, Espaço 1999, A Balada de Hill Street, NYPD Blues… Eu adorava isso tudo e gostei de ter visto. Não se compara ao escarro que é o Morangos com Açúcar.
Uma coisa que me deixou perplexo quando ainda tinha cabo foi a degeneração dos canais de ciência para reallity shows, senão mesmo anti-ciência. Odisseia, Discovery, História… títulos de programas quase ao nível do CM.

joserui disse...

Dito isto, mesmo nos confins do espaço ou em 1800 tenho sempre de levar com o lobby gay e o lobby da suposta igualdade… tirando certos casos específicos que de facto não se suporta (sei lá o Tocha Humana preto, irmão da Sue Storm, branca) , dou isso de barato.

josé disse...

Seria capaz de fazer um apanhado rápido ( relativamente) de todas as séries que vi e gostei desde 1967, na tv. Tenho cá as revistas da especialidade e serviriam de auxiliares de memória.

E um dia se calhar até faço.

Porém, a ideia que tenho é a de diversidade pautada por mediocridade geral, sempre.Essa é a regra.

A excepção reduz-se a muito, muito poucas séries.

Quanto aos filmes que passaram nas tv´s, não será bem assim porque nos anos sessenta e setenta havia o cinema de Hollywood dos anos dourados, digamos assim ( 40 e 50).
E a televisão a preto e branco passava disso a rodos, contribuindo de modo gramsciano para a nossa cultura ambiente.

jkt disse...

Ontem vi uma no jornal de papel. Mais ou menos "decorador faz queixa de padre". Ora - bem, é ao MP que vai ter que fazer queixa, não ao CM. Aquilo não é noticia. Um cidadão fez queixa ao CM e deu a sua estória.
O padre é "vigarista" porque supostamente o cheque está careca. E como se defende mesmo perante uma queixa em local NÃO APROPRIADO?
Agora antes de ir ao MP... vou ao CM com as "provas" e depois logo vejo se a faço no MP?
Como é mesmo?

josé disse...

O CM procura qualquer forma de sensacionalismo. Aquilo na redacção deve ser um happening permanente no dia a dia: o que vamos pôr na capa na edição de amanhã para que nos comprem o jornal?

Essa pergunta deve andar sempre na mente do director. E torna-se um vírus com efeitos imprevisíveis que passam a dependência crónica.

Uma doença, portanto.

josé disse...

Hoje tem como título "Auditoria arrasa multas do Fisco", referindo-se às coimas que a AT aplica aos cidadãos relapsos.

"Multas" é incorrecto mas fica assim, porque "coimas " ainda não entrou no léxico corrente e demora tempo a entrar.

Mas é uma notícia que poderia ser desenvolvida de outro modo. Quem redigiu a notícia gastou uns breves minutos, se tanto, a descobrir o efeito sensacionalista: Fisco, multas e arraso. Todos os condimentos para um sucesso sensacional.

Depois tem um prato forte em duas páginas: a Madonna na praia com as duas filhitas adoptadas, pretas. Notícia segura e sensacional porque "exclusiva".

Isto é o jornalismo típico do CM.

jkt disse...

Os putos a filmar e a brincarem aos médicos é licito, porque o(s) titulares dos direitos nem se manifestaram, portanto. Básico.

Algo que escreveram na altura no jornal, ou seja, tudo aquilo deixa de ter assunto. E só o podem fazer em relação a um ou dois ilícitos de três.

E desnecessariamente - putativamente mais um (!) a ser cometido pelo CM.

Do padre pode verificar-se posteriormente que cometeu um crime; por enquanto, estamos assim, com a "noticia", que não é noticia, o jornal é o veiculo de "ouvir dizer", de queixinhas, e pelo que apresenta de difamação.

Ah e tal é verdade. Bem... nem sequer têm capacidade e legitimidade para avaliar se os factos "são" crime - mesmo parecendo simples. E pode ser crime, mas não se pode reduzir a "vigarice".

Ora, se para noticiarem "crimes" têm que cometer outros tantos...

E o Rui Pereira que gosta tanto... também conota os suspeitos de crimes como "psicopatas" "serial killers" "criminosos", os psicólogos ou o que seja que lá vão analisam os suspeitos sem os consultar, os advogados falam dos processos...

E RP que sabe bem o que faz, claro que tem que entrar na onda, se não perde o part-time.


http://www.cmjornal.pt/sociedade/imprimir/padre-acusado-de-calote-divide-paroquianos

"padre acusado de calote".
Que saiba "calote"... não é nenhum ilitico tipico.

Já foi julgado, e alguns já se apresentam para o defender.

Alguns paroquianos condenam o padre, mas outros tantos apoiam-no e justificam os recentes acontecimentos com o facto de "ter problemas de saúde

Entretanto SÓ AGORA O QUEIXOSO vai fazer queixa no MP.


Brincadeira.


zazie disse...

O Mirror é igual. Copia-se o lixo que já existia lá fora. Chegou-se ao Big Brother antecipado no Fahrenheit 451

jkt disse...

E O DM... entulho.

Disso que falei, novos tempos.

Qualquer problema do tipo um patrão que atrasou a pagar por ex. faz-se um esboço da acção ou uma simples ""queixinha"", envia-se ao patrão e/ou representante, se estiver dificil o acordo, não interessa o tribunal para nada, vai logo directo para o CM, com mimos como "explorador" "rei da escravatura" "restaurante porco e mal cheiroso" "caloteiro" "vigarista", etc.
Novo meio de resolução de litígios, o CM. Sem custas, rápido ( menos de 24 horas) e... eficaz.


foca disse...

José
Com a questão da agressão ao arbitro queria chegar ao limite da exposição com autorização tácita, como deve ter percebido.
Não sei se o árbitro gostou de ver essa imagem exposta a todos, ou se a autorizou (se aqui era um jogo público, no caso do autocarro também não me parece que estivessem entre 4 paredes e a procurar preservar a intimidade).

O exagero mediático das noticias do CM e de quase todos os outros é um facto, mas não sei bem como se evitar sem cair na censura total, pois se apenas contarem os factos provados e a preservação de todos o melhor é vermos na net as sentenças dos tribunais.
Eu diria que a melhor forma ainda é a livre decisão de cada um, em comprar ou não.

josé disse...

Há uma diferença entre uma agressão sexual ou uma exposição sexual explícita e uma agressão física ( uma joelhada na cara de alguém) simples.

Não me parece difícil distinguir a diferença e qualquer jornalista o poderá e deverá fazer, mediante o senso comum.

Se o não tiver ou mesmo tendo, não ligar, está aí o campo para a censura.

Não é censura total, por isso.

josé disse...

O pudor ainda significará qualquer coisa ou nem isso?

Parece-me que sim e qualquer pessoa distinguirá.


No entanto, o jornalismo do CM por vezes já não distingue e é isso que será preciso repor. Educar outra vez.

fernando disse...

Ricardo Rodrigues, advogado e ex-deputado condenado por ter roubado gravadores a jornalistas com pena confirmada pelo Tribunal da Relação em 2013 http://videos.sapo.pt/1VqMyMGZYQd51G6AMMKI
acaba de ser nomeado para o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais

António Gameiro, advogado e deputado condenado por ter ficado com 45.000 euros de um cliente
com pena confirmada pelo Tribunal da Relação em 2016 http://www.mediotejo.net/relacao-confirma-sentenca-que-condenou-antonio-gameiro-a-pagar-45-000-euros-e-agrava-juros/
acaba de ser escolhido para o Conselho de Fiscalização do Sistema Integrado de Informação Criminal


Também se percebe que a comunicação tenha achado que este é assunto menor tendo em conta o subsidio de 4 milhões de euros que este Governo lhes fez chegar. Quem dá subsidios destes merece uma imprensa amiga.

jkt disse...

Não sabem diferenciar e... não é censura. No que referi estamos já mais longe... estamos perante crimes praticados ao suposto abrigo da liberdade de informação /expressão.