sábado, 20 de julho de 2019

A viagem da Apolo 11 nos media


Em 20 de Julho de 1969, a esta hora ( 20:17 TMG)  o módulo lunar da Apolo 11, LEM,  acabava de pousar na Lua.

A televisão, em Portugal anunciava para o dia 21 de Julho, segunda-feira, a transmissão em directo, via Eurovisão, das imagens do módulo lunar e ainda a "transmissão de imagens da noite", ou seja do que ocorrera entre a hora da alunagem propriamente dita, às 20:17 ( ou 21:18)  do dia 20 e a hora do primeiro passo do homem na lua, às 2:56  ( ou 3:56)  da madrugada do dia seguinte.

Isso porque a RTP abria o 1º Período de Emissão às 6.28 e o 2º Período às 15:00, tal como se refere nesta página de programação da Flama de 18 de Julho de 1969. Portanto, não houve transmissão em directo do tal primeiro passo de Neil Armstrong na lua. A RTP terminava as emissões pouco depois da meia- noite com a "Meditação e Fecho".


Acho por isso extraordinário que haja pessoas que se lembram de ter ficado acordadas durante a noite para seguirem em directo uma emissão de televisão que não aconteceu...a não ser que tenha havido uma emissão extraordinária de que não há registos aparentes.

E daí talvez haja. O Diário de Lisboa, do dia 21 de Julho de 1969 relatava vários testemunhos de pessoas que tinham visto em directo o primeiro passeio lunar.


No dia anterior o mesmo jornal anunciava:



Portanto, provavelmente houve mesmo transmissão em directo e excepcional. Fica esclarecido o mistério que desde ontem me atormentava.

E ainda outro: logo no dia 22 o observatório Jodrell Bank anunciava a mais que provável catástrofe ocorrida com o Luna-15.



O Diário de Lisboa, esse, tinha outras informações: houve alunagem mas não se noticiava como...


Esta informação mediática pode ser vista aqui.

Da minha parte tenho memória de ter visto tv, mas apenas durante o dia 21 de Julho, na programação habitual e diurna.

Também as memórias daqueles que protagonizaram os próprios eventos não são as melhores, como se pode ler por aqui, na revista Visão História de há dez anos:


José Mensurado acompanhou a transmissão da Eurovisão durante várias horas, traduzindo os comentários do americano Walter Cronkite, da CBS. Porém não se percebe muito bem a cronologia e muito menos a menção a um artigo de Norman Mailer na Life que só apareceu cerca de um mês depois...

Enfim, fiquemos pelas imagens da Flama que em 18 de Julho, quando os astronautas já estavam em voo gravitacional à volta da lua,  só mostrava isto:


A capa era sobre o Zip-Zip e nenhuma referência à viagem à lua...antes às viagens dos portugueses pelas nossas estradas em que se matavam em acidentes.


Compreende-se que ainda não houvesse imagens do acontecimento, que aliás só surgiram alguns dias depois da amaragem da cápsula, em 24 de Julho.

A revista Vida Mundial de 1 de Agosto de 1969 mostrava isto sobre o acontecimento. Nada mais que isto:


E a capa era esta: um símbolo hippie já caído em desuso e um filósofo ateu.



Só em 15 de Agosto a mesma Vida Mundial mostrava as primeiras fotos:


Com a grande fotografia icónica do acontecimento, já depois da Nasa ter "trabalhado"  a foto para lhe embelezar o enquadramento.



A Flama só em 22 de Agosto teve acesso às fotos...feitas na lua:


A Newsweek americana, no dia 28 de Julho já punha na capa imagens da Lua...tiradas da tv.



Outra coisa que me intriga é a omissão em Portugal ao papel que a Espanha teve em toda a missão lunar.

A revista Historia y Vida deste mês explica o que nunca soube por cá, através da nossa informação:





A Espanha teve um papel fundamental na logística da viajem. Porque é que nunca o reconhecemos, por aqui?

sexta-feira, 19 de julho de 2019

It´s a Mad, Mad magazine

A revista americana que surgiu nos anos cinquenta com o título Mad acabou como tal, neste mês de Julho de 2019.
Se não visse aqui não saberia.

Descobri a revista em 1973 e comprei nessa altura o número de Dezembro. Custava 20$00.




O humor da revista andava à volta de alguns desenhadores que permaneceram ao longo das décadas, com destaque para Mort Drucker ( com um estilo semelhante ao de Jack Davies, outro desenhador) que refazia em desenhos alguns filmes da época que se tornavam conhecidos.  As pequenas vinhetas que desfilavam entre os quadradinhos eram um must.




Paul Coker, Jr.


Ou  a história do dia,  no caso a de Watergate.


Na contra capa aparecia "um dobrável" que revelava o desenho de outra coisa qualquer.


Em 1975 já havia uma edição em português, mas do Brasil. Aqui, no número de Agosto desse ano mostrava-se a figura de Alfred E. Neuman, uma figura emblemática inventada pela revista para mostrar diversas facetas da loucura mansa tipo Mad.


Em  Abril de 1976 voltei a comprar um número da revista, o que repeti em Junho de 1980, com uma referência ao filme Apocalipse Now.


Para ver mais, nomeadamente desenhadores que a revista trazia habitualmente nas histórias desenhadas e cartoons ( Sergio Aragones, Don Martin), este sítio faz alguma justiça.


quinta-feira, 18 de julho de 2019

o GRAsnar de António Costa


O primeiro-ministro é um aldrabão neste assunto. Porquê? Porque refere a omissão dos magistrados na aplicação de "uma norma que está em vigor desde 2002". 

A tal norma que A.Costa não referiu expressamente é da Lei nº 5/2002, de 11.1, da responsabilidade do governo de António Guterres em que A. Costa era ministro da Justiça. Uma lei destinada ao "combate à criminalidade organizada e económico-financeira". 

A norma específica a que Costa se referiu é esta:

Lei n.º 5/2002, de 11/01
Artigo 7.º
Perda de bens

1 - Em caso de condenação pela prática de crime referido no artigo 1.º, e para efeitos de perda de bens a favor do Estado, presume-se constituir vantagem de atividade criminosa a diferença entre o valor do património do arguido e aquele que seja congruente com o seu rendimento lícito.
2 - Para efeitos desta lei, entende-se por «património do arguido» o conjunto dos bens:
a) Que estejam na titularidade do arguido, ou em relação aos quais ele tenha o domínio e o benefício, à data da constituição como arguido ou posteriormente;
b) Transferidos para terceiros a título gratuito ou mediante contraprestação irrisória, nos cinco anos anteriores à constituição como arguido;
c) Recebidos pelo arguido nos cinco anos anteriores à constituição como arguido, ainda que não se consiga determinar o seu destino.
3 - Consideram-se sempre como vantagens de atividade criminosa os juros, lucros e outros benefícios obtidos com bens que estejam nas condições previstas no artigo 111.º do Código Penal.

Esta norma, porém, só revelou alguma eficácia, além do mais ,depois da criação de um Gabinete de Recuperação de Activos- GRA- através da Lei 45/2011, de 4 de Julho, da responsabilidade do governo de José Sócrates. 
Foi só a partir daí que se suscitaram as várias questões, incluindo de constitucionalidade da própria norma, ao inverter o ónus de prova em certas circunstâncias e o TC pronunciou-se logo em 2015 a favor da constitucionalidade. 


Tal como aqui se escreveu ( pelos magistrados do MºPº Euclides Dâmaso e José Luís Trindade) , torna-se necessário para aplicação de tal norma o seguinte:

a) O MP deve fazer prova, segundo o critério tradicional de “superação da dúvida razoável”, da prática de um crime do catálogo do art. 1º. 
b) O MP deve demonstrar, segundo um mero juízo de probabilidade (ou segundo juízos de adequação e proporcionalidade), apelando às regras da prova indirecta, indiciária, circunstancial ou por presunções, que esse crime se insere numa determinada actividade criminosa (entendida aqui esta “actividade” como carreira ou actividade pregressa continuada, como consta de antecedentes históricos do diploma). 
c) O MP deve demonstrar, depois, a existência de um conjunto de bens que, por não serem congruentes com o rendimento normal do arguido, deverão presumir-se como vantagens de actividade criminosa. Essa presunção dispensa o MP de demonstrar a imputação desses valores não congruentes na actividade criminosa (i. é., o estabelecimento de um claro nexo de causa/efeito entre ambos). 
d) Ao arguido cabe demonstrar que, apesar da incongruência do seu património, os bens têm outra fonte que não a actividade criminosa. Essa prova por parte do arguido não terá, também, de ser feita segundo o critério tradicional de superação da dúvida razoável, mas apenas em termos de plausibilidade argumentativa, algo semelhante à “prova bastante” da lei e doutrina civilísticas.

Portanto é preciso existir um inquérito. Se não houver, nada feito. É preciso que o valor presumível relativamente ao tal património incongruente seja superior a 100 mil euros. 
E para a determinação de uma perda alargada de património incongruente é necessária a condenação do arguido no respectivo processo. Há quem defenda o contrário...

Por isso tal norma não é autónoma. A sua aplicação efectiva tem meia dúzia de anos e os casos abrangidos, sendo relevantes, não incluem as situações de património "incongruente" de muitos políticos que p´raí há. 

Incluindo alguns que vendem e trocam imóveis cuja aquisição se revela misteriosa...

Para tais políticos corruptos serem investigados é necessário que haja suspeitas fundadas de actos de corrupção certa e determinada. 

Ou seja: é uma lei para a ralé, a arraia miúda que não veste fato e gravata em ocasiões solenes de inaugurações e outros eventos e não costuma jurar pela honra o cumprimento dos deveres que lhes são confiados. 

António Costa GRAsnou fora do caco. 

Entretanto o Público ( Ana Henriques, a jornalista que algozou Neto de Moura) deu a notícia do modo que se lê.
Quem quiser compreender mais terá que ler mais, saber alguma coisa e reunir a informação. O Público dispensa tal coisa porque se basta com o que se pode ler: a menção ao diploma sem o referir, a entrevista a quem percebe do assunto mas cuja explicação não é bem entendida pela jornalista e está feita a folha. 

A Bem-aventurança socialista

O sociólogo emérito de Barcouço,  Boaventura Sousa Santos,  escreveu este texto neste Público  do Carvalho.


Boaventura é um dos gurus da esquerda moderna que nunca deixou de o ser, desde 1917.
Esta esquerda tem agora um objectivo: carregar o fardo do homem branco para conduzir ao redil socialista as ovelhas tresmalhadas no antigo terceiro-mundo.
Para tal usa a persuasão da opressão intelectual sobre quem não pensa como eles e dispõe de armas poderosas como os qualificativos adequados à exclusão social.
Fascista, racista, colonialista são as três armas mais poderosas destes homens de branco com coletes vermelhos.
Em todos os artigos que escrevem nunca se esquecem do seu uso e já banalizaram tais armas de destruição maciça para as quais ainda não foi inventada defesa ou antídoto. São por isso eficazes.

Vão assim dominando, enquanto podem, o pensamento politicamente correcto e subjugam os outros a tal ditadura mediática, com os esbirros do costume, neste caso o Público.

Quem nos liberta desta opressão? Quem nos livra deste poder colonial com raízes culturais na antiga Alemanha,  passou pelas estepes soviéticas, atravessou os Urais e chegou à península coreana durante o século XX?

Este profeta da religião laica continua a pregar aos seus fiéis a conversão do mundo a esse poder vituperando os inimigos com aquelas armas temíveis, feitas tigres de papel.

Habituado a pregar em meio tribal é adepto da luta mortal em nome do poder totalitário da doutrina que anuncia há dezenas de anos.

Em vez do zarapulho que merece este zarapelho tem sempre a atenção mediática dos seguidores das ideias opressivas que confessa.

Até quando abusará da paciência alheia?

terça-feira, 16 de julho de 2019

A lua de há 50 anos

Neste dia de há 50 anos partiu de Cape Kennedy a cápsula Apolo-11, levando Armstrong, Aldrin e Collins, com um destino: a lua!

A aventura tinha começado praticamente uma dúzia de anos antes e em princípio de Março de 1969 tinham lançado a Apolo-9, para testar e ensaiar o que se poderia passar alguns meses depois.

A Capital noticiava assim, em  4 de Março de 1969:



Além dos americanos, também os russos estavam nessa corrida espacial e tinham já lançado os seus engenhos, não se sabendo o que iriam fazer a seguir, conforme relatava o "pai" do projecto americano. Previa-se a chegada do primeiro homem à lua, em Julho desse ano. Tal como sucedeu.


No dia 7 o mesmo jornal dava conta do desenvolvimento da aventura:



Em 18 de Maio os americanos lançaram a Apolo-10, com um voo tripulado à volta da lua, em treino final, aproximando-se 10 quilómetros do solo lunar e voltando para trás, numa viagem de meia dúzia de dias.

Em 13 de Julho desse ano os soviéticos, na corrida, anunciaram o lançamento de uma nave espacial, não tripulada, a Luna-15, também com o objectivo de chegar à lua. Não chegou...e em 17 de Julho ainda nem se sabia qual era a missão.
Parece que o objectivo seria chegarem primeiro que os americanos, recolherem as pedras em primeiro lugar e chegarem cá primeiro,  para mostrar o feito e proclamarem a superioridade da ciência soviética.
Correu-lhes tudo mal, tal como antes. Em 19 de Julho anunciaram ter alterado a rota, o que repetiram no dia seguinte e sempre a anunciar em conversas de pé de orelha ( com o enviado Frank Borman) que não interfeririam com o voo dos americanos. A informação ficava por aí e pouco mais que a agência de propaganda TASS transmitia.

Em 16 de Julho, faz hoje 40 anos, partiram os americanos. Chegaram...às 10:56:20, hora americana do dia 20 de Julho.
Quando regressaram até os russos felicitaram os americanos, sem reservas, aparentemente. Pudera! O Luna-15 tinha-se estatelado na superfície lunar algumas horas antes da partida dos americanos do solo lunar.
  Segundo se conta aqui, mesmo que tivessem sucesso na operação, chegariam sempre depois...o que seria ridículo como propaganda.
Só no ano seguinte conseguiram lá ir...mas com um veículo não tripulado. Nunca concretizaram o sonho de colocar um homem na lua...

A imprensa portuguesa foi bastante sóbria na época, no relato destes acontecimentos.
Antes do final de Julho praticamente nem havia imagens que só apareceram algum tempo depois.

Continua...

A história do grande falhanço soviético, na corrida à lua...e em 2009 a divulgação de uma gravação audio efectuada por um dos monitores que acompanharam as viagens dos dois engenhos (Sir Bernard Lovell em  Jodrell Bank que acompanhou as explorações espaciais soviéticas) .

Também se explica o falhanço devido a idiossincrasias soviéticas...

Como aqui se conta, os líderes soviéticos esconderam tudo durante anos a fio. Só vinte anos depois mostraram a estrangeiros as instalações de exploração espacial, em Baikonur...o que é típico das ditaduras totalitárias nessa altura afeiçoadas por alguns portugueses que militavam no PCP e não só porque havia muitos compagnons dessa route. por cá. Os segredos, aliás, continuam, embora o essencial do falhanço soviético só fosse conhecido após a era Gorbatchev.
Décadas depois dos factos...

A grande diferença: a viagem da Apolo 11 foi seguida por milhões e milhões de espectadores de televisão no mundo inteiro...excepto na União Soviética, China e Coreia do Norte, onde os respectivos líderes dessas repúblicas populares socialistas escolheram esconder aos seus concidadãos o feito dos americanos, por razões apenas políticas. Era essa a democracia avançada...que o PCP por cá defendia. Então e agora.
Sobre a missão Luna-15 a informação vinha da agência de notícias TASS, onde a censura era permanente e sem comparação com o que se passava por cá, nesse tempo. Isso em nada incomoda o PCP e os compagnons de route que continuam a vituperar a censura de Salazar, como se fosse algo horrível, comparado com o que queriam para cá, em vez disso.

Aliás, quando é que se soube publica e exactamente o que tinha acontecido à Luna-15? Não foi na altura, com certeza e não descobri quanto foi, exactamente. Talvez nos anos oitenta, em consequência de investigações singulares e depois com a célebre glasnost.

Na altura os soviéticos esconderam o falhanço, omitindo o crash. Assim, como se conta aqui, esconderam tudo. Até fizeram uma festa de comemoração do falhanço estrondoso, apresentado como uma vitória. Tal como o PCP costuma fazer com as derrotas eleitorais, o que denuncia a Mentira permanente como método de propaganda.

Se o falhanço fosse com a Apolo 11 o conhecimento seria imediato.

A diferença, mais uma vez.

Carlos Santos Ferreira, o ruinoso gestor do PS

Carlos Santos Ferreira, antigo gestor da CGD e depois do BCP em cissiparidade político-partidária  de conveniência, foi arrasado, como costuma escrever o CM, no relatório preliminal do inquérito parlamentar à CGD.

O CM escreve assim, hoje:


Portanto, estamos perante um gestor ruinoso para o património que gere, ou seja o que de pior se pode dizer de quem gere alguma coisa.
Melhor fora a Carlos Santos Ferreira nunca ter gerido coisíssima nenhuma e tivesse feito pela vida de outro modo. Por exemplo, a  cavar a terra, no tempo em que tal acontecia. Talvez tivesse gerido melhor os cagalhões de bosta que encontrasse, do que os cagalhões de incompetentes e corruptos a quem encarou e deu aval.

No entanto é considerado um génio da cantareira. Enfim, génios destes as pessoas deviam dispensar mas as notas dos cursos, para ele contaram, tanto como as que contam nos bancos. Foi sempre o melhor dos cursos e depois é o que se vê...até foi do Aeroporto de Macau na altura em que se deu a fuga das galinhas do PS carregadas de malas com notas, das outras, das tais que contam.

Licenciou-se em Direito, pela Universidade de Lisboa, em 1971. Entre 1972 e 1974 foi jurista na Divisão de Contratação Colectiva do Fundo de Desenvolvimento e Mão-de-Obra e assistente do Centro de Estudos Sociais do Ministério das Corporações e Previdência Social. Entre 1977 e 1988 foi assistente das Faculdades de Direito da Universidade de Lisboa e da Universidade Católica Portuguesa e da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Em simultâneo, foi membro do Conselho de Gerência da ANA, até 1987. Participou na Comissão da Reforma Fiscal, entre 1984 e 1988. Presidiu ao Conselho de Administração da Fundição de Oeiras, de 1987 a 1989. De 1989 a 1991 presidiu à Companhia do Aeroporto de Macau. Em 1992 torna-se administrador do Banco Pinto & Sotto Mayor, depois presidente do Conselho de Administração, até 1999. Nesse ano passa a administrador, depois presidente, da Império Bonança, até 2003. Seguidamente, vice-presidente da Estoril-Sol, até 2005. Até 2008preside ao Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos[1] e, desde então, ao Conselho de Administração do Millenium BCP.[2]

Como é que isto foi possível? 

Só encontro uma explicação: princípio de Peter em acção e personalidade fraca, muito fraca. Por aqui se veria logo tal coisa: em 1986 já era figura de proa deste mesmo PS que o nomeou para vários cargos de gestão que redundaram em prejuízos de milhões e milhões. Que tristeza! Que infortúnio de vida! Que desgraça para todos nós que pagamos impostos e queríamos ter tido uma vida melhor e esta canalha, com a sua incompetência e corrupção sapou e prejudicou. 


Que castigo merece esta gente que arruinou as esperanças de um país de gente que nem é toda como eles? 

Pagar, com língua de palmo. Pagar, com o património vasto que amealharam com estas gestões ruinosas e prejudiciais ao país. 

Um módico de justiça impõe-se!

segunda-feira, 15 de julho de 2019

O CM arrasa um juiz do TCIC

CM de hoje: "juiz dos poderosos", segunda menção. Já pegou de estaca e sem empurrão...


A ideologia do Bloco de Esquerda é conhecida há muito

Jerónimo de Sousa, o comunista do PCP fossilizado em estalinismo precoce, pergunta:

"(...)mas qual é o projecto, qual a ideologia do Bloco de Esquerda? É uma interrogação.”


A pergunta é boa mas inútil. Jerónimo, o ortodoxo conhece a história contada pelos velhinhos do partido e que já partiram há décadas. Aliás foi diagnosticada pelo maior de todos, Lenine: é uma ideologia infectada pela doença infantil do comunismo. 
Trostki era comunista, mas infantil, como Estaline comprovou e por isso o eliminou do mundo dos vivos, um acto benemérito que o PCP aprovou...

De resto, nunca o Bloco escondeu de onde vinha e para onde queria ir, excepto para a maioria dos seus votantes que não querem entender isto e continuam atrás do muro da vergonha: 

Há mais de dez anos, o mentor do Bloco, Louçã, frade laico da ordem dos mendicantes de caviar dizia assim:

"Numa esquerda socialista. (...) Para nós o socialismo é a rejeição de um modelo assente na desigualdade social e na exploração, e é ao mesmo tempo uma rejeição do que foi o modelo da União Soviética ou é o modelo da China. Não podemos aceitar que um projecto socialista seja menos democrático que a "democracia burguesa" ou rejeite o sistema pluripartidário. Não pode haver socialismo com um partido político único, não pode haver socialismo com uma polícia política, não pode haver socialismo com censura. O que se passa na China, desse ponto de vista, é assustador para a esquerda. (...) Agora, a "esquerda socialista" refere-se mais à história da confrontação, ou de alternativa ao capitalismo existente. Por isso o socialismo é, para nós, uma contra-afirmação de um projecto distinto. Mas, nesse sentido, só pode ser uma estrutura democrática."
O que dizia Louçã em 2005 a este propósito? Isto:

"O BE é um movimento socialista ( diferenciado da noção social-democrata, entenda-se-nota minha) e desse ponto de vista pretende uma revolução profunda na sociedade portuguesa. O socialismo é uma crítica profunda que pretende substituir o capitalismo por uma forma de democracia social. A diferença é que o socialismo foi visto, por causa da experiência soviética, como a estatização de todas as relações sociais. E isso é inaceitável. Uma é que os meios de produção fundamentais e de regulação da vida económica sejam democratizados ( atenção que o termo não tem equivalente semântico no ocidente e significa colectivização-nota minha) em igualdade de oportunidade pelas pessoas. Outra é que a arte, a cultura e as escolhas de vida possam ser impostas por um Estado ( é esta a denúncia mais grave contra as posições ideológicas do PCP). (...) É preciso partir muita pedra e em Portugal é difícil. Custa mas temos de o fazer com convicção."
O Bloco não tem segredos para ninguém. Nem sequer para o Jerónimo da seita ortodoxa. Só tem para quem prefere que seja assim e os votantes embarquem eleitoralmente no engodo. 

Os " filhos da savana e primos dos coqueiros"...

Vem descendo a avenida
O negro do rádio de pilhas
Todo contente da vida
Porque não chove e o sol brilha

Patilha comprida e carapinha
Com um visual garrido
Dançando enquanto caminha
Rádio colado ao ouvido

Sei de quem tem hi-fis
E lê enciclopédia
Mas este negro curte mais
Mesmo só com a onda média

Filho da savana
Primo de um coqueiro
Deus deu-lhe a devoção
Mas deu-lhe o ritmo primeiro

Quando o negro vai ao baile
Fica o logo o centro
Tal como no rádio
A música vem lá de dentro

No domingo vi o negro desgostoso
O quiosque estava fechado
E o velho rádio fanhoso
Sem pilhas estava calado


Rui Veloso, maxi-single de 1987.


Público, 15 de Julho 2019.


Este indivíduo que assina este artigo "anti-racista" é investigador no ISCTE  [Não é nada, segundo me informam. Enganei-me na pessoa e peço desculpa, naturalmente, ao visado que nem conheço e que é da tal madrassa].

 Nem seria preciso buscar mais, se fosse do ISCTE,  para se poder afirmar que faz parte da "brand" do anti-racismo associado ao poder político de esquerda que usa tal esquema mental como um instrumento político e que serve apenas esse propósito. 

Tenho para mim que estas pessoas usam o tema do racismo como um meio para um fim, tal como o uso do tema do "fascismo" lhes serve igual propósito. 

Este indivíduo licenciou-se em Coimbra em engenharia informática [ não se licenciou nada, segundo suponho, nessa área, porque a especialidade do mesmo será "sociologia", sem mais referências. Mais uma desculpa...].

  Porém, em 1987 Rui Veloso publicou aquele single de sucesso, com aquela letra sui generis, numa época em que era proibido dizer a palavra preto, sem passar por racista. Negro era a palavra correcta e foi assim que ficou no estribilho. Nessa época não havia pretos, só negros e por isso a história do rádio de pilhas é uma pequena ode à negritude dançante. 
A letra, para mim é um pequeno achado de Carlos T, o letrista do cantor. Se hoje lhes mostrassem uma letra parecida de alguém, não hesitariam em proclamar racista o respectivo autor, do mesmo modo que nem hesitarão em chamar tal coisa a Fátima Bonifácio. 

E tudo por causa de um fenómeno vindo dos isctes e outros lados da sociologia caseira: a criação de uma marca, um brand específico que assimila a racismo tudo o que provenha de alguém que não pertença à seita de iluminati de tais madrassas e se atreva a pôr em causa a ideologia dominante da brand, mormente na apreciação das diferenças raciais ou étnicas. Não há diferenças e por isso quem as proclama é racista. 
Seja o preto "filho da savana e primo de um coqueiro" que deambula com tijolo colado ao ouvido a "curtir" em onda média mais que os aficionados do anel dos Nibelungos ou seja os "afrodescendentes que se auto-excluem".   

Se perguntarem ao mesmo Carlos T como é que é aquilo do "primo de um coqueiro" dirá que era a reinar, tudo bem, nada tem contra pretos e a Fátima Bonifácio é racista, sim senhor. Troglodita e estúpida, como define este especialista informático poeticamente "primo de um coqueiro" que assina o artigo no Público, porque não merece outro epíteto quem assim pensa.
A esquerda triunfante é assim, em todo o lado e aqui em particular. É uma brand. 

 Porque é que chama estúpida a Fátima Bonifácio? Simples: é de sítio parecido com o ISCTE e a brand da instituição não admite desvios ideológicos que ponham em causa a cartilha aprendida pelo informático nas redes de silício.

A Bonifácio escreve em algum lugar que os pretos são menos inteligentes que os brancos? E que são desprovidos de qualquer moral? E que vivem na imundice ( sic) espalhando doenças?  Não, mas o informático, perdão sociólogo,  diz que sim, que é isso que resulta do artigo estúpido, porque "legitima o racismo". 

A Bonifácio diz que os brancos são raça superior? Não mas o informático, ou seja sociólogo,  diz que é isso que se extrai do artigo, talvez inspirado em qualquer algoritmo desconhecido que lhe atingiu as meninges. 

Quando a Bonifácio refere a cultura de guetto de ciganos e "afrodescendentes" há apenas que colocar uma questão: é verdade ou não? Simples e sem algoritmos de iscte. E já agora, se for verdadeiro como o algoritmo admite, perceber a razão real e não apenas a aprendida de cor, na madrassa. 

Acusar do racismo quem denuncia o anti-racismo, de racismo é o mesmo que o puto que acusa o outro do que o mesmo o acusou. Infantil, portanto. 

"Claro que existem africanos racistas, sendo que o racismo, enquanto fenómeno, não é exclusivo dos brancos". "Africanos" versus "Brancos"? 

Estamos conversados, com este informático do ISCTE [ que não é nada disso, mas apenas "sociólogo", sem indicação de proveniência. Pergunto-me com é que o Público o foi desencantar. Três vezes desculpa,  pelo lapso...].

Obviamente é racista segundo a sua própria concepção. 

domingo, 14 de julho de 2019

O fardo da esquerda branca

Ontem nos jornais habituais -Público, CM e Sol, porque deixei de consultar o Expresso que está mais cabotino que nunca, na mediocridade- escreveu-se sobre o racismo do artigo de Fátima Bonifácio.

O tom do Público oscilou entre as considerações esparsas de Vasco Pulido Valente, a tolerância tipicamente estalinista  de Pacheco Pereira  e um artigo politicamente correcto de Poiares Maduro.


Relativamente a Pacheco Pereira, o articulista João Miguel Tavares definiu a peça:




Num artigo particularmente nocivo para a tolerância, os novos inquisidores, no fundo a equipa ideológica do Público- Álvaro Vasconcelos, Ana Benavente, Ana Drago, Irene Pimentel, João Teixeira Lopes, João Sebastião e Pedro Bacelar de Vasconcelos- subscrevem a intolerância para o escrito daquela Fátima Bonifácio, ao mesmo tempo que o assimilam ao fascismo de sempre e à supremacia branca do costume.


É a esquerda no seu elemento que Vasco Pulido Valente definiu assim: o antifascismo típico do estalinismo, sempre pronto a entrar de rompante na cabeça desses totalitários.





No CM, só João Pereira Coutinho apresenta argumento, quase politicamente correcto, também:


E no Sol, uma tentativa de suportar o fardo do homem branco que a esquerda agora tomou a seu cargo:



Hoje, no Público, o artiguelho habitual de MEC é racista do mesmo modo que o da Fátima Bonifácio. Mas ninguém lhe vai pegar porque MEC pertence à brigada "brand" do momento, a do fardo da esquerda branca.


A viagem da Apolo 11 nos media