quinta-feira, 30 de julho de 2020

O rabo à mostra do gato escondido

Sábado de hoje:


Nesta notícia da Sábado dá-se conta que o juiz Ivo Rosa quer protagonismo para além do inerente à função que exerce actualmente: juiz de instrução a trabalhar em exclusivo e a seu pedido no processo do Marquês.

O juiz Ivo Rosa antes de pedir ao CSM a dedicação exclusiva para lidar com o processo em que para tal certamente argumentou acerca da complexidade e extensão, tinha outros processos a seu cargo, designadamente o da Octapharma.
Apesar da dedicação exclusiva, conta a Sábado que foi dar uma perninha ao mesmo processo, certamente por motivos que deverá explicar igualmente ao CSM, se esta entidade lhos pedir. E nem se sabe o que foi lá fazer no período de exclusividade...

Para além disso, no pedido formulado recentemente sobre o gozo de férias teria  apensos pedidos diversos, extravagantes e apalermados porque outra classificação se não vislumbra para as pretensões: não queria que os processos calhassem ao "outro" e este os acumulasse, por razões que eventualmente não explicitou.
Terá até aventado que se tal sucedesse retomaria, em despeito,  o encargo de acumular a exclusividade com a normalidade, liquidando ipso facto a pretensão e protelando depois a decisão do processo que tem a seu cargo exclusivo.

O CSM parece não ter ido na cantiga, mas terá tolerado o desaforo expenso. Por isso aguarda-se com alguma curiosidade o que vai decidir o juiz Rosa com a tal exclusividade e o que o CSM vai continuar a fazer com este juiz a quem se tolera aparentemente mais do que o admissível. 

Dá a impressão que o CSM teme de alguma forma um rabo de fora cujo gato está escondido, porque apenas se entrevê nas diversas manifestações públicas dos agravados entalados que se fartam de pedir o afastamento do "outro" enquanto este se mostra afoito nestas atitudes de magistrado singular que não recua perante sucessivas derrotas em decisões recursivas.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

O "hiperfulanização" dos juízes do TCIC é um tigre de papel

Novo artigo do juiz Manuel Soares, do sindicato dos juízes, sobre o TCIC, o "Ticão", no Público de hoje.

De todos os assuntos prementes na Justiça este do "Ticão" preenche as preocupações mais recentes e públicas do sindicalista Manuel Soares. Estranho e que não se entranha facilmente. Dá que pensar e suspeitar que há algo de esquisito nesta preocupação.
E a estranheza vem da circunstância de actualmente ser o único porta-voz desta preocupação sindicada a interesses que deveriam ser espúrios e alheios aos que o sindicato deveria representar. Ou seja e simplesmente, não se percebe esta preocupação a não ser colocando uma hipótese  que é muito, muito lamentável se for verdadeira: a de Manuel Soares representar os interesses de entalados. Sim, é disso que se trata.  E se assim for, alguém encomendou o frete, explicita ou implicitamente, dentro da classe. Alvitro uma hipótese: alguém do CSM. Manuel Soares tomou tais dores como suas, eventualmente com uma perspectiva diferente, mas que vai dar ao mesmo. Ou seja, outra vez, está a fazer papel de ingénuo para não dizer idiota útil que é o que queria mesmo dizer.

Vejamos então o artigo, fotografado com telemóvel porque não tenho o scanner à mão e decidi interromper estes dias de férias para comentar este assunto que me parece triste.


Manuel Soares quer acabar com o Ticão tal como está, mantendo o Ticão naquilo que é, um tribunal de instrução criminal direccionado para processos mediaticamente significativos e envolvendo interesses de políticos, empresários da alta criminalidade e corrupção.

Se o TCIC fosse apenas um tribunal dos processos de droga como dantes era, não haveria problema algum e até haveria louvores dos entalados desta nova espécie.
Tudo mudou quando ao TCIC chegaram os processos de entalados da política, principalmente. Do PSD e do PS, essencialmente, com alguns casos que salpicaram o CDS.

O problema começou com as decisões do então único juiz do Ticão, Carlos Alexandre, que sozinho recebeu tais processos do DCIAP e criou um vínculo de relacionamento profissional com os magistrados do MP que aí trabalharam e alguns já saíram.
Fatalmente é isso que acontece em todos os tribunais onde existem TIC´s, por todo o Portugal. Fatalmente, os juízes de instrução trabalham com os magistrados do MºPº que deduzem acusações ou arquivam tais processos e fatalmente decorre dessa interacção profissional o conhecimento pessoal de uns e outros.

Não há qualquer volta a dar a isto a não ser inventar um procedimento automatizado e através da famigerada inteligência artificial em que tais interacções se desumanizam inteiramente.

É por esta razão que Manuel Soares conhece muitíssimo bem, que o seu principal argumento naufraga à vista de terra: a "hiperfulanização da justiça".

O problema, ao contrário do que Manuel Soares refere não é esse fenómeno, por uma razão singela: quem fulanizou o TCIC foram os media, alguns deles ligados umbilicalmente aos próprios entalados e a razão de tal também é prosaica: não gostam das decisões de um juiz, no caso Carlos Alexandre.
Se o juiz fosse Ivo Rosa, o outro, não haveria qualquer hiperfulanização porque a ele nunca lhe chamaram superjuiz nem apodaram de juiz dos tabloides ou outro epíteto de menoscabo.

Não é a personalidade do juiz CA ou do juiz IR que estão em causa, mas outra coisa mais prosaica: a competência profissional, a adequação à função e o exercício da profissão segundo as regras da lei e do direito.
E sendo esta a questão, a mesma tem-se resolvido sempre pelo modo mais correcto: quem não gosta das decisões de um juiz ou de outro recorre das mesmas para os tribunais superiores e o resultado destes recursos está à vista, ululando a realidade que Manuel Soares só não vê se não quiser: a razão jurídica de um desses juízes suplanta por uma cabazada a falta de razão jurídica do outro.
Qual a solução para tal problema? Enxamear o Ticão com mais três ou quatro juízes?  É isso? Ou diluir os processos do Ticão no lago do Tic onde nadam mais juízes?

Estas soluções não fazem  qualquer sentido se afinal aparecerem outras "personalidades" idiossincráticas ou como já sucedeu recentemente, no próprio TCIC com o aparecimento de juízas que se revelaram incompetentes para lidar com os processos em causa. E isto Manuel Soares também sabe muito bem. Incompetentes é mesmo o termo certo. Não conseguiram lidar com os processos em causa e saíram de lá. Manuel Soares sabe para onde foram? Sabe, claro que sabe.

E porque é que o juiz Carlos Alexandre acabou por ficar com os referidos processos e não se queixou? Porque os conhece, porque já trabalhou neles, porque estão todos ligados e porque não é incompetente, como a Relação já o reconheceu inúmeras vezes.

O que o juiz Carlos Alexandre tem decidido tem sido sufragado pelos tribunais superiores e isso deveria ser mais que suficiente para Manuel Soares não estar minimamente preocupado. Mas está. Tanto que já se pronunciou por três vezes, publicamente, sobre o assunto. A primeira na TV e depois no Público, por duas vezes e sempre no mesmo sentido.

É isto que é estranho e preocupante e tanto mais estranho porque não se entende a verdadeira razão desta preocupação.

"Hiperfulanização"?  Por amor de Deus...arranje lá outro argumento, Manuel Soares. Este é muito fraquinho. Esqueça lá isso da "hiperfulanização" que não tem pés nem cabeça, a não ser como último argumento usado pelos entalados de sempre!

Nada tem de mudar no TCIC, a não ser uma coisa: no caso de Ivo Rosa, o próprio CSM intervir no sentido de avaliar profissionalmente as razões jurídicas dos sucessivos chumbos nos tribunais superiores das decisões de tal juiz que já se afiguram escandalosas.

Essas sim. E quanto a isso, Manuel Soares, nicles. Diz nada a estes costumes...

O resto é apenas o normal funcionamento da justiça.


domingo, 26 de julho de 2020

O ouro de Portugal amealhado por Salazar e desbaratado pelo socialismo

No sítio do Sol há um artigo sobre os 50 anos da morte de Salazar e também intitulado "50 anos após morte. Extrema direita promove homenagem a Salazar com romagem e missa".

Na caixa de comentários do artigo aparece este- assinado por um "zangado"- que vale a pena ler:

17 mil milhões de euros desbaratados pelo Banco de Portugal.
O Banco de Portugal em apenas 25 anos desbaratou 483,5 toneladas das reservas nacionais de ouro.

Em 25 de Abril de 1974 o Banco de Portugal (BdP) tinha 865.936 kg de ouro nas suas reservas, contudo em 31 de Dezembro de 2010 já só restavam 382.509,58 kg.

Ou seja, em 36 anos desapareceram 483.426,42 kg de ouro das reservas do BdP, o que dá uma média consumo de 13.428,5 kg por ano, ou seja, qualquer coisa como mais de 13 toneladas de ouro alienadas por ano!

Refira-se que desde o 25 de Abril de 1974, este regime político pseudodemocrático e corrupto gastou, em nada que se visse, mais de 483 toneladas de ouro, e só Vítor Constâncio, o penúltimo Governador do Banco de Portugal (BdP) de 2000 a 2010, que tinha à sua guarda 606 toneladas, em meros 10 anos, de 2001 a 2009, tratou desbaratar 224,4 toneladas.

Temos de perguntar quanto valeriam as toneladas de ouro se o se o BdP tivesse preservado as suas reservas de ouro.

Esta gente irresponsável andou a desbarata-lo quando a sua cotação era baixa e, agora que o valor é bem mais alto, o BdP tem muito menos da metade das reservas do que tinha antes à sua guarda em 25 de Abril de 1974.

Veja-se: em 2009, quando Vítor Constâncio parou a sua fúria de vendas do ouro de Portugal a onça (31,10 gramas) de ouro valia 373,00 €, mas, passados somente 3 anos, no ano de 2012, iria atingir o valor médio de 1.350,00 €.

Ou seja, o ouro passou a valer 6,5 vezes mais do que no período compreendido de 2001 até 2009, durante o qual Vítor Constâncio vendeu ao desbarato, sem que se saiba para o quê, uma parte substancial do nosso ouro.

Ora seja, e para que se perceba a irresponsabilidade do ex-Presidente do BdP, o atual vice-Presidente do Banco Central Europeu, Vítor Constâncio, caso aquelas 224,2 toneladas de ouro tivessem sido mantidas nos cofres de Portugal o seu valor representaria no final de 2012, na atual cotação de 979,00 € a onça de ouro, em números redondos e fazendo as contas, representariam hoje um acréscimo de reservas nacionais portuguesas no montante de aproximadamente de 8.000.000,00 €.

Por sua vez, as 483 toneladas de ouro alienadas desde o 25 de Abril de 1974 até aos dias de hoje, caso continuassem à nossa guarda e poupança, valeriam aproximadamente 17 mil milhões de Euros!

E ninguém pede contas a Vítor Constâncio, aos anteriores governadores e demais compinchas que alienaram as nossas reservas nacionais de ouro, sem que se saibamos o que lhe fizeram?"

Com três bancarrotas no cartório, o socialismo português não hesitou em malbratar em 2009, na última delas e pela mão do fantástico Vítor Constâncio, um dos aristocratas do largo do Rato, milhares de milhões desse valor amealhado por Salazar de quem depois dizem cobras e lagartos, inclusivé a propósito do modo como foi acumulado nos cofres do Banco de Portugal. 

O socialismo português nunca soube fazer outra coisa que não gastar o que outros pouparam...e continua a ser assim, nos dias de hoje.


50 anos da morte de Salazar: um assunto que não é notícia...

Quem procurar nos principais jornais de hoje, impresso ou virtuais não encontrará uma única referência ao acontecimento que a esta hora decorre em Vimieiro e Santa Comba Dão, terra de Salazar.

Para saber algo a propósito talvez aqui, num jornal do Centro e em mais lado nenhum. Nem Sapo, nem Observador, nem Público, nem Correio da Manhã. Apenas o Sol o noticiou, ontem. O assunto tem mais lepra que covid.

O CM de hoje, dirigido pelo homem da "outra banda" tem a  notícia sobre o que vai acontecer na semana que vem, assim. Merece maior atenção o lançamento de uma primeira pedra, na Mealhada :


 Assim, a única menção ao evento vem daqui, com a devida chancela politicamente correcta:


O Público prefere destacar as manifestações de extrema-esquerda, sem lhes dar o nome, mas a causa:


Porque é que tudo isto acontece normalmente? Por causa disto que o Público mostra na edição de hoje:


Quanto ao director do jornal, da "outra banda", anda numa de intelectual dos ofícios a palpitar sobre os destinos de Portugal...enquanto pensa na próxima página sensacional do jornal que dirige:



Entretanto publicita no pasquim a enésima obra, de um jornalista da casa,  sobre o "ditador" procurando recolher proventos com a coisa, aproveitando a onda. Indecente? Não, apenas de esquerda, da "outra banda".


sábado, 25 de julho de 2020

Homenagem a Salazar por ocasião do 50º aniversário da sua morte

"Se é certo que os homens mudam e as instituições permanecem, não há dúvida, porém, de que Salazar moldou definitivamente um período da nossa História"- Maria Antónia Palla, mãe do actual primeiro-ministro, no Século Ilustrado de 1 de Agosto de 1970.

Segunda-feira, 27 de Agosto, perfaz 50 anos que Salazar morreu. Depois de alguns dias de agravamento da doença que o acometia desde o Outono de 1968, Salazar entregava a alma ao Criador, em Quem acreditava.

A imprensa da época mostrou uma reverência genuína e excepcional para com o falecido que deixara de exercer funções em finais de Setembro de 1968. Era mantido em suposta ignorância de tal substituição desde essa altura, embora fosse tratado como se ainda continuasse a ser um presidente do Conselho, honorário, por respeito profundo de toda a classe política para com a figura de Salazar.

O país político, ainda não democrático, respeitava Salazar pelo que tinha feito e representava no país, durante  quase 40 anos de Estado Novo.

As cerimónias fúnebres foram de Estado mas acompanhadas pelo povo em geral. Nenhuma ditadura conseguiria impingir a um povo as imagens e reportagens sem ponta de cinismo que então foram publicadas e mostradas.

Por isso estes recortes são o testemunho de tal fenómeno, porventura único durante o século XX e que não voltou a repetir-se do mesmo modo consensual até hoje.

Os jornais da época, no Norte,  não deixam mentir:


As revistas ilustradas da época, a Flama e o Século Ilustrado e também a Vida Mundial dedicaram números especiais ao assunto,.

O Século Ilustrado, saído em 1 de Agosto tinha já uma reportagem ( assinada entre outros, por Maria Antónia Palla)  desenvolvida do funeral que se realizou no dia 30 de Julho de 1970, tendo o féretro saído dos Jerónimos e percorrido a distância até Santa Comba Dão em combóio especialmente fretado para o efeito e depois conduzido ao cemitério da  freguesia do Vimieiro  e cujo percurso demorou cerca de cinco horas.




A reportagem, com texto escorreito e fotos a condizer mostram o que eram os funerais de então, na generalidade, mesmo este que foi de Estado: à cerimónia de intimidade que ocorreu no velório do falecido, no próprio quarto em que tal ocorreu, seguiu-se a exposição com a urna aberta e à vista de todos. As orações da praxe e a manifestação religiosa devida aos mortos também foi a usual.
Quem não perceber isto não entende o contexto dessa época e não perceberá sequer o que foi a figura de Salazar. As filhas do pirata não entendem isto, pela certa...tal como outros.

A Flama de 7 de Agosto, na sequência do número anterior dedicava novamente parte substancial ao assunto:


A sepultura é outro sinal do que fora Salazar: uma pessoa religiosa com grande ligação ao povo e à terra e costumes.


Amanhã, Domingo dia 26 de Julho haverá uma homenagem no Vimieiro e em Santa Comba Dão que eventualmente reunirá algumas dezenas de pessoas que não se esqueceram de Salazar e do que representou para o nosso país.

O Sol de hoje mostra como será:


sexta-feira, 24 de julho de 2020

A oração de sapiência do acusado de corrupção

É óbvio que este indivíduo não tem vergonha de espécie alguma...e o que diz merece a credibilidade de um mentiroso.
Ainda por cima e segundo se vai sabendo pelas acusações produzidas e provas adjacentes, mesmo indirectas, foi apenas um dos principais almocreves do "gangue". Um porteiro, como o seu amigo Vara que está com os costados onde deve estar, por causa da mesma função. Dois pindéricos, portanto, no sentido de pelintras. Um já o é; o outro quer ser, à viva força para não justificar a prova indirecta.




O gangue da criminalidade nacional de elite

 Nuno Garoupa, académico ( Direito) e "politólogo", seja lá isso o que for, dá uma entrevista ao Negócios de hoje.

Uma parte merece destaque por causa de uma afirmação extraordinária, do género da que ontem Eduardo Dâmaso produziu na Sábado, a medo mas claramente: há um gangue no sistema político-mediático nacional que tomou conta disto tudo.
O cabecilha não é Ricardo Salgado como também já concluí, mas algo mais difuso e subtil: é uma medusa, uma cabeça repartida em muitas serpentes venenosas que asfixia Portugal de há décadas a esta parte.
E o que é mais trágico é que os portugueses que votam continuam a dar-lhes crédito, a tal gangue e por isso têm o que merecem.

O que tem acontecido em Portugal é que a conjugação de uma certa elite universitária, com epicentro em Coimbra, na escola de Direito e na de sociologia do professor inenarrável, celebérrimo e ilustrérrimo que já nem é preciso dizer o nome, tomou conta do Direito e da Sociologia de pacotilha e favoreceu o aparecimento de leis propícias à corrupção e a sua impunidade quase completa.

Para dificultar a tarefa de limpeza necessária, ao longo dos anos os elementos de tal elite universitária tomaram conta de lugares-chave no sistema e aparelho do Estado.
O penalista Costa Andrade está no Tribunal Constitucional como presidente. O penalista Figueiredo Dias já não está, porque está velho mas tem a filha e o filho bem colocados no mesmíssimo aparelho de Estado que apara estes fenómenos como os pára-raios o fazem relativamente aos relâmpagos; o penalista Faria Costa esteve na Provedoria, no intervalo da parecerística, aliás como muitos que ficaram na escola, em reserva; até houve governantes que de lá saíram como um tal Rocha que se findou numa aventura pindérica com bilhetes para o futebol ou coisa parecida paga por uma empresa de regime.
Já não são apenas as mães dessa universidade que tutelam isto tudo, porque os filhos aparecem já a mostrar serviço em prol da elite, ou seja, do tal grupo...

Não vai ser nada fácil limpar tudo isto e higienizar de modo efectivo a política e extirpar o tal gangue que afinal nem crimes pode cometer, bastando-lhes decidir. Vão além do próprio crime, com a agravante de as pessoas em geral nem se darem conta da perversão democrática que isto representa.

Nuno Garoupa, a propósito do caso BES diz: "Se esses partidos acreditam, como eu acredito, que há uma organização por detrás disto tudo, que houve um polvo, uma estrutura de crime organizado que vai além do próprio crime, que há responsabilidades políticas e técnicas, que envolvem reguladores, classe política, a própria comunicação social, universidades, então teríamos de ter algumas propostas em cima da mesa", referindo-se a legislação efectiva de combate a esse polvo, a essa organização criminosa que inclui diversos estratos e elites da sociedade portuguesa.


A propósito disto, a comunicação social está envolvida, como denuncia o advogado Teixeira da Mota, no escrito publicado no postal anterior.

A classe política está envolvida como é público e notório. Este primeiro-ministro foi a segunda figura política no governo de José Sócrates, o que dispensa outras considerações.

Os escândalos com os diversos reguladores como por exemplo Vítor Constâncio, promovido apesar da incompetência de que deu mostras sobejas; com um tal Sebastião que quis comer o que pôde,  associado ao ministro Pinho; com a ERC capitaneada primeiro por uma Serrano e depois por um Lopes, ambos inenarráveis, diz tudo da elite desse sector.

Só com estes três exemplos- universidades, reguladores e comunicação social- e respectivos nomes envolvidos, tal já seria suficiente para Nuno Garoupa dizer os nomes desta rosa nada mística e ir mais além na denúncia do gangue que efectivamente assaltou o país e continua aferrado aos comandos para continuar a assaltar. Agora, talvez com maior cuidado e circunspecção. Mas não com menos apetite.

Nuno Garoupa não diz os nomes, claro está. Afinal, pertence também à elite. A universitária...

Par ver quem são, basta percorrer os postais deste blog de há uma dúzia de anos, ou mesmo um pouco mais,  a esta parte.

Um dos corolários desta visão aparentemente conspirativa da nossa história recente é o que sucede actualmente na Justiça e particularmente no caso do tribunal central de instrução criminal.

Nuno Garoupa parece não entender o nó górdio do problema. Não é apenas o caso de um juiz acreditar na prova indirecta e outro não e por isso defender outra solução para o dito tribunal. Afinal sempre haverá juízes com entendimentos diversos.

No caso, porém, trata-se de outra coisa bem mais simples e clara: as sucessivas desautorizações que os tribunais superiores impõem ao juiz que não acredita na prova indirecta não ocorreram apenas por isso mas por outras razões. E tais razões podem esconder a principal: o desejo de tal juiz querer, mesmo de modo subliminar e relativamente inconsciente, mas efectivo nos efeitos,  sapar as investigações ao gangue que Nuno Garoupa acredita que existe e que é visível, aliás.
A isso chama-se corrupção, indetectável a olho nu, insindicável, mas não menos real e ainda mais perigosa porque idiossincrática e sustentada em opções jurídicas que sendo contestáveis não serão admissíveis, como têm dito e redito os tribunais superiores.
Quem deveria fazer o papel de controlador de tal fenómeno não o tem feito como deveria ser. Quem está a mais no TCIC não é o juiz que aceita a prova indirecta, mas o outro porque perverte a função e toma parte, objectivamente, no gangue, mesmo involuntariamente.
E há sinais preocupantes que alguns que estão na elite de controlo aos juízes, no CSM, partilham do mesmo conceito e fazem parte, por isso mesmo, objectivamente, do referido gangue.

Todos os casos que suscitam preocupação mediática, aparecidos nos últimos anos, no TCIC, representam a manifestação clara de tal polvo, como refere Nuno Garoupa.

Quem o percebeu há muito tempo, em razão das suas funções, é precisamente o juiz que aceita a prova indirecta. O outro não aceita e provavelmente não compreende do mesmo modo o problema que existe, é real e até Nuno Garoupa o entende já.

Porque entendeu há muitos anos a dimensão, extensão e complexidade do polvo e dos efeitos concretos nos processos que tem a cargo, torna-se relativamente fácil a tal juiz relacionar tais factos e personagens e individualizar os tentáculos de tal polvo.
Ao mesmo tempo torna-se mais fácil ler os processos com milhares de páginas e documentos porque afinal de contas estão todos relacionados, muitas vezes com personagens comuns a todos eles.

Quem entender isto entende a natureza do polvo e entende principalmente a razão porque se continuará a atacar o juiz que aceita a prova indirecta, em detrimento do outro que não aceita tal prova nem muitas vezes outra, mais directa, até e que nunca é atacado.

Só isso permitiria entender quem é que está interessado em afastar o juiz em causa: o polvo, ou seja o gangue. Os idiotas úteis seguem atrás, em romaria...

Há dúvidas?!

Já Chega: há um elefante no meio da sala!

Público de hoje que não consegue disfarçar a vontade de ostracismo e censura que anima os jornalistas formados nas madrassas.

O resultado mais espectacular da sondagem publicada está à vista e é um autêntico elefante no meio da sala que essa canalha mediática ( porque ainda não cresceram intelectualmente...) se recusa a ver: o Chega passou em poucos meses de uma votação residual para uns expressivos 7%, idênticos ao do BE.

O título do jornal a comentar a sondagem é patético, para dizer o menos..porque as evidências gritam a censura que os anima e a vontade de ostracizar quem detestam. Comportamentos anti-democráticos, ensinados nas madrassas do jornalismo das escolas de comunicação pelos ai-a-tola do pensamento correcto.

No entanto, a Catarina Martins, o Louçã e outros bloquistas encartados nos media, particularmente no Público têm uma representatividade mediática absolutamente desproporcionada e censuram agora, activa e permanentemente ( ver a entrevista do bobo do sistema...) a voz ao Chega e a André Ventura.


Por outro lado no mesmo Público, o advogado Teixeira da Mota interroga-se sobre o fenómeno de ainda não serem conhecidos os jornalistas avençados do BES e que são perfeitamente conhecidos pelos ai-a-tola do Expresso.

Evidentemente percebe-se porquê: estão entalados.


quinta-feira, 23 de julho de 2020

Não lhe Chega a Censura...ao bobo do sistema

O bobo deste circo mediático que temos aparece outra vez na ribalta, numa entrevista da Sábado. Aparece para vituperar um André Ventura que é proscrito nas páginas da revista. No entanto, aparece na outra que lhe faz concorrência semanal, a Visão que porém lhe dedica outra capa, esta semana.

Na Sábado o bobo define-se como censor com toda a naturalidade da arrogância esquerdista, assim:


O bobo do circo mediático convidou toda a gente da política para o seu programa pago a 50 mil euros à peça, mas não arranjou lugar nem tempo para convidar o líder do Chega, André Ventura. Explicação? Muito singela e reveladora da desfaçatez:

"O Ventura não se enquadra no programa. Ele tem dito várias vezes que é contra o sistema, os partidos do sistema, e que quer destruir o sistema. (...) Ele também tem referido que sou um humorista do sistema. Está certíssimo. O sistema chama-se democracia."

Ora este bobo do sistema convidou todo o cão e gato da Esquerda comunista, obviamente anti-democrática, como o PCP e o BE, apostados, esses sim, em destruir o sistema capitalista em que o bobo viceja e cresce na conta bancária. Aliás é também esse o propósito declaradamente oculto do bobo que se afirma comunista nas horas vagas da conveniência mediática. Democrático.

Não o afecta tal contradição. O sistema, afinal é esse mesmo: o que democraticamente expurga aqueles que o contradigam...

Belíssimo conceito de democracia, ó bufão!

Quanto à Visão descobriu agora outra arma de arremesso contra o Chega: mostrar quem o financia, como se tal fosse vergonha da natureza hipócrita que anima a redacção subsidiada pelo Estado na publicidade dos milhões.
Como é sabido a revista Visão é de uma empresa chamada "Trust News, Unipessoal, Lda, gerida por um tal Luís Delgado,

Este Delgado é um novo rico, cuja fortuna se desconhece quanto ao modo súbito de obtenção, para o investimento de Confiança nas News. Além do mais desconfio que a revista é actividade altamente deficitária, pelo que se suspeita que terá apenas objectivos inconfessáveis, para além de gerar dívidas igualmente ocultas.

Não está nada mal para quem põe esta capa na edição de hoje, porque a indecência e o asco inerente é simplesmente obsceno...



O "gangue que domina o poder legislativo"

Artigo de Eduardo Dâmaso na Sábado de hoje. Violentíssimo ( como nunca consegui ser aqui, neste blog...) a propósito de um fenómeno em que pouca gente repara:  a identificação real de quem faz leis estruturantes, em Portugal.

Para Eduardo Dâmaso existe um "gangue que domina o poder legislativo na sistemática construção da impunidade para meia dúzia".


Um "gangue" é uma associação de malfeitores. E portanto convém saber quem é esse "gangue" que afinal domina o panorama legislativo processual penal, destinado a assegurar impunidade a pessoas de vulto político e empresarial de relevo.

É preciso ir saber quem gizou as soluções legislativas que consagram direitos, liberdades e garantias na aplicação das leis penais. E depois quem as aprovou efectivamente, após terem passado o crivo de comissões, pareceres e ratificações constitucionais.
Perante este  panorama alargado facilmente se deduz que a expressão é um excesso de comunicação, um pequeno exagero que afinal dá conta de uma realidade complexa e que o autor não domina inteiramente, apenas entrevê e pressupõe, pelos efeitos deletérios que tal legislação provoca.

Vejamos então. Quem participou directamente como autor teórico de tal legislação vertida nas leis penais, desde 1982?

Não é segredo algum que há quem se gabe do feito:

A Faculdade de Direito de Coimbra teve sempre uma intervenção relevante na vida jurídica e cultural do País.
As últimas gerações de professores têm honrado o prestígio pluricentenário da Escola, e alguns deles atingiram merecido prestígio internacional.
Sem nunca perder a feição construtivista, que tem sido a sua marca de contraste, a Faculdade de Direito de Coimbra tem percorrido, não raras vezes de forma irreverente, todas as grandes correntes metodológicas, desde os diversos jusnaturalismos e o positivismo exegético, ao sociologismo antimetafísico (Duguit), ao sociologismo materialista (Jèze), ao conceitualismo, à teoria pura do direito, à jurisprudência dos interesses, ao neo-hegelianismo, ao ordinalismo concreto, ao existencialismo, ao funcionalismo, à tópica, ao institucionalismo, ao marxismo, à fenomenologia, aos diversos neo-positivismos, à teoria da argumentação, ao heideggerianismo, ao estruturalismo, etc..

Professores da Faculdade de Direito de Coimbra estão igualmente ligados às mais significativas reformas legislativas portuguesas das últimas décadas, ocupando lugar destacado na galeria de juristas que mais profundamente marcaram o século que agora se aproxima do fim. O Código de Processo Civil (J. Alberto dos Reis), o Código Civil (Vaz Serra, Pires de Lima e Antunes Varela), a legislação fiscal (Teixeira Ribeiro), o Código Penal (Eduardo Correia), a legislação comercial (Ferrer Correia) e o Código de Processo Penal (Figueiredo Dias) são os exemplos mais marcantes desta articulação dialética da Escola com a sociedade.

Obviamente estas sumidades nunca se reconhecerão no epíteto que até desprezarão. Mas...a verdade é que asseguraram, com as suas lições académicas, muitas delas, se não todas,  copiadas de legislação e doutrina estrangeira,  a tal impunidade que os que manejam os códigos e leis, em modo virtuoso e patrício, ou boçalmente delile aproveitam. 

Se a Faculdade de Direito de Coimbra não é o tal gangue, imita muito bem a composição mafiosa...porque tendo estrita obrigação de ensinar segundo os melhores cânones do Direito e da Justiça, continua a imitar as piores soluções para o problema exposto. 
E por isso figura muito bem nesse banco de réus que comporta outros celerados, das comissões específicas e criadas a preceito para o efeito. 
Esses é que são o núcleo do gangue e o que tem feito é de facto um crime contra Portugal e a Justiça.  

Amália deixou de ser Rodrigues mas gostava de Salazar

Hoje celebra-se o centenário do nascimento de Amália Rodrigues, uma cantora, fadista que foi um pouco mais além nesse estilo de cantoria porque tinha uma voz excepcional.

É impressionante como a Esquerda que a vilipendiou logo a seguir à Revolução de 1974 anda agora a mimar a memória do seu nome, como se fosse artista de sempre, lá dessa casa deles, loca infecta de todas as maleitas sociais.

O Público dá-lhe a capa e várias páginas. A primeira começa logo por dizer exactamente o que é preciso dizer e que foi entrevisto pela mesma artista aquando da realização da sua biografia: "Sei que a minha história vai ser aquela que escolherem, aquela que é mais interessante, aquela que não é a minha".


Fica tudo dito e muito mais a propósito desta canalha que não tem pudor em recuperar para proveito próprio, ideológico, tudo o que lhe possa valer culturalmente, tirando-lhe e extirpando-lhe o contexto, apropriando-se abusivamente de um  nome de pessoa que era livre e por isso apoiou e apoiou-se onde pôde e quando pôde.

Amália Rodrigues foi salazarista, por muito que esta canalha pretenda que não e que até ajudou comunistas.
Ajudou, de facto, em modo oportunista e porque lhe convinha também fazê-lo. Afinal, alguns dos seus colaboradores e autores de letras eram pró-comunistas. Mas tal não olvida o facto de na altura em que Salazar ficou doente, em 1968,  ter escrito uma quadra inequívoca em que manifestava o seu afecto e o apoio que dava ao mesmo.

Está aqui, lembrada neste escrito recente de José António Saraiva e que agora é convenientemente esquecido.

"Ponha-se bom depressa/ meu querido Presidente/Depressa que essa cabeça/não merece estar doente."


Claro que esta faceta inequívoca de Amália Rodrigues não escapou ao comunismo e esquerdismo pós-Revolução e Amália Rodrigues foi ostracizada por isso e atacada nos media de então. Esquecida mesmo durante um período, felizmente curto porque houve quem se apercebesse da estupidez comunista, particularmente do PCP e a recuperasse para a luz da ribalta, literalmente.

Como diz um dos estudiosos do Fado, Rui V. Nery, no mesmo Público de hoje, Amália foi atacada no pós-25 de Abril e tal "marcou-a de uma forma trágica para o resto da vida".


Para se ver onde chegou a confusão derivada do desejo de recuperação, aliás frustrado, da artista, basta ler este recorte do Sete de 5.11.1980.
O seu oportunismo, aliás revela-se muito bem naquilo que então disse: " Tem-me dirigido as acusações mais estúpidas que se possa imaginar. Já fui acusada de pertencer à PIDE. Agora sei que também me apontaram como comunista. As duas acusações são igualmente parvas, mas, se tivesse sido alguma dessas coisas, esta última acusação era a mais natural". Em vez de assumir a realidade do que eram optou pela oportuna declaração de afecto a uma esquerda, então prevalecente.

Então não era mais natural ser comunista?! E se assim fosse onde ficaria o seu "querido Presidente"? Enfim...


Por outro lado a indecência e o despudor também se revela neste artigo do Observador que recolhe o depoimento de várias personalidades públicas sobre "Amália" que agora até já deixou de ser Rodrigues.
Esta pequena palerma, filha de um pirata que devia execrar Amália Rodrigues na altura da Revolução e antes dela, nos anos oitenta já  tinha uma cassete com músicas da mesma.

A filha, agora, é toda afectos pela diva recuperada para a democracia, depois de tecer as loas ao "meu querido Presidente":


O pirata Mortágua dos anos oitenta ou mesmo noventa, pelos vistos gostava desta musiquinha da "Amália" de 1957, altura em que Salazar dominava o comunismo como só ele o soube fazer: desgraçadamente.



Como se pode ouvir, é uma musiquinha que se fosse cantada pelo Marco Paulo, aliás um artista que deve ter vendido mais discos que a Amália Rodrigues, seria simplesmente desprezada. Afinal é uma história da classe piscatória...e  por isso do afecto do pirata e filha que a ouviu naturalmente nos anos oitenta, já no tempo em que a fã do Presidente do Conselho, Salazar, estava mais que recuperada.
E O pirata também, porque se reconverteu às delícias dos terratenentes agrários e latifundiários.

Uns aldrabões, oportunistas, todos. Incluindo a pobre Amália Rodrigues.

Amália Rodrigues e o Fado, nos anos anteriores e imediatamente posteriores à Revolução era artista esquecida  dos media de esquerda. Totalmente. O Fado era estilo execrado porque então só havia o "canto de intervenção" e os baladeiros.

Amália Rodrigues não foi ao Zip-Zip de 1969. E nunca iria, pelos motivos expostos. O Fado era um estilo considerado caduco e da plebe, nos tempos dos finais dos anos sessenta em que surgiu o rock. Tal como o estilo de Marco Paulo ou António Mourão ou mesmo António Calvário.
Se Amália Rodrigues não pertencia ao nacional-cançonetismo, andava lá perto, para toda essa canalha de esquerda.

A primeira pessoa a recuperar mediaticamente Amália Rodrigues para a ribalta do reconhecimento artístico da modernidade dos anos oitenta e noventa foi Miguel Esteves Cardoso, nos escritos de Inglaterra. Aliás fiquei espantado, então, por causa disso. O Jornal, Julho de 1980:


Também eu não ligava pevide a Amália Rodrigues e ao seu Povo que lavas no rio.  
Queria lá saber desta composição genial se tinha Onde vais rio que eu canto ( Sérgio Borges, de 1970), para ouvir nessa época?

Enquanto em Portugal Amália Rodrigues era relativamente esquecida na época e andava em tournées por esse mundo fora da emigração e não só ( os japoneses gostavam do Fado...) por cá ouviam-se outras coisas e a juventude não queria saber nada de nada sobre o tal Fado, fosse da Amália Rodrigues ou da Hermínia Silva ou do António Mourão, do genial Ó tempo volta p´ra trás...

É por isso que esta recuperação da artista Amália Rodrigues se torna algo estranha, mas interessante ao mesmo tempo.

Afinal, Amália Rodrigues era uma grande artista e cantava temas bem escritos, com letras interessantes e com voz excepcional.
Não temos muitos artistas assim, mas tal nunca foi suficiente para comprar um disco de Amália Rodrigues. Nem sequer o Busto. Mas ainda vou a tempo, até porque se vendem baratos, apesar da raridade...

quarta-feira, 22 de julho de 2020

O bobo do circo mediático é um palerma

No Público de hoje há uma entrevista de quatro páginas ao bufão da corte do sistema, o "jester" que assume a qualidade de palhaço, bem rico, diga-se e também de bobo de tal corte reduzida a uma franja "democrática" no sentido que lhe dá o PCP. Ou seja, um sistema de privilegiados da democracia que temos de há 46 anos para cá.


Este entrevistado é o bobo dessa corte, mas ao contrário do que diz na entrevista não afronta tal corte, nunca afrontou e o seu humor idiossincrático fica pelas franjas do politicamente correcto e é precisamente o contrário do que pretende fazer crer.

A "corte" a que se refere o palhaço é apenas um ersatz, um artifício para se dar ares e a expressão de que " o nosso tema são as pessoas que têm poder" é mesmo humorística, involuntariamente.  Diz que tal "dessacraliza o poder", outra ridicularia.  E ainda mais: "que é próprio da democracia que as pessoas se possam rir dos seus dirigentes e que o poder seja dessacralizado". Isto dito por um indivíduo que se pretende votante no PCP do qual já foi simpatizante ou militante de juventude é isso mesmo: ridículo, mas de riso amarelo e sem graça.
A sobrevivência deste palhaço e a sua conservação de estatuto de "rico", real e tangível, apenas seria possível deste modo: fazer de conta que afronta os poderes quando apenas pretende afrontar quem verdadeiramente afronta os poderes que existem, para sua própria protecção e interesse.

Não tenho respeito algum por falsos palhaços e por bobos que são hipócritas, como este.

Raras vezes me ri com este desgraçado e se lhe reconheço algum valor ( se não nem estaria aqui a dar pontapés neste tipo de cães do regime) é para denunciar a extrema hipocrisia que exala em piadas porcas, indecentes, pelo conteúdo correcto para com os diversos poderes "democráticos" que afinal respeita e nunca afronta nas entrevistas, confessadamente.

Prefiro mil vezes um Hermann José, com todos os defeitos que tem, a este palerma e por uma razão que é simples de explicar: este bobo parece-me apenas mais um cabrão arrogante de merda, para o insultar em retórica. A arrogância é a característica distintiva mais clara e notória deste indivíduo que se reflecte na expressão pretensamente humorística e de trocadilhos besuntados que exibe.

Hermann José aprendeu desde muito novo uma humildade que se transmite e lhe dá humanidade e por vezes graça. É um egocêntrico, mas genial no modo como improvisa, inventa e até inova, no nosso pequeno meio do circo mediático.

Este é apenas mais um filho da puta, na acepção que lhe deu Alberto Pimenta. Precisava de uma lição de vida para lhe tirar a arrogância e lhe devolver alguma humanidade. Se é que a tem.

TCIC: o ataque em bruto que vem de dentro. Até tu?

Público de hoje:



Repare-se na solução que o sindicato dos Juízes apresenta para modificar a composição do actual TCIC: aumentar para quatro ou cinco o número de juízes titulares, a fim de "garantir aleatoriedade na distribuição" e principalmente ultrapassar um problema que o presidente do sindicato entende existir "de pessoalização de decisões" que criará descrédito na Justiça.

Sobre este último assunto, o do descrédito, chega um argumento para contrariar a hipocrisia de tal consideração: as decisões de um juiz do TCIC, no caso Carlos Alexandre são sistematicamente confirmadas por tribunais superiores; as decisões do outro juiz, Ivo Rosa, são sistematicamente rejeitadas pelos mesmos tribunais superiores.

Então de onde virá o descrédito? De onde surge o fenómeno da anormalidade e da "pessoalização das decisões"?

Mais: mesmo que o TCIC tenha mais três ou quatro juízes tal resolverá o problema?
Em primeiro lugar é uma medida hipócrita e desnecessária. Perante  o volume de serviço e cuja comprovação por várias vezes foi demonstrada pelo outro juiz, Carlos Alexandre, não são precisos tantos juízes para a tarefa.
Tal só denota a preocupação, agora do sindicato mas de outra gente mais suspeita e emparelhada a entalados da política ( é disto que se trata e nada mais...)  em pretender mascarar e baralhar os dados para que não se diga que determinados processos só calham a um juiz, como disse o estúpido e ignorante Pacheco Pereira ( não tenho outro meio de o qualificar neste aspecto) .

O sindicato dos juízes existe para proteger interesses corporativos dos juízes, de índole laboral e organizacional.
O interesse na sadia administração da Justiça não é só do sindicato, é de toda a gente e tornar exclusiva a defesa de tal interesse geral por uma associação de interesses laborais e funcionais é outra hipocrisia para além de uma extrapolação que cheira a ideologia. Melhor seria a tal sindicato defender o direito de os juízes poderem exprimir-se livremente sobre tais assuntos, sem receio de serem logo, logo incomodados pelo CSM, dominado por políticos e magistrados associados e receosos de lhes desagradarem...

A atitude do sindicato em meter aqui o bedelho cheira muito mal. Não se defende a magistratura e o poder judicial atacando subtil mas decididamente um ou dois juízes que trabalham no TCIC porque é disso que se trata.

É lamentável que o juiz Manuel Soares se tenha deixado instrumentalizar por tal ideia peregrina e se tenha esquecido do que é e significa ser juiz. E mesmo se tenha esquecido que um sindicalista não deve meter-se onde não é chamado.

Para quê, então este ataque? Em nome de quem? Dos entalados de sempre e dos políticos do costume ou da komentadoria tipo Pacheco Pereira, para além do mais, ignorantes e broncos sobre tais assuntos?

Será preciso andar agora a reboque desta gentalha que defende sempre o sistema e os políticos que o sustentam? Não conseguirá já o juiz Manuel Soares separar o trigo do joio e raciocinar de modo sensato? É preciso mesmo associar-se a esta miséria ambiente?

Enfim, lamentável, lamentável mesmo.




Ser benfiquista...sendo da "outra banda".

O Benfica, clube de futebol da freguesia de S. Domingos, em Lisboa, contratou um novo treinador depois de ter fracassado com o anterior.
Depois de episódios rocambolescos com este treinador, dado a conferências onde mastiga muitas vezes um português macarrónico hilariante, o novo treinador lá chegou, vindo do Brasil.

Para o trazer foi preciso que o clube da freguesia de S. Domingos esportulasse uma conta calada de cerca de 230 mil euros, num avião fretado a uma tal Netjets, companhia do americano Buffet.

É isto que conta o CM de hoje, na primeira página, depois de anunciar que o treinador vai treinar em "teletrabalho".

Imagino a angústia do director-geral ou de quem decidiu a capa do jornal de hoje, para arranjar assunto sensacional, tendo optado pela historieta sem assunto do tal treinador.

Excepto o preço do frete...que é um escândalo nacional, perante a nossa miséria pindérica. 230 mil euros por uma viagem de ida e volta ao Brasil, paga por um clube de futebol, em Julho de 2020.

O que é que os portugueses em geral devem pensar disto? Sim, haja quem faça uma pequena sondagem a perguntar se tal será admissível no contexto social e económico em que vivemos...


terça-feira, 21 de julho de 2020

O fado vadio dos últimos 45 anos...

O nosso fado depois da Revolução de Abril que prometeu mundos e fundos, tem sido este:

Em 1976, escassos dois anos depois da tal Revolução e com a Economia toda nas mãos do Estado e e dos governos, normalmente de Esquerda, do PS e quejandos compagnons de route. Prometeram que se acabasse a "guerra colonial" o ganho iria dar para o gasto. Viu-se...











Resultado? Pedinchice a todos os novos "amigos da onça", ou seja, a "Europa" e até os "EUA".
Dali a dois anos, no início de 1978 e em em plena bancarrota do país, discutia-se o "grande empréstimo", coisa que Salazar recusou à "sociedade das nações" que assim o queria e durante 48 anos nunca foi preciso, antes pelo contrário.
Parte substancial do ouro acumulado nesse tempo pelo mesmo  Salazar que vituperavam e continuam a vituperar, serviu de caução e de troca:


Não serviu de emenda alguma esta humilhação protagonizada pela Esquerda socialista e comunista, porque a quem não tem vergonha todo o mundo é seu e o melhor exemplo dessa falta completa de vergonha era Mário Soares.

De 1978 a 1981 a dívida pública era brutal e o mesmo O Jornal interrogava-se em  13.1.1984:


Nesse ano, voltava outra vez o espectro da pedinchice nacional pela mão dos mesmíssimos pedintes, ou seja Mário Soares, o PS e os compagnons de route de sempre, comunistas e afins. As causas das bancarrotas continuavam activas e por isso, sucediam-se com a regularidade de um metrónomo a marcar a incompetência proverbial socialista.

Porém, a austeridade e efeito das bancarrotas não era do ar que passava ou de qualquer ventosidade histórica.
Havia governantes que eram veteranos nessas bancarrotas. Nada aprendiam e nada esqueciam,  como mostra o Semanário de 28.4.1984.
À cabeça de todos eles um grande "legislador" ( dito por ele mesmo)  co-autor de desgraças e corrupção legislativa que ainda hoje produzem efeitos, mormente nas leis penais:


Em 1984 outra bancarrota e fome à porta. Um jornal de esquerda ( passou por lá o Ferreira Fernandes, o dos SUV...) já nem escondia-  "Portugal/83: Europa ou Terceiro Mundo?":


Solução? Outra vez pedinchice organizada, sempre pelos mesmos, o PS e compagnons de route. Em Agosto de 1983 já não havia dúvidas sobre o que era preciso: pedir mais dinheiro emprestado para os vindouros pagarem, com língua de palmo:


Um dos artífices desta nova estrumeira, já em 1980 alvitrava palpites que sairam sempre furados para todos excepto para ele e os seus, sempre bem remunerados pela incompetência atroz:


Este que entretanto chegou ao poder fez o que pôde e foi pouco, muito pouco porque a Esquerda do costume nunca deixou fazer o que era preciso. A revisão Constitucional, feita a medo e com muitas reaservas só ocorreu nos anos noventa a ainda assim não foi suficiente e foi sempre a reboque da "Europa". A Esquerda comunista e socialista nunca deixou ir mais além porque os mitos permaneceram sempre no activo fossilizado e respeitado pelos socialistas de sempre. Ainda hoje permanecem no mesmo lugar ideológico. O que poderia fazer este economista formado em York, senão comer bolo-rei à moda modesta do seu Algarve?:


Entretanto, à custa de muito pedinchar lá entramos no clube dos ricos, com uma mão atrás e outra á frente, sempre sem vergonha porque esta gente nunca teve vergonha alguma e muito menos a que Salazar teve, em nome de Portugal. O país passou a ser uma abstracção e alguns finórios, formados em Economia que nem de economia percebiam, alvitravam então, julgando que nos tinha saído a sorte grande, com a entrada na CEE em 1985, livrando-nos do aperto financeiro em que estávamos enterrados até ao pescoço, sem remédio:


"Trabalhar"! Palavra mágica destinada a soar em ouvidos de quem nunca trabalhou a sério e que por isso passou a viver de subsídios, muitos a "fundo perdido".

Planos para "trabalhar", tal como hoje o do famigerado ex-mpla Costa Silva, também não faltavam. Semanário de 16.6.1984:


Em 1984 os problemas eram equacionados quase como hoje: fraudes, fiscalidade obtusa e problemas associados, como criminalidade económico-financeira.


E havia ainda muito premente a questão que hoje em dia é novamente colocada pelo tal famigerado Costa Silva: a intervenção excessiva do Estado na Economia. A receita deu desastre como vai novamente dar desta vez. Nem é preciso ser astrólogo, perdão, economista, para o adivinhar.


Era inevitável uma nova desgraça porque o essencial da questão é sempre o mesmo e já vem desde 1979: enquanto o país que vota não abandonar de vez os preconceitos de esquerda que engana muita gente durante quase todo o tempo, voltaremos ao ritmo das bancarrotas. A Constituição, o regime democrático e a dicotomia "esquerda-direita" com aquela a apoiar sempre, sempre os "pobrezinhos" enquanto enche os bolsos dos seus e esta a tentar provar que é quem ajuda mais os pobrezinhos, sem sucesso algum porque a propaganda eficaz pertence à esquerda e sempre pertenceu. Até isso se vai notar na actual guerra da Sic com a TVI. Os papagaios, Lourenças, Farias e quejandos,  estão já  a aprimorar as frases do discurso corrente:


Em 2009, um grupo de astrólogos bem conhecidos assustaram-se com outra bancarrota em gestação acelerada. Escreveram publicamente algo que um jornal da situação de sempre, o Expresso, o órgão oficioso desta porcaria, mostrou.

Estranho que este grupo de astrólogos agora, com o estudo do famigerado ex-mpla Costa Silva não se tenham ainda pronunciado, mas ainda vão a tempo.
Estes são as nossas cabeças pensadoras na actividade astrológica em voga, a Economia. iam e vão às tv´s, escrevem nos pasquins habituais, e mesmo agora na internet, com tuítes e tudo. E o pior é que não temos outros conhecidos. Os seus alunos já repetem a mesma cartilha, como o actual Leão das Finanças Públicas.

Evitaram as bancarrotas? Não, nunca. Então para que servem? Para fazerem de cassandras a que ninguém liga?




Por mim tenho uma ideia a mostrar. Porque não dar a ler certas obras de divulgação corrente, escritas em modo que todos entendem e ajudarão a perceber porque estamos outra vez no caminho da desgraça e da perdição, com este bónus gigantesco que agora acabamos de receber, fruto da pedinchice nacional habitual?

Estas podem ser algumas das que ajudam a perceber a nossa desgraça de sempre: a Esquerda que governa e que influencia o pensamento correcto e corrente.


Talvez seja preciso começar por algum lado a fim de nos tirar deste atoleiro em que estamos e que parece iremos ainda mais afundar-nos, com esta gente de sempre.

Por mim sugiro coisas simples que dariam um resultado imediato. Extirpar estes cancros sociais, por exemplo. Estes são antigos e permitem entender uma das razões da desgraça: a ausência de verdadeiro mérito na ascensão social. Basta ver este Constâncio e outros. E basta perceber que os escritórios de advogados têm que ser colocados no lugar de onde nunca deveriam ter saído: de uma actividade liberal que vive com os clientes que os procuram, livremente,  e nada mais:


A ver se há meio disto acabar:


E tentar evitar que isto se repita e que já em 2010 era denunciado na Sábado, sem qualquer consequência a não ser alguns anos depois, bem expostas no processo Marquês. Haverá quem ainda tenha alguma dúvida sobre a responsabilidade e autoria directa da bancarrota de finais da primeira década de dois mil?..


É evidente que será difícil não se repetir. Onde está esta Jamila que em 2010 aparecia assim? Está na Secretaria de Estado da Saúde, onde lida com a pandemia. A outra é uma candidata a líder do PS...e fica quase tudo dito.



E por favor, abandonem-se de vez estes falsos profetas, estes santeiros que só nos desgraçaram e já se mostravam em 1998 muito empenhados na "luta contra a corrupção":


Compreenda-se de uma vez por todas que estas pessoas são sempre as mesmas, nunca mudaram nada de nada e continuarão a provocar-nos desgraças.

Tendo em conta este panorama, porém, fico muito céptico e creio que deveremos pensar se resta alguma esperança a Portugal, com este tipo de exemplos, actual. Esta fulana é ministra..