segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Em cima da mesa de Setembro 2020

 Esta imagem mostra algumas publicações que tive em cima da mesa durante este mês.  

A partir de cima e da esquerda para a direita: 

Actuel, revista francesa  que apareceu há 50 anos e no rescaldo de Maio de 1968,  durou cinco anos, até 1975. O número de despedida em Outubro de 1975 tem uma capa fabulosa:


Despedia-se assim, dos leitores:


Antena: revista portuguesa, de cariz conservador, dedicada a assuntos de televisão. Este número de 7 de Agosto de 1970 traz um obituário de Salazar por João Coito, um comentador residente na tv de então, num programa dominical chamado TV7. Na altura era uma "seca"...tal como o do Vitorino Nemésio.


Século Ilustrado de 8.6.1974: no interior um artigo sobre a escravatura. Uma página  mostrar quem organizava as caravanas: os berberes.


Tal&Qual, um livro recente sobre a história do jornal lançado por Joaquim Letria e outros em 28.6.1980, com esta capa que inaugurou por cá o jornalismo da cusquice.


Primeiro anúncio ao Walkman da Sony, do início de 1979, publicado numa revista americana, ainda com a designação Soundabout. Era um pequeno leitor de cassetes com som de alta fidelidade e auscultadores reduzidos para se poder ouvir a andar.


Realidade, revista brasileira, da editora Abril, de Junho de 1973 e que trazia uma reportagem sobre três desenhadores de caricaturas, franceses, no início de carreira: Morchoisne, Mulatier e Ricord. Uma delas:

Volume relativo ao ano de 1974 da série Príncipe Valente, publicado agora  pela editora Planeta de Agostini, com origem brasileira e espanhola, com uma das melhores impressões dos desenhos originais de Hal Foster.

O Príncipe Valente foi publicado em série semanal,  desde 1949, originalmente nos jornais americanos e em todo o mundo, inclusivé em Portugal, no suplemento de Domingo do Primeiro de Janeiro, durante vários anos, nos sessenta e setenta. 

Gibrat e o álbum de bd O Voo do Corvo ( Edições Asa, 2002, Vol.I) que começa assim, com imagens extraordinárias:


Rock& Folk do ano de 1978. Por esta altura desse ano os assuntos eram estes: 


Revista inglesa Shining, com capa dedicada aos Crosby Stills, Nash& Young, e ao disco Déja Vu, que faz agora 50 anos que foi lançado. 


L´Europeo de 6 de Junho de 1975 com uma entrevista com Mário Soares ( a de Cunhal sairia na semana seguinte) da autoria de Oriana Fallaci. 

Transcrição para guitarra acústica da música dos Fleetwood Mac, Never Going Back Again, de 1977, publicada na revista Guitar School, de Maio 1992. 

Este tema numa versão mais recente, do seu autor e que dá para aprender a dedilhar.   

Em baixo da pilha ainda há outros, como uma edição deste mês de uma publicação da revista Uncut dedicada ao grupo americano Grateful Dead. Uma análise crítica de todos os discos em estúdio e muitos ao vivo e compilações deste grupo fabuloso! 



domingo, 20 de setembro de 2020

O juiz do mecanismo ligado ao PS...

 Aqui, Do Portugal Profundo, uma notícia interessante: o juiz Ivo Rosa é um juiz do Mecanismo da ONU, como aí se explica. 

A questão colocada no final do postal é muito pertinente: tendo sido o juiz Ivo Rosa indicado pelo Governo de Sócrates para juiz de tal mecanismo, em 2011 e tendo sido agora, novamente, convidado pelo actual secretário da ONU, Guterres para continuar em tais preparos, certamente por indicação de alguém ligado ao PS actual, o que dizer sobre a imparcialidade de tal juiz no processo Marquês? 

E outros, como por exemplo o da Octapharma cujas notícias ainda reservadas dão conta do seu interesse assolapado por tal processo, apesar de ter a exclusiva qualidade de juiz natural de apenas um processo, precisamente o do Marquês. 

Quid juris, CSM? Vão continua a fazer de conta e a tapar o sol como uma peneira?! 

Mais notícias sobre a corrupção panlogística

 Na última página do jornal: 


Temos duzentos "corruptos", ou seja indivíduos que se valem do estatuto maçónico para ascender social e economicamente através do tráfico de influências e um caso deveras curioso de integridade ideológica a toda a prova:

O palhaço regimental manda as filhas estudar num colégio privado. A escola pública não lhe serve para tal...mas apenas para publicitar, quando lhe convém, a sua adesão ideológica a quem defende a extinção de tais escolas burguesas. 

Se isto não é corrupção naquela acepção, ou seja um sinal de que o palhaço se serve do estatuto milionário para viver como pode, apregoando ideologicamente a pobreza proletária aos outros...

Está tudo entendido, ou não?

A corrupção panlogística

 No CM de hoje, o "professor universitário" ( normalmente apresenta-se assim...) Paulo Morais é apresentado como cofundador da associação Transparência e Integridade e diz isto, com duas fotos de figura estática: 



Percebemos que afinal está a promover o seu livrinho sobre a "corrupção" que aliás já folheei e acho uma coisa inepta,  mal feita e não comprei. 

O problema de Paulo Morais e de quem "luta" contra a corrupção, como a procuradora do MºPº Maria José Morgado,  reside precisamente  nisto: andam sempre a reboque de ideias feitas mediaticamente, com os escândalos sucessivos que atravessem décadas de inépcia da nossa sociedade em lidar com os mesmos. 

O elenco de exemplos que Paulo Morais apresenta como sinais de corrupção ambiente reflectem tal concepção panlogística ( segundo os dicionários- todo o racional é real e todo o real é racional e assim o real pode ser construído a partir de leis do pensamento racional), em que o real é o imaginado mundo de tráficos de influências várias e cruzamentos de interesses ilegítimos e espúrios à sociedade da pureza ideal. 

Nesta perspectiva panlogística até este exemplo do mesmíssimo Paulo Morais pode ser um sinal de corrupção: afinal aproveita esta entrevista para promover a imagem e vender o livrinho. Um pequeno tráfico que se alimenta a si próprio e que sendo comum a outros, no caso da exigência ética deste autor o coloca ao lado deles, ou seja no seio da própria corrupção que denuncia. 

Por fim a única vantagem de existir uma associação deste género e de paladinos deste palanque esbate-se porque confundem tudo e se tudo se confunde poucos distinguem o trigo do joio. 

Quando Paulo Morais se refere a um ministro cujo filho vai para a política e negócios adjacentes, como sinal de corrupção, é esse o sinal de desnorte da panlogística por uma razão simples: é um sofisma, com a agravante de lhe sobrepor um anátema, uma condenação moral ipso facto. 

A "luta contra a corrupção" deve e tem de ser outra coisa: uma denúncia de casos concretos em que o fenómeno assume dimensão criminal ou pelo menos eticamente repreensível. E nem todos os casos elencados o merecem ou autorizam. O livrito de Paulo Morais está cheio de casos de falsa corrupção, nesse aspecto. Denunciam um "pathos", é verdasde,  mas confundem os leitores desprevenidos. 

Assim, outro problema de Paulo Morais, evidenciado em várias entrevistas e ocasiões: a confusão mental que leva a misturar alhos e bugalhos, dissolvendo desse modo a eventual utilidade nas denúncias. 

Este síndrome atinge outros comentadores, como é o caso da tal Morgado, que deveria saber melhor, mas tempera sempre ideologicamente a sua própria panlogística, o que é outro problema maior. Não há denúncias bacteriologicamente puras e no caso da mesma estão geralmente contaminadas com os piores germes. 

E atinge outro finório, para não alargar mais os comentários depreciativos que me apetecia escrever mas modero o tom para não me desgraçar na irrelevância.

José Pacheco Pereira, ontem no Público:

Este ainda é pior, porque distorce ainda o discurso para propor o desiderato subjacente que é sempre político-ideológico e de esquerda que já é radical, como aliás sempre foi. 

Pacheco Pereira conviveu e foi político no activo, como parlamentar, no auge do cavaquismo da corrupção latente, concreta e vizinha, na sua própria bancada. O que fez para afastar o espectro, nas reuniões de partido ( PSD...) e nos conciliábulos prandiais e outros? Pouco que se visse publicamente. 

Agora anda com esta conversa para boys dormirem descansados, atirando-se a outros de sempre, os fassistas do antigamente que- esses sim!- eram corruptos mas não se sabia porque havia censura. 
Este desgraçado da política não dá conta que nem tem exemplos a apontar. Nem um ministro de Salazar ou Caetano para denunciar e muito menos os chefes do governo de então ou do próprio Estado. 

Tem, aliás, o exemplo contrário: esses ministros quando acabou o regime da corrupção fassista, ficaram sem empregos, sem meios de subsistência garantidos por sinecuras que tivessem arranjado ou bens escondidos lá fora ou cá dentro. Nem o Tenreiro lhe serve de exemplo ou o Moreira Baptista ou os capangas da PIDE ( é sempre a PIDE, para estes desgraçados, porque nunca houve fassismo que não fosse o da PIDE de sempre). 

À míngua de exemplos concretos de corrupção que nenhuma censura poderia deixar escapar logo que foi extinta, arranjam outros bodes expiatórios: os "donos de Portugal", os beneficiários do "condicionamento industrial" que assim são apresentados como a expressão máxima da corrupção fassista. 

Enfim, andei a coligir elementos para mostrar a palermice suprema de tal entendimento mas nem adianta nada. Os estudos estão todos minados pelas escolhas sociológicas, as madrassas de agora. 

Opiniões de burros não deviam chegar aos céus, mas como o firmamento desta gente é demasiado baixo, andam sempre nas nuvens. E por isso, pode ser que um dia lhes caia um raio de iluminação em cima e lhes retire qualquer credibilidade que julgam ter.

Por mim, nem esperar sentado vou. Não ligo e não leio a partir de certa altura. Já sei o que dali vem: porcaria ideológica.  E a opinião pública chafurda em tal esterqueira mediática. 


P.S. li algures que a antiga PGR, Joana Marques Vidal apresentou o livrito de Paulo Morais, no Centro Cultural de Belém. 

Fiquei algo surpreendido, mas não tanto: afinal, foi bom não ter sido reconduzida. Por isto mesmo. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

O clube do jornalismo jacobino e progressista de toca a aviar

 Artigo de Bárbara Reis, antiga directora do Público, uma das fontes do actual radicalismo esquerdista do jornal.


Escreve a intelectual da esquerda caviar: "Desde quando objecção de consciência se aplica a uma ideia da qual discordamos? Posso estar distraída mas nunca vi". 

Não está distraída, pela certa. É apenas ignorante e por isso nem pergunta como deve ser. Afirma sem saber, confundindo tipicamente e de modo jacobino a legalidade estrita e vinculante com a noção de objecção de consciência.   

Aqui vai a anotação que outros esquerdistas, mais ortodoxos ( Vital Moreira e Gomes Canotilho) , fizeram nos artigos correspondentes na Constituição de 1976, sobre objecção de consciência: 




Ao escreverem que há uma reserva de lei sobre o assunto ( garante-se o direito nos termos da lei) e remetem-no para tema de manu militari, mas  admitem também que a objecção não se limita a tal tema, nem a Constituição reserva a objecção de consciência para as obrigações militares, estendendo-o a outros domínios e perante fudamentos noutras razões de consciência, mesmo filosóficas e morais. 

Se não existe lei para outros domínios sibi imputet...ou seja, façam-nas! E como bons jacobinos que são ainda serão capazes de o fazer mesmo...

Num estudo académico sobre o assunto ( de Francisco Pereira Coutinho, na FDUL) ) , bastante escorreito, escreve-se:

3.1. Conceito e características
 Definimos na parte introdutória deste artigo o direito à objecção de consciência como a posição subjectiva, protegida constitucionalmente, que se traduz no não cumprimento de obrigações e no não praticar de actos previstos legalmente, em virtude de as próprias convicções do sujeito o impedirem de as cumprir, sendo que estes actos e incumprimentos estão isentos de quaisquer sanções. Ora, a este conceito, acrescenta ainda JORGE BACELAR GOUVEIA (18), que o incumprimento só será tido como integrante deste direito se executado de um modo individual, pacífico e privado e, acrescentamos nós, não prejudique gravemente terceiros. 
Desta definição podemos extrair várias características do direito à objecção de consciência. Por um lado, é necessário estarmos perante um incumprimento de uma norma jurídica impositiva para o objector, norma que o coloca numa situação de desvantagem, pois dele exige um determinado comportamento activo ou passivo. 
Por outro lado, é necessário que a ordem jurídica tolere esse comportamento isentando-o de qualquer sanção. 
Outra característica do direito à objecção de consciência decorre do incumprimento de normas legais dever ocorrer por razões de consciência, ou seja, o objector deve agir rejeitando uma acção eticamente absurda para a sua pessoa (19). 
Paralelamente, o incumprimento deve ter um carácter individual, o que exclui, desde logo, que possa ser exercido por um grupo de pessoas. 
Da mesma forma, o incumprimento deve não só revestir um carácter pacífico, sendo o uso da força completamente estranho a esta figura, como também não poderá a objecção de consciência prejudicar gravemente terceiros (20)
(...)
3.3.
Modalidades 
Entre as várias modalidades em que se pode decompor o direito à objecção de consciência a mais usual é aquela que se funda em convicções religiosas. 
No entanto, actualmente verifica-se um alargamento dos motivos que podem estar na origem do mesmo, congregando razões de ordem ética, filosóficas, ideológicas e mesmo políticas .

E para responder cabalmente ao artiguelho da jornalista do esquerdismo radical: 

No que diz respeito ao âmbito de aplicação, não se vislumbra na CRP qualquer tipificação das situações que possam ser qualificados como de objecção de consciência. A única excepção consiste no tratamento autónomo da objecção de consciência ao serviço militar obrigatório (cfr. art. 276.º, n.º 4), o que só por si quer significar não estar o âmbito deste direito restringido a esta modalidade, pois de outra forma ficaria desprovida de sentido útil a disposição constante no art. 41.º, n.º 6 (48).
No entanto, apesar de não existir uma enumeração das situações abrangidas pelo direito à objecção de consciência, isso não equivale a dizer que este direito pode ser ficcionado como aplicável em qualquer situação, pois a ressalva constitucional que remete para o legislador ordinário a regulação do exercício deste direito leva a diferir para o momento dessa regulação a possibilidade para o indivíduo do sua utilização efectiva (49). Cabe, assim, ao legislador ordinário consagrar expressamente as diferentes manifestações do direito à objecção de consciência o que pode, no limite, levar a uma consagração de um direito geral à objecção de consciência.



quinta-feira, 17 de setembro de 2020

O manhoso é perigoso

 No Público de hoje esta crónica de JMT desarrincou um assunto interessante: o primeiro-ministro é um aldrabão consumado, se isto for verdadeiro:


António Costa é um mentiroso assumido e completo se isto for assim. E um mentiroso desta estirpe num governo não augura nada de bom.

Conversa para boys dormirem...descansados.

 


A ministra da Justiça concedeu uma entrevista ao jornalista do Observador, Luís Rosa. Alguns excertos: 




E sobre o TCIC, anunciando a sua modificação a prazo ( curto):


Ora na Sábado de hoje, o magistrado do MºPº, jubilado, Euclides Dâmado, desconstrói todo este paleio para boi dormir, como dizem os brasileiros. Assim: 



Esta senhora é das mais finórias que conheço, na magistraturan e não só. Demasiado mesmo porque se não fosse não se atreveria a esta estupidez que revela uma fragilidade que não se pode confundir com ingenuidade. Esta indivídua, de ingénua pouco tem...e é muito perigosa para o equilíbrio de poderes. Nunca deveria ter sido graduada para juiza conselheira do STJ. Mas foi. Et pour cause.


Pois, pois...

De resto, se esperasse mais um tempinho escusava de fazer figura de estúpida:


Alguém acredita que foi por iniciativa deste finório que o apoio foi retirado? Alguém acredita?! É pior a emenda que o soneto...

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

O fado vadio do socialismo volta a prometer mundos e fundos

Jornal i de hoje:


"Projectos" e mais projectos para a "recuperação económica". Mais de cinquenta mil milhões de euros que não temos, para "investir", sendo o Estado o motor de tal tarefa, com "projectos" e ideias apresentados por este "poeta" do MPLA reconvertido ao socialismo democrático e com ideias apalavradas com pronúncia de retornado dessa antiga guerrilha. Enfim, anuncia-se uma nova desgraça, para Portugal.

Senão, vejamos:

Em 1984, antes da entrada de Portugal na CEE também havia projectos e igualmente um "plano" do Governo para a mesmíssima recuperação económica.


Portugal vivia então a sombra da bancarrota, apadrinhada pelos mesmos de sempre e de agora: os socialistas, no caso de Mário Soares que governava assim, nessa altura. É inacreditável como se mitificou este indivíduo que apenas nos arruinou economicamente com uma ideologia híbrida e oportunista:


Em 1985 lá entramos na CEE e pouco depois já havia festa por causa dos "fundos". O então ministro das Finanças, da mesma linha que este Silva dos petróleos alheios, dizia a quem queria ler:


Este fado tem sido sempre o mesmo, nas últimas quatro décadas: é um fado vadio, do socialismo e mais socialismo. Miséria atrás de miséria, relativa, como o poeta dos petróleos alheios reconhece agora:


O que tivemos durante a "execução" dos planos e projectos que vieram com a adesão à Comunidade Europeia? Essencialmente, isto que o DN de 30 de Maio de 2012 mostrava na primeira página:


Estamos melhor que antes, não há dúvida e era o que mais faltava. Mas devemos as penas aos passarões da Europa e estamos sujeitos aos seus ditames ( até nesta miserável questão do hidrogéneo que nos querem impingir e vão conseguir).  E afinal continuamos na cauda da Europa. E vamos continuar porque as mesmas causas, em circunstâncias idênticas tenderão a produzir os mesmos resultados.

O que adiantou tudo isto, quando apareceu o socialista Sócrates e mai-lo seu governo de incompetentes e corruptos, em boa parte? Pouco mais que mais uma bancarrota. Anunciada pelo próprio, mistificada depois pelo sucessor. Este mesmo António Costa...que nos prepara mais uma.

Perguntem ao queijeiro de Contenças, o Coelho que chegou a mandar no PS como é que se faz mais uma bancarrota. Ele já sabe e desconfio que já anda enfarinhado em mais que leite de cabra, com as hidrogéneas e similares.


Que desgraça nos saiu em rifa!

O Correio da Manhã e a sensação de destruição do bom nome de alguém.

Capa do CM de ontem ( até o vendedor do jornal me chamou a atenção para o escândalo):


A escolha das palavras da capa deve imputar-se ao director da "outra banda", Octávio Ribeiro, um esquerdista reciclado na amoralidade das sensações diárias e rentáveis ou aos seus adjuntos, apóstolos da mesma causa.

O que dizia o artigo assinado por Edgar Nascimento/Joaquim Bernardo:


Nem é preciso ler o artigo todo: sexo online com ilustração a condizer. A reputação da psicóloga em causa já estava desfeita, com esta semiologia da sensação voyeurística.
As palavras adoptadas são "cenas íntimas", e "sessão de sexo online". Anuncia-se a instauração de um inquérito pelos factos e nada mais, a não ser uma conclusão: a psicóloga foi "castigada", "por sexo", como se escreve na primeira página.

Todos estes ingredientes escritos pelo Correio da Manhã podiam ser falsos na sua essência que não na sua aparência tomada em primeira mão pela denunciante, eventualmente a queixosa que merece grande reprovação pelo que fez ( gravar e mostrar algo que deveria ter escondido e desligado logo).

Hoje o CM apresenta outra história mais contida e que revela a falsidade daquela. A total falsidade daquela, note-se.
O processo disciplinar foi arquivado, a docente não foi castigada ( a não ser pelo CM, miseravelmente e se calhar de forma irremediável) e afinal não houve sexo online nenhum.


Como é que aqueles directores e redactores do jornal resolveram esta questão de gravidade inquestionável? Simples: uma referência no jornal sem grande relevo, a dizer que a psicóloga "diz" e que "nega". Portanto, uma filhadaputice jornalística, aliás habitual  no jornal.


No artigo justificativo continua a filhadaputice jornalística: o artigo aparece na página 28 a seguir ao suplemento de voyeurismo habitual do jornal, com putas à solta e imagens que qualquer criança pode ver, a mostrarem cenas de sexo, sem ser online mas impressas. Todos os dias publicam tal suplemento para ganharem dinheiro com isso. Tal chama-se chulice. Ou lenocínio e neste caso é um crime previsto e punível no Código Penal. Ninguém se importa...

A  notícia de ontem porém, foi "comida" por muita gente como sendo a expressão da verdade factual e indiscutível, como este finório que lê muitos policiais mas não aprende nada com isso e que escreve no jornal.
Aposto que não vai escrever sobre esta ignomínia grave e injustificável, a merecer, essa sim!, grande castigo:



 O que se impõe a este pasquim, num caso destes? A responsabilização civil, inclusivé dos autores do artigo e responsáveis pela publicação. Nem sequer falaram com a psicóloga, tenho quase a certeza...porque lhes estragava a sensação de destruir o bom nome de alguém.

Portanto, uma filhadaputice acabada que merece grande castigo, na medida em que estes miseráveis nem desculpa pedem aos visados.


terça-feira, 15 de setembro de 2020

Hidrogénio: já cheira a esturro...

Eco:



Com base nestas declarações a pergunta que se impõe é: que sentido faz sermos nós, portugueses a enterrar dinheiro nisto, neste "projecto"?

Apenas um: alguém quer ganhar muito dinheiro com isto. Cherchez...porque este tipo, este Silva,  já está manietado.

O condicionamento cultural em Portugal

Em finais de 1978, por cá, surgiram nos escaparates duas revistas de história.
Uma chamava-se História, era das Publicações Projornal, Lda ( a mesma que detinha O Jornal, Sete e O Jornal da Educação) e começou a publicar-se em Outubro desse ano.
Outra chamava-se "os grandes acontecimentos da História" e pertencia à editorial Globo, de Jacques C. Rodrigues que também editava a Nova Gente e começou a publicar-se uns dias antes daquela.

A Projornal sentiu-se roubada no título e queixou-se à erc de então, o Conselho de Imprensa que lhe deu razão, com o argumento que o registo da primeira era anterior ao da segunda, aliás publicada em primeiro lugar.

O primeiro número da usurpadora era este ( imagem tirada da net):


 O sumário do número dois, imagem tirada da net ( custojusto):



O segundo número da registada em primeiro lugar:



Estas duas revistas surgiram na mesma altura para tratar assuntos do mesmo género mas o estilo e a escrita e mesmo os temas eram bastante diferentes.

No número 4, de Julho de 1979 a g.a.da História contava em 12 páginas o que tinha sido a "pneumómica" em Portugal, em 1918.  O artigo era assinato por Viriato Dias, sem mais. Uma consulta ao Google, com tal nome traz nada de esclarecedor. E esse era um dos traços de distinção das duas revistas: no número anterior havia oito páginas sobre Salazar sem sequer assinatura de quem as escreveu. E é um bom artigo.

Nestas duas páginas do número 4, porém, se pode ler o que diferenciava as duas revistas:


A menção à censura a que os jornais foram sujeitos por uma "Comissão de Censura" então existente impediu os relatos sobre a doença mortal. É a primeira vez que ouço falar nisto.

Em 1918 estava no poder político Sidónio Pais, que sucedeu a Afonso Costa.

A outra revista História que se achava no direito de exclusividade no nome trazia os nomes todos dos notáveis que lá escreviam e que eram exactamente os mesmos que ensinaram os que agora escrevem...

A escola era deles e continuou a ser, ou seja da esquerda. O episódio da Cidadania ensinada no ensino público é apenas mais um de tal saga que ainda não acabou.

Continua...como se escrevia dantes nas histórias de quadradinhos.

Em cima da mesa de Setembro 2020