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sábado, setembro 11, 2010

a (in)comunicação da Justiça

O jornal i conta que enviou ao tribunal da respectiva Vara Criminal (8ª)onde decorre o processo Casa Pia, uma série de perguntas que esclareceriam o público sobre o assunto do adiamento do depóstio do acórdão. As perguntas são muito pertinentes e só pecam pela insuficiência.

O i informa que tais perguntas "ficaram por responder". Só obtiveram resposta indirecta do CSM e quanto ao Ministério da Justiça, o ITIJ não se deu ao cuidado de responder. O Governo não quer que se saiba que a responsabilidade por este pequeno escândalo também lhe cabe e fica em silêncio cúmplice, porque "o calado é o melhor". Perguntas sobre o Habilus, o Citius, o Sitaf e outras coisas assim, são de evitar e quanto menos se falar nesses sistemas polémicos e ineficazes em boa parte dos casos ( SITAF), melhor. Deixam passar a onda e tudo como dantes, com o quartel-general da propaganda, nos abrantes.

É por estas e por outras que muitas vezes, a Justiça fica em crise. Que justificação pode existir para esta atitude? Provavelmente o jornal enviou as perguntas por meio electrónico, sem as dirigir a alguém em concreto e com competência suficiente para a resposta. Provavelmente não se lembraram que o responsável por essa comunicação seria o Secretário/a de Justiça e não o juiz-presidente que apenas poderia responder no âmbito das suas funções. O jornal também não informa sobre isso.
E de equívoco em equívoco vamos andando com um prejuizo e um desgaste inadmissível na imagem e prestígio dos tribunais e da Justiça.

Responsabilidade de quem?

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