segunda-feira, 2 de setembro de 2019

As ideias social-democratas de Ângelo Correia: a sem-vergonha total...

Sapo24:

O político Ângelo Correia aceitou o desafio do SAPO24 e juntou-se ao Plenário. Se fosse primeiro-ministro nos próximos quatro anos as suas prioridades eram aproximar a democracia dos cidadãos, promover a sustentabilidade, inovar na educação e incentivar à natalidade.
"Vivemos numa democracia, ou seja, num sistema em que as ações são dirigidas para as pessoas, com as pessoas e pelas pessoas, mas cada vez mais as pessoas se afastam da prática da democracia e da sua vida normal. Estão alheias à democracia. A primeira missão que um político tem de operar é reintegrar as pessoas, e para isso [é preciso um] novo discurso, novas palavras, novos rituais e novas práticas políticas. Mas não chega. Há muitos anos que o planeta está a sofrer, e muito. Nós pensámos na História que era importante controlar e dominar o planeta em vez de lidarmos com a natureza convivendo e respeitando-a. Então, os desastres foram iminentes. Cada vez temos menos recursos, cada vez temos menos água potável — o que é um problema também português. Cada vez temos problemas mais sérios com o clima, e tudo isso significa, na prática, que temos de viver de outro modo. Para isso precisamos de ter uma Educação diferente, não pensada apenas nos termos dos sindicalismos habituais, mas a pensar que a escola é um sítio onde temos de vir várias vezes, porque a velocidade e a aceleração que a tecnologia nos imprime obriga-nos a lá estar, sobretudo para tentar perceber como resolver problemas. Sem uma nova forma de Educação, sem uma nova política ambiental, nós não temos futuro. Por último, há quem estude a demografia e nos diga que no fim do século em vez de 10 milhões somos 8. Não quero isso para Portugal, não quero deixar de ter população, temos por isso de incentivar as famílias, incentivar o conceito de família, ajudar as pessoas a ter filhos — e não se fazem filhos por decreto, mas com incentivos reais para que as pessoas tenham uma vida que possam consagrar à família. Sem isso não temos Portugal".

Ângelo Correia? Um portento da política caseira. Assim, em entrevista há uma dúzia de anos, ( 14.6.2007) à Sábado. 

Um homem sem vergonha de tipo algum...




O Bloco social-democrata que é socialista e até comunista se lhe aprouver...

Observador:  

Na entrevista, a actriz representa o papel de sedutora de incautos...

O Bloco quer mudar a estrutura da economia e no seu programa escreve que as várias crises que vivemos têm um nome: capitalismo. O Bloco quer acabar com o capitalismo? Quer o quê no seu lugar? Qual é o plano do partido a longo prazo?

O Bloco de Esquerda é um partido socialista. Isso é claro. Quer uma economia absolutamente diferente em que não haja uma minoria detentora dos meios de produção e que, portanto, também se decida como é que a riqueza é distribuída, sempre em benefício de uma pequeníssima elite e com prejuízos da enorme maioria.

E o Bloco acredita que pode mudar isso?

Os partidos também têm projetos para os tempos históricos que vivem. O Bloco de Esquerda tem proposta, apresenta um programa – às vezes as pessoas ficam um pouco chocadas, mas eu acho importante dizê-lo, que é na sua essência um programa social-democrata.

Quer dizer, o Bloco é socialista, mas por enquanto prefere ser social-democrata e será comunista quando tal lhe convier. É esta a verdadeira essência desse partido da Mentira permanente. 

Há dez anos,  o seu principal mentor, fradique Louçã,  dizia o mesmo...

Sobre a essência ideológica do BE, depois da pergunta "Em que é que o BE acredita?":

"Numa esquerda socialista. (...) Para nós o socialismo é a rejeição de um modelo assente na desigualdade social e na exploração, e é ao mesmo tempo uma rejeição do que foi o modelo da União Soviética ou é o modelo da China. Não podemos aceitar que um projecto socialista seja menos democrático que a "democracia burguesa" ou rejeite o sistema pluripartidário. Não pode haver socialismo com um partido político único, não pode haver socialismo com uma polícia política, não pode haver socialismo com censura. O que se passa na China, desse ponto de vista, é assustador para a esquerda. (...) Agora, a "esquerda socialista" refere-se mais à história da confrontação, ou de alternativa ao capitalismo existente. Por isso o socialismo é, para nós, uma contra-afirmação de um projecto distinto. Mas, nesse sentido, só pode ser uma estrutura democrática."

O que dizia Louçã em 2005 a este propósito? Isto:

"O BE é um movimento socialista ( diferenciado da noção social-democrata, entenda-se-nota minha) e desse ponto de vista pretende uma revolução profunda na sociedade portuguesa. O socialismo é uma crítica profunda que pretende substituir o capitalismo por uma forma de democracia social. A diferença é que o socialismo foi visto, por causa da experiência soviética, como a estatização de todas as relações sociais. E isso é inaceitável. Uma é que os meios de produção fundamentais e de regulação da vida económica sejam democratizados ( atenção que o termo não tem equivalente semântico no ocidente e significa colectivização-nota minha) em igualdade de oportunidade pelas pessoas. Outra é que a arte, a cultura e as escolhas de vida possam ser impostas por um Estado ( é esta a denúncia mais grave contra as posições ideológicas do PCP- nota minha). (...) É preciso partir muita pedra e em Portugal é difícil. Custa mas temos de o fazer com convicção."

Repito: o Bloco só engana quem quer ser enganado...

Helena Pereira de Melo, uma significativa apaniguada do regime, com Ph D e da FCT

Helena Pereira de Melo arranjou hoje um lugar cativo na página 11 do Público, com um artigo sobre Salazar que resume quase todas as ideias feitas sobre o regime do tempo de Salazar.


Esta senhora é uma das dignitárias dos apaniguados do regime que está e como tal se deve contextualizar o escrito.

Note-se sobre a corrupção do regime: " dos poucos que lhe tinham acesso directo e a quem concedeu, ao longo dos anos, grandes benesses, aquém e além-mar".

Salazar foi por isso um corrupto que "concedeu benesses" a quem bem entendeu. Exemplos? Nem um, apenas uma afirmação gratuita e difamatória.

Sobre o que Salazar pensava das mulheres: " deviam conservar-se na sombra e desempenhar a nobre função de reproduzir a valorosa raça lusitana enquanto cosiam as meias do marido".  Era mesmo isto que Salazar pensava das mulheres? Segundo esta idiossincrática da brand de uma certa esquerda, era mesmo isso. E nem adianta escrever o contrário ou contrariar a ideia feita.

Sobre a repressão política do comunismo e seus acólitos: " a Colónia Penal do Tarrafal aberta por decreto-lei também assinado, em 1936 pelo Senhor Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar, não se afasta significativamente dos campos de concentração nazis".

Parece que até teria um forno crematório, "significativamente" escondido, não será assim?

A Colónia Penal do Tarrafal era "significativamente" usada para aplicar a pena de desterro, prevista no código penal relativamente a condenados por delitos comuns e também políticos. Foi pensado logo em 1933 e levada a efeito três anos depois.

Quem ler os artigos destas sabidolas do regime ficaria a pensar, se mais não soubesse que o desterro fora inventado pelo regime de Salazar, logo em 1933. E que o degredo era uma expressão dos romances de Alexandre Dumas pai e filho.

É esse efeito que pretendem colocar nas idiotices que escrevem, apesar desta sabidolas ser formada em Direito, com PH d que a deveria ter obrigado a estudar história, como a que vem na Wikipedia. : a pena de desterro era pena bem comum em todos os estados europeus da época e que vinha de longe...não era uma particularidade "significativa" do Estado Novo.

Se esta sabidolas licenciada em Direito e com Phd soubesse melhor teria pensado duas vezes antes de escrever o que escreveu, por causa destes artigos do C. Penal de 1852 que vigoravam ao tempo do governo republicano e jacobino que precedeu o Estado Novo e o justificou em parte devido aos desmandos e crimes cometidos sob a respectiva alçada:



Além disso ainda há mais: "talvez a nostalgia do regresso à ordem representada por Salazar, expressa no adágio ( ?!) Deus, Pátria, Família, seja a nostalgia da boa ordem que nos acompanhou durante longos tempos da Santa Inquisição primeiro e, mais tarde, da PIDE..."

Estamos conversados quando lemos estas pérolas de sabedoria desta Phd.

É disto que temos nas madrassas do ensino público, nas fundações subsidiadas pelos impostos e que asseguram a boa vidinha desta gentinha. Sim, gentinha.