sexta-feira, 27 de novembro de 2020

A informação televisiva da actualidade: a sensação acima de tudo!

 Página de revista do CM de hoje, com entrevista a "um dos rostos da informação do canal do Correio da Manhã": 


Segundo se lê, a Janete tem orgulho do trabalho em equipa, da CMTV, de norte a sul do país porque "os números falam por si: 46 meses a vencer no cabo".

O que quer dizer isto? Basta espreitar a CMTV de vez em quando e apreciar este "orgulho" em expansão. 

Há uma rubrica recorrente que é mais ou menos a da "CMTV dá primeiro", ou seja, qualquer acontecimento nacional susceptível de concitar curiosidade do voyeur televisivo é "coberto" pela equipa de norte a sul. 

Um acidente rodoviário, com vítimas mortais é notícia em directo e poucos minutos depois de acontecer, porque a equipa tem eventuais informadores no seio das instituições ( polícias, inems e outras) e a rede funcional telefona e o repórter local, mesmo que esteja já de cama, veste-se à pressa para estar lá "primeiro", em directo. E está que a sensação de ser primeiro é mais forte que o descanso necessário.

 É sempre uma sensação que o director-geral Octávio Ribeiro, da "outra banda" , deve repenicar todas as vezes que fala para a "equipa". 

Qual o critério editorial de base? Simples: tudo o que seja sensacional e alimente a curiosidade mórbida de espectadores comprometidos desse modo. Quanto mais mórbido, melhor. Há uns meses largos estiveram os repórteres da "CMTV primeiro" ao largo de uma casa longos minutos a mostrar a fachada onde nada se passava e nada se passou porque nem sequer estava alguém em casa...

O resto vê-se nas audiências: até agora e durante 46 meses a receita funcionou sempre a contento e em equipa que ganha não se mexe. 

Provavelmente será esta receita que se irá replicar na TVI se o pata negra lhes cair nas mãos, tirado ao outro, o Ferreira que vai desempochar uma pequena fortuna para assegurar que ninguém lho tira.   

Para isso já anda a desbastar o couro ao reco: 



Contas para o Observatório da prognose póstuma da violência doméstica

 CM de hoje, um relato de um caso fatal sem "queixas de violência" anteriores. Lá se vão as teorias sociológicas, elaboradas a preceito no Observatório póstumo que existe por aí: 


Notícias avulsas: 



Tal como no caso do "covid" há sempre teóricos à solta prontos a assustar toda a gente com teorias erradas sobre os fenómenos. Enfim.

Mata-Bicho do costume

 Agora, em vez de ler e ouvir o que os especialistas oficiais têm para dizer sobre o "covi", mormente um tal Carmo Gomes, prefiro ler o que se escreve aqui. É bem mais sensato...





quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Cofina e Mário Ferreira: pata negra em leilão!

 Visão: 



Notícia do CM de 27.11.2020: o pata negra continua em boas mãos...que vão ter de abrir os cordões à bolsa, sendo um rombo no pecúlio amealhado com a venda dos barcos aos americanos.

Potém, é essa a única oportunidade de Paulo Fernandes, o pretendente, o apanhar. Veremos...



Ferreira Fernandes, conhecem?

Enquanto jovem filho de migrantes portugueses para Angola nos anos 50, para lá foi também e por lá viveu o tempo suficiente para só falar agora em crioulos e negros mais os brancos. É um antiracista que só fala em raças, o que não deixa de ser curioso. Quando as pessoas passam verdadeiramente a serem todas iguais na essência do que são, desaparecem as raças...

Quando era ainda adolescente testemunhou violências inauditas contra pretos que para si são sempre negros, praticadas por brancos e negros. 

Numa encruzilhada qualquer dessa vida virou à esquerda,  desencaminhou-se para a extrema até encontrar a tropa que o acolheu e que depois o expulsou por causa de descaminho ideológico e malfeitorias tecidas de deslealdades. 

Num atalho qualquer meteu-se na guerrilha do MPLA e tornou-se angolano dessa gema de pátria contra aquela que o viu nascer. Traidor à  pátria?  Sem dúvida, na lógica dos conceitos e palavras. Desertor? Assumido e pelos vistos "com muita honra", como o do anúncio bimbo.

Enquanto traidor, desertor e com a honra incólume de extremado esquerdista, meteu-se num grupelho para arruinar um país e uma nação que o viu nascer e aos pais e onde agora vive, por conta de ideias peregrinas. Eram as fantásticas teorias de um tal Trotski, de nome LCI, da qual fazia parte um tal Louçã, também ele filho de militar de uma pátria que entendia madrasta e de cujo Estado o filho agora faz parte como conselheiro. Imagine-se!

Não satisfeito com o feito, em 1975, já com idade para ter juízo, este filho adoptivo de Angola, remeteu-se a uma organização bandalha dentro das forças armadas nacionais, as quais aliás tinha jurado servir com lealdade, para as "destruir por dentro", criando os risíveis SUV.  

Desiludido com a derrota em Novembro de 1975 repartiu outra vez para Angola onde se juntou a "fraccionistas" -os "Van Dunem"- que foram assassinados e por sorte escapou ao mesmo destino, tendo regressado a penates. Tal como outros ( a actual ministra da Justiça), se a sorte tivesse corrido de feição lá teriam ficado nos governos e destinos que depois tiveram os eduardos zedús e quejandos kopelipas e dinos. Não seriam eles quem faria diferente do que é, certamente.  

Até a uma idade bem adulta foi esse o percurso de uma vida aventureira. Agora, em ditos avulsos renega a radicalização mas não muito. Apenas o suficiente para ser brindado com a tradicional prenda oferecida por uma  roma que não paga a traidores.  

Filosofa com artigos de um jornal francês que então lia, o Le Monde que classifica como sendo "conservador de esquerda", seja lá isso o que for que pouco ou nada é. 

Não sendo formado academicamente em nada, "aprendeu jornalismo a ler jornais" e por isso cita um cronista albanês, Escarpit, refugiado em França, como modelo de escrita resumida a 500 caracteres na primeira página do Monde. 

Como tenho por cá um exemplar dessa época, do tempo da crise do petróleo e da inflação, em 15 de Novembro de 1973,  passo a mostrar como eram as crónicas Au jour le jour, de Robert Escarpit, no fim da primeira página. 

Curiosamente a crónica é acerca das pessoas cuja existência nem se menciona, na senda do conceito de Orwell. A teoria era então seguida pela extrema-esquerda de modo primoroso, aplicando-se hoje em dia ao fenómeno A. Ventura...


Portanto esta introdução à figura do jornalista e cronista Ferreira Fernandes, justifica-se por causa de uma entrevista extensa que o mesmo concedeu à revista Ler, edição de Primavera/Outono de 2020. A revista tira um pouco mais de seis mil exemplares, o que é uma vergonha num país de esquerdistas letrados nas leituras, como Ferreira Fernandes. 

Sobre a personagem já dei aqui várias vezes para o peditório da sua notoriedade, mas faço-o sempre com agrado porque afinal é escriba que gosto de ler, geralmente. Pelo estilo próprio, pelos temas por vezes impróprios e até pelas obsessões nada apropriadas, como seja a do racismo que seria bem melhor ficar um pouco mais órfã para ver se resiste à ideologia do cancelamento de ideias adversas. 

Ferreira Fernandes é dos cronistas que podem escrever como o tal Escarpit, porque viveu experiências suficientes para saber alguma coisa que a generalidade dos que escrevem em jornais não sabe. Paradoxalmente é pena que tenha esquecido pouco daquelas "estranhas ideias" que tanto nos fizeram mal como país e nem se arrependa disso. Antes pelo contrário.


O que é que não se inventa? Isto por exemplo que saiu em capa de revista em 24 de Outubro de 1975. Ferreira Fernandes é o do meio, encapuzado e agora reconhecido pelo próprio, como tal. Finalmente, para dizer que se arrepende mas não muito...até tem muito orgulho! Pois sim: orgulho de ser ridículo, não me façam rir!




















quarta-feira, 25 de novembro de 2020

A alegria no trabalho de uma (a)fundação

 Notícia da Sábado de hoje:


Não faço ideia de quanto ganhará por mês este "boy" que está nesta fundação herdeira da FNAT do tempo de Salazar, dos anos trinta. A FNAT destinava-se a promover a "alegria no trabalho", segundo ideias da época em que o turismo nem tinha expressão monetária em divisas. 

Agora transformada em fundação depois de ter sido instituto, o INATEL dedica-se ao "turismo e termalismo social e senior", seja lá isso o que for e a  mobilar tempos livres de jovens e trabalhadores. Mas cheira a tachos para apaniguados do sistema e programas para reformados, com um "orçamento de mais de meia dúzia de milhões de euros. Pagos por quem paga impostos. 

Para tais tarefas sublimes, alguém da direcção precisou de um telemóvel e a fundação pagou. Um Iphone de gama mais alta que isso de estar numa fundação do género não é para pindéricos. E pagou ainda outras regalias documentadas em denúncia de alguém descontente com a tal direcção de boys e girls que até recolheu e juntou cópia da factura/recibo. 

Antes de 25 de Abril este tipo de despesas era outra loiça. Ora leia-se um pequeno apontamento sobre controlo de despesa pública. A publicação é de Janeiro de 1973 e é de uma revista de comunistas encapotados que existia na altura e que servia para denunciar de outro modo, coisas avulsas para denegrir o regime, sem a Censura reparar. 



Ora para denegrir o regime de Salazar, já em 1973 e em pleno regime de Estado Social, de Marcello Caetano, a direcção da revista à míngua de casos como o acima apontado, porque efectivamente as fundações desse tempo não eram (a)fundações do erário público, relatou um pequeno episódio acerca de despesa pública e controlo da mesma, directamente por Salazar e sem passar por qualquer tribunal de Contas...


 Se contassem esta historieta ao "boy" acima retratado, diria certamente que Salazar era um indivíduo "pequenino" e sem a noção de grandeza que o Estado deve ter...ou então qualquer coisa sem nexo que esta gente nem cultura para isso tem. 

O sonso da extrema-esquerda não joga a Bisca

 Este é um tal Rui Tavares que escreve no Público ( onde mais?!) na última página, onde assegura a tribuna para lançar anátemas deste género: 


Na Sábado de hoje descobrem-lhe (ainda mais)  a careca...



Faz hoje 45 anos que a esquerda comunista perdeu o poder político

 O Público de hoje dá conta da efeméride em duas páginas assinadas por uma "historiadora" comunista, Irene Flunser Pimentel. 

No artigo resume tudo em poucas ideias e a principal é que a história do 25 de Novembro pode ser contada de várias maneiras consoante os protagonistas e o ponto de vista.

Como metáfora cita um filme japonês de Kurosava em que alegadamente se dá conta da dificuldade no alcance da verdade quando os testemunhos vêem os acontecimentos de modo diverso. 

Para evitar o escolho incorre precisamente no mesmo vício de análise, procurando de forma manhosa escapar-lhe, alegando factos cronológicos. Escolhidos, evidentemente e apenas para mostrar precisamente tal ponto de vista. 

O período crucial de 17 a 24 de Novembro de 1975 é passado pelo crivo de gata em cima de telhado de zinco quente. 

Nas "observações" conclui que não se sabe muito bem o que sucedeu e que as opiniões dividem-se. Para uns foi golpe comunista e para outros armadilha da direita. Enfim, uma "historiadora" que omite factos e esconde acontecimentos não merece crédito algum, a não ser de quem lhe acapara as ideias, sabendo exactamente o que as mesmas escondem.

Quanto ao Público outra coisa não seria de esperar, ao convidar uma "historiadora" desta estirpe para contar o que foi o 25 de Novembro de 1975. 



Uma das melhores fontes para se aquilatar os acontecimentos que contextualizam o que sucedeu em 25 de Novembro de 1975 é o Relatório do 25 de Novembro que foi compilado e publicado em dois volumes, edição de autor ( Martinho Simões, Ed. Abril, Coimbra Dezembro 1976). Para além disso há um relatório sobre "sevícias" patrocinado por Ramalho Eanes e que é um estendal das ignomínias da esquerda comunista sobre os "fassistas" que fazem empalidecer as "torturas" da PIDE ( Marcelino da Mata que o diga). 

O tal Relatório do 25 de Novembro é obra esgotada e o relatório oficial nunca foi publicado oficialmente ( que eu saiba...embora possa ser visto aqui). 








O papel dos media da época, particularmente o rádio e a televisão tem inequivocamente importância e os protagonistas são...comunistas do PCP, para além dos mais, é claro. 





Não obstante as evidências de participação no golpe pelo método do ninho de cuco, esperando que outros lhe preparassem o terreno propício ao assalto ao poder total, o PCP deu-se à suprema lata de declarar pela voz do seu mentor principal da altura, dias depois, o seguinte: 


Para estes, o 25 de Novembro de 1975 "nunca existiu"...foi tudo manobra de militares. Enfim. 

Para se entender melhor o "ambiente" político e social em 1975, em 31 de Janeiro desse ano, a revista Flama entrevistava Francisco Salgado Zenha, o político do PS, de uma esquerda que então lutava contra o PCP para defender uma democracia política "à ocidental" e que o PCP queria à viva força evitar. 

Nesta altura, Salgado Zenha era ministro da Justiça do Governo Provisório ( o III, chefiado por Vasco Gonçalves, ainda antes das nacionalizações de 11 de Março) e mostrava-se preocupado com o facto de o PCP, através da Intersindical querer a unicidade do movimento sindical, por oposição à pretensão do PS que queria uma pluralidade de sindicatos e por isso a unidade, apenas. 

Por outro lado mostra que os media nacionais, públicos ( E.N. e RTP) , eram controlados pelo PCP, particularmente a televisão que censurava até as entrevistas que lhe fazia enquanto ministro do Governo. Inimaginável...mas real:



Diga-se que o PCP nunca fez mea culpa destas posições políticas por um motivo prosaico: continua exactamente como era nesse tempo, fossilizado numa doutrina cuja práxis o obriga a engolir sapos sem conta. De tal modo que o deputado Filipe, no outro dia na tv parecia ter já pele dos ditos...

A malapata de Mário Ferreira

 Continua a guerra da Cofina contra Mário Ferreira, por causa do controlo da Media Capital. Paulo Fernandes quer o que Mário Ferreira já tem. E para isso vale tudo, até mostrar presuntos.

Hoje no CM e na Sábado: 




terça-feira, 24 de novembro de 2020

A jornalista que saiu do NYT por causa do jornalismo politicamente correcto

 Esta entrevista de Bari Weiss ( judia e que publicou um livro sobre o modo de "combater o anti-semitismo") ) no Le Point desta semana dá conta de uma tendência no jornalismo situado à esquerda de seguir os ditamos do politicamente correcto. 

Explicação fundamental para o fenómeno: os jornais e media em geral deixaram de depender dos anunciantes e cada vez mais dos consumidores de notícias. Os jornalistas escrevem para serem lidos e procuram agradar ao público que presumivelmente os lê. E por isso o círculo vicioso que se tem imposto no sector, com os jornalistas a escreverem o que os leitores querem ler e a realidade a ficar cada vez mais de lado, substituída por um ersatz, a "pós-verdade". 

Bari Weiss achou insuportável o ambiente  na redacção do New York Times e enquanto responsável pelo convite a "colunistas" ou comentadores de ocasião foi impedida de o fazer por convidar pessoas incómodas e susceptíveis de provocar mal estar entre os leitores, maioritariamente de esquerda. 

O New York Times, um jornal de esquerda, lido e assinado por cá por luminárias há muito apagadas, tornou-se um feudo do politicamente correcto e da linguagem controlada para não ofender ninguém, excepto os que se devem ofender sempre, como Trump, por exemplo. 

Por cá os exemplos deste fenómeno e tendência  são...a maioria esmagadora, com pouquíssimas excepções, se as houver.

E a explicação também é simples: se o jornalista quiser manter o emprego e se tiver um crédito imobiliário e  filhos não arriscará emitir opinião ou escolher noticiário que contrarie as expectativas da audiência a quem se dirige. E o vício da falsidade instala-se, tal como se pode ver em todas as televisões que temos. Adelinos Farias, Josés Eduardos ou Anselmos Crespos já sabem todos a receita e nunca falham a dose de veneno que tomam todos os dias e a que já se habituaram, dando-a a consumir aos espectadores que assim ficam imunizados ao vírus estimulante da verdade. 

A nova censura é muito mais perniciosa e viciosa que a antiga, do tempo da "pide"...