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quarta-feira, novembro 25, 2015

Pela capa morre o Público

Costa primeiro-ministro, em 25 de Novembro 2015, capa do Público de hoje: auspiciosa, triunfante, exclusiva. O fim da austeridade que passa pelo Parlamento...

.com a mesmíssima directora, a inefável Barbara): manhosa, derrotista e partilhada. O combate à bancarrota completamente esquecido e desprezado...


O Público já nem para embrulhar peixe serve.

O Diário de Notícias de 18 de Junho de 2011, com a direcção de João Marcelino, apesar de tudo ainda é mais equilibrado...



E a de hoje, do subserviente André Macedo ( aceitou o diktat do patrão para proibir publicidade do Correio da Manhã, que desagradava a José Sócrates...):



Por aqui se pode ler em modo semiótico  a influência da idiossincrasia no ambiente jornalístico: este DN ainda dá para embrulhar peixe. Podre...


 ADITAMENTO:

Uma leitora que não tem pachorra para estas coisas mencionou a falta das capas do Correio da Manhã. Não sei bem para quê, mas enfim, para colmatar esse lapso aqui ficam. Denotam, ambas, a relativa importância que o jornalismo do CM concede "à política" partidária. A notícia lá aparece, com as figuras dos governantes e tudo, mas a primeira página tem outras prioridades imediatas: captar o que supostamente é interpretado como o interesse  do leitor ideal do jornal. No caso deste ano, o assunto do juiz Rangel que merece muita atenção pelo significado e que nesse dia era efectivamente notícia.

 No caso de 2011 a circunstância de um ministro da Justiça ser alvo de buscas, por suspeita de favorecimento pessoal da mulher...através do seu gabinete. Se alguém quiser encontrar nesta notícia um motivo de enviesamento político ficará sossegado por saber que o ministro em causa já não o era...

 
Por outro lado, aproveito a oportunidade para reafirmar que o Correio da Manhã pode ser tudo aquilo que o cantor Loudon Wainright III dizia na canção sobre Nova Iorque mas traz notícias que são únicas no panorama dos media nacionais.
Os jornalistas de referência não ligam a tais fait-divers por presunção estúpida e arrogância feia, mas deviam.
A bem-pensância nacional e parceiros pensadores do costume politicamente correcto também repudiam com nojo tais capas de sangue a jorrar da tinta fresca e facas de ligas da competição pela violência. Que horror! Ui! Não olhes, menino, vai jogar GTA na playstation...
Até há por aí certos comentadores insuspeitos que repetem o mantra da hipocrisia latente, preferindo ver o argueiro para não tirar a pala do olho.
Os jornalistas são mensageiros de notícias, não opinadores políticos, sociais ou ideológicos. Para isso temos muitos que já não valem a ponta de um corno.
Jornalista que se preze relata factos que julga terem interesse público e se quiser acrescentar algo à própria  escolha da notícia que muitas vezes é uma afirmação também ideológica ou pelo menos com relevo social, então demarca o campo e escreve em separado, a opinião.
Quando o não faz, como é costume relapso de outros jornais, com particular destaque para o Público, entra no chamado jornalismo de sarjeta e não terá qualquer moralidade para dar lições de jornalismo. Antes pelo contrário deveria aprender.

6 comentários:

  1. apartir de ontem e da reeleição do engenheiro, sou galego...

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  2. 'indigência a quanto obrigas!'

    os palavrões passam automaticamente a fazer parte da cul tura

    pretérito mais que perfeito

    digo 'o futuro a Deus pertence'
    porque a pesar de não constar na crp
    ainda aparece nos dicionários

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  3. O que se pode esperar da Srª de Paz Ferreira à frente do Ministério da Justiça?

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  4. sobre a Morte

    «La vita fugge e non s'arresta un'ora,
    e la morte vien dietro a gran giornate:
    e le cose presenti, e le passate
    mi dànno guerra, e le future ancora.»
    Petrarca, Canzoniere, dopo la morte di Laura

    «Life runs away and never rests a moment
    And death runs after it with mighty stride,
    And present things and things back from the past
    And from the future, too, wage war on me.»
    Petrarch, Selections from the Canzoniere, after Laura's death. (Trans. by Mark Musa)

    por nada valer
    não 'choro sobre o leite derramado'

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  5. Triste País este, que tem como líder um manhoso do pior que se tem visto! Que exemplo para o "povo!
    Ainda estou incrédulo com esta golpada!

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  6. Para maior rigor faltam as capas do Correio da Manha ... não há pachorra

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