Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2017

Um antigo responsável da TV diz: "a tv em Portugal é toda uma mesmice"...

 Sol, José Fragoso:

 Há falta de imaginação na televisão?
Muita, na televisão, na rádio e também na imprensa. Diz-se que hoje em dia as pessoas lêem menos, mas não é verdade. As pessoas lêem é outras coisas. O jornalismo hoje em dia tem muitas cumplicidades, não se percebe porque há pessoas ligadas a determinados eventos perniciosos que estão à solta em Portugal. É que passámos por um período de crise em que as pessoas foram obrigadas a fazer um esforço tremendo com reduções de ordenados, trabalhos precários, e depois assistimos a bancos que foram à falência porque emprestaram milhares de milhões não se sabe bem a quem e com que garantias, quem emprestou o dinheiro, e ninguém vê essas caras. A verdade é que a imprensa não deu o devido relevo a essas coisas. Parece um passador de milhares de milhões de euros como se isso fosse uma coisa normal. Uma ponte Vasco da Gama custou dois mil milhões de euros. Nós hoje falamos de sete mil milhões, quatro mil milhões… O público que n…

Ed Lourenço: o filósofo que nunca existiu

Eduardo Lourenço, o professor jubilado de universidades francesas e filósofo encartado em Portugal há décadas, pelos media de esquerda, concedeu mais uma entrevista extensa, desta vez ao Público que é uma espécie de herdeiro do velho O Jornal onde o então professor escrevia de vez em quando as prosas adequadas à situação.
Ed Lourenço tem sido figura muito marcada por aqui et pour cause.

Na entrevista de hoje, o filósofo que nunca existiu, Eduardo Lourenço,  fala de tudo um pouco do modo habitual: aproveitando os fait-divers para os enfatizar de filosofias peregrinas, como sempre. Hoje são os incêndios, vistos como tragédias, o futebol encarado como batalha e até o próprio governo apresentado como grande solução política quiçà de génio e capaz de "resolver democraticamente os conflitos que uma nação moderna tem de encarar". Depois, a talhe de foice aparecem as proclamações grandiosas sobre a Literatura, a Arte, a Música e o diabo a sete que nunca evita e empestam sempre os …

Salazar morreu há 47 anos

jornal i de hoje:



A imagem de baixo, com o corpo jacente de Salazar e D. Maria no velório foi picada deste blog. Daqui. É de uma revista que guardo e é minha não tendo direitos de autor, por esta altura, a prestar. Aliás, deve haver exemplares da mesma revista por essas bibliotecas gerais fora ( Lisboa, Porto, Braga e Coimbra) que guardavam todos os exemplares de publicações periódicas. Não percebo a razão de os jornalistas não explorarem esse filão informativo inesgotável...

Estas mãos baixas no que é dos outros, não tem importância por aí além, mas quando coloco imagens do i, digo de onde vêm...e a ética jornalística ainda não é uma batata, julgo.

E para melhor recordação aqui ficam as imagens dos jornais do Norte, da altura:

O Costa que ri

CM de hoje, crónica de Francisco José Viegas:






Retrato da ministra que chora e se apatetou no ministério para que não tem competência:


Governo e Pedrógão: fuga para a frente da vigarice pura

Nova táctica tipo vigarista nesta "indignidade de patife": respaldar-se no Ministério Público:

O primeiro-ministro contactou esta segunda-feira a Procuradora-geral da República, que lhe “confirmou” que a lista de vítimas do incêndio de Pedrógão Grande está abrangida pelo segredo de justiça e que a sua divulgação depende do Ministério Público.
Esta posição consta de uma nota enviada à comunicação social pelo gabinete do primeiro-ministro, António Costa, a propósito da lista de vítimas resultantes do incêndio de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, em junho passado.
Relativamente às solicitações que têm vindo a ser formuladas para que o Governo divulgue a lista de vítimas do incêndio de Pedrógão Grande cumpre esclarecer o seguinte: no dia 14 de julho o Instituto Nacional de Medicina Legal foi notificado pelo Ministério Público de que o processo das vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande se encontrava em segredo de justiça”, lê-se no comunicado. De acordo com a…

Será este o retrato de um patife?

O primeiro-ministro António Costa, a propósito do número de mortos no incêndio de Pedrógão:


Ontem: "isso já está tudo esclarecido pela Autoridade Nacional da Protecção Civil e pelo Ministério da Justiça".

Hoje:  “Não é o Governo que contabiliza [os mortos].

Conclusão apropriada: "uma indignidade de patife". 



Os 65 mortos de Pedrógão com nome e foto.

Correio da Manhã de hoje: a imprensa a fazer o que o Governo e a Protecção Civil que dele depende, não fazem, ou seja, publicar os nomes e os rostos dos mortos no incêndio de Pedrógão Grande. Mais e pior: o Governo esconde o nome de vítimas e o jornal publica um número de telefone para que alguém possa indicar o nome de familiar, amigo ou vizinho que não esteja nesta lista e tenha desaparecido no incêndio. Pior vergonha para o Governo não pode existir. Pior desgraça para este Primeiro-Ministro sempre sorridente também: os mortos chamam por esse responsável e o indivíduo vai de férias...divertir-se.

Francisco José Viegas escreve hoje no jornal que "esconder os mortos e falsear o seu número em nome das sondagens de opinião seria uma indignidade de patife".




Entretanto, sobra isto:

O primeiro-ministro desvalorizou esta segunda-feira a questão “estatística” em torno do número real de vítimas de Pedrógão Grande. António Costa foi cauteloso em assumir o número final, destacando que…

O renovável Marques Mendes

 Observador:

O antigo líder do PSD Luís Marques Mendes defendeu que o PSD devia ter retirado o apoio ao candidato do PSD à Câmara de Loures, André Ventura, que tem estado no centro de uma polémica depois de declarações sobre a comunidade cigana, e diz que este nunca deveria ter sido candidato, não pelos comentários considerados racistas criticados pelos restantes partidos, mas por ter sido comentador de futebol numa televisão portuguesa.
No seu habitual espaço de comentário na SIC, Marques Mendes confessou que gostaria que o PSD tivesse tomado outra decisão quando, depois das declarações do candidato e de o CDS-PP ter decidido sair da coligação em Loures, manteve o apoio ao candidato. “Gostaria de uma posição diferente”.

 Este gnomo do ambiente mediático, desde há uns largos anos habituado às altitudes dos vários areópagos da politiqueira nacional, agora dá palpites na TVI, em substituição do professor Marcelo, o "bispo" que nunca foi e que anda a procura de algo que…

Pedrógão: e se afinal houver mais mortos que a contagem oficial, fica assim?

 Jornal i:


Isabel Monteiro, empresária de 57 anos, natural de Lisboa, reuniu uma base de dados com as vítimas mortais do incêndio dos concelhos de Pedrógão Grande e já contabilizou mais de 80 mortos, dos quais 69 estão confirmados pelas famílias com nomes completos, localidade e local da morte.
A intenção era criar uma lista de vítimas para a criação de um memorial na Estrada Nacional 236, hoje conhecida como “Estrada da Morte”, mas foi ao recolher a informação junto das famílias, funerárias, bombeiros e dados da comunicação social que Isabel constatou que o número de vítimas mortais seria superior ao número oficial divulgado pelas instituições do Estado. Começou então uma investigação de fundo e o total de mortos contados até à data, na sua base de dados, já ultrapassa os 80.
A experiência dizia-lhe que, para ser útil na situação de Pedrógão, teria de ir directamente ao local e perceber de que tipo de ajuda as famílias precisavam.
O instinto tem uma história. Em 1996, na g…

Incêndio de Pedrógão: os 65 mortos que nos interpelam

O Expresso de hoje, de longe o jornal que melhor noticiou e investigou o assunto do incêndio de Pedrógão Grande, mostra a lista dos mortos: 65.

Foi constituída uma associação de familiares das vítimas e algumas já se constituíram assistentes no processo criminal de inquérito que corre na comarca de Leiria. Ajudam o MºPº na investigação.

Uma delas disse o fundamental: Por que razão o comando operacional dos bombeiros falhou tanto e por que não foram disponibilizados os meios, se houve avisos com 48 horas de antecedência sobre o agravamento das condições climatéricas? Em duas horas, o que era fumo transformou-se numa catástrofe".

A primeira resposta a esta questão deve ser dada por um comandante de bombeiros de Pedrógão chamado Augusto Arnaut. Até me incomodou ao ouvi-lo falar na SIC, numa reportagem no outro dia. Não é possível uma criatura assim estar a comandar bombeiros...não devia ser possível. Mas foi.


 Entretanto o que faz este Governo? Censura, impedindo os bombeiros de fa…

O grande pecado de Ricardo Salgado

A troupe dos novos inquisidores

Observador, artigo de José Ribeiro e Castro:

A notícia de a Ordem dos Médicos ter aberto processo a António Gentil Martins obrigou-me a ler toda a entrevista ao “Expresso” que desatou reacções furiosas. Só tinha seguido títulos e um ou outro ataque da reacção ou respostas. Sem terceiros, quis fazer o meu juízo.
Confirmei a opinião que tenho, há muitos anos, sobre António Gentil Martins, um dos médicos mais notáveis da vida portuguesa, grande cidadão, homem bom. Se há justiça em Portugal e a queixa disciplinar versa sobre a matéria dessa entrevista – aquilo que se chama uma entrevista de vida –, o caso só pode resultar em público louvor e testemunho de gratidão a tão brilhante veterano da nossa saúde.
O que aprendemos (ou recordamos) com a entrevista de Gentil Martins?
Isto! Criou a primeira unidade multidisciplinar de oncologia pediátrica no mundo – não é coisa pouca. É um reputado cirurgião pediátrico e plástico. Tem 87 anos de idade e continua a trabalhar, depois de re…