sexta-feira, 8 de novembro de 2019

O PCP, um partido contra a liberdade democrática

Observador:

“A passagem dos 30 anos após a denominada “queda do muro de Berlim” tem servido de pretexto para mais uma onda de revisionismo histórico, em que a descontextualização e falsificação dos acontecimentos serve de mote para uma nova e sofisticada campanha anticomunista, em que o capitalismo celebra não só a anexação da República Democrática Alemã (RDA) pela RFA (Republica Federal Alemã), mas igualmente as derrotas do socialismo na União Soviética e noutros países do leste da Europa”, lê-se no texto enviado à Lusa.

O PCP lamenta que se foque o evento “como se de uma vitória dos ideais da liberdade e de paz se tratasse”. Para os responsáveis comunistas portugueses, “é uma evidência que, com o fim da RDA e do campo dos países socialistas na Europa, a globalização capitalista que lhe sucedeu tornou o mundo mais oprimido, mais injusto, mais inseguro, demonstrando que o socialismo faz falta ao mundo”.

Que não haja qualquer dúvida: o PCP continua igual a si próprio como partido. Há trinta anos um movimento imparável do povo dos países de Leste derrubou o comunismo, literalmente. Derrubou muros, depôs dirigentes, alterou o mapa político da Europa e tudo sem violência de maior. 

No final do ano de 1989 tal revolução foi celebrada em todo o mundo democrático segundo os valores ocidentais. 
Tais valores não eram e continuam a não ser os do PCP e apesar de o partido fazer parte do nosso sistema democrático é profundamente anti-democrático, sem remissão e reaccionário, segundo os seus próprios termos. Um partido de extrema-esquerda, finalmente. Um partido que comunga uma ideologia semelhante ao totalitarismo nazi, conforme foi proclamado há semanas na União Europeia. 

Pois nem assim!  O PCP é um partido a quem se deveriam aplicar as regras que o mesmo estabeleceu na Constituição: proibição de ideologias fascistas, porque é afinal um partido émulo desse fascismo verdadeiro, o do totalitarismo da repressão aos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. 

No final do ano de 1989 a revista italiana Panorama, de esquersa social-democrata punha em evidência os sinais de tal Revolução: 







Sem esquecer os sinais evidentes de corrupção nos regimes de Leste de que era exemplo a RDA: carros suecos de alta gama para os dirigentes do partido do povo e Trabants de terceira para esse mesmo povo. 



Cerca de 15 anos antes destes acontecimentos, o PCP promovia em Portugal um processo revolucionário apoiado mediatica e entusiasticamente pelos órgãos de informação quase todos subjugados a tal orientação ideológica. Os jornalistas de então fazem parte da geração que educou os actuais jornalistas, através das escolas, verdadeiras madrassas que entretanto se foram formando. Até uma tal Judite de Sousa que terá sido do PCP ou os parentes dela, é professora de jornalismo (!). Pasme-se com o sinal de exclamação! 

Pois era isto que nos impingiam tais sumidades jornalísticas que agora comemoram no Público e noutros jornais os 30 anos da queda do Muro de Berlim: 

Século Ilustrado de 13.7.1974 ( o PREC começou cedo, na imprensa afecta ao PCP e extrema-esquerda, quase toda aliás).  Estes jornalistas do comunismo e esquerdismo em geral não sabiam o que se passava nos países de Leste, coitados. Alguns continuam sem saber o que se passou, como se mostra na reacção do PCP: 




Por cá ainda havia publicidade aos Fiat 132. Por lá nem pó. Era mesmo só Trabants, de terceira porque nem havia de primeira...E era isso que o PCP queria por cá: acabar com as publicidades aos produtos burgueses e eliminar o capitalismo inerente. Ainda hoje quer.


Flama,  20.6.1975:


Flama 25 de Julho de 1975:


Flama 5 de Julho de 1975:


É natural que esta imagem do jornal francês Libération ( de esquerda mais ou menos trotskista) , do fim de semana de que agora se comemora o aniversário dos 30 anos, faça confusão ao PCP: é uma imagem de um povo que ansiava por uma liberdade que o PCP nos queria garantir que não tivéssemos. 

Ainda hoje quer e ninguém lhes atira tal facto à cara ideológica e os manda calar de vez. 


  

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