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terça-feira, agosto 31, 2021

Portugal, a Europa, Deus e a religião segundo Marcello Caetano

 Tudo o que se pode ler a seguir está muito esquecido, mas não é para deitar fora, como se fosse lixo intelectual.

É tirado daqui, de um discurso  de Marcello Caetano de 1964 e um artigo subsequente:















domingo, agosto 29, 2021

Marcello Caetano nunca existiu, para a esquerda...

 No jornal Sol desta semana há uma extensa entrevista com Miguel Caetano, um dos filhos de Marcello Caetano, realizada por José António Saraiva e o filho José Cabrita Saraiva. Vale a pena ler e sublinhar algumas passagens.

Por exemplo, esta logo no início: "Licenciou-se em Direito ( chegou a ser aluno do seu pai)" que denota a ausência de um preconceito que hoje impediria tal coisa, por causa do jacobinismo legal e da ausência de ética pessoal à margem desse jacobinismo ( a ética é a lei...).


A questão da volubilidade popular, aqui neste blog sempre motivo de curiosidade e o desprendimento do poder, real e efectivo que raramente se vê nos dias de hoje ( talvez o Passos Coelho seja uma excepção, mas a regra é destes Costas manhosos que andam por aí):


A revelação de que o 25 de Abril poderia ter sido evitado caso se verificassem condições que acabaram por não existir ( Nixon em dificuldades nos EUA, em 1973-74; e o tempo tardio para se alterar o rumo dos acontecimentos).


As relações pessoais entre pessoas no poder político ( " Havia ministros que pediam ao Salazar para lhe apresentarem os filhos, o meu pai nunca fez isso") e que contrasta com o que um Freitas do Amaral fizera anos antes, quando estudante de Direito e com 20 anos, foi ignorado ostensivamente por Salazar, num episódio picaresco aliás contado pelo próprio. Não obstante, Marcello Caetano considerava que este Freitas do Amaral estaria melhor preparado para governar o país do que Sá Carneiro...


A tolerância de Marcello Caetano para as pessoas de esquerda comunista, mesmo de família próxima,  também não era questão, distinguindo-se da tolerância para com as ideias. E o grupo ideológico de Marcello Caetano não era o mesmo que o de Salazar, embora o respeito fosse mútuo e assim permanecesse até à morte de ambos. 





Seja como for é um perfeito abuso amalgamar o regime do Estado Novo com o Estado que Marcello Caetano modificou a partir de Setembro de 1968 e tal amálgama só convém à esquerda comunista e socialista e aos demais instalados que preferem ver em Marcello Caetano a continuação do salazarismo e do fassismo porque tal falsificação histórica lhes dá muito jeito e legitimidade. 

Por isso é que nunca falam em Marcello Caetano e quando o fazem é sempre para o assimilar ao que julgam ser o pior do regime de Salazar...

As memórias inventadas de Vilar de Mouros

 Esta semana, a propósito de uma revisitação a Vilar de Mouros, por ocasião da efeméride dos 50 anos do mais célebre e antigo dos festivais de Verão de música, em Portugal, o Público através de Vítor Belancio e Rui Bebiano, publicou dois artigos sobre o assunto. Assim: 

 




O que estes artigos denotam é uma grande dificuldade de quem os escreveu em relatar, mesmo em modo subjectivo, os acontecimentos do festival de Vilar de Mouros em 1971 ( e também em 1982 no caso do artigo de Belancio). 

A minha dúvida principal advém da circunstância de ambos escreverem agora, mencionando factos de então que não me parecem correctos, quiçà inventados pelas memórias sobrepostas dos escribas. Dizer que em 1982 "Portugal abria-se lentamente ao mundo depois da ditadura" é um disparate, a meu ver. Mesmo em 1971, Portugal era uma "ditadura" política soft, com censura mediática muito por causa da guerra no então Ultramar e repressão política do comunismo esquerdista, mas em que os costumes, mormente entre a juventude, eram já próximos dos de outros países europeus e tal não era necessariamente consequência do sistema de regime que existia. Basta ver as imagens dos jovens no festival, as roupas, poses e atitudes que apresentam para concluir que "a liberdade estava a passar por aqui" e já há alguns anos. 

Veja-se uma imagem que vale mil palavras, retirada daqui


O Portugal de 1971 não era, nesse aspecto, o mesmo de meia dúzia de anos antes, porque com a chegada de Marcello Caetano ao poder político, o ambiente tinha mudado, a par dos costumes importados cuja proveniência, aliás, nunca tinha sido filtrada e muito menos proibida. 

Há um relato repetido na imprensa da época e que refere a "apatia" do público jovem presente, perante a prestação do espectáculo musical de um Elton John. Este músico estava então quase no início de carreira ( tirando um ou dois êxitos, Your Song e Friends,  as melhores canções de Elton John apareceram depois desse ano) ou dos Manfred Mann, quase relíquias dos sessenta  e que nessa altura já nem existiam na formação original e nunca mais se destacaram musicalmente como antes. 

Tal "apatia" pode muito bem representar apenas o fenómeno de não exposição da juventude da época aos concertos de música popular que noutras paragens eram mato, tal como se pode ler nas revistas e jornais da especialidade que tenho por aqui e mostro se necessário.  

Por cá, em 1973, a vinda de um grupo musical de segunda linha- Vinegar Joe- foi um acontecimento televisionado. Ainda em 1975, a vinda dos Genesis a Cascais, foi um acontecimento musical de maior importância, porque eram provavelmente o grupo de rock com maior projecção a tocarem por cá, até então. 

Ao contrário do que sucedia noutros países europeus ( mas apenas os maiores e mais desenvolvidos que eram aliás quase todos...) os concertos de música popular eram raros, porque não havia capacidade económica para suportar o risco de não se encher uma sala de concertos e pagar o respectivo cachet cobrado. Assim, os grandes grupos da época passaram todos ao lado e só se ouviam no rádio ou em discos, alguns deles importados ( os americanos).  O Jazz era excepção ( nesse mesmos ano, em Novembro, esteve cá Miles Davies, por exemplo) porque era mais barato, uma vez que era música de nicho, ainda nessa altura.  Tal durou até aos anos oitenta e as bancarrotas de 1976 e de 1984 não foram alheias a tal escassez. A história desta escassez conta-se por aqui

O que era proibido mostrar publicamente em Portugal, nessa altura, não era muito diverso do que se podia ver em França, o que aliás os emigrantes portugueses que por lá estavam sabiam muito bem. Nos costumes, em França, era possível ver um ou outro filme proibido por cá, ( Laranja Mecânica estupidamente ou Último Tango em Paris, incompreensivelmente, por exemplo), ler um ou outro livro proibido por cá, ouvir uma ou outra música proibida por cá, mas apenas as que se referiam explicitamente à "guerra colonial" ou de propaganda comunista expressa ou então algo demasiado escandaloso, em matéria de costumes . Ou seja, muito poucas e  em França também não eram populares. Na Inglaterra ou nos EUA, o âmbito de proibição de músicas consideradas impróprias para consumo público, por causa dos costumes, provavelmente seria mais elevado do que por cá, uma vez que as letras de certas canções eram melhor compreendidas do que por cá. Por isso, falar de censura nesse aspecto é relativo. 

Seja como for, o principal problema do país não era o da propalada "liberdade" que faltava aos comunistas para propagandearem os regimes de Leste ( com as consequências evidentes e com repressão da liberdade muitíssimo mais lata e eficaz...)  mas sim o relativo atraso económico que aliás poderia resolver-se em poucos anos, a meu ver muito melhor do que sucederia na década seguinte, até ao festival de 1982, se não tivesse existido o 25 de Abril de 1974 como existiu, com o domínio da esquerda comunista e socialista, nas principais estruturas económicas e políticas do país. A nossa tragédia foi essa e não o "antigo regime" cujo fim estava anunciado no subconsciente colectivo e que aliás poderia ter sido protagonizado pelo próprio Marcello Caetano, como se dá a entender numa entrevista ao Sol desta semana, do filho daquele Miguel Caetano. 

Daí que aquela afirmação seja um autêntico disparate. Até me atrevo a dizer mais: a evolução social e económica em 1971 tinha um ritmo mais pujante e positivo do que aquela que aconteceu na década seguinte, por causa do esquerdismo nacional preponderante. A juventude de 1971 tinha um futuro mais radioso do que a juventude de 1982, prestes a enfrentar outra bancarrota, depois da experimentada meia dúzia de anos antes. E isso é que me parece um facto e nem sequer uma opinião. 


Na música popular, em 1971, já escrevi por aqui como era, do que me lembro e não vejo escrito nestas memórias agora publicadas, referências certeiras ao que foi. 

As memórias  de um dos participantes no festival de Vilar de Mouros de 1971, Rui Bebiano é exemplar do esquecimento e distorção reminiscente. No seu escrito refere inevitavelmente o "tempo da ditadura" e aposto que na altura nem sequer tinha consciência de tal ditadura, como agora tem. O tempo de Marcello Caetano não era já o de Salazar de uma dúzia de anos antes e apesar da perspectiva da guerra, para os jovens irem para o Ultramar, o ambiente social e político não era pesado, com excepção para os poucos, muito poucos, milhares de comunistas militantes e para uma extrema-esquerda maoista ( a dos pachecos pereiras intelectualizados nas burrices francesas sobre mao). 
Assim, escrever  "sociedades fechadas como a portuguesa, onde as autoridadaes estimulavam o imobilismo" é outro disparate, a meu ver. 

A sociedade portuguesa de então era muitíssimo mais aberta do que as sociedades que os movimentos esquerdistas e comunistas queriam então para o nosso país e tal contradição nunca é destacada nestes artigos com memórias inventadas. 

Nos países de Leste não havia "festivais de Vilar de Mouros" nem sequer abertura alguma para a cultura popular ocidental, julgada e proclamada decadente. 

Os comunistas portugueses viam as manifestações culturais como a de Vilar de Mouros, como oportunidade de combate ao regime, apenas. A prova? Basta ler a revistinha Mundo da Canção da época para se perceber bem onde queriam chegar, com as críticas ao festival e a insinuação acerca do significado do mesmo. 

Por exemplo o editorial da revistinha de 20 de Agosto de 1971 que destaca a importância do festival como "germe de um movimento" e realça a comparação com o festival da ilha de Wight ( em 1970)  e nem sequer refere Woodstock ( de 1969), porque efectivamente a comparação é mais adequada com aquele do que com este:  


A referência aos que " na Rádio e na Imprensa, sistematicamente, tentam ( mas não o conseguirão por franca incapacidade) ridicularizar os jovens e as suas opções musicais" destina-se aos programas que eram então os equivalentes aos que os marcos paulos, antónios calvários e mesmo amálias,  de então e agora protagonizavam. Porém não era por isso que o melhor da música popular teria dificuldade em se ouvir por cá, como mostra este anúncio da revistinha, de Julho desse ano de 1971: 


Por isso mesmo o escriba do artigo do Público refere o programa Em Órbita, mas com infelicidade manifesta, mais uma vez. Tal programa de rádio, marcante para a juventude mais curiosa da época, teve o seu início deste modo e terminara de modo infausto, deste modo, mas não por causa de qualquer censura mediática, apenas porque o seu autor principal ( Jorge Gil) se fartou da música popular e enquistou-se na música, clássica de expressão barroca. Portanto, em Agosto de 1971 Rui Bebiano já não poderia ouvir o Em Órbita. Podia, isso sim, ouvir o Página Um, de qualidade correspondente. 

Não havia nessa altura, em Portugal, falta de divulgação de música popular de qualidade. E por isso quem foi a Vilar de Mouros em 1971 para ver e ouvir Elton John ou Manfred Mann, como grandes artistas da música popular,  provavelmente não era ouvinte de tais programas. 

O significado de tal festival é outro: é uma manifestação da evolução social da época, na juventude. Não é de modo algum o expoente de qualquer revolução cultural ou social, mas apenas um acontecimento importante para a juventude de então, já preparada mas ainda não habituada para tal. Acontecimento cultural de relevo, na altura tinha sido o programa de tv Zip Zip. E os festivais anuais da canção ligeira tinham sido tomados integralmente pela esquerda, mesmo comunista. Os baladeiros aparecidos no tempo do Zip foram outra expressão relevante do fenómeno cultural nascente. Por isso é que o Festival foi apenas um sinal de tal mudança em curso e não foi revolução alguma. Quando muito uma "evolução na continuidade", iniciada anos antes, em 1968, com as manifestações estudantis, copiadas do que acontecera em Paris, em Maio desse ano. 

Há outra menção pessoal, aliás num artigo demasiado parco em tais referências e engordado por escritos alheios dos jornais da época, que merece destaque: o autor apanhou dez "boleias" de carros para chegar ao local. A "boleia" era um modo de transporte muito utilizado pela juventude de então: à beira das estradas ainda em alcatrão que aquecia demasiado no Verão e cristalizava ao gelo do Inverno, postava-se quem pretendia ir ao longe ou ao perto, eventualmente com alguns cartaz com o destino escrito ou apenas esticando o polegar, solicitando a caridade alheia. Muitas vezes me servi de tal meio de transporte, sem problema algum. E como eu milhares de jovens e eram muitos os que paravam e deixavam entrar desconhecidos, sem receio de serem atacados ou de sofrerem acidentes pelos quais poderiam ser responsabilizados. Era outro tempo e outros costumes, de facto. 

É por isso que outro artigo aparecido esta semana na Visão relata mais memórias inventadas, neste caso por quem nem sequer as terá e as pede emprestadas. 

A publicação do artigo parte do pressuposto que ladrão que rouba a ladrão... (pelo menos uma foto, a da revistinha Mundo da Canção é de uma revista que tenho por cá, cuja imagem já publiquei aqui). Por isso aqui vai: 




Refere-se, claro, um imaginário ambiente "influenciado pela cultura hippie mas ainda amordaçada pelo regime marcelista..." e o anacronismo sobre o "Woodstock português" que desafiou "os anacrónicos cânones morais impostos pela ditadura". 

Um dos protagonistas do festival de 1971, o maestro António Victorino d´Almeida, também não parece muito sintonizado com a época ao declarar que " o festival de Vilar de Mouros abalou por completo os alicerces políticos e sociais do país". 

Enfim, tal dislate nem merece grande comentário, a não ser mencionar que o maestro na altura estava bem respaldado pelo regime porque estava por Viena, desde estudante bolseiro do Instituto de Alta Cultura ( e depois, em 1974,  Adido Cultural) e era colaborador da RTP, onde aliás tinha um programa cultural de grande sucesso, etc. 

Quanto a José Cid, diz ser o Quarteto 1111 " a maior banda nacional" o que é muito discutível. Por várias razões que resumo nestas: nem em terra de cegos musicais quem tinha um olho e ouvido para tal, conseguia ser rei. O Quarteto 1111 teve um sucesso relativo, em 1971, como aqui se mostra, com a Ode to the Beatles, com a parolice habitual da letra em inglês,  o que diz muito mais sobre os costumes do que todo o artigo da Visão e desvaloriza o que Cid diz ...


Em resumo: as pobres memórias destes autores, infelizmente, relatam apenas aspectos parciais e de uma subjectividade emprestada. Triste, a meu ver. 


A Justiça e o Direito podiam entrar num café...

 E discutir assim, conforme um notável artigo de José Souto de Moura, o antigo PGR que tal escreveu e publicou em 2006 no livro Direito ao Assunto: 

Quem quiser perceber numa página a essência do assunto pode ler esta ( 175) , passando à frente as demais: 


Quem quiser perceber tudo e tenha tempo e disposição, para além de capacidade, pode ler o resto:












quarta-feira, agosto 25, 2021

É o direito, a lei, pá!

 Por causa disto: 


Este sabe-tudo diz isto: 


Talvez fosse melhor estudar antes a distinção entre Justiça e Direito, lei, etc...para atribuir as responsabilidades a quem as têm. 

Tal&Qual: aldrabices no grupo Balsemão...

 O Tal&Qual de hoje publica esta página sobre o negócio do mirabolante Delgado, alcandorado a milionário instantâneo, ao comprar e dirigir a solo, o grupo Trust in News que integra por exemplo a revista Visão e o JL moribundo da irrelevância cultural. 

O Vieira do Benfica foi preso por menos...

domingo, agosto 22, 2021

O povo da Alemanha sempre escolheu quem quis...

 No revisionismo histórico dos gnomos da especialidade, como o tal Loff, há sempre a ideia marxista da luta de classes e do fassismo por trás de cada frase. 

A realidade dos factos e a verdadeira história é outra coisa, incluindo também essa. Para se conhecer a Alemanha será talvez preciso ser alemão, falar a língua própria, viver na terra e ter conhecimento das suas tradições ancestrais, nem por isso assim tão ancestrais, como outras na Europa. 

Tal conhecimento tem sido uma preocupação minha nos últimos anos e através de alguns livros tentei aproximar-me da essência do que é, para saber como existiu. 

Na busca dessa realidade deparei com dois livros que me parecem boas referências para tal jornada. 

O primeiro já com mais de 10 anos e nem sequer traduzido por cá, segundo julgo, é este que procura historiar as contribuições alemãs para a filosofia, teologia, matemática, ciências naturais e sociais e as artes, desde meados do séc. XVIII:


Há umas páginas acerca do advento das ideias nacionalistas e depois do nacional-socialismo que não coincidem com as teorias peregrinas daqueles gnomos, inspiradas em cineastas judaicos ou outros.

Segundo o autor a grande tentação começou com Darwin, um estrangeiro copiado na Alemanha que o divulgou e adoptou teoricamente, estendendo os conceitos à sociedade e sua evolução determinista e eugénica. A tentação já vinha de trás, da ideia que os alemães faziam de si mesmos, como povo superior a outros, desde os tempos remotos dos Hohenzollern e Habsburgos, de quem também temos descendentes por cá ( na família real de antanho e  outros) e com vários exemplos de superioridade efectiva no domínio das ciências práticas, em particular ( tecnologia, biologia e medicina) que o livro retrata.







Outro livro interessante e que comprei há relativamente pouco tempo, depois de ter visto Paulo Portas a publicitá-lo na tv, dizendo-o uma explicação do aparecimento da Alemanha dos tempos que correram é este, de 2006,  sobre a história da Prússia e particularmente o período em causa, o do surgimento do tal nacionalismo exacerbado e da mania de serem os maiores do mundo e arredores:








Quem lhes deu água pela barba ao longo dos séculos foi a Igreja Católica, mas os tipos originais e já de matriz típica, inventaram um estratagema para fugir de tal arrimo: um deles, monge católico, apostatou e separou-se,  formando outra igreja, também cristã...que se multiplicaram em várias capelas. Os livros distribuídos por todos, a começar pela Bíblia, fizeram o resto. Genial...