Michel Onfray é um filósofo francês que se define como sendo de esquerda, mas de uma que ainda não existe e que alguns afirmam recheada de relativismo moral...e numa entrevista ao Le Figaro de 1 de Abril deste ano concedeu uma entrevista a propósito do lançamento do seu novo livro Anima, em que denuncia o transhumanismo e a morte da alma humana, através de novas experiências científicas em curso na California.
domingo, abril 23, 2023
Michel Onfray, o filósofo em modo cassandra
quinta-feira, abril 20, 2023
João Abel Manta, o comunista talentoso
João Abel Manta é figura artística que por aqui foi já glosada e amparada em elogios sem reservas, algumas vezes. Antes de figura artística foi artista engagé no comunismo soviético, estalinista e monolítico.
Sem remédio e apenas remediado no aproveitamento de um imenso talento artístico aplicado a zurzir o inimigo feito figura de gente no salazarismo e com ódio de estimação centrado na sua figura principal, ligeiramente transformado depois em associações livres ao "fassismo" e outras correntes que foram sempre inimigas do comunismo.
Pouco ou nada há na obra artística dos cartoons de João Abel Manta, para além de tal temática, mostrando bem o grau de sectarismo ideológico que o animou durante décadas.
Nos respectivos cartoons e desenhos avulsos perpassa todo o catálogo da ideologia marxista, da luta de classes e do ódio a uma burguesia estilizada, a par de uma sacralização mitificadora de uma classe trabalhadora imaginada e despojada da realidade mais comezinha.
Ideologicamente a obra de João Abel Manta é uma fraude porque é o retrato do sectarismo e da intolerância totalitária. Artisticamente é simplesmente genial porque representa um domínio do traço só comparável aos melhores cartoonistas mundiais, americanos em particular.
Vale a pena por isso mostrar uma reedição recentíssima de alguns desenhos e cartoons publicados originalmente numa obra editada pelo O Jornal, em finais de 1975 e que se intitulava simplesmente João Abel Manta Cartoons 1969- 1975.
A obra agora publicada pela Tinta da China contém um arranjo diverso daquela obra original e acrescenta muitos outros desenhos e cartoons posteriores a tal data porque se estende até 1992.
A obra original era esta:
Por outro lado, em 1978 as mesmas edições do O Jornal tinham também publicado outro volume com dimensões e aspecto semelhante ao de 1975, um pouco mais luxuoso na apresentação "encadernada" numa embalagem de cartão grosso.
quarta-feira, abril 19, 2023
O PS cor de rosa e a imagem da miséria de um país
O Público de hoje, para comemorar a efeméride dos 50 anos de fundação do Partido Socialista encarregou a jornalista Ana Sá Lopes para fazer o perfil...e saiu um daqueles do género galinha sem penas, à imagem e semelhança da autora.
Até erros palmares contém, ao indicar o dia 18 de Julho de 1974 como o dia d do PS, na Fonte Luminosa, em pleno Verão Quente do Prec.
A imagem que transmite de um PS formado na clandestinidade de 19 de Abril de 1973 é sintomática da lavagem cerebral sofrida ao longo de décadas que esqueceram aspectos fundamentais da vida política de tal partido que em determinada altura se confundia com o seu dirigente histórico, Mário Soares.
Na semana anterior, em 13 de Abril a mesma revista tinha dado o perfil da Oposição e dos seus objectivos:

















































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