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sexta-feira, dezembro 11, 2020

Octópode Octapharma

 CM de hoje, enésimo episódio da saga Octapharma, o processo a que o jornal chama da "máfia do sangue", um assunto tentacular e perigoso para certas figuras do sistema. 


É esta a derradeira esperança de os arguidos do processo se verem livres do juiz Carlos Alexandre que não querem ver nem por sombras no âmbito da instrução que decorre no TCIC e que foi parar às mãos do dito por causa de o colega Ivo Rosa ter requerido a exclusividade no processo do divino "marquês". 

Segundo o jornal a oportunidade é dada pela própria Relação de Lisboa sem que ninguém a pedisse...o o que se afigura estranho.

Quem decidiu assim? Diz aqui: acórdão da autoria da desembargadora Maria do Carmo Ferreira e que também foi subscrito pelos desembargadores Cristina Pego Branco e Filipa Costa Lourenço.

É caso para dizer que há juízes mais papistas  que o papa, se isto for assim...e é pena que este jornalismo não consiga ir um pouco mais longe e mostrar a parte do acórdão da Relação de Lisboa em que se decide desse modo particularmente curioso. 

Não obstante aquela exclusividade que dura há meses e concedida a pedido por causa da "complexidade" e extensão do processo, o mesmo juiz já tentou em várias ocasiões pegar outra vez no rebento a fim dele cuidar como só ele sabe. 
Tal afã inusitado tem sido desprezado pelas instâncias judiciais e nota-se o desconsolo do octópode que agora se agarrou em ventosa ao Constitucional, na esperança de que o filhote regresse outra vez a um seio mais reconfortante.
Em Setembro último o rebento estava em perigo mas o Constitucional pode vir a ser a salvação de um destino funesto e que afinal é apenas a hipótese de o caso ter de ir a julgamento. Só isso, por enquanto, mas para o octópode já um destino terrível e a evitar a todo o custo. 


Este caso anda há meia dúzia de anos nos meios judiciários e para quem não acompanhou os episódios  apresenta-se um pequeno resumo de um sistema convidativo.

Tudo começou com uma alteração de vulto, nos concursos para fornecimento de derivados de plasma aos hospitais. 



Aquela generosidade do Estado foi depois recompensada com um cargo de luxo para o autor da liberalidade, enquanto estudante em Paris e trabalhador por conta desta beneficiária de contratos granjeados em tempo de vacas anafadas: embaixador de negócios na América Latina por conta da firma, a troco de uns trocos que serviram para justificar despesas injustificáveis a não ser por generosidades de mãos e pés mais cabeças e pescoços, braços e pernas e sei lá que mais, tudo à larga .



Tudo isto se tornava suspeito por causa de um sistema convidativo:  



Como tudo isto acabou por se ligar a isto tudo o corrupio agora é  frenético...e já está no Constitucional até que se resolva a contento. Nem que seja necessário aclarar vírgulas esquecidas num despacho.


 Capito?

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