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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

O jornalista que defende o couro do PCP

Ribeiro Cardoso é um jornalista reformado que viveu o PREC, por dentro, nos jornais, particularmente o Diário de Notícias.
Escreveu um livro recentemente para "repor" verdades esquecidas a que temos direito. São por isso as verdades do PCP escritas por um compagnon de route e de casa do Partido que em 1974-75 não fazia segredo do que pretendia para Portugal: um regime semelhante ao soviético, com a desmancha de todo o sistema burguês, particularmente dos "monopólios" e contra os imperialismos que no caso apenas se declinavam no singular, ou seja apenas o norte-americano.
Quanto ao soviético, os ribeiros cardosos batiam palmas, apesar de terem obrigação de saber que regime opressivo era esse, muito mais que o salazarismo jamais o fora e com uma tendência totalitária inegável e já então muito conhecida mas voluntariamente ignorada por estes pretensos néscios.

O jornal i de hoje entrevista o citado Cardoso, porventura por causa do insucesso do livro que não deve vender para pagar as encomendas.

Vale a pena ler a entrevista que é feito de verdades a que temos direito, depois de sabermos as mentiras que os comunistas denunciam com meias falsidades.



A tese do livro é muito simples: pretende provar que as vítimas do PREC foram os comunistas e que depois do 25 de Novembro levaram porrada de três em pipa, sendo saneados e despedidos por dá cá aquela palha e só porque sim, tendo depois ganho judicialmente os processos de despedimento sem justa causa.

Independentemente disso, branqueia despudoradamente o papel do nóbel Saramago na altura em que era um simples jornalista, apaniguado do PCP e homem de mão desse partido para manipular a informação estatizada do DN da época.

Argumento de fundo: não foi Saramago quem despediu jornalistas...

A imprensa da época também não disse que assim fora, apenas que Saramago era um homem de mão do PCP e portanto de jornalista tinha quase nada. E os jornalistas saíram...

O Jornal de 16.5.1975:

Expresso 23.8.1975:



Para quê mistificar realidades cujo contorno é claríssimo?



Por outro lado, o jornalista reformado pretende dar uma outra ideia do que foi o 25 de Novembro. No seu entender anda tudo enganado pelos media que repetem sempre a mesma história. E o exemplo supremo disso é a história do despedimento dos 24 jornalistas, do DN...

Na Introdução ao livro começa logo com uma calinada de tomo, ao afirmar que em 1975, "  a Constituição, pouco antes aprovada pela esmagadora maioria dos deputados, apontava sem qualquer tibieza o socialismo como caminho e meta".

De facto, em 1975 as eleições para a Constituinte deram uma vitória esmagadora a forças anti-comunistas. E a Constituição só foi aprovada no ano seguinte, em 1976. Daí o PREC...porque o PCP e a extrema- esquerda objectivamente aliados quiseram fazer tábua rasa do resultado eleitoral e ganhar na rua o que tinham perdido eleitoral e democraticamente. Cunhal desvalorizou a derrota eleitoral que lhe dera uns míseros 12% quando esperava para aí 40%...

Isto é o que o jornalista reformado se esqueceu de escrever...mas enfim, é a verdade a que prefere não ter direito.

Por outro lado, como bom cripto-comunista detesta Mário Soares. Nisso,  não deixo de lhe dar inteira razão...

6 comentários:

Floribundus disse...

LIXO DESUMANO como este desacreditam tudo o qur se possa pensar sobre a esquerda

antónio das mortes, seu familiar, quando se olha ao espelho enxerga o sol a brilhar

o GULAG funcionar como a etar poluente socialista de Abrantes

Maria disse...

Dizem que não há coincidências e de facto não há, mas sobre o tema que o José hoje aqui trás, até parece.

Estou para escrever há largas semanas sobre uma pequena notícia/apontamento que me chamou a atenção e que apareceu numa página de um jornal (Diário Popular?) de 1971, que o José reproduziu, em cujo campo superior esquerdo aparece um apontamento saído do cérebro doentio e invejoso de uma tal "Pitonisa" (assim assinava a criatura, seria um pseudónimo de Castrim?) a dizer mal de Manuel Figueira, um extraordinário jornalista, competente e sério que foi cobardemente saneado com mais alguns jornalistas a pretexto dos comunistas quererem desfazer-se à força deste centenário e excelente Jornal. E este fecho aconteceu única e exclusivamente por todos aqueles profissionais e o próprio Jornal, seram tidos pelos comunistas como pró-Estado Novo.

Durante o PREC e após, tudo o que cheirasse a Estado Novo, fossem eles jornais, jornalistas, locutores da rádio e da televisão, artistas de cinema e de teatro, cançonetistas, cantores líricos, etc., eram tidos pelos novos donos da comunicação social e já do País como contra-revolucionários e portanto para abater desse por onde dosse.

E foi isso que fizeram ao centen´+ario e excelente O Século, um Jornal com muita categoria. E começaram logo por afastar o competentíssimo Manuel Fiugurirea seu digno Director. E fizeram-no de um modo cínico mas fazendo de conta que nada tinham contra ele. O importante era fechar O Século e por extensão os seus brilhantes jornalistas - como os comunistas já o haviam feito algum tempo antes aos igualmente 23 brilhantes jornalistas saneados do Diário de Notícias, tendo este Jornal, que fora igualmente um magnífico Diário, já como seu dono e senhor o comunista e desavergonhado e invejoso Saramago usurpando a outrem o lugar de Director - este que tinha sido muito mais digno e íntegro do que ele alguma vez havia sido ou iria ser no futuro - colocando todos aqueles brilhantes profissionais no desemprego.

O que aconteceu a O Século foi do mais infame que foi capaz de fazer-se e quem teve essa vergonhosa 'honra' foi o traidor e indigno ser humano, Manuel Alegre, que era na altura ministro da respectiva pasta.

Naquele pequeno apontamento o/a comunista "Pitonisa" teceu algumas piadas cínicas a gozar com a pessoa de Manuel Figueira de várias maneiras e também quando este havia sido Alto Comissário para a Comunicação Social. Este grande jornalista era um ser humano de enorme valor e uma pessoa com uma formação moral que meteria num chinelo este/a "pitonisa" e outros trastes como ela/ele. Aliás como jornalista(?) esta 'pitonisa', se é que o era, nem sequer chegaria à sombra de Manuel Figueira quanto mais à sola dos seus sapatos.

Para que se conheça o valor de Manuel Figueira como pessoa e como jornalista, ele foi elogiado em directo numa televisão, dentre outros, pelo comunista Baptista Bastos e por outro comunista cujo nome me escapa neste momento e que não aparece desde há largo tempo como comentador nas televisões, mas creio ser ou ter sido director do Avante e penso que hoje possui uma Editora. Este comunista era dos muito poucos comunistas mìnimamente razoável e correcto nas opiniões e comentários que fazia nas televisões.

Maria disse...

O Jornal que refiro acima, onde pontuava a tal "Pitonisa", creio ter sido O Século e não o D. Popular, mas não estou certa. E digo-o, porque o comunista que mencionei e que se ouvia com algum agrado, trabalhou n'O Século por altura do fecho deste Jornal e portanto conhecia Manuel Figueira e foi em virtude de ter trabalhado de perto com ele que disse bem do mesmo. Se calhar até entrou para O Século pela mão de Manuel Figueira, quem sabe?

Terá sido ou o Baptista Bastos ou o tal comunista de que falo acima, que chegou a afirmar que Manuel Figueira (que também foi Director de Informação da RTP) não dava importância a filiações partidárias, designadamente a comunistas, chegando a dar emprego a alguns destes nos vários cargos de responsabilidade que deteve por ter poder para tal.

Isto prova o género da boa pessoa que Manuel Figueira era. E foi por ter sido amigo até dos seus inimigos declarados, comunistas, que foi atraiçoado por estes e por outros esquerdistas igualmente invejosos e sem pingo de agradecimento pelo que havia feito por eles, não obstante por Manuel Figueira ser um suposto direitista era mais um inimigo a abater. Pulhas!

Lura do Grilo disse...

São simplesmente doentes mas doentes perigosos.

Maria disse...

Faltou dizer que Manuel Figueira não suportou as desconsiderações e humilhações a que fora sujeito pelos comunistas, alguns dos quais tidos por ele como pessoas íntegras, como ele próprio, por isso incapazes de traições. Porém, ele, devido à sua formação moral superior, confiou mais do que devia (esquecendo-se que neste particular os comunistas (e socialistas, seus primos-irmãos) são peritos), que alguns anos depois morreu de desgosto. Cedo demais.

Manuel Figueira foi um profissional de primeira plana. Foi um homem extremamente educado e bom e um digníssimo profissional que muito ainda poderia ter oferecido para a dignificação e a elevação do jornalismo português. Assim lhe tivesse sido permitido.

lusitânea disse...

O problemas destes avançados é que de hoje em dia toda a malta pode fazer o seu "avante", o que é uma chatice para as questões de unicidade...