terça-feira, 16 de julho de 2019

A lua de há 50 anos

Neste dia de há 50 anos partiu de Cape Kennedy a cápsula Apolo-11, levando Armstrong, Aldrin e Collins, com um destino: a lua!

A aventura tinha começado praticamente uma dúzia de anos antes e em princípio de Março de 1969 tinham lançado a Apolo-9, para testar e ensaiar o que se poderia passar alguns meses depois.

A Capital noticiava assim, em  4 de Março de 1969:



Além dos americanos, também os russos estavam nessa corrida espacial e tinham já lançado os seus engenhos, não se sabendo o que iriam fazer a seguir, conforme relatava o "pai" do projecto americano. Previa-se a chegada do primeiro homem à lua, em Julho desse ano. Tal como sucedeu.


No dia 7 o mesmo jornal dava conta do desenvolvimento da aventura:



Em 18 de Maio os americanos lançaram a Apolo-10, com um voo tripulado à volta da lua, em treino final, aproximando-se 10 quilómetros do solo lunar e voltando para trás, numa viagem de meia dúzia de dias.

Em 13 de Julho desse ano os soviéticos, na corrida, anunciaram o lançamento de uma nave espacial, não tripulada, a Luna-15, também com o objectivo de chegar à lua. Não chegou...e em 17 de Julho ainda nem se sabia qual era a missão. Parece que o objectivo seria chegarem primeiro que os americanos, recolherem as pedras em primeiro lugar e chegaram cá para mostrar o feito. Correu-lhes tudo mal e em 19 de Julho anunciaram ter alterado a rota, o que repetiram no dia seguinte e sempre a anunciar que não interfeririam com o voo dos americanos.

Em 16 de Julho, faz hoje 40 anos, partiram os americanos. Chegaram...às 10:56:20, hora americana do dia 20 de Julho.
Quando regressaram até os russos felicitaram os americanos, sem reservas, aparentemente. Pudera! O Luna-15 tinha-se estatelado na superfície lunar algumas horas antes da partida dos americanos do solo lunar. Segundo se conta aqui, mesmo que tivessem sucesso na operação, chegariam sempre depois...

A imprensa portuguesa foi bastante sóbria na época, no relato destes acontecimentos.
Antes do final de Julho praticamente nem havia imagens que só apareceram algum tempo depois.

Continua...

Carlos Santos Ferreira, o ruinoso gestor do PS

Carlos Santos Ferreira, antigo gestor da CGD e depois do BCP em cissiparidade político-partidária  de conveniência, foi arrasado, como costuma escrever o CM, no relatório preliminal do inquérito parlamentar à CGD.

O CM escreve assim, hoje:


Portanto, estamos perante um gestor ruinoso para o património que gere, ou seja o que de pior se pode dizer de quem gere alguma coisa.
Melhor fora a Carlos Santos Ferreira nunca ter gerido coisíssima nenhuma e tivesse feito pela vida de outro modo. Por exemplo, a  cavar a terra, no tempo em que tal acontecia. Talvez tivesse gerido melhor os cagalhões de bosta que encontrasse, do que os cagalhões de incompetentes e corruptos a quem encarou e deu aval.

No entanto é considerado um génio da cantareira. Enfim, génios destes as pessoas deviam dispensar mas as notas dos cursos, para ele contaram, tanto como as que contam nos bancos. Foi sempre o melhor dos cursos e depois é o que se vê...até foi do Aeroporto de Macau na altura em que se deu a fuga das galinhas do PS carregadas de malas com notas, das outras, das tais que contam.

Licenciou-se em Direito, pela Universidade de Lisboa, em 1971. Entre 1972 e 1974 foi jurista na Divisão de Contratação Colectiva do Fundo de Desenvolvimento e Mão-de-Obra e assistente do Centro de Estudos Sociais do Ministério das Corporações e Previdência Social. Entre 1977 e 1988 foi assistente das Faculdades de Direito da Universidade de Lisboa e da Universidade Católica Portuguesa e da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Em simultâneo, foi membro do Conselho de Gerência da ANA, até 1987. Participou na Comissão da Reforma Fiscal, entre 1984 e 1988. Presidiu ao Conselho de Administração da Fundição de Oeiras, de 1987 a 1989. De 1989 a 1991 presidiu à Companhia do Aeroporto de Macau. Em 1992 torna-se administrador do Banco Pinto & Sotto Mayor, depois presidente do Conselho de Administração, até 1999. Nesse ano passa a administrador, depois presidente, da Império Bonança, até 2003. Seguidamente, vice-presidente da Estoril-Sol, até 2005. Até 2008preside ao Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos[1] e, desde então, ao Conselho de Administração do Millenium BCP.[2]

Como é que isto foi possível? 

Só encontro uma explicação: princípio de Peter em acção e personalidade fraca, muito fraca. Por aqui se veria logo tal coisa: em 1986 já era figura de proa deste mesmo PS que o nomeou para vários cargos de gestão que redundaram em prejuízos de milhões e milhões. Que tristeza! Que infortúnio de vida! Que desgraça para todos nós que pagamos impostos e queríamos ter tido uma vida melhor e esta canalha, com a sua incompetência e corrupção sapou e prejudicou. 


Que castigo merece esta gente que arruinou as esperanças de um país de gente que nem é toda como eles? 

Pagar, com língua de palmo. Pagar, com o património vasto que amealharam com estas gestões ruinosas e prejudiciais ao país. 

Um módico de justiça impõe-se!

segunda-feira, 15 de julho de 2019

O CM arrasa um juiz do TCIC

CM de hoje: "juiz dos poderosos", segunda menção. Já pegou de estaca e sem empurrão...


A ideologia do Bloco de Esquerda é conhecida há muito

Jerónimo de Sousa, o comunista do PCP fossilizado em estalinismo precoce, pergunta:

"(...)mas qual é o projecto, qual a ideologia do Bloco de Esquerda? É uma interrogação.”


A pergunta é boa mas inútil. Jerónimo, o ortodoxo conhece a história contada pelos velhinhos do partido e que já partiram há décadas. Aliás foi diagnosticada pelo maior de todos, Lenine: é uma ideologia infectada pela doença infantil do comunismo. 
Trostki era comunista, mas infantil, como Estaline comprovou e por isso o eliminou do mundo dos vivos, um acto benemérito que o PCP aprovou...

De resto, nunca o Bloco escondeu de onde vinha e para onde queria ir, excepto para a maioria dos seus votantes que não querem entender isto e continuam atrás do muro da vergonha: 

Há mais de dez anos, o mentor do Bloco, Louçã, frade laico da ordem dos mendicantes de caviar dizia assim:

"Numa esquerda socialista. (...) Para nós o socialismo é a rejeição de um modelo assente na desigualdade social e na exploração, e é ao mesmo tempo uma rejeição do que foi o modelo da União Soviética ou é o modelo da China. Não podemos aceitar que um projecto socialista seja menos democrático que a "democracia burguesa" ou rejeite o sistema pluripartidário. Não pode haver socialismo com um partido político único, não pode haver socialismo com uma polícia política, não pode haver socialismo com censura. O que se passa na China, desse ponto de vista, é assustador para a esquerda. (...) Agora, a "esquerda socialista" refere-se mais à história da confrontação, ou de alternativa ao capitalismo existente. Por isso o socialismo é, para nós, uma contra-afirmação de um projecto distinto. Mas, nesse sentido, só pode ser uma estrutura democrática."
O que dizia Louçã em 2005 a este propósito? Isto:

"O BE é um movimento socialista ( diferenciado da noção social-democrata, entenda-se-nota minha) e desse ponto de vista pretende uma revolução profunda na sociedade portuguesa. O socialismo é uma crítica profunda que pretende substituir o capitalismo por uma forma de democracia social. A diferença é que o socialismo foi visto, por causa da experiência soviética, como a estatização de todas as relações sociais. E isso é inaceitável. Uma é que os meios de produção fundamentais e de regulação da vida económica sejam democratizados ( atenção que o termo não tem equivalente semântico no ocidente e significa colectivização-nota minha) em igualdade de oportunidade pelas pessoas. Outra é que a arte, a cultura e as escolhas de vida possam ser impostas por um Estado ( é esta a denúncia mais grave contra as posições ideológicas do PCP). (...) É preciso partir muita pedra e em Portugal é difícil. Custa mas temos de o fazer com convicção."
O Bloco não tem segredos para ninguém. Nem sequer para o Jerónimo da seita ortodoxa. Só tem para quem prefere que seja assim e os votantes embarquem eleitoralmente no engodo. 

Os " filhos da savana e primos dos coqueiros"...

Vem descendo a avenida
O negro do rádio de pilhas
Todo contente da vida
Porque não chove e o sol brilha

Patilha comprida e carapinha
Com um visual garrido
Dançando enquanto caminha
Rádio colado ao ouvido

Sei de quem tem hi-fis
E lê enciclopédia
Mas este negro curte mais
Mesmo só com a onda média

Filho da savana
Primo de um coqueiro
Deus deu-lhe a devoção
Mas deu-lhe o ritmo primeiro

Quando o negro vai ao baile
Fica o logo o centro
Tal como no rádio
A música vem lá de dentro

No domingo vi o negro desgostoso
O quiosque estava fechado
E o velho rádio fanhoso
Sem pilhas estava calado


Rui Veloso, maxi-single de 1987.


Público, 15 de Julho 2019.


Este indivíduo que assina este artigo "anti-racista" é investigador no ISCTE  [Não é nada, segundo me informam. Enganei-me na pessoa e peço desculpa, naturalmente, ao visado que nem conheço e que é da tal madrassa].

 Nem seria preciso buscar mais, se fosse do ISCTE,  para se poder afirmar que faz parte da "brand" do anti-racismo associado ao poder político de esquerda que usa tal esquema mental como um instrumento político e que serve apenas esse propósito. 

Tenho para mim que estas pessoas usam o tema do racismo como um meio para um fim, tal como o uso do tema do "fascismo" lhes serve igual propósito. 

Este indivíduo licenciou-se em Coimbra em engenharia informática [ não se licenciou nada, segundo suponho, nessa área, porque a especialidade do mesmo será "sociologia", sem mais referências. Mais uma desculpa...].

  Porém, em 1987 Rui Veloso publicou aquele single de sucesso, com aquela letra sui generis, numa época em que era proibido dizer a palavra preto, sem passar por racista. Negro era a palavra correcta e foi assim que ficou no estribilho. Nessa época não havia pretos, só negros e por isso a história do rádio de pilhas é uma pequena ode à negritude dançante. 
A letra, para mim é um pequeno achado de Carlos T, o letrista do cantor. Se hoje lhes mostrassem uma letra parecida de alguém, não hesitariam em proclamar racista o respectivo autor, do mesmo modo que nem hesitarão em chamar tal coisa a Fátima Bonifácio. 

E tudo por causa de um fenómeno vindo dos isctes e outros lados da sociologia caseira: a criação de uma marca, um brand específico que assimila a racismo tudo o que provenha de alguém que não pertença à seita de iluminati de tais madrassas e se atreva a pôr em causa a ideologia dominante da brand, mormente na apreciação das diferenças raciais ou étnicas. Não há diferenças e por isso quem as proclama é racista. 
Seja o preto "filho da savana e primo de um coqueiro" que deambula com tijolo colado ao ouvido a "curtir" em onda média mais que os aficionados do anel dos Nibelungos ou seja os "afrodescendentes que se auto-excluem".   

Se perguntarem ao mesmo Carlos T como é que é aquilo do "primo de um coqueiro" dirá que era a reinar, tudo bem, nada tem contra pretos e a Fátima Bonifácio é racista, sim senhor. Troglodita e estúpida, como define este especialista informático poeticamente "primo de um coqueiro" que assina o artigo no Público, porque não merece outro epíteto quem assim pensa.
A esquerda triunfante é assim, em todo o lado e aqui em particular. É uma brand. 

 Porque é que chama estúpida a Fátima Bonifácio? Simples: é de sítio parecido com o ISCTE e a brand da instituição não admite desvios ideológicos que ponham em causa a cartilha aprendida pelo informático nas redes de silício.

A Bonifácio escreve em algum lugar que os pretos são menos inteligentes que os brancos? E que são desprovidos de qualquer moral? E que vivem na imundice ( sic) espalhando doenças?  Não, mas o informático, perdão sociólogo,  diz que sim, que é isso que resulta do artigo estúpido, porque "legitima o racismo". 

A Bonifácio diz que os brancos são raça superior? Não mas o informático, ou seja sociólogo,  diz que é isso que se extrai do artigo, talvez inspirado em qualquer algoritmo desconhecido que lhe atingiu as meninges. 

Quando a Bonifácio refere a cultura de guetto de ciganos e "afrodescendentes" há apenas que colocar uma questão: é verdade ou não? Simples e sem algoritmos de iscte. E já agora, se for verdadeiro como o algoritmo admite, perceber a razão real e não apenas a aprendida de cor, na madrassa. 

Acusar do racismo quem denuncia o anti-racismo, de racismo é o mesmo que o puto que acusa o outro do que o mesmo o acusou. Infantil, portanto. 

"Claro que existem africanos racistas, sendo que o racismo, enquanto fenómeno, não é exclusivo dos brancos". "Africanos" versus "Brancos"? 

Estamos conversados, com este informático do ISCTE [ que não é nada disso, mas apenas "sociólogo", sem indicação de proveniência. Pergunto-me com é que o Público o foi desencantar. Três vezes desculpa,  pelo lapso...].

Obviamente é racista segundo a sua própria concepção. 

domingo, 14 de julho de 2019

O fardo da esquerda branca

Ontem nos jornais habituais -Público, CM e Sol, porque deixei de consultar o Expresso que está mais cabotino que nunca, na mediocridade- escreveu-se sobre o racismo do artigo de Fátima Bonifácio.

O tom do Público oscilou entre as considerações esparsas de Vasco Pulido Valente, a tolerância tipicamente estalinista  de Pacheco Pereira  e um artigo politicamente correcto de Poiares Maduro.


Relativamente a Pacheco Pereira, o articulista João Miguel Tavares definiu a peça:




Num artigo particularmente nocivo para a tolerância, os novos inquisidores, no fundo a equipa ideológica do Público- Álvaro Vasconcelos, Ana Benavente, Ana Drago, Irene Pimentel, João Teixeira Lopes, João Sebastião e Pedro Bacelar de Vasconcelos- subscrevem a intolerância para o escrito daquela Fátima Bonifácio, ao mesmo tempo que o assimilam ao fascismo de sempre e à supremacia branca do costume.


É a esquerda no seu elemento que Vasco Pulido Valente definiu assim: o antifascismo típico do estalinismo, sempre pronto a entrar de rompante na cabeça desses totalitários.





No CM, só João Pereira Coutinho apresenta argumento, quase politicamente correcto, também:


E no Sol, uma tentativa de suportar o fardo do homem branco que a esquerda agora tomou a seu cargo:



Hoje, no Público, o artiguelho habitual de MEC é racista do mesmo modo que o da Fátima Bonifácio. Mas ninguém lhe vai pegar porque MEC pertence à brigada "brand" do momento, a do fardo da esquerda branca.


sexta-feira, 12 de julho de 2019

A. Costa não sabia nada de Sócrates...

Observador:

O primeiro-ministro António Costa foi brevemente entrevistado no jornal da noite na TVI antes de participar na edição desta quinta-feira do programa “Circulatura do Quadrado”, da TVI 24 e da TSF, no qual participou quando ainda se chamava “Quadratura do Quadrado”, na SIC Notícias. Entre questões sobre o papel do governo o assunto mais incómodo foi um: José Sócrates, o antigo líder do partido socialista. “Tenho a certeza de que no PS as pessoas não conheciam os factos que têm vindo a público”, diz Costa.

Quanto às suspeitas de corrupção, o atual primeiro-ministro, que foi ministro durante a legislatura de José Sócrates, salientou que existe a “presunção de inocência” e referiu que não vai fazer um “julgamento popular do engenheiro Sócrates”.

Factos omitidos por A. Costa para este juízo de ignorância atroz e muito conveniente a esquecidos: 

-José Sócrates foi suspeito no caso Freeport em que aparece um video, de um suposto corruptor a dizer claramente que Sócrates era corrupto.  

-Os casos Opa Sonae, PT, Bes, CGD, bcp ocorreram todos numa altura em que Sócrates era primeiro-ministro e A. Costa número dois. 

- Caso Face Oculta, revelado no final de 2009, em que Sócrates é suspeito de atentado ao estado de direito, por querer dominar todo o sector da comunicação social. A Cofina? "Isso compra-se", disse o amigo Vara. 

-Quando ainda estava  no Governo,  Sócrates disse que só ganhava cerca de 5 mil euros por mês e que só tinha uma conta bancária, na CGD.

-Antes tinham surgido várias dezenas de  cheques esquecidos num móvel, algures no Alentejo e relativos a uma outra conta bancária...

-Quando saiu do Governo prescindiu de qualquer indemnização a que tinha direito e foi comprar logo um Mercedes série S, tendo motorista privativo ( João Perna) para o conduzir onde fosse preciso. 

- Sócrates vivia numa casa que A. Costa, sendo um pindérico como ele  e não tendo feito mais nada senão politicar, essencialmente, como ele, nem teria acesso normalmente e com os rendimentos declarados. A prova é que vive num tugúrio algures em Benfica...

- O emprego que Sócrates conseguiu logo que saiu do Governo, na Octapharma, deveria fazer franzir o sobrolho a um A. Costa, mas aparentemente não teve esse efeito.

- O estilo de vida que levava, em Paris e não só,  deveria, só por si, constituir motivo suficiente para se desconfiar da fonte de rendimentos de uma pessoa assim, como José Sócrates. 

- Não só não desconfiaram como até aceitaram, caso de Pedro da Silva Pereira, um nojo de político, chafurdado nessa imoralidade, ajudas avulsas para si e familiares directos. 

Ainda há mais factos, mas estes chegam para ver a hipocrisia de A. Costa. Outro aldrabão.

E já me esquecia do facto mais importante e revelador. Foi em 2010 e a TVI mostrou e neste blog deu-se relevância:Sócrates, em Los Angeles foi ao bijan e deixou lá o nome da montra. Esse facto, só por si, como escrevi na altura merecia um inquérito parlamentar. Ninguém deu por nada...quando era absolutamente impossível a A. Costa ignorar este facto. Cambada de hipócritas!






Ivo, o juiz problemático

CM de hoje, com uma novidade de tomo: o juiz Ivo Rosa, pela primeira vez é apelidado de "juiz dos poderosos".  O título só pode ser da autoria do director da publicação, Octávio Ribeiro e é um título completamente arrasador para a honra profissional de um juiz.
Não tem nada a ver com "superjuiz", aliás já em desuso, felizmente. É apenas um título à Correio da Manhã, injurioso qb e semelhante a apelidá-lo de juiz dos mafiosos.





O problema de Ivo Rosa não é esse. É o de ser demasiado idiossincrático e sem suficiente razão jurídica para tal. Há outros juízes idiossincráticos e isso não é um problema quando conhecem bem a lei e o direito e sabem aplicar justiça. Um exemplo concreto destes juízes é Ricardo Cardoso que apreciou a decisão supra mostrada e que teceu os comentários que teceu, num acórdão anulado por distracção do juiz.

Isso já é notório até para um colunista do jornal, antigo inspector da PJ.


Este Ivo Rosa, porém, é um juiz problemático de outro tipo porque decide muitas vezes a contrario do que a entidade investigatória sugere, tomando partido pela defesa numa fase em que tal é ainda temerário. É um caso que pode sugerir já uma patologia qualquer, porque são muitas as decisões nesse sentido que depois acabam por ser anuladas, quando o podem ser, pelo tribunal superior.
O caso de Tancos é exemplar e deveria ser suficiente para lhe instaurar um processo disciplinar com vista ao afastamento da função porque não há outra penalização possível, nem outra solução para um problema que se apresenta já como um elefante judicial no meio da sala da Justiça.

Ivo Rosa, nesse caso concreto, quando podia e devia actuar em conformidade com a lei e o direito, permitindo a investigação logo no início e eventualmente evitando um desfecho que se revelou fatal para a credibilidade de certas instituições e pessoas ( o antigo ministro Azarado é uma delas)  preferiu optar por impedir a investigação, obstaculizando juridica e judicialmente tal efeito.
O erro neste caso é de tal forma grosseiro, a meu ver, que deveria ser só por si suficiente para o afastamento de tal juiz da função judicial.
Além disso é erro repetido demasiadas vezes para se tornar um caso apenas idiossincrático.
Tal como o juiz Ricardo Cardoso exarou, trata-se já de um caso grave e potencialmente patológico, uma vez que tal juiz é relapso neste modo de proceder.

Até agora, o CSM tem andado com paninhos quentes porque as decisões do juiz Ivo Rosa têm sido a contento de certos sectores da magistratura de topo que andam de mão dada com certos poderes de facto.
O juiz Ivo Rosa tem sido alvo de vários inquéritos prè-disciplinares, os quais são invariavelmente arquivados porque os inspectores judiciais preferem não ver o óbvio e ficam-se pela interpretação jacobina da lei. A consciência jurídica do juiz é-lhes suficiente para arquivar se os erros não forem juridicamente censuráveis em termos estritamente legais. E mesmo que o sejam sobra sempre a "irresponsabilidade" judicial pelas decisões para fundamentar arquivamentos sucessivos.

É preciso não esquecer que tais decisões contrariam as do juiz Carlos Alexandre, seu colega, pessoa que o CSM no seu conjunto gostaria mesmo de ver afastada do lugar, mais que Ivo Rosa e isso já é também inequívoco. Não admitem que tal juiz fale publicamente, castigam-no por isso e preferiam que o mesmo abandonasse o posto. E tais poderes até lhe propõem lugares de prestígio inócuo para tal efeito, servindo-se de intermediários insuspeitos e corrompidos pela função e ambição.
Como o mesmo não aceita e não se deixa comprar  profissionalmente,  porque é disso que se trata, os poderes de facto têm um problema e agora um juiz problemático.
O CSM com a sua composição maioritariamente "civil" e com magistrados em minoria,  constitui neste momento um perigo para a democracia e o estado de direito, com separação de poderes real e efectiva, ao contrário do que é geralmente proclamado, para afastar o espectro do corporativismo.
O poder do CSM de nomeação de juízes para lugares-chave é também neste momento um problema que poderá adquirir visibilidade a breve trecho. Tal como é um problema a captura dos próprios juízes do CSM pelas entidades civis, mormente partidárias, o que subverte completamente as regras do jogo democrático.

Assim, como é que poderiam descalçar tal bota cardada de incómodo permanente para certas elites? Extinguindo o TCIC ou inundando-o de outros juízes que diluíssem a carga problemática.
É nesta fase em que estamos. Veremos os episódios que se seguem.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

A esquerda totalitária e o discurso Difool

No Público de hoje continua a campanha do Carvalho contra a "direita" através de dois artigos que não o ofendem nada, nada, nada como ofendeu o da Fátima Bonifácio.

Leia-se:


Á esquerda o artigo de Loff é um pequeno compêndio do esquerdismo militante. Cita Fátima Bonifácio para provar que é fascista, nazi e racista. E tudo em nome da primeira frase: "Igualdade. Se a luta pelo reconhecimento de iguais direitos, igual dignidade, plena cidadania para todos...", bla bla bla como de costume.

Esta é a esquerda de todos os quadrantes, desde a ortodoxia estalinista até ao trotskismo modernizado  em bloco de Gramsci.
Naturalmente define, circunscreve, delimita, acantona e anatematiza. Diaboliza para justificar os gulags, o holodomor e todos os horrores em nome daquelas santas ideias laicas.

Este Loff não traz novidade a este discurso totalitário e comunista com semelhanças óbvias ao fascismo.  Loff é um estalinista que compreende tudo isso, incluindo o terror dos anos trinta na União Soviética, antes do aparecimento do nazismo que lhes copiou ideias e métodos, como ontem mostrei no artigo da L´Histoire.
Loff é um sujeito que não se tolelaria a ele próprio se vivesse em tal regime. Seria morto com um tirito na nuca, num instante de lubianka. Ou deportado para a Sibéria do gelo permanente. Se estivesse no mando, aplicaria a receita aos outros tal como foi seguida durante décadas pelo regime que afeiçoa e queria para cá, para Portugal, berço de cristandade antiga e terra de várias culturas tolerantes, incluindo a dos mouros que nunca foi a originária. D. Afonso Henriques prestou vassalagem ao Papa de Roma. Portugal foi consagrado  religiosamente a Deus e Nossa Senhora.
Quem melhor compreendeu tal realidade e lhe deu um significado coerente foi Salazar. E por isso o detestam, acima de tudo. Mas não publicam as suas ideias e discursos que lhes estragavam a lenda que vão contando há mais de 40 anos, sem alternativa.

Tudo isso é estranho a este ateu que não entende o significado de "cristandade" e renega tal herança civilizacional em nome de...nenhuma outra a não ser o conceito laico de igualdade abstracta. O qual apenas lhe serve de muleta para alcançar um poder de exercício totalitário.
Todos os marxistas-leninistas são assim. Todos. E por isso merecem os epítetos de Fátima Bonifácio, sem mais explicações.

Repare-se nas ideias de Fátima Bonifácio compiladas pela Sábado de hoje:



Há alguma "radicalidade" nisto? Alguma disfunção cognitiva da realidade que todos sentem e pressentem? Não. Não há uma única ideia errada.
O que não há é o "progressismo" que as renega, evitando a realidade vivida e sentida, substituída por um desejo: precisamente o de dominar os que entendem como dominadores, ficando a ser califas no lugar dos califas.
O discurso e prática da esquerda comunista resume-se a isso: um discurso de verdadeiro ódio contra o poder que lhes escapa ao controlo totalitário. Sempre foi assim e tal teve o efeito que os países de Leste percebem bem porque o sentiram na pele dos seus antepassados. Por isso os rejeitam democraticamente.  Por cá ainda enganam meio mundo, por causa destes Loffs de pacotilha e do que verdadeiramente representam: o discurso do ódio e da inveja.

Agora quanto ao discurso da direita da página. É um statement difool, personagem de banda desenhada que o autor Vasco Barreto conhece bem porque usava tal pseudómino no sítio do Pastilhas de MEC, no longínquo ano de 2002.
A palavra anagramatiza a ideia de loucura mansa e sadia de quem carece de fantasias para compreender o mundo e as pessoas.

Difool é o desorientado no meio hostil que procura salvação em ideias naufragadas e se torna o náufrago de ideias feitas.
Para este refugiado de ideias em colapso as marcas de referência são essenciais para a manutenção à tona.
A brand deste Difool é a esquerda geral, a que se reporta à fantasia da igualdade social porque "foi bonita a festa, pá!" e "a paz, o pão, habitação, saúde e educação" será sempre obra da esquerda geral que proclama sempre que a direita quer o contrário disso.

Que se há-de fazer a crenças Difool?  Tentar mostrar-lhe o default para ver se acordam do sonho em que mergulharam.  Chega de pathos porque o logos está gasto.

Que saudades já tinha disto!

Um dos melhores exemplos desta mentalidade pathológica é esta imagem acompanhada de artigo no CM de hoje, sobre um património da família de um destes difools, retratado na página.



A moradia no Algarve ( na Meia-Praia que já foi quase desabitada e agora se tornou insuportável para tal difool, por causa da democratização do acesso às praias)  é da família daquela poetisa que cantou loas a uma certa madrugada de Abril de 1974. Escreveu então uns versículos a propósito do acontecimento do dia e que poderiam ter sido escritos na mezzanine que vira para o mar, ao longe.

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.

Enquanto pensava nisso, o marido empoleirava-se numa guarita de guarda para proclamar aos circunstantes o seu amor assolapado à Revolução. 


E foi também essa madrugada que possibilitou este happening, dias depois de toda a esquerda unida contra o fassismo e que se apoderou do regime:  



Foi esse regime que depois permitiu a estes revolucionários figuras como esta, de trambiqueiros de corrupção .

De tudo isto me lembrei ao ver a reportagem do CM de hoje a propósito da modesta moradia de férias dessas pessoas que celebraram "aquele dia inicial inteiro e limpo".

A sujidade foram eles que a trouxeram, até hoje. 


quarta-feira, 10 de julho de 2019

Mamadou, o senegalês, é apenas mais um totalitário comunista!

O líder do SOS Racismo, Mamadou Ba,  que anda a tentar queimar mediaticamente a articulista Fátima Bonifácio, acusando-a de racismo e criminosa, por isso, é um comunista notório que não esconde o que é:

        imagem daqui

O totalitarismo comunista expresso neste postal de boas vindas a Marx "por um mundo melhor" devia ser explicado a quem consome aldrabices políticas e teorias de racismo de conveniência, com o objectivo simples de usar tal expediente para ganhar poder.
O activismo antiracista é apenas mais uma das formas de luta comunista, tal como a dos verdetes e a dos animalistas. Tudo uma questão de poder. Se a extrema-direita tivesse este poder de influência seria o fim do mundo em cuecas, por cá. Assim é capa do jornal Público...

O comunismo em Portugal foi sempre alvo de condescendência mediática por várias razões que tento entender aqui neste blog e não descanso enquanto as não expuser todas.

Uma delas tem a ver com a ignorância do que foi verdadeiramente o comunismo, durante o século XX, uma doutrina nada menos que diabólica, totalitária e qeu ceifou a vida a milhões de seres humanos só por não serem abertamente comunistas.

A revista francesa L´Histoire publicou no último número um dossier dedicado ao Gulag, ou seja a Direcção Principal dos campos" .
Para encontrar equivalente ao Gulag é preciso comparar logo o que foi o nazismo e os campos de concentração, muito semelhantes e aliás inspirados naqueles que foram os primeiros redutos de concentração de pessoas em massa e aos milhões, para lhes tirar a vida, aos poucos ou de repente.

A revista explica bem. Por isso mesmo não há e nunca houve artigos destes na imprensa nacional, equivalentes e que esclarecessem as pessoas em geral do que foi verdadeiramente o comunismo.

A Censura democrática de esquerda tem-se encarregado de esconder estas verdades das pessoas em geral e só alguns lêem e dão importância ao assunto. Poucos ou nenhuns jornalistas o fazem e se tentassem alguma coisa seriam travados pelos carvalhos do Público e outros órgãos mediáticos. São eles os actuais "órgãos de Estaline".

Aquilo a que assistimos hoje em dia, mediaticamente, é apenas a revisitação do que já tivemos em Portugal em 1974-75: a tentativa de tomada de poder pelo comunismo ideológico, com outras roupagens, com cheiro a verdete e a antiracismo inventado para o efeito.

Tudo parte de uma ideia básica, aliás aceite por muitos que não questionam a sua validade perversa:






O esquerdismo avulso que saiu do comunismo ortodoxo não modificou nada o essencial: a tomada do poder das ideias marxistas, leninistas, trotskistas e maoistas. Tudo igual, na essência que pretende modificar a sociedade abatendo o sistema capitalista e tomando o poder ideológico.




Por causa disto que por cá passou como a marabunta e devorou toda a mentalidade esquerdista que predomina nos media estabeleceu-se uma censura efectiva que não deixa que esta história seja contada e denunciados os crimes do comunismo:






Em Portugal, em 1974 também foi publicado o livro de Soljenitsin a denunciar publicamente e pela primeira vez o GULAG. Em 1977, o segundo volume foi censurado pelos sindicalistas da Bertrand que não o deixaram distribuir às boas. Sobraram poucos volumes espalhados agora por alfarrabistas. Era um livro contra-revolucionário, tal como o artigo da Fátima Bonifácio é racista. O método é idêntico e identifica o terrorismo comunista.



Mas para cada um desses livros havia vinte sobre os males da PIDE e do Tarrafal.

Ainda hoje é assim. O Intelectual Araújo deu agora à estampa um estudo alargado e ampliado de um artigo publicado em tempos na revista Atlântico, de Julho e Setembro de 2005. Uma revista supostamente de "direita"...


SOS: Racismo racista e fascista

Este texto estúpido e mal intencionado dos mentores do SOS Racismo é imimentemente racista porque calunioso e com um único objectivo: imputar racismo inventado por métodos racistas. Imputar a uma branca uma pretensa intenção racista contra negros e ciganos.
Além disso o texto não usa uma única vez a palavra "preto", alternando para "africano" e abusa da palavra "branco", sem alternativa, para lhe imputar um racismo originário.

As denúncias caluniosas são punidas e por isso espero que seja feita justiça.

Além disso, toda a organização SOS Racismo , com o seu desiderato específico e compartimentado socialmente e o modo como se apresenta,  parece ser uma organização de tipo fascista, proibida constitucionalmente. Os ingredientes estão lá: discurso de ódio manifesto e indiscriminado ao suposto racismo; actuação persecutória por via mediática e bullying político e uso de sinais identificativos e exclusivos.
Espero que o MºPº saiba analisar e actuar devidamente.

A afrodescendente e o primado do racismo



A pessoa  a que se refere este artigo no Público de hoje é Francisca Van Dunem. Para mim é uma pessoa que é magistrada, primeiro do MºPº e agora do STJ e está no ministério da Justiça porque é socialista e sempre o foi, ocupada da política em bastidor caseiro, como sempre me pareceu. Uma hipócrita, também me parece e com um historial académico e de universidade que ninguém parece interessado em investigar devidamente. Seria muito interessante para se reconhecer a tal discriminação de que se queixa pelo "preconceito" que existe em se dizer que não há preconceito. Haja pachorra para esta afro-descendente...com apelido holandês.

Porém, segundo o artigo do Público é "afrodescendente". Para mim, tanto faz, é uma pessoa como as outras e parece-me mais preta porque não é branca, mas é irrelevante tal circunstância. A preferência pela designação gentílica revela um complexo de culpa pelo uso da palavra preta.
Seria interessante perceber a razão da opção e da culpa inerente ao entendimento de que o uso da palavra "preta" pode ser ofensivo.
Porque deveria ser ofensivo? É aí que reside a razão da opção. Nenhum preto se refere a um europeu chamando-lhe isso mesmo: europeu. Diz, simplesmente, branco. E assim é que está bem e os pretos têm razão porque não têm complexos de culpa em usar tal palavra simples e directa, reveladora da realidade sem conotações.
Como é que se designa um japonês? Asiático? Huummm...nem por isso, acho. Um japonês é um japonês, tal como um chinês é um chinês. São tantos que ultrapassam em número os europeus.
Porém, também existem os "asiáticos" que serão todos os que não se identificam naquelas categorias gentílicas. E um líbio, tunisino ou saudita? Árabe, naturalmente. Alguém se sente ofendido em não ser declarado medioorientaldescendente?

 Algum asiático, japonês ou chinês se queixa com tanta frequência de "racismo", como os "afrodescendentes" o fazem? Evidentemente que não. E porquê? Não serão vítimas de discriminação por serem de raça diferente da europeia, nos países que não são os da sua proveniência? Não me parece. E a quem parece caberá demonstrar.

Outro facto simples: nos países de África, os seus autóctones referem-se às pessoas de origem europeia, chamando-lhes isso mesmo, como por cá se chamam afrodescendentes? Nem por sombras. São simplesmente brancos. Têm uma pele de cor diferente da deles. Ninguém se incomoda com isso nem lhes chamam racistas só por isso mesmo. Por cá, quem chama preto é logo suspeito de ser racista.

 E então o que será o racismo sempre proclamado em bandeira de reivindicações anti-racistas daquela "afrodescendente"?
Um mito que lhe inculcaram desde infância, suponho e que se enraizou na idiossincrasia que já se tornou iminentemente racista, ao contrário. A dita "afrodescendente" contrapõe sempre o seu anti-racismo a um suposto racismo de que se sente vítima, mais os seus. Já deu entrevistas em que revela tal coisa, como a de prevenir o filho para tal fenómeno, alertando-o para uma realidade que pretende confirmar sempre que pode.

Esta gente lembra-me sempre a história da preta que seguia numa camioneta e que ao ser apelidada de "preta" com intuito injurioso, por uma branca, foi defendida por outra branca com tanta impetuosidade que até a acalmou: deixe lá minha senhora: preta é ela!

Vejamos então o conceito de racismo conforme definido nas madrassas da actualidade académica. Não é preciso ir muito longe na Net, para encontrar tal pensamento politicamente correcto:

Gostaria agora de me deter brevemente sobre o conceito de racismo, dado que geralmente se tende a assumir que existe um consenso nesta matéria. 
Como veremos de seguida, tal não é o caso. Segundo vários autores, o conceito de “raça” não existia nas chamadas sociedades antigas (nomeadamente a grega, romana e egípcia) (Goldberg, 2002; Winant, 2000; Wieviorka, 2002), apesar de ser geralmente aceite que a maioria das sociedades do passado tenha demonstrado várias formas de etnocentrismo5. 
Segundo Wieviorka (2002), o racismo, enquanto a crença em que “existem ‘raças’ cujas características biológicas ou físicas corresponderiam a capacidades psicológicas e intelectuais, ao mesmo tempo colectivas e válidas para cada indivíduo” (p. 25), que estas são imutáveis e que as diferenças “raciais” conduzem à superioridade inerente de uma “raça” em particular, é relativamente recente. 
A maioria dos historiadores sugere que o conceito de “raça” começou a circular no campo político, social e científico a partir de meados do século XVIII. Assim, as teorias raciais são geralmente vistas como tendo resultado dos projectos de expansão ocidental, tendo vindo a ser particularmente relevantes nos debates políticos e sociais do século XIX, ao apoiar-se nas teses evolucionistas de Darwin para aplicar no campo social a ideia da sobrevivência dos mais aptos, o darwinismo social (Solomos & Black, 1996). 
Uma vez formadas e difundidas amplamente, as teorias raciais vieram a constituir um meio poderoso de justificação da hegemonia política e do controlo económico. Enquanto as teoria raciais se começaram a difundir no século XVIII, foi apenas na década de 30 do século XX que o conceito foi formulado e compreendido como uma ideologia. Surgiu, assim, intimamente ligado ao fascismo e à mobilização política anti-semita no período que culminaria na Segunda Grande Guerra. Porém, o anti-semitismo alemão não foi de modo nenhum caso único na história. Basta pensar na perseguição que sofreram os judeus na história da Península Ibérica.
 É geralmente aceite que foi a revelação das experiências conduzidas pelo regime Nazi nos campos de concentração no espaço europeu, numa era dominada pela ciência e a razão, que o tornou particularmente relevante. Assim, nos anos ‘50, após o Holocausto, aumentou substancialmente a produção científica sobre o racismo. Dominada pela Psicologia Social e incidindo sobre teorias do preconceito centradas no indivíduo, a produção académica ajuda a forjar um conceito de racismo enquanto ideologia extremista (Henriques, 1984; Wieviorka, 2002), excluindo assim o colonialismo da sua conceptualização (Hesse, 2004). ( Marta Araújo, Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra, ou seja, a madrassa do professor Bonaventura).

A conclusão deste pequeno estudo revelador é interessante:

Ou seja, a especificidade portuguesa baseia-se numa contradição: a afirmação de que o colonialismo, apontado pelos estudiosos do tema como tendo estado associado à origem do racismo, é responsável pelo não-racismo. A persistência desta contradição na sociedade portuguesa é possível, segundo Vale de Almeida, porque o discurso lusotropicalista deixou como herança o “mascaramento de relações de poder desigual e de dominação”, que ajudou a que os portugueses se auto-representassem como não-racistas (Almeida, 2000, p. 185). 
Persiste assim “uma representação positiva de processos de profunda desigualdade”, que se torna um problema para a definição de um Portugal pós-colonial multicultural por se basear num essencialismo cultural que a própria esquerda e a luta anti-racista têm vindo a reproduzir (id., p. 197).

É este o pensamento politicamente correcto sobre o racismo e o modo "académico", de redacção correcta de o expor.
Quem divergir de tal ensinamento da ortodoxia esquerdista é alvo de fatwa que começa geralmente nos jornais afectos: Público, principalmente. Depois estende-se a "redes sociais" e simultaneamente é pasto de humoristas sem graça que pululam no espaço mediático, vindos de uma tal stand up comedy, imitação pífia de inanidades estrangeiras. Uma boa maioria deles parece-me inacreditável, tanta a  imbecilidade que exalam,  como aquele perfil abaixo mostrado.

Alguém, como Fátima Bonifácio, afirmou alguma das ideias ali transpostas? Nem por sombras porque a teoria racista não tem pés para andar muito longe e de facto nunca no Portugal contemporâneo tal pegou. Salazar não era racista, naqueles termos. O Portugal do séc. XX provavelmente foi mais racista durante o consulado esquerdista, jacobino e maçónico do que depois disso, nos 48 anos de fassismo. Mas isso não lhes interessa para nada a tais "afrodescendentes".

Neste caldo de cultura se misturam depois certos políticos que exprimem opinião nas tv´s e a opinião pública fica esclarecida: manipulada, politicamente orientada e pronta para votar na oportunidade devida.
Em quem? Para já naqueles que assim veiculam ideias. Daqui a algum tempo, reconhecendo o logro, naqueles que os combatem mais ferozmente. Tal já sucedeu em países europeus e vai fatalmente acontecer no nosso.
A Itália é o melhor exemplo porque é precursora das correntes políticas e parece-me que sempre o foi na época contemporânea.
Nós, como bons imitadores, seguiremos o exemplo e estes palermas, incluindo a "afrodescendente"  citada, terão o seu quinhão.

Este artigo de José Manuel Fernandes, no Observador é certeiro em algumas observações, mas falha no final ao escrever, sobre o artigo de Fátima Bonifácio que   "é pena que os termos em que Maria de Fátima Bonifácio colocou esta questão tenham sido mais destrutivos do que construtivos. É que se o caminho não se faz criando quotas, também não se pode proclamar que certas minorias não são do nosso mundo. O próprio sentido de Cristandade grita-nos o contrário. Tal como é universal a ambição, iluminista, dos direitos humanos."

Não me parece que tenha sido isso que ela escreveu, mas que certas minorias, de "afrodescendentes" e também ciganos querem mesmo colocar-se à margem do nosso mundo e virar-se contra ele. E esse é o problema. Não é o racismo.

Muito mais interessante do que o texto da afro-descendente Van Dunem é este de Gabriel Mithá-Ribeiro, no Observador


Em matéria de relações raciais existe, portanto, uma relação direta entre ignorância e defesa convicta de determinadas posições. E não me estou a referir a Maria de Fátima Bonifácio que teve a dignidade de se colocar na pele branca, a dela. Estou a referir-me aos que partilham essa mesma pertença racial mas que vestem sem pudor a pele de «pretos», ciganosou de outras minorias. O tal Rui Pena Pires que espoletou a atual vaga em favor das quotas para as minorias no parlamento ou nas universidades faz parte de uma universidade que nunca me deu uma oportunidade, o que me fez bater com a porta. Há minorias e minorias, «pretos e pretos», pobres e pobres. O ISCTE-IUL havia de ter vergonha nesta matéria, uma universidade carregada de brancos especializados em África – a minha área de especialização – e que fez de mim um proscrito intelectual, felizmente o preço da minha liberdade. E vejam-se as barbaridades que se escrevem e dizem sobre África. As quotas não são para os «pretos» e «ciganos», são para fabricar esquerdistas.


(...) 

A desgraça negra, cigana ou islâmica que há décadas as empurra para a guetização é justamente filha do paternalismo da esquerda. O texto de Maria de Fátima Bonifácio deixou isso a nu. A esquerda impede, e de forma dolosa, qualquer crítica vinda de fora às minorias raciais, étnicas ou religiosas. Quem o faz é logo «racista», «islamofóbico», entre outros rótulos que visam o seu silenciamento e, se possível, assassinato social da branca ou branco que arrisque tal ousadia. Desse modo, não apenas o indivíduo pertencente a minorias sensíveis não se liberta do seu coletivo guetizado, como ainda quem pertence a uma minoria está interditado de criticar os seus grupos de pertença ou, no mínimo, o aparelho ideológico em peso (imprensa, universidades, ensino, partidos políticos, intelectuais, meios artísticos) desincentiva fortemente tais ousadias.

(...)


A esquerda branca cujos rostos andam pelas universidades e pela comunicação social – Rui Pena Pires, Boaventura Sousa Santos, Manuel Carvalho, Ferreira Fernandes, Daniel Oliveira, Fernanda Câncio, Isabel Moreira, Alexandra Lucas Coelho, entre tantos outros – transformou a pobreza material das minorias, por tradição circunstancial, em miséria moral que torna a pobreza endémica. Estamos perante um grupo de indivíduos com rostos e nomes concretos (fora os internacionais) que mais tem produzido pobreza, instabilidade social, violência, desintegração social entre as minorias. Sujeitos moralmente patológicos.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Fátima Bonifácio é o novo Neto de Moura e a matilha já ataca em bando

Repare-se neste pobre diabo que se diz humorista. Melhor faria  nem escrever e apresentar-se apenas assim.  Mas escreve ( e até menciona Neto de Moura...para o associar ao racismo imaginário)  e geralmente para destruir outras pessoas em nome da superioridade moral da ordem que o estabeleceu.
É mais um da matilha que virá tarda nada a tentar devorar mediaticamente a articulista Fátima Bonifácio.


A este exemplar seguir-se-à a outra anormal do programa do rapioqueiro e a troupe do costume que se estabeleceu por conta do politicamente correcto e assim leva a vidinha a destruir os outros que não pensam como eles...

Estas bestas quadradas são precursores mas não daquilo que esperam...

Um texto verdadeiramente racista no Público de hoje

Este que começa logo asssim: "sou mulher, sou negra", numa citação de Fanon, um racista mascarado de antiracismo, anticolonialismo e pró-marcismo militante, como é de preceito.
Se alguém começasse um escrito por "sou homem, sou branco" e citasse, sei lá, Calvin Coolidge, só essa frase daria azo a fogueira mediática dos carvalhos todos que infestam a floresta de enganos mediáticos que temos em Portugal. Se Fátima Bonifácio o tivesse escrito teria já um processo crime. "Então ela não disse que era mulher e branca?!", seria o argumento para apresentar em tribunal...


Por isso, não é de admirar este texto do escriba de direita que a esquerda aprecia, também no Público de hoje. Um idiota útil, como sempre foi, este JMT. Um coninhas. A caução que o pretenso pluralismo do Público necessita e por isso paga, via Sonae.



Há um caminho longo a percorrer para desfazer ideias de ISCTE na sociedade portuguesa que se exprime mediaticamente.

A realidade não é o que dizem ou escrevem, é outra coisa. E por isso dizem e escrevem porque querem e sempre quiseram desfazer a realidade e fazer um "homem novo", um frankestein à medida deles.
A esquerda verdete é a artífice deste racismo travestido contra as ideias comuns, para fazer valer as ideias tortas de que precisam para mudar a sociedade e dominar as suas superestruturas, como eles dizem.

Sobre a tal Marisa Morais, natural de Cabo Verde e que se licenciou em Direito pela Univ. Coimbra, agora é advogada e "jurisconsulta" com tabanca na terra natal. Há que dizer que é pessoa prendada. Recebeu uma distinção em 2016, um prémio humanitário.

Deve ter sido por causa disto, desta grande obra humanitária, em 2014, quando era ministra local...e o Público do Carvalho conhece-a daí...pela certa:


A Ministra da Administração interna, Marisa Morais, ordenou através de um despacho, o reenvio para Dakardo barco Yos Island, que aportou no cais do Porto Grande, São Vicente, com 21 passageiros clandestinos a bordo.
O despacho que autoriza a saída da embarcação foi emitido esta quinta-feira, mas o Yos Island não chegou a partir. Uma "avaria de última hora" no sistema eléctrico de um rebocador, que auxilia o cargueiro Yos Island, estará na origem do atraso.

A expectativa é que depois de reparar a avaria, o barco saia da ilha de São Vicente a qualquer momento. Entretanto, segundo fonte do asemanaonline a falta de combustível é outro problema que está a atrapalhar o reenvio do barco para Dakar.

Recorde-se que os 21 indivíduos da Costa Ocidental Africana foram detidos esta terça-feira, pela Polícia Nacional a bordo do navio Yos Islands. A embarcação aportou no cais do Porto Grande, em São Vicente, para se reabastecer de combustível. Supõe-se que o grupo pretendia seguir viagem para a Europa. Com eles foi registada a presença de um menor. Fonte: asemana.publ.cv

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Acredito em Ricardo Salgado: só pagou comissões...


“Eu nunca na minha vida corrompi ninguém”. Foi assim que o antigo banqueiro, Ricardo Salgado, resumiu as respostas às várias perguntas que os jornalistas lhe fizeram esta tarde de segunda-feira à saída do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, depois de ter sido interrogado pelo juiz Ivo Rosa na instrução do processo da Operação Marquês.

Um católico, frequentador de missa ao Domingo não mente. Ou terá que se confessar. Ricardo Salgado já se confessou, mas não deste pecado da corrupção, coisa que ele não sabe o que seja.

Só sabe e isso sabe muito bem que almoços grátis é coisa que não existe, segundo os teóricos destas coisas da economia. Alguém os paga, sempre. No caso do banco dele, somos nós. Então o que fez Ricardo Salgado?

Simples: pagou comissões em negócios perfeitamente claros. Queria que a PT ajudasse o BES e pagou. Em comissões. Queria que o Governo ajudasse o banco na OPA da Sonae. Pagou comissões. 
Intermediários? Um tal Guilherme e um tal Bataglia. 

Ricardo, Ricardo! Vá à campa do seu avô e reze por si, lembrando-se do que Salazar lhe diria se fosse vivo: V. é um hipócrita! Mas não lhe diria assim deste modo, porque Salazar não era directo. Fá-lo-ia sentir a hipocrisia. E bem.

Um processo muito suspeito...

O Sol de Sexta-Feira trazia estas quatro páginas sobre um fait-divers estranhíssimo e relacionado com um processo de extradição de um cidadão brasileiro que entretante se tornou cidadão nacional ( et pour cause...).

Lendo não se acredita, se de facto a realidade for mesmo a retratada: um juiz Conselheiro do STJ, Joaquim Manuel Braz, tido como rígido em matéria processual e de um formalismo a outrance fez entrar num processo uma folha avulsa inacreditável que teve um efeito deletério também incrível: suspender um procedimento de extradição que estava em curso e se revelava imparável. A folha do tal juiz, do Porto, foi a pedra de toque que origina intensas suspeitas, de acordo com a leitura da notícia. Remeteu uma "aclaração" à Relação ainda sem explicação cabal, num procedimento estranho e inusitado.
Ainda mais e pior: a ministra da Justiça, Van Dunem , através do seu chefe de gabinete interferiu directamente e em tempo oportuno para fazer estancar e parar o procedimento da PJ, do tempo de Almeida Rodrigues, no sentido da efectiva extradição. E ninguém se incomodou, até agora, apesar de o juiz do caso ter advertido para a gravidade da situação e da interferência em abuso de poder. Veremos o que faz o MºPº e se o curso de Direito da ministra, tirado entre 1973 e 1977, com uma sabática de dois anos pelo meio ( entre 1975 e 1976, frequentou as fileiras do MPLA) ,  será suficiente para se defender.
Estes dois actos praticados por altos detentores de poderes públicos revelam-se escandalosos se forem verdadeiros no sentido que este artigo lhes confere.

Resta dizer que o visado por tudo isto é um arguido do processo Lava Jato, refugiado em Portugal e suspeito de ter arrebanhado milhões de euros, ou reais, a multiplicar por três, nesse caso. A quem incomoda a sua extradição, para que isto se veja assim às escâncaras e sem qualquer rebuço?

Dois advogados do dito: Pedro Delille e Proença de Carvalho. Safa! O que é que Sócrates tem a ver com isto?!


domingo, 7 de julho de 2019

A censura do Público

Ontem, uma colunista do "Espaço Público", M. Fátima Bonifácio deu à luz este artigo sobre pretos e ciganos. Não disse nada de especial e que as pessoas comuns não saibam de ginjeira: que os ciganos e os pretos se auto-excluem da comunidade por se centrarem na sua própria etnia e identidade. No fundo o que a autora escreveu é que são racistas. Eles mesmos e desde sempre. E não serão?

Atente-se:


O que a autora faz mais não é do que mencionar factos e realidades que todos entendem. Mas não o director do Público e certa camada esquerdista que têm outra noção da realidade. Tanto que o artigo é suscitado por uma ideia peregrina de um tal Pena Pires, sociólogo encartado, marido de uma tal Lurdes e que é acólito da principal madrassa no país, o ISCTE , no sentido de se criarem quotas para tais minorias étnicas nas universidades, independentemente do mérito que possam ter.

Perante uma avalanche de protestos, provavelmente dois ou três vindos da área das madrassas, o director do Público, madrasseiro, vai censurar doravante tais escritos pecaminosos e contra a cartilha.

A Inquisição foi assim, também e esta gente descende directamente dos savonarolas. A loucura mansa que os domina não tem conserto.



Quanto ao CM é muito interessante ler o que escrevem sobre isto. Ontem, havia uma notícia assinada pro Tânia Rei que falava numa execução na rua de Foz Côa. O relato começa por dizer que no dia anterior "um  homem de 40 anos morreu após ter sido atingido por um tiro".  Quem deu o tiro? Foram "autores dos disparos que fugiram imediatamente". 
A história por contar dizia que a filha da vítima, com 14 anos, estaria prometida em casamento a"outra família" (!). Mas esta filha da vítima não queria casar assim. E daí...só falta dizer que família era essa e que casamento era esse. Mas não se pode dizer porque é tabu e a jornalista precisará do emprego.


Sobre este assunto o director do jornal, sufragista das teses do ISCTE, Octávio Ribeiro de nome, escreve assim no jornal de hoje:  quer saber quem são os pretos da PSP e GNR e não lho dizem! Ahahahahah! Que coisa estúpida...tudo derivado  da ideologia marada das madrassas destes penas pires sem graça nenhuma.




sexta-feira, 5 de julho de 2019

Carlos Santos Ferreira e Vítor Constâncio

Quem ler este perfil de Carlos Santos Ferreira o ex-gestor da CGD,  na Wiki, do tempo em que a mesma abriu buraco atrás de buraco e que foi ao Parlamento passear a sua pesporrência estulta, fica ciente que é um gestor.
Depois dizem que é do PS mas é assim a modos de ser militante raso. Mas ida para Macau deveria ser suficiente para alertar espíritos curiosos...

Licenciou-se em Direito, pela Universidade de Lisboa, em 1971. Entre 1972 e 1974 foi jurista na Divisão de Contratação Colectiva do Fundo de Desenvolvimento e Mão-de-Obra e assistente do Centro de Estudos Sociais do Ministério das Corporações e Previdência Social. Entre 1977 e 1988 foi assistente das Faculdades de Direito da Universidade de Lisboa e da Universidade Católica Portuguesa e da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Em simultâneo, foi membro do Conselho de Gerência da ANA, até 1987. Participou na Comissão da Reforma Fiscal, entre 1984 e 1988. Presidiu ao Conselho de Administração da Fundição de Oeiras, de 1987 a 1989. De 1989 a 1991 presidiu à Companhia do Aeroporto de Macau. Em 1992 torna-se administrador do Banco Pinto & Sotto Mayor, depois presidente do Conselho de Administração, até 1999. Nesse ano passa a administrador, depois presidente, da Império Bonança, até 2003. Seguidamente, vice-presidente da Estoril-Sol, até 2005. Até 2008preside ao Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos[1] e, desde então, ao Conselho de Administração do Millenium BCP.[2]


Quem ler este artigo do Semanário de 28 de Junho de 1986, depois da eleição presidencial de Mário Soares e numa altura em que o PS tentava arrumar cacos do tempo de Almeida Santos, dois anos antes, pode concluir que Carlos Santos Ferreira era um destacado militante e até dirigente do PS. Do tempo de Vítor Constâncio. É impossível que esse tempo não tenha deixado marcas...para o tempo da gestão da CGD e depois do BCP.  

Só não vê quem não quer, dizia Filipe Pinhal...


A lua de há 50 anos