terça-feira, 25 de junho de 2019

A corrupção larvar em Portugal

Expresso: 

Entre os 49 países que integram o Greco, um organismo criado pelo Conselho da Europa para monitorizar a corrupção, Portugal destaca-se entre os 16 que não cumprem boa parte das recomendações. Portugal é ainda o país com maior percentagem de medidas ainda por implementar.
Portugal continua a figurar nos relatórios internacionais como um mau aluno em matéria de combate à corrupção. Desta vez o puxão de orelhas é dado pelo Greco (Grupo de Estados Contra a Corrupção), que volta a sublinhar os fracos progressos na prevenção da corrupção dirigida especificamente a deputados, juízes e magistrados do Ministério Público.
No seu relatório anual de 2018 o Greco identifica 16 países (entre os 49 que integram o organismo) que continuam a fazer orelhas moucas quanto às suas recomendações e a apresentar uma evolução insatisfatória na prevenção da corrupção. E Portugal é um deles.

Observador:

António Ramalho Eanes considera que a corrupção é uma “epidemia que grasse pela sociedade” portuguesa. Na opinião do antigo Presidente da República, que apresentou esta segunda-feira, na Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES), em Lisboa, a sua radiografia do país, isto deve-se, em parte, a uma “cultura de complacência”, mas também a um sistema partidário que escolheu o “encastelamento”, citou o Diário de Notícias.

Um exemplo recente da corrupção de alto coturno e larvar:

O grupo dos eurodeputados socialistas portugueses já estabeleceu as prioridades para os cargos a ocupar no novo Parlamento Europeu. E quer Pedro Silva Pereira, que foi ministro da Presidência durante o governo de José Sócrates e um homem próximo da liderança do antigo primeiro-ministro, como vice-presidente do Parlamento Europeu.

Num país decente este Pedro da Silva Pereira estaria a trabalhar a sério, num sector afastado da política, por causa do que fez. Se calhar não tinha onde cair, mas enfim. 

Até este agregado às brands do momento acha escandaloso o que está a acontecer...e diz assim: 

Pedro Silva Pereira não foi acusado na Operação Marquês. Não há provas de que tenha cometido qualquer crime. Mas tudo indica que a sua família usufruiu de muito dinheiro de José Sócrates e Carlos Santos Silva. A sua carreira política devia ter terminado há muito.

Pois devia mas não terminou porque em Portugal a corrupção é epidémica, como diz Ramalho Eanes. E endémica como escrevo aqui há muito tempo. 

Sem comentários:

As achas das rachas