quarta-feira, 4 de setembro de 2019

A África do Sul descolonizou-se...depois de nós

Observador:

Há portugueses a abandonar Joanesburgo, a maior cidade de África do Sul, por precaução na sequência da onda de violência que está a opor residentes sul-africanos e os imigrantes de outros países do continente. Em conversa com o Observador, uma portuguesa residente na Cidade do Cabo que preferiu não ser identificada diz que “a violência ainda está contida em Joanesburgo” mas que há receio que alastre a outras cidades do país: “Joanesburgo nunca foi uma cidade muito segura e isto foi a gota de água para muita gente”, argumenta.

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Em Lagos, a maior cidade da Nigéria, os imigrantes sul-africanos começam a sofrer represálias por causa das manifestações anti-imigração na África do Sul. Num vídeo, um sul-africano explica que estava a tentar fazer compras num centro comercial quando lhe mandaram ir embora por causa da sua nacionalidade. “Esta é a resposta à xenofobia na África do Sul. Os manifestantes bloquearam as entradas do ShopRite [uma loja] e ouviram-se tiros. As coisas estão a ficar muito feias na Nigéria por causa daquilo que está a acontecer na África do Sul. As pessoas estão a fugir. As coisas não estão bem. Estão a dizer aos sul-africanos para irem embora”.


O resultado prático da "descolonização" da África do Sul é este: "guerra civil", "xenofobia", ou seja racismo puro e duro e afinal o contrário do que Nelson Mandela queria.

A África é um continente desgraçado e nós quando lá estivemos a mandar em Angola e Moçambique não poderíamos ter continuado muito mais anos nessa posição, apesar de tudo o que lá fizemos. Marcello Caetano sabia disso. E desconfio que Salazar também.


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