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quarta-feira, maio 08, 2013

O que nunca foi feito...

Público online:

Os prédios que a Câmara de Braga pretende expropriar para construir a nova Pousada de Juventude da cidade pertenceram à filha do presidente da autarquia, Mesquita Machado, até à semana passada.

Os imóveis foram vendidos a uma imobiliária da cidade e, quatro dias depois, foi iniciado o processo de aquisição dos terrenos situados junto ao Convento das Convertidas, no centro da cidade. Os documentos da 1.ª Conservatória do Registo Predial são claros, dando conta da transmissão da propriedade dos dois imóveis para a empresa Urbimodarte no dia 30 de Abril (terça-feira da semana passada).

Os prédios tinham sido comprados, em 2010, pela filha de Mesquita Machado e pelo marido, e estão hipotecados, como garantia por um crédito concedido ao casal em 2011, com um montante máximo assegurado de 2,7 milhões de euros. Segundo os registos da Conservatória de Braga, os edifícios continuam hipotecados. Caso avance o pedido de expropriação dos mesmos, a hipoteca será o primeiro elemento a ser liquidado pelo dinheiro público envolvido no negócio.

Quatro dias após a venda dos prédios pela filha e o genro de Mesquita Machado, a autarquia deu início ao processo de expropriação dos mesmos, num processo declarado “urgente” e em que é evocado o “interesse público” da sua localização. O documento será votado na reunião do executivo municipal desta quinta-feira.


Mesquita Machado é presidente de câmara há décadas. Com uma lei de enriquecimento ilícito que foi sempre rechaçada pelo PS ( et pour cause) sob o pretexto de inverter o ónus de prova em direito penal, teria um destino  incerto mas seguro: um ónus de provar o contrário da vox populi.

5 comentários:

  1. dizem por aí
    'no ps anda tudo no gamanço'

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  2. Toda a gente sabe como funciona o sistema em Braga.

    Um autêntico bacalhau à moda de Braga.

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  3. E esta, hein?


    http://www.publico.pt/sociedade/noticia/ministerio-publico-pede-absolvicao-de-arguidos-no-caso-taguspark-1593762

    Um caso de corrupção que parecia fácil de provar em julgamento vai terminar em mais uma absolvição?

    E o Ministérito Público, que acusou, pede a absolvição, provavelmente perante as mesmíssimas provas que fundamentaram a acusação a manterem-se em julgamento?

    Assim não vamos a lado nenhum, não.

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  4. Há notícia do valor pago pela tal imobiliária pelo prédio hipotecado?

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  5. ...como?
    e a imobiliária comprou os imóveis com o ónus da hipoteca? e, se a hipoteca cobre um empréstimo de 2,7 milhões de euros, por quanto foi efectuada a suposta venda?...hummmm!...nada a estranhar. Aliás, muito antes das PPP, Braga já era conhecida como a terra das PPPPP (5)!

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