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quarta-feira, abril 11, 2018

A Esquerda tem sempre arrazoados...

Alguém me pediu para comentar este artigo de Alfredo Barroso no jornal i de ontem:

Fui à cata de memórias da direita no meu sobrecarregado arquivo de textos e números comprometedores, e confesso que tive muita dificuldade na escolha entre a multidão de asneiras e escândalos em que a direita é fecunda. Mas acabei por assentar apenas em algumas notícias, textos e números de fontes não contaminadas.
Dá-se o caso, hoje, da direita acusar a esquerda no poder de não efectuar as reformas que o estado do país reclama. Podia perguntar à direita porque é que não aproveitou, então, as duas décadas em que esteve no poder nos últimos trinta anos, para as levar a cabo. Mas lembrei-me, entretanto, da grande sova que o Tribunal de Contras vibrou no Governo de Passos-Portas-Albuquerque-Cristas, em Dezembro de 2013, por causa do estrondoso fracasso do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado (Premac) que, afinal, só conseguiu abranger 16 % do universo da Administração Pública. De facto, as reduções de estruturas e cargos dirigentes ficaram muito aquém das metas delineadas pelo governo e até se verificou – imaginem! – um aumento do número de funcionários públicos: um pouco mais de 90 mil, credo!
Em 2015, o Tribunal de Contas voltou à carga, a propósito das privatizações da EDP e da REN, acusando o mesmíssimo governo de direita de não tomar medidas legislativas “que acautelassem os interesses estratégicos do Estado português após a conclusão do processo de privatização”. No “relatório de auditoria dos processos de (re)privatização do sector eléctrico”, publicado em 29 de Junho de 2015, o Tribunal de Contas frisa que – não obstante o decreto de privatização da EDP e da REN e o acordo de venda e de parceria estratégica conterem referências à salvaguarda do interesse nacional – “não foi prevista qualquer cláusula de penalização para o seu incumprimento”, em claro desrespeito pelo estatuído no artigo 27 da Lei Quadro das Privatizações. Além disso, a auditoria do Tribunal de Contas constatou que “a postura do Estado Português” se revelou “menos adequada quando comparada com a de alguns dos países europeus que protegem claramente os seus ativos estratégicos”.
Entretanto, em 21 de Junho de 2014, o suplemento “Dinheiro Vivo” do “DN” anunciava que – entre o início da crise financeira de 2008 e o final de 2013, quando o Governo de coligação do PPD-PSD / CDS-PP já estava há dois anos e meio no poder – se assistiu a uma transferência de riqueza de grandes proporções do factor Trabalho para o Capital, com a crise a retirar 3,6 mil milhões de euros aos salários e a entregar 2,6 mil milhões ao Capital. Com a direita só podia ser assim, dir-me-ão. E foi mesmo!
Outra das acusações contra o PS que agora circula em alguns jornais é a de que foi quando Armando Vara pertenceu à administração da CGD que se verificou o maior rombo no banco público. O que – embora Armando Vara possa não ser “flor que se cheire” – não corresponde de todo à verdade. Referindo-se, em 20 de Julho de 2016, ao “negócio mais ruinoso da Caixa Geral de Depósitos nos últimos anos”, o jornalista especializado em economia e finanças Bruno Faria Lopes escrevia: “É difícil bater o resultado da expansão (da CGD) em Espanha a partir de 2005. Tal expansão foi o cumprimento de um desejo político antigo, que vinha pelo menos desde o tempo de Cavaco Silva como primeiro-ministro (1985-1995)”. E foi um trágico fiasco!
Liderado por Faria de Oliveira (que foi “braço direito” de Cavaco Silva e que viria a ser presidente da Associação Portuguesa de Bancos), ao lado do administrador da CGD para a área internacional, Carlos Costa, hoje Governador do Banco de Portugal – esse “plano muito ambicioso” para desenvolver o negócio em Espanha “levou a Caixa a investir 300 milhões de euros numa economia sobreaquecida por uma bolha imobiliária mesmo na véspera do rebentamento da crise do ‘subprime’ (…) As perdas rapidamente apareceram, mas só em 2009 a Caixa travou a expansão. As contas do banco espanhol foram sendo embelezadas através dum ‘bad bank’ criado em Espanha, onde foram estacionados 1,5 mil milhões de euros em créditos problemáticos”. Em 2013, porém, Bruxelas obrigou a uma reestruturação profunda – e o Banco Caixa Geral encolheu muito, podendo até ser vendido. Quanto perdeu, então, a CGD em Espanha? Um ex-administrador admitiu que “ninguém sabe na Caixa”, mas fontes ligadas à CGD falam de mil milhões como um valor mínimo e ‘conservador’.
Quanto à banca, os desastres da responsabilidade da direita e da plutocracia que a apoia não se ficam por aqui. Como salientou Nicolau Santos, no Expresso, em 28 de Dezembro de 2015: “Todos nos lembramos do cortejo dos cinco maiores banqueiros portugueses (Ricardo Salgado, Fernando Ulrich, Nuno Amado, Faria de Oliveira e Carlos Santos Ferreira) a irem ao Ministério das Finanças e depois à TVI exigir ao então ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que pedisse ajuda internacional. Todos nos lembramos como o santo e a senha da altura era o da insustentável dívida pública portuguesa por erros de gestão do Governo de José Sócrates. Todos nos lembramos das sucessivas reafirmações de que a banca estava sólida, por parte do Banco de Portugal e do governador Carlos Costa. Todos nos lembramos dos testes de ‘stress’ aos bancos conduzidos pela Autoridade Bancária Europeia – e como os bancos nacionais passaram sempre esses testes. E, depois disso, BPI, BCP, CGD e Banif tiveram de recorrer à linha de crédito de 12 mil milhões acordada com a troika. E, depois disso, o BES implodiu – e o Banif também. E, depois disso, só o BPI pagou até agora tudo o que lhe foi emprestado. E, antes disso, já o BPN e o BPP tinham implodido. E a Caixa vai ter de fazer um aumento de capital. E o Montepio é uma preocupação”.
Mais disse Nicolau Santos: que as empresas de Luís Filipe Vieira deixaram uma dívida de 17 milhões do BPN à Parvalorem, do Estado, e tinham ainda por pagar 600 milhões de crédito do BES; que o ex-líder da bancada parlamentar do PSD, Duarte Lima, deixou perdas tanto no Novo Banco como no BPN, e que Arlindo Carvalho, ex-ministro de Cavaco, também foi acusado por ilícitos relacionados com crédito concedido pelo BPN para compra de terrenos. Outro dos homens fortes do cavaquismo, Dias Loureiro, era arguido, desde 2009, por compras de empresas em Porto Rico e Marrocos e suspeita de crimes fiscais e burlas. Todavia, seis anos depois, o Ministério Público ainda não acusara Dias Loureiro, e o processo acabou por ser arquivado.
Já em 17 de Fevereiro de 2017, Nicolau Santos escreveria, a propósito dos constantes ataques da direita ao ministro das Finanças, Mário Centeno: “Na verdade, o que a direita não suporta é que Centeno tenha provado que era possível trilhar outro caminho económico, com menos sacrifícios para os portugueses, e mesmo assim conseguir reduzir o défice para valores historicamente baixos, o mais baixo em 42 anos de democracia, coisa que a direita nunca conseguiu até agora. O que a direita não perdoa a Centeno é que tenha conseguido fazer isto colocando a economia a crescer um pouco mais do que se esperava, com o regresso do investimento, a subida das exportações, a melhoria do clima económico e do indicador de confiança”.
Alguns meses antes, a 26 de Julho de 2016, referindo-se às sucessivas crises da banca portuguesa, “que em nada abonam a favor da elite financeira-industrial que as portas de Abril abriu”, o jornalista Sérgio Figueiredo, ex-director do “Diário Económico” e actualmente director da TVI, escrevia: “Sem ambiguidades, nem meias palavras, as três tragédias recentes (da banca) têm três responsáveis bem identificados: o PSD (que tem a responsabilidade activa); a sua ministra das Finanças (que personifica a arrogância ignorante ou a ignorância arrogante, tanto faz…); e o CDS (em cumplicidade silenciosa, porque antes coligado do que morto)”. Mais: “Culpar a geringonça por um buraco de três mil milhões no Banif, por outro tanto na CGD e pelo imbróglio do Novo Banco é ofender a inteligência dos portugueses. Pior: justificar este terramoto na banca nacional com os últimos seis meses (Janeiro a Julho de 2016) é impedir que um dia se esclareça o que quer que seja. Não houve um terramoto financeiro em Portugal, simplesmente o sistema está a ruir por dentro”. E ainda mais: “Costa, Centeno e companhia são responsáveis por muita coisa, podiam por exemplo carregar baldes de água em vez de depósitos de gasolina. Mas não são eles que devem responder pelo fogo que encontraram na tomada de posse. Por isso, não é admissível o papel que Passos Coelho anda(va) a fazer – porque contrasta com a seriedade dos anos em que aplicou a inevitável austeridade. E não é decente a figura de alguns dos seus mentecaptos no Parlamento”. Seria difícil ser mais incisivo.
Passos Coelho e alguns destes “mentecaptos” já se foram embora, mas o sonho deles é voltar e recomeçar a obra de destruição do Trabalho para beneficiar o Capital. Além de ainda restarem os “mentecaptos” que ficaram e não arredam pé. Se há coisa que a direita portuguesa, no estado em que está desde Durão Barroso e Santana Lopes, já provou que não tem, é vergonha na cara, memória do mal que fez e capacidade para reconhecer os graves erros que cometeu e os enormes escândalos a que está directa ou indirectamente ligada. “Quod erat demonstrandum”!

Perante este arrazoado típico de passa-culpas em que a Esquerda portuguesa é pródiga e relapsa devo dizer que não me sinto à vontade tecnicamente para discutir arrazoados.
Gostaria que alguém o fizesse e desmascarasse os sofismas, falsificações e desmemórias do habitual Alfredo Barroso que não costuma ser um fanático e até se mostra muitas vezes razoável. Mas aquela chinela para onde lhe foge sempre o pé é a mais confortável e por isso a calça sempre. Porém, embotada fica sempre a verdade.

É ou não verdade que as bancarrotas iminentes que tivemos em 40 anos democráticos tiveram sempre a "mãozinha" dessa esquerda?

É ou não verdade que a direita em Portugal não existe enquanto tal mas apenas enquanto ficção científica na mente desses protagonistas?

Os casos da banca portuguesa que têm a ver com a direita em si mesma considerada e mesmo enquanto ficção científica?  Pouco ou nada se tivermos em conta que é o centrão esquerdista que manda nessa banca, desde o tempo da nacionalização e reprivatização. Não foi o "dono disto tudo" quem proclamou urbi et orbi que o investimento público em Portugal, no consulado Sócrates era um maná mais que precioso para o progresso do país? Quem o desmente? Alfredo Barroso? Não pode porque sabe que o maior aliado de José Sócrates foi Ricardo Salgado por interesse próprio e da sua família de "direita"...

A grande sova que o tribunal de Contas deu ao pretenso governo da "direita" compara-se de alguma forma com as sucessivas sovas que foi dando, inutilmente e sem qualquer efeito, nos governos da esquerda socialista democrática? Afinal, gastar, gastar e gastar, desde os tempos dos governos de Guterres de que Alfredo Barroso fez parte,  foi sempre obra de quem?

De resto porque se reprivatizou o que era público e se entregou a estrangeiros que agora mandam em activos estratégicos para o país? Foi apenas por mero "liberalismo" de direita ou por estrita necessidade em prover a satisfação de necessidades abertas pela Esquerda do gasta, gasta, gasta?

Por fim, este Centeno tem feito algo diferente do que faria a putativa "direita" se estivesse no poder, em termos de devolução de rendimentos a funcionários públicos? E tem feito algo diferente em relação a uma austeridade que ainda não acabou nem tem fim à vista, apesar da cosmética orçamental e da opção política em sobrecarregar nos impostos indirectos?

Enfim, demagogia e verborreia escrita é o que vejo no artigo de Alfredo Barroso. E fica comentado.


16 comentários:

  1. Citar Nicolau Santos dá um ar mais credível ao artigo.Ainda há de citar o bom Papa Francisco quando escrever sobre o impacto da austeridade da direita no movimento das placas tectónicas.

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  2. a esquerda está cheia de BORROSOS
    que se borram quando se mencionam os casos de corrupção e bancarrota da esquerda

    é só bosta
    incluindo o SCP

    houve em tempos um partido chamado PSD
    que partiu para parte incerta

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  3. Ele devia era citar o Jacinto Leite Capelo Rego do CDS, é mais credível…
    E está tudo dito pelo José. Eu apenas ia perguntar que direita é essa que nunca ninguém viu. A não ser esta esquerda moderada, desmoderada, radical e amigos do centro. Já não os distingo.
    De qualquer modo essa alegada direita, que para mim é a esquerda por outro nome e cheira quase tão mal (estou Shakespeareano), é a outra face da mesma moeda. A única coisa que sinto é que afunda o país mais lentamente. O PS é voraz e incontinente.
    Esta gente tem sempre um discurso embrulhado em valores que não tem. O único valor que conta para a esquerda é o poder, seja na junta de freguesia, seja no governo.

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  4. A alegada direita também tem o seu borroso! E se fosse só esse, bem ia.

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  5. Conclusão lógica acerca da direita e da esquerda. Só ladrões ambidestros.
    Diz o Tribunal Constitucional quando o senhorio se queixou que estava a ser roubado: "o artigo 65 autoriza o Estado a sacrificar o direito de propriedade do senhorio (artigo 62) .....".
    Todos os candidatos à presidencia da república. defenderam meter a mão no orçamento para entregar a bancos.
    Mais palavras para quê. São Artistas portugueses e usam conversa da treta para embalar ignorante.

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  6. Alfredo Barroso é quem é pela simples razão de ser sobrinho do seu tio. Os seus escritos e ditos apenas me inspiram um vómito de repulsa.

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  7. correlegionários do
    'sobrinho da tia'

    « Portugal paga 2,325% para emitir 3 mil milhões de euros em dívida a 15 anos »

    'o último a sair apague a luz'

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  8. "É ou não verdade que as bancarrotas iminentes que tivemos em 40 anos democráticos tiveram sempre a "mãozinha" dessa esquerda?"

    É falso.

    A primeira foi o custo inevitável da liberdade. Derrubar ditaduras tem estes problemas.
    A segunda ocorreu imediatamente a seguir a um governo de direita AD. E teve mais a ver com assuntos mal resolvidos na primeira.
    A terceira é mais obvia: a crise do subprime que atirou todos os países para um estado de crise contundente.
    .
    Rb

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  9. O investimento público efectuado durante a crise do subprime não foi o problema oh homem. Vc não percebe nada destes assuntos.
    .
    O investimento publico susteve os efeitos da crise. Na sua conta e medida.

    O problema foi outro. Foi ter aumentado a despesa publica corrente. Aquela despesa que se repete todos os anos. Como salários por exemplo.

    O que quer que fosse feito, porem, os efeitos agressivos da crise de subprime fez colapsar de supetão as nossas exportações. O desemprego disparou. As receitas da ss baixaram muitíssimo aumentando ainda mais o défice.
    .
    O estado não teria precisado de intervenção se o coelho não tivesse mais interesse no poder do que nos interesses do pais. Porem o sistema financeiro precisaria de auxilio externo.

    Na verdade Portugal precisava daquilo que foi feito em Espanha. Um apoio à banca. Ponto.

    Tivemos o azar proporcionalmente inverso à sorte espanhola. Eles tiveram um rajoy focado nos.interesses espanhóis e pediu resgate ao sector que dele precisava. Nos tivemos um coelho focado na ascenção ao poder.
    .
    Rb

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  10. Eu gosto muito de subprime.Aquilo é a varinha mágica que tudo explica.Mesmo roubalheiras descaradas.Por puros socialistas...

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  11. Atenção que socialismos há muitos e em todos os partidos...

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  12. Bom. Eu gosto de vir aqui porque leio muitas coisas que não leio em mais lado nenhum e outras com que não concordo completamente, mas o saldo é muito positivo.
    Agora, há para aí um troll que já não leio, vou descendo o cursor até encontrar outro comentador. Mas que irrita, isso irrita, se calhar é mesmo esse o objectivo. Mas o importante é que não acrescenta nada e tira a vontade de andar por aqui.
    A paciência também deve ter limites.

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  13. Portugal profundo

    «

    Desenvolvo o programa patriótico gradual que propus para o País, com a primeira fase: a delineação do vetor ideológico e político.

    O vetor ideológico e político que apresento tem duas dimensões: os costumes e a economia.

    A dimensão costumes tem sido menosprezada desde que o marxismo impôs o primado da economia, e antes de Marx já os liberais e os utilitaristas também davam maior importância à economia. Essa primazia não diminuíu, pelo contrário, com o aumento lrdo rendimento e do conforto dos povos. A economia passou a ser o terreno onde se confrontavam as propostas políticas. Depois da II Guerra Mundial, com o choque do nacional-socialismo e fascismo com as democracias e o comunismo, do controlo do Leste da Europa pelos russos e da guerra indireta fora da Europa, do derrube da Cortina de Ferro e da fragmentação da União Soviética, o marxismo transmutou-se em pós-modernismo, mudando de cor mas mantendo a praxis totalitária. Uma revolução social para criar um homem novo muito velho, tão velho quanto o mundo antes de ser tocado pela Verdade... Dirigida por uma outra mesma vanguarda, na qual, em vez da raiz operária e da contabilidade dos anos de cárcere, conta a linhagem política e o hábito burguês.

    À direita, o vazio ideológico e a fraqueza política, aceitou-se a ditadura do politicamente correto. novo paradigma de revolução social. Entretida nos negócios da corrupção de Estado (tal como a esquerda socialista), na confidencialidade da cunha para a dispensa de tachos e na comissào para a atribuição e contratos, a direita, jótica ou degenerada, abandona o combate cultural e adota o niilismo relativista da esquerda. A direita socializou-se. Os valores passaram a ser rodapés de discursos eleitorais. Os políticos de direita aplaudidos pelos média são os que defendem o liberalismo de costumes, ainda que militem num partido democrata-cristão..
    .....»

    estamos a bater no fundo

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  14. quqrta republica

    « TERÇA-FEIRA, 10 DE ABRIL DE 2018
    A maior carga fiscal dos últimos 22 anos
    Os impostos não cessaram de aumentar pela mão do actual governo da geringonça, ao ponto de terem sobrecarregado os cidadãos, em 2017, com a maior carga fiscal dos últimos 22 anos. No entanto, António Costa, Centeno e toda a geringonça continuam a criticar o anterior governo por ter aumentado os impostos e, pior, a dizer que agora os diminuíram, tendo restituído dinheiro aos portugueses. Uma atitude cobarde, por não assumir responsabilidades, e uma atitude indigna da ideia de democracia. Mas, pelos vistos, bem própria de uma geringonça, que a tudo recorre para enganar o povo.
    Agora, é o economista do PS Paulo Trigo Pereira e mais 3 economistas de esquerda que não negam as estatísticas ( o que até é um feito assinalável nestes tempos geringôncicos) e afirmam mesmo que até 2021 a carga fiscal dificilmente poderá diminuir. É caso para dizer: volta, Vítor Gaspar, estás perdoado. Pelo menos, não eras cobarde nem enganavas o povo, quando anunciavas um "colossal" aumento de impostos. Que este governo ainda vai aumentando, embora tenha o descaramento de o negar.
    Publicada por Pinho Cardão à(s) 13:14:00 »

    consigo fazer melhor a criar impostos
    por não me submeter a eleição

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  15. Alfreddo Barroso é um gajo asqueroso. Mais nada.

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  16. Mais isto: este Barroso dá literal substância à palavra nepotismo.

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