sexta-feira, 3 de julho de 2020

Américo Tomás e os seus erros

No O Diabo de hoje, o professor Soares Martinez faz um elogio do antigo presidente da República e no fim aponta-lhe dois erros que se traduzem num só: ter aceite Marcello Caetano como presidente do Conselho em Setembro de 1968 e não ter aceite a sua demissão em 1974, pouco antes do golpe militar.
Soares Martinez é um dos últimos defensores públicos do salazarismo mais puro e duro, ou seja do original, sem veleidades de evoluções na continuidade.

Curioso. Seria interessante especular sobre o que teria acontecido no caso de tais "erros" não terem sido cometidos.
Provavelmente seria presidente do Conselho alguém menos inclinado a qualquer primavera antecipada e portanto a censura ter-se-ia apertado, a repressão política teria aumentado e o isolamento político de Portugal seria ainda maior do que já era.
Tendo em atenção o estado geral do país, em 1968, com uma sociedade pronta para aceitar a democracia, propalada pela gente de esquerda instalada nos media, o que não foi obra de Marcello Caetano mas sim do salazarismo, teria sido muito interessante saber como iria o regime resistir aos "ventos da História" e à evolução da situação na guerra de África.

Teria ainda sido interessante saber como iria o regime resistir e regressar ao salazarismo puro e duro em 1974 quando a tropa já se tinha sublevado psicologicamente, com a publicação do livro de Spinola, Portugal e o Futuro.

O professor Soares Martinez parece-me que sempre sonhou alto, mas desta vez ressona um pouco...e bastar-lhe-ia pensar na atitude do Almirante Américo Tomás no próprio dia 25 de Abril de 1974 e dias que se seguiram: inacção, temor e, sei lá...cobardia, não? Que outro nome poderá ser dado ao que não fez? Desistência por se ver abandonado por quem não havia à sua volta porque também tinha desistido?  Os "ultras" eram um mito, afinal.


Amália: estranha forma de vida

Surgiu agora uma espécie de movimento reabilitador do  nome de  Amália, a fim de o colocar no panteão antifassista.

Através de uma revisitação histórica manipulada, o jornalista Miguel Carvalho, indivíduo notoriamente de esquerda e próximo do PCP, pretende reabilitar a cantora Amáluia Rodrigues, limpando-lhe todo o verdete fassista que a mesma sempre poliu, sem grande pudor, aliás.

Num artigo do Jornal de Negócios desta semana dá-se conta do livro daquele jornalista escrito para tal efeito e destinado a contar "a história secreta" que é apenas isto: Amália durante o Estado Novo, ao mesmo tempo que se deixava aproveitar pelo regime, ajudava os pobres comunistas que podia, a fugirem à desgraça da PIDE e depois de ajudar tais desvalidos a escapar "à fome, à guerra, à prisão e à tortura" recolhia-se a penates e fazia a sua vidinha de sempre.



Enfim, uma lenda cuja realidade será certamente outra e portanto um livro repleto de fake news convenientes ao discurso antifassista de recuperação  e aproveitamento político de uma artista singular no nosso pobre panorama.

A realidade é mais simples que a ficção e diz-se em poucas palavras: Amália, a cantora genial da voz singular,  era apenas mais uma oportunista por força da personalidade e circunstâncias. Como muitos o são, mesmo os antifassistas de gema.

Senão repare-se:

Quando Salazar teve o acidente, em finais de Agosto de 1968  que lhe provocou o hematoma que acabou por o incapacitar, dias depois, com a ocorrência de outro acidente, dessa vez vascular cerebral,  esteve uns dias lúcido e recebeu visitas importantes no hospital ( Casa de Saúde da Cruz Vermelha, em Lisboa).
Amália não foi lá mas enviou uma cesta com botões de rosa e uns dizeres em verso quadrado que mostram bem a afeição pessoal que tinha por Salazar.
Está contado no livrinho recente de José António Saraiva, sobre o mistério da cadeira partida que afinal nunca existiu.


Em 1968 Amália não era antifassista pela certa e nunca o foi, nem antes nem depois. Aproveitou as ondas mas dessa vez não teria necessidade alguma de enviar rosas ao então presidente do Conselho juntando-lhe os versos de pé quebrado e coração partido, sem dúvida da sua pobre autoria.

Bastaria este episódio para o jornalista, autor do livro, ter algum pudor pelo que escreve e refrear o branqueamento político, mas há mais.

Amália foi grande artista nos anos sessenta, em pleno Estado Novo tardio em que os movimentos de oposição já tinham mostrado ao que vinham: derrubar o regime, se pudessem, para o substituir pela ditadura comunista que preferiam claramente e na altura, por mor da censura não foi possível denunciar de modo eficaz.  Nunca puderam e não foram eles que o derrubaram, a tal regime que tinham por hediondo e ainda hoje tem, como denota este pobre livro. Foi a tropa por motivos ínvios conduzindo ao oportunismo político do PCP e esquerda em geral.

O grande disco de Amália, a sua obra prima, costuma ser indicada como sendo esta, de 1962. Um busto em efígie de fado a cantar ( imagens tiradas do discogs, ou seja sítio de discos usados de pessoas que os querem vender):



É neste disco que está gravado o Povo que lavas no rio e a Estranha forma de vida, composições efectivamente geniais e cantadas do mesmo modo.

Não obstante, este disco e outros anteriores e posteriores desta artista nunca impressionaram os antifassistas comunistas e esquerdistas em geral.
Amália era uma artista de variedades que também cantava fado e tornou-se a maior artista nacional, com espectáculos em todo o mundo porque tinha valor para tal. Nada ficou a dever a qualquer regime quanto a tal sucesso comercial e artístico. Tinha valor próprio.

Porém, o fado e as variedades, antes de 25 de Abril de 1974 e principalmente depois, eram géneros menores e apreciados pelo povo da arraia miúda que também gostava da Hermínia Silva, da Lenita Gentil ou da Tonicha ou até do Fernando Tordo dos primórdios que cantava coisas sobre o "café" e ouras touradas.

Quando surgiu o movimento das cantigas de intervenção política, nos finais dos anos sessenta, Amália não estava lá, porque  nunca esteve. Antes pelo contrário,  continuava a cantar em espectáculos pelo mundo inteiro onde cobrava "cachets" de luxo e condizentes com o estatuto artístico.

Por isso, em 1974 quando surgiu a revolução, Amália, como outros, adaptou-se. Como tinha os rabos de palha da ligação ao regime anterior, por ser uma grande artista e ter sido de algum modo aproveitada politicamente ( como agora acontece com todo o artista da cantoria ou do atletismo ou mesmo na enfermagem inglesa que no exterior  mostram a bandeira nacional) recatou-se nos primeiros tempos.

O antifassismo não esqueceu quem era então Amália e o que representava e ignorou-a ou vilipendiou-a, nos media da época.

Um pequeno exemplo, tirado da revista Mundo da Canção ( uma revista orientada por comunistas)  de Maio de 1974.


Como é que Amália lidou com isto e o perigo de se tornar persona non grata do novo regime? Adaptou-se e continuou com essa estranha forma de vida que sempre foi a sua. Assim, logo em 1974:




Contudo Amália nunca poderia concorrer e adaptar-se completamente neste ambiente dos primeiros meses de 1974, com estas amostras retiradas da revista Cinéfilo nos dois meses posteriores a 25 de Abril de 74. Por isso declarou-se "analfabeta" logo que lhe perguntaram algo sobre o assunto:




Perante esta onda avassaladora de revolucionários das cantigas de intervenção, até empresários de espectáculos do antigo regime se tentaram adaptar. Foi o caso de um Vasco Morgado, coitado que foi logo corrido do convívio democrático destes novos heróis...


O pequeno mundo artístico português passou a ser dominado por este tipo de artistas de gabarito político: os comunistas de sempre.




E de resto, nessa altura as preocupações era outras: entregar logo, de imediato as nossas então províncias ultramarinas aos amigos políticos dos novos artistas, ou seja os comunistas e esquerdistas em geral.


Amália nunca foi deste mundo. E quem quiser agora reescrever a história para a incluir, falsifica-a, prestando um mau serviço, escrevendo um mau livro.

Desesperada pela ausência de reconhecimento, em 1975 Amália dedicava-se novamente a isto:


Portanto, tenham ao menos uma réstia de pudor e deixem a artista descansar em paz no panteão onde a colocaram.

Aliás, Amália Rodrigues foi logo reabilitada, política, artistica e pessoalmente, durante a década de oitenta.

Em 9 de Julho de 1980 o jornal Sete mostrava tal reabilitação plena: a consagração de Amália num espectáculo no S. Luís, organizado pela Câmara Municipal de Lisboa, com a presença de mais dois fadistas lendários já galardoados- Alfredo Marceneiro e Hermínia Silva- e a quem foi concedida a Medalha de Ouro da Cidade.
A homenagem contou ainda com a presença de vários poetas entre os quais, Pedro Homem de Melo, Alexandre O´Neill, Ary dos Santos e David Mourão Ferreira, autores das letras de várias canções de Amália.
A homenagem reconheceu esses artistas  como "expoentes da cultura popular da cidade e do país".

Deste modo torna-se anacrónia e espúria a suposta reabilitação antifassista agora operada.


Este jornal Sete, um veículo mediático da esquerda soft,  nunca deixou de acompanhar o percurso artístico de Amália.

Em Novembro desse mesmo ano de 1980 publicitou o disco de Amália então saído, "Gostava de ser quem era" ( o título diz tudo...) :



Uma das pessoas da crítica jornalística que se destacou na defesa de Amália foi Miguel Esteves Cardoso que começara a escrever no O Jornal e depois no Sete sobre música popular de expressão anglo-saxónica, no período pós-punk.

No Verão de 1980 comparava Amália aos intérpretes mais genuínos do Ska, algo absolutamente surreal:


Em 24 de Novembro no mesmo Sete, entrevistou Amália, assim:


Em 1 de Novembro ao mesmo Sete, Amália disse algo que hoje talvez nem fosse publicado:


Chega, por isso,  de revisionismos históricos...

quinta-feira, 2 de julho de 2020

A génese ideológica anti-estatuária

Flama de 7 de Junho de 1974: começou aqui a cruzada laica contra a estatuária incómoda. Os nomes dos iconoclastas estão lá, são todos "artistas" e os seus descendentes espirituais têm nova  cruzada em marcha, desta vez contra os colonialistas e racistas. Todos fassistas, claro.  A génese da cruzada é a mesma: o marxismo cultural.


Ora a pepineira, além do mais, é isto...

Está aqui mostrada por a+b  no que consiste a pepineira actual: o video é do director do Observador que agora descobriu a influência da figura de celebérrimo e ilustrérrimo professor Buonaventura, na abertura das portas aos novos bárbaros, afinal os antigos marxistas da cepa do costume: a das bancarrotas e da miséria social.

Estes aqui elencados são apenas os precursores de tal desgraça.



O presidente da República, nesta pepineira? É o rabanete, o compagnon de route deste sabor especial a poder, influência e dinheiro. Já teve como grande amigo outro da pepineira, chamado Ricardo Salgado e por isso está como peixe na água...

O sistema de topo e a inteligência da pepineira

Sábado de hoje, notícias sobre o nosso sistema político-social:

A primeira versa sobre uma escola de Economia, a ciência exacta das previsões sobre acontecimentos passados.
Parece que é muito prestigiada e tem lá luminárias como um tal António Nogueira Leite que desvanece qualquer espectador de tv sempre que alardeia a sua sabedoria específica.
Há outros cuja notoriedade se espalha por este pequeno universo nacional e se encontram milagrosamente nos sítios onde se pode ganhar mais dinheiro, em comissões de serviço, empregos a valer ou sinecuras: as grandes empresas que já foram nacionais e agora, muito por causa de luminárias assim, pertencem a entidades estranhas ao tecido nacional.
Como se pode ler,  a NOVA SBE é um viveiro da genialidade da gestão privada, pública e o que se quiser. Só é pena que não contribua muito para nos tirar da cepa torta de sempre e da pobreza endémica que nos consome. Mas lá está o velho ditado: quem sabe, faz; quem não sabe...pode muito bem ensinar aqui:


Outro sítio muito procurado pela intelligentsia que aduba o actual governo e os anteriores é este que tem ajudado muito o país na área da Saúde, nomeadamente na pandemia: a sociedade de advogados BAS não tem o F final mas podia ter porque é sítio de estudo de medicamentação, de vária ordem, naturalmente. Daí a preferência que o Governo tem dado, pelo que se compreende perfeitamente. "Os advogados da BAS orgulham-se de defender o interesse público e não terem conflitos de interesses"...então não é assim? Ora leia-se como um tal Farinho se juntou a um tal Lacerda para consultarem ambos em nome do Governo de Costa e de Sócrates, ambos os dois do mesmo partido e que foram colegas no mesmíssimo governo:


Estas amizades desinteressadas e todas motivadas pelo "interesse público", nomeadamente nos ajustes directos de contratos em que é sempre o povo a pagar, reflectem-se ainda na autarquia local que é Lisboa.  Neste caso as suspeitas de favorecimento indevido são infundadas porque o beneficiário até é...rival político do contratante, embora um rival sui generis que está sempre a concordar com o adversário político. Olha se não fosse...


Para contrariar tudo isto temos uma inteligência de pepino que tempera toda a salada onde se misturam estes interesses. Esta:


Quando o "processo Marquês" foi distribuído de modo atrabiliário no TCIC calhando a um juiz "calhou-me a mim" não se ouvir esta inteligência da pepineira soprar um ai sobre a "anormalidade".  Agora suspira uma idiotice que evitaria se teclasse no Google, apenas as palavras "TCIC juízes".
 Em vez da burrice que escreveu porque ressuma da mais solerte ignorância, teria percebido o que é simples, ou seja o esquema de distribuição de processos e que nem tudo vai parar ao mesmo juiz, no tal TCIC.
Toda a gente informada sabe isso menos este digno representante da pepineira ambiente.

Entretanto, no Observador, o director descobriu...Boaventura Sousa Santos, o celebérrimo e ilustrérrimo professor de Barcouço que nunca se esqueceu dos tempos da cooperativa. E das respectivas mulas.
Ao mencionar os novos poderes dos bárbaros que se aproximam das cidades para apear o poder existente, escreve sobre os desígnios de tal horda:

E esse poder, explicam-nos, “é o capitalismo, o colonialismo e o patriarcado, três formas de poder articuladas que dominam há quase seis séculos”. Não, não estou a inventar, estou a citar: Boaventura Sousa Santos dixit.



quarta-feira, 1 de julho de 2020

Mata-Bicho 81: as baratas tontas

Sapo, aqui e ali e mais acolá:


Quanto a esta pespineta, desautorizada por vários elementos do PS, incluindo o primeiro-ministro, humilhada, não se dá por achada.
Só levanta cabelo, empina o nariz e cabeceia trejeitos, quando um qualquer jornalista lhe faz perguntas incómodas...porque de resto não tem vergonha nenhuma.







Mata-Bicho 80: o síndroma de Pedrógão

Público, hoje:


Basta ler a primeira página da entrevista com Rui Portugal, o responsável pela coordenação de serviços de combate ao bicho ( "para supressão de covid-19 em Lisboa), em funções nem sequer há um mês, para se perceber o que correu mal neste caso: a mesma coisa que tinha corrido mal em Pedrógão, aquando dos incêndios mortíferos.
A impreparação, a ausência de meios, a descoordenação, a insuficiência de competências, a incapacidade em entender coisas básicas e primordiais.
Tudo isto é atinente a responsabilidade política, no caso dos mesmíssimos actores principais do drama de Pedrógão: o governo de António Costa.

Poder-se-ia dizer que outro faria melhor? Não sabemos, mas é certo que em Pedrógão o falhanço foi de tal ordem que originou processo crime por causa disso. Em que ficaram de fora os responsáveis políticos, tal como agora parece voltar a acontecer.
Sobra tudo para os "técnicos"...

No Público de hoje este artigo do juiz Manuel Soares, sobre um processo concreto mas alargado às circunstâncias que o determinaram, explica porque é que o presidente da República que temos é uma espécie de cata-vento.


O presidente Marcelo resolve atacar a justiça de forma iníqua. Enfim, as imagens deste presidente, no caso de Pedrógão foram estas ( retiradas de vários sítios como o Público, Sic, JN e Região de Leiria).

Tudo imagens consentâneas com os "afectos" vários esportulados a preceito pelos vários intervenientes, incluindo os responsáveis políticos directos da tragédia:






Por causa disto resolve agora criticar a "lentidão da justiça", quando nem sequer tem qualquer razão para tal.  Francamente! Para quando o "afecto" a esportular  à Justiça?

E o que será quando isto, ou seja a inoperância destes indivíduos,  a que se reporta esta imagem ( Jornal Negócios de 28 de Maio 2020)  for avaliado, sabendo o que se lê na entrevista do Público?

Vai lavar as mãos com gel desinfectante?








Os Transportes Aéreos Portugueses e o cepticismo crónico

A empresa TAP está em grande crise por causa de vários factores associados. Neste momento a crise é financeira, vale milhares de milhões e coloca-se a questão premente de saber quem a deve gerir e se deve ser uma empresa pública ou não.

Confesso que não sei o suficiente para alvitrar palpites, como este, por exemplo que acusa o socialismo das utopias de sempre,  de se tornar o responsável pela falência inevitável em tudo aquilo em que se mete.

O que é que diz este tipo de socialismo? Resumidamente, um advogado de profissão, feito socialista de ocasião, diz estas coisas no ECO:

 Os argumentos parecem imbatíveis. E no entanto, continuo céptico. Muito céptico, também por causa destes argumentos.

Lembro-me sempre deste panorama que já por aqui foi várias vezes descrito e traduziu-se sempre em bancarrotas com mãozinha socialista. O resumo é este:




Olhó passarinho, na China!

Este video de curta duração e falado em português do Brasil mostra o que é o sistema chinês de vigilância dos cidadãos em locais públicos. No caso, em Xangai.

No final, um dos responsáveis por este tipo de programas de vigilância visual electrónica gaba o sistema por ter permitido a descoberta de um criminoso foragido numa fracção de segundo, reconhecendo-no no meio da multidão...


A cultura milenar chinesa, de vários confucionismos,  parece aceitar tudo isto, sem grandes pruridos. A liberdade individual não é por aí um grande valor.
Nas sociedades ocidentais, porém, esta vigilância permanente, no caso visual, mas estendida igualmente à vigilância cibernética, mais sofisticada, insidiosa e perigosa, é um óbvio atentado a tal liberdade individual, como valor a preservar, ligada ao princípio da responsabilidade, principalmente moral.
Sem ela, o indivíduo transforma-se em quê? Quase um autómato, um robot que executa comandos prè-determinados em códigos sociais.
É para mim um mistério saber onde vão os cidadãos chineses buscar a reserva de liberdade individual suficiente para se afirmarem como humanos. Será na própria inserção colectiva, na imersão na massa e mole social?
Ou será que estes sistemas ainda são demasiado incipientes para se tornarem totalmente invasivos e por isso ainda permitem esse grau de liberdade essencial ao espírito humano?
E quando o deixarem de ser?

Américo Tomás e os seus erros