quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Casos dos dias de outro mundo que foi o nosso

Aqui ficam alguns recortes que coligi de jornais tirados à sorte das caixas. São de diversos anos mas todos antes de 25 de Abril de 1974 e ficam aqui para se ver realmente como eram noticiados os fait-divers que hoje dão horas e horas de tv no canal da CMTV alegremente comentado pelo professor Rui Pereira e outros e já agora, também pela TVI que anda atrás da fórmula, como cão a farejar ossos...

Primeiro de Janeiro 28.7.1970:


A Capital 16.12.1973:


A Capital 24.4.1973:


A Capital 4.3.1969


A Capital 6.3.1969:




A Capital 7.8.1972


A Capital 13.3.1972


A Capital 23.2.1969


A Capital 24.2.1969



A Capital 26.7.1972




Comércio do Porto 28.9.1968





Diário de Lisboa 4.2.1974 ( é, estes scannings são muito superiores aos da fundação Mário Soares...)






Primeiro de Janeiro 28.7.1970




República 4.10.1967:



Vale a pena ler tudo para tentar perceber o que mudou nestes últimos 50 anos em Portugal...e uma delas é a ocorrência de acidentes de viação. Dantes era uma mortandade impressionante, nas estradas.

Hoje felizmente não é assim o que permite concluir o seguinte: se alterarmos as causas os efeitos também se alteram forçosamente.

No caso da "violência doméstica", as causas não se alteraram significativamente, mas modificaram-se os modos de lidar com os efeitos. Para pior.

Não encontrei nos exemplares mostrados um único caso do homicídio mais frequente e vulgar nesse tempo: o crime de ódio ao vizinho por causa de terras e águas. Mas há um caso de partilhas...

No CM de hoje, Francisco José Viegas cujas crónicas são um dos motivos por que compro o jornal, tem esta que revela que mesmo pessoas cultas que leram muito Camilo e autores italianos, não se apercebem do que está em causa.

Julgam, à semelhança dos pensadores juristas que temos a tentar resolver estes assuntos que a prisão e a repressão policial resolve estes problemas.
Por essa ordem de ideias, o professor Carrilho teria sido engavetado logo e ficado em prisão preventiva. Falo nesse porque é o mais notório acusado de violência doméstica.

Enfim, se pensassem duas vezes e soubessem como realmente funciona o Estado no seu poder repressivo, saberiam melhor. Assim...limitam-se a pedir mais músculo para os facínoras.


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Dura lex, sed latex