sábado, 25 de maio de 2019

Sexta às 9, Berardo e o seu advogado, desmontados


Ontem, na RTP, a Felgueirinhas fez um trabalho notável que mais ninguém fez nos media nacionais: mostrou como Berardo e o seu advogado teceram a teia de pessoas colectivas, duas particularmente- Associação Colecção e Associação Colecções- e uma fundação- Fundação José Berardo que lhes servem para orientar toda a vida económica do Joe da Madeira que foi para a África do Sul e regressou rico.

É ver toda a peça jornalística da Felgueirinhas:

Sexta às 9: A Joia da 'Coroa' de Joe Berardo - É na associação Coleções que o empresário tem 18 das 38 empresas do seu império. 

Entretanto, o Jornal Económico de ontem, mostrava uma entrevista de Patrick Monteiro de Barros que explica como é que o negócio da CGD com Berardo, através da Metalgest e Fundação José Berardo,  foi possível e quem foram os actores do mesmo:



Isto é digno de um país de terceiro mundo! E quem está no centro disto tudo? O PS, o partido Socialista.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

A grande corrupção do PS começou com Mário Soares


Esta vem no Polígrafo, de Fernando Esteves ( bom trabalho):

Mário Soares ajudou Ricardo Salgado a comprar o Banco Espírito Santo (BES)? É uma alegação que circula nas redes sociais desde há largos anos, através de diversas publicações com recurso a textos ou vídeos. Entre as mais recentes e mais partilhadas, destaque para uma da página “A Voz da Razão”, com o seguinte título: “Soares moveu montanhas para ajudar Salgado a ser o dono disto tudo”.

A publicação começa por difundir um vídeo em que o próprio Soares, em entrevista à RTP1, assumiu ter ajudado Salgado a comprar o banco que a família Espírito Santo tinha perdido nas nacionalizações de 1975, pós-revolução de 25 de abril de 1974. Na entrevista, Soares conta uma conversa que manteve com Salgado, em 1984, pouco tempo antes do regresso da família Espírito Santo a Portugal.

“O banco [referindo-se ao Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa] está nacionalizado, os bancos foram nacionalizados, mas nós agora estamos a desnacionalizar esses bancos, portanto você pode perfeitamente tomar conta do seu banco. Ah, mas eu tenho falta de dinheiro! E eu disse: Arranja-se, isso é fácil! E falei com François Mitterrand, de quem eu era amigo, como se sabe, até ao fim da vida, grande amigo, e perante essa situação eu disse-lhe: Olhe, há isto assim e assim, como é que se pode arranjar dinheiro a um tipo que não tem, mas poderá vir a ter, etc. Ele disse que pode ser um banco francês que pode dar um jeito a isso”, afirmou Soares. Esse banco francês seria o Crédit Agricole.

O próprio Salgado também reconheceu publicamente a ajuda de Soares na recuperação da posse do banco. No livro “O Último Banqueiro - Ascensão e Queda de Ricardo Salgado” (Lua de Papel, 2014), das jornalistas Maria João Babo e Maria João Gago, recorda-se a cerimónia da entrega da Legião de Honra francesa ao presidente do BES, Salgado, que decorreu na sede do banco, em Lisboa, no dia 8 de novembro de 2005. “Entre os poucos presentes estava Mário Soares. Ao referir o papel do ex-Presidente da República na reconstrução do grupo, Salgado emocionou-se. Recordou que, sem a ajuda de Soares, a família não teria regressado a Portugal e fortalecido a aliança com o parceiro que esteve ao seu lado nas duas últimas décadas. Foi graças a Mário Soares que o clã Espírito Santo se aliou ao Crédit Agricole para ir a jogo na privatização do BES. E o apoio financeiro do grupo francês foi decisivo para a recuperação do banco que a família tinha perdido nas nacionalizações de 1975”, descrevem as autoras do livro, baseando-se em factos históricos e documentados em várias fontes.

“O regresso fez-se com a intervenção decisiva de Mário Soares. O então primeiro-ministro intercedeu junto do seu amigo François Mitterand, na altura presidente de França, para encontrar um parceiro estratégico que ajudasse os Espírito Santo a reafirmarem-se como a família de banqueiros em Portugal. Ainda antes da privatização do BES, o grupo uniu-se ao Crédit Agricole para fundar em 1986 o Banco Internacional de Crédito, que marcou o regresso do clã aos negócios financeiros em Portugal. Mas o grande objectivo era recuperar o banco que ostentava o nome da família”, explicam.

Como é que esse processo se concretizou? No mesmo livro reporta-se que “em 1985, o grupo [Espírito Santo] lançou o primeiro projeto no setor financeiro em Portugal com a compra de uma sociedade de investimento, que mais tarde daria origem ao BES Investimento. No ano seguinte, fundou o Banco Internacional de Crédito, que marcou o início da aliança com o Crédit Agricole no mercado português. Mas o foco estava nas privatizações. Foi com o parceiro estratégico francês que em 1989 e 1990 recuperaram a companhia de seguros Tranquilidade. Em Julho do ano seguinte os dois aliados avançaram para o BES. […] Foi já sob o comando de Ricardo Salgado que a parceria da família com o Crédit Agricole se transformou num casamento que havia de durar mais de duas décadas. Para concorrerem à privatização do BESCL - Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa - designação que só havia de mudar para BES em 1999 -, os dois grupos criaram a Bespar, uma sociedade que até 2014 será a maior acionista do banco. Exatamente com o mesmo equilíbrio de forças. Foi esta holding que garantiu que a família passasse a ter uma posição de domínio no banco, apesar de, direta e indiretamente, ter apenas cerca de 5%. O Crédit Agricole foi o passaporte que assegurou aos Espírito Santo o controlo do BES”.

Em suma, é verdade que Soares ajudou Salgado, ou mais precisamente a família Espírito Santo, a regressar a Portugal em 1985 e, posteriormente, a concorrer à privatização do BESCL, recuperando assim a posse do banco que tinham perdido em 1975, através dos processos de nacionalizações de bancos. As publicações que apontam para este facto histórico, em geral, referem também que, mais recentemente, Salgado financiou a Fundação Mário Soares. Essa informação também é verdadeira.

No final de 2014, o jornal “Correio da Manhã” analisou as contas da Fundação Mário Soares e apurou que o seu maior financiador desde 2011 era o BES, presidido por Salgado. Através de dois contratos por mecenato, o banco doou à instituição do ex-Presidente da República um total de cerca de 570 mil euros. Na altura foi também salientado que faltaria pagar uma prestação do contrato mais recente, no valor de 100 mil euros. Em 2013, a seguir ao BES, os maiores mecenas da Fundação Mário Soares foram o Banco Português de Investimento (BPI) e o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Mais um bom contributo para se entender como o PS é um partido estruturalmente corrupto. E cheio de inimputáveis que fazem de conta que nada sabem disto e de outras ainda piores. 

A careca de Berardo está à mostra...

A Felgueirinhas do Sexta às 9 fez esta noite um programa que é um contributo excepcional para o esclarecimento das aldrabices de Joe, Hey Joe!, Berardo.
É incrível como o jurista que o orienta conseguiu  fundar uma teia de pessoas jurídicas que não são o que aparentam. A aldrabice é enorme, a trafulhice gigantesca. Por uma razão: o escopo das associações não é o que se proclama nos estatutos e serve os interesses particulares do nosso Joe, de modo que já foi questionado pelas autoridades ( o MºPº in illo tempore, mas agora sem  intervenção) . Hey! Agora se percebe o papel do advogado na audição de Berardo no Parlamento.
O que está em jogo é simples de entender: quase mil milhões de euros que  foram movimentados por tais associações...e deram o prejuízo que se conhece, a pagar em grande parte pelos contribuintes.

Bom trabalho da Felgueirinhas que nem se esqueceu de mostrar que o MºPº anda a dormir na forma.

Inquérito, já! E criminal. Por burla, gigantesca e que dura há décadas.

O produto do assalto do PS ao estado de direito


Observador, Patrick Monteiro de Barros ao J.E.:  

Joe Berardo foi uma das pessoas de quem José Sócrates se serviu para dominar a banca, como queria fazer com os jornais, defende o empresário Patrick Monteiro de Barros, em entrevista ao Jornal Económico publicada esta sexta-feira. “Eu nunca consegui comprar ações financiadas com uma taxa de cobertura de 100%”, ironiza.

O empresário critica o alarido causado pela audição de Berardo na comissão parlamentar de inquérito, pese embora ser “discutível o estilo de Berardo e a forma como fala português”. Mas a “história toda — e posso dizer que sei porque abordaram-me na altura — foi uma estratégia de José Sócrates, que queria dominar as mídias [os órgãos de comunicação social] e a banca”. “Quem não se lembra da saga que foi a venda da Lusomundo”, recorda Patrick Monteiro de Barros.

Na leitura que o empresário faz do que aconteceu na Caixa, concretamente nos financiamentos para investir em ações do BCP, “o governo sempre dominou a Caixa, onde estava o Carlos Santos Ferreira, muito próximo do PS, mas Santos Ferreira era um técnico, uma pessoa que sabia, e Armando Vara, cujo currículo político é notório”. Então, defende, “foram ter com um grupo de pessoas — com algum peso, alguma, como se diz, surface — e Joe Berardo foi uma dessas pessoas”.

“Disseram-lhe: vamos financiá-lo para o senhor comprar ações do BCP, a 100%, sem garantias pessoais; se houver mais-valias é tudo seu; a gente só quer a procuração para as assembleias-gerais”, acredita Monteiro da Barros. “Foi assim o assalto ao BCP. Resultado: quem é que foi para o BCP?”, pergunta. Resposta: Carlos Santos Ferreira e Armando Vara.

Depois, “a partir do momento em que o Governo domina a Caixa, que é o banco do Estado, e também o BCP, que era o maior banco privado, eu acho que as coisas estão feitas”. É uma estratégia “clara como água”, diz Patrick Monteiro de Barros
.

Fala uma testemunha do atentado ao estado de direito, cometido pelo PS de Sócrates, Costa, Soares, Almeida Santos, Pazes ferreiras et al. 

O que diz Patrick Monteiro de Barros? Que lhe propuseram, a ele mesmo, o que propuseram ao famigerado Berardo: "a história toda — e posso dizer que sei porque abordaram-me na altura — foi uma estratégia de José Sócrates, que queria dominar as mídias [os órgãos de comunicação social] e a banca”.

A questão que se coloca é saber qual o verdadeiro papel de José Sócrates neste crime contra o Estado de Direito: foi o mentor, um dos executores ou apenas cúmplice de algo decidido por outrém que não apenas ele? Pensar que foi apenas José Sócrates, o pindérico que se conhece, o suspeito do costume, antes de ser quem foi, a decidir uma coisa destas e a executá-la sem apoio de mais ninguém, parece surreal. Porém, com o PS nunca se sabe...e perante o resultado da acção criminosa não seria de estranhar tal fenómeno. 

Quanto aos media, o plano soçobrou por incompetência, amadorismo na trafulhice e pinderiquice nos meios. Tudo à imagem e semelhança do suposto mentor, precisamente José Sócrates, inebriado e fascinado pelo poder de uma maioria absoluta. 
Quem é que este pindérico escolheu como comparsas no crime exposto indiciariamente? Armando Vara, o amigo de Trás-os-Montes, companheiro de fundações inacreditáveis, ainda mais pindérico que o pindérico-mor e agora condenado em pena de prisão por ser corrupto num caso menor. Faltam os outros. Mais um par deles, o Patrão, outro da vida airada e palermas como o filho do Campos, cuja classe se espalhou amplamento pelo Parlamento.  

Em Março de 2013, antes de ser preso, o pindérico reunia um suposto "estado-maior", com destaque para um sem-vergonha dos serviços secretos,  um tal Almeida Ribeiro que anda por aí sem que ninguém o incomode com estas coisas:


Outros apoiantes de luxo privado estão aqui, nesta foto de 2015, de uma ceia famosa, pelo ambiente  que exala e tirada quando o inquilino ainda era preso 44 em "domiciliária": 


Veja-se: além de um dos advogados, dos mais contundentes e trogloditas que se conhecem, na defesa de interesses de parte, está um jurista constitucionalista que foi deputado, Vitalino Canas. É pessoa que não ignora o que é um atentado ao Estado de Direito, mas nele colaborou. Está o falecido cantor do PS e do Boavista, cujo nome nem vale a pena lembrar; um autarca, Raposo, suspeito há uns anos de moscambilhices várias; um fiel escudeiro , ao cimo da mesa, cujo nome nem interessa para nada e o célebre Paulo Campos, o homem das PPP rodoviárias que deve andar que nem um feijão lhe cabe no sítio et pour cause. 

A toalha da mesa, se fosse de ráfia ficava melhor...e o sótão do repasto ficava numa casa da rua Abade de Faria, cujo historial tinha muito que contar e ninguém quis saber. 

Foi este indivíduo que arquitectou o esquema de atentado ao Estado de Direito que passava pelo controlo dos media e da banca em geral? Foi mesmo? Se foi e esteve sozinho, tiro-lhe o chapéu que não uso...

Por mim, perguntava antes a quem de direito, o que tiveram estes indivíduos a ver com o assunto...e alguns deles já morreram, entretanto. O sistema é este, aqui representado ao mais alto grau. O pindérico decidiu tudo sozinho, foi? Vão vender essa a outro...


Entretanto, talvez seja melhor indagar e perguntar a outros o que sabem sobre o assunto. Por exemplo, este, aqui com notícias de 2015:


A intervenção deste personagem foi já analisada por quem conheceu certos procedimentos por dentro e falou sobre isso em  Agosto de 2017.


Como diz o Patrick Monteiro de Barros isto "é claro como água"... mas a anamnese não se faz e no próximo Domingo mais um prego se pregará nesse caixão de infâmias. 

Entretanto fica aqui como recordação uma das fotos deste neo-realismo. É de Maio de 2018, tem um ano: 


Como é que isto aconteceu? Um dos produtos do atentado ao Estado de Direito foi o controlo dos media. Falhou, mas não in totum. 

É perguntar a esta como é que era...o tempo das "campanhas negras" contra o pindérico e que a mesma denunciava como atentados à honra do dito.


Outro factor nada despiciendo nesta trama de fenómenos será este: a intervenção, na época, do presidente do STJ, Noronha Nascimento e o PGR Pinto Monteiro. Ambos tiveram um papel crucial em abafar, no sentido de sapar processualmente a investigação do fenómeno do atentado ao Estado de Direito. Foram eles e mais ninguém que o determinaram.
Negaram intencionalidade nessa actuação, defenderam-se com a lei e a sua interpretação e pouco tempo depois chegaram a isto, em Outubro de 2013,  que diz mais do que se possa julgar. Foi na altura em que o antigo presidente do Brasil, Lula da Silva, também presente e actualmente em cumprimento de pena de prisão maior, dizia que este Sócrates precisava de voltar a politicar:


Está aqui, nestas duas páginas do CM da época, um bom retrato do sistema que o PS tem nas mãos. Pertence-lhe e não o largará facilmente. Aliás, ninguém o denuncia claramente...

Agora pegue-se nisto tudo e ainda mais coisas que por aí andam e liguem-se à entrevista de Patrick Monteiro de Barros...

quinta-feira, 23 de maio de 2019

O assalto do PS ao estado de direito

Hoje na revista Sábado, o director Eduardo Dâmaso tem este artigo:


A ideia essencial é que Joe Berardo é um dos biombos de resguardo de muito figurão que por aí anda e Eduardo Dâmaso até os nomeia, com Sócrates e Salgado à cabeça. Se Berardo falasse, tal como os demais,  o regime caía...o que é uma ideia repetida mas sem grande consistência. O regime que temos é o PS e o PS é o regime. Logo, não cai por isto, por corrupção que aliás lhe é endémica. Cai por bancarrotas, mas mesmo assim, só com muito sacrifício já instalado, os votantes se convencem que o PS é o partido das bancarrotas e lá votam nos que costumam salvar a situação. Acontece este cenário há 40 anos e desde então já se repetiu por três vezes e sempre com o mesmo enredo. Quando a situação arriba um pouco, regressa tudo ao mesmo, com este PS a vituperar a austeridade e o liberalismo e o desprezo que a direita tem pelos pobrezinhos. E assim ganham outra vez eleições.
Aconteceu isso em 95, 2005 e agora, com este Costa.

Imagine-se que Joe Berardo, na comissão de inquérito da CGD dizia claramente que foram os responsáveis da CGD, conluiados com pessoas do governo de então, do PS e do Banco de Portugal (ainda o PS, com Vítor Constâncio) que o induziram a investir em acções do BCP a fim de tomar o banco de assalto, como aconteceu, de facto. E para tal prometeram-lhe empréstimos de milhões garantidos com ar e vento de prosápia de comendador. Tudo isto é facto sem grandes dúvidas sobre a respectiva existência. E nada acontece, mesmo assim. O Vítor, Constâncio, agora já nem sequer sua suores frios nas audições parlamentares. Isso foi uma vez e como viu que nada aconteceu, até se ri interiormente do caso e se lhe perguntarem que conversas de pé de orelha teve com o tal Berardo que as confessou no Parlamento, dirá que não se lembra.

Berardo disse uma coisa entre linhas de dislexia: foram efectivamente os bancos que o seduziram para concorrer ao BCP e ele não se fez rogado. É outro facto. E não foram todos os bancos mas os que estavam no esquema que se revelou: CGD, BCP e BES, principalmente.
Perante isto e o resultado que se seguiu, seria caso para o regime cair. Se fosse um regime sério e democraticamente responsável. Não é porque o PS não tem esse adn. E ninguém parece ligar a tal enormidade que se arrasta há muitos anos a esta parte.

O PS vai ganhar estas eleições porque  estes fenómenos interessam quase zero aos eleitores. Em finais de 2009, o PS de Sócrates ganhou as eleições, com uma maioria relativa e que o mesmo considerou uma grande vitória. E só perdeu a seguir porque conduziu o país a uma bancarrota, mais uma, como tinham feito os mais velhos do partido, constâncios, soares e companhia dos  almeidas e todos os santos.

Portugal está num beco sem grande saída por causa disto.

Mesmo que Berardo falasse tudo isto, o resultado seria quase o mesmo. Com tudo o que se sabe de José Sócrates, o seu número dois é primeiro-ministro e alguns dos seus ministros continuam a sê-lo.
Quanto ao resto os media amestrados tratam do assunto.

O Santos Ferreira e o Paz Ferreira e o Constâncio mais o resto da tropa fandanga andam por aí. O regime  é deles e doutros como eles e eles são o regime.

Têm os seus professores de Direito, prontinhos para a parecerística do costume. Têm os seus professores de economia que acertam sempre depois dos acontecimentos e têm os seus discursos bem rodados por quarenta anos de facécias e tudo se resolve em 40% dos votos.

Sobre o assalto do PS ao estado de direito já escrevi muito, in illo tempore, sobre o efeito narcótico que o mesmo provoca em algumas almas intelectualmente sensíveis. Porém, fica aqui, como memória futura, uma vez que pouco interessa para mais nada.

Portanto o que é que interessa isto? Encher papel? Ainda por cima, reportagens fraquinhas, sem sequência ou ligação lógica, sem aprofundamento das ligações e sistemas de contactos.

Um único exemplo: fala-se e escreve-se sobre a fundação José Berardo. Aparentemente ninguém leu os estatutos e os media que conheço cita-os agora porque o Diário de Notícias os terá citado em 1994.
Ninguém tem acesso a isto que aqui publiquei no outro dia? Estão aqui os estatutos originais, em fac-simile e tudo. Se alguém teve porque é que os media não têm? Indolência, incompetência, incapacidade?

Isto que segue é trabalho para as urtigas. Ou para o lixo, temo bem. Ninguém quer saber disto e muito menos os 40% que votam na "mãozinha". Ninguém...




O PS não perde um único voto por causa disto. Desconfio até que os ganha...

quarta-feira, 22 de maio de 2019

O que a esquerda comunista nunca entenderá

O espírito deste video, da BMW sobre a Mercedes, na hora da despedida de Dieter Zetsche da liderança do Grupo Daimler e, por tabela, dos comandos da Mercedes, como refere o Observador.

Tente-se enquadrar um Joe Berardo neste ambiente e ter-se-à a imagem de um certo PS português, o de Sócrates e Costa ( haverá outro?). Um ambiente surreal e impossível em que se ataca o capitalismo como sendo coisa de direita ou extrema-direita e se acolhem chico-espertos dando-lhes medalhas de mérito.

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terça-feira, 21 de maio de 2019

A CGD está a "fazer tudo" para recuperar os créditos concedidos a empresas de Berardo...


“É óbvio” que a CGD está a fazer tudo para recuperar créditos a Berardo, diz Paulo Macedo.

Está a fazer tudo, está. Tal significa a contratação milionária de escritórios de advogados que se pagam à hora, com as tabelas estratosféricas, como se não houvesse mais ninguém para contratar ou a CGD não tivesse juristas com qualidade necessária e suficiente para tal. Se não tem, não precisa de tais juristas. 

Por outro lado, esta a "fazer tudo" desde quando? E quem é que pouco ou nada fez e terá sido contratado a peso de ouro para "fazer tudo"? 

Essas respostas é que se torna necessário apurar. 

segunda-feira, 20 de maio de 2019

A Fundação José Berardo em todo o seu esplendor ...estatutário.

O Expresso desta semana fez um bom trabalho de casa, ao mostrar o organigrama das empresas e fundações do Joe, Berardo da Madeira que veio para cá ajudar bancos e certos indivíduos bem conhecidos,  a tomarem conta de outros bancos, por conta de outros indivíduos que se vão conhecendo melhor.
De caminho deixou um calote de cerca de mil milhões, aos tais bancos que ajudou, encargo das empresas do Joe que na melhor das hipóteses deixam títulos de papel em modo de cromos para colar nas cadernetas das imparidades.

Pelo mesmo  caminho este Joe meteu-se numa grande alhada que nem sequer a breve gargalhada que bolsou na A.R.-ah,ah,ah!- vai servir para o safar. Veremos se o amigo de peniche, Eduardo Paz Ferreira, tem razão ou não.  O outro, Santos Ferreira, já deve andar a calçar 33, mas veremos também. Esta gente tem meios de se safar,  como poucos. Veremos se se safam.


A célebre e famigerada Fundação José Berardo, com origem na Madeira e que tem servido para "abrigar" ( segundo o Expresso, nesta expressão curiosa) negócios, arte e plantas tem uns estatutos que foram desencantados por ajuda inesperada.
21 artigos parecem-me pouco para justificarem os negócios, a arte e as plantas...

Aqui estão, na sua original aparição num jornal oficial da Madeira, de 1988. É aproveitar porque duvido que muita gente tenha este documento:



Como se vai sabendo, a Fundação milagre vai fazendo negócios ao abrigo do artº 6º do Estatuto. Negócios lucrativos que devem ser aplicados na Fundação por força dos próprios estatutos e que pervertem o escopo social, iminentemente não lucrativo da mesma. Uma aldrabice? O MºPº dirá...mas já o disse em tempos.

Em 2004, o procurador João Alves escreveu umas notas jurídicas que podem ser consultadas aqui, sobre fundações.
Uma das observações é clara sobre a invalidade de cláusulas de fundações, como a apontada acima na Fundação José Berardo:


[68]Exemplo de cláusula nula: Cláusula estatutária pela qual o fundador se reserva o direito de dispor dos bens que afecta à fundação – Ac. STJ de 24/10/96, RLJ 130-111 e seg


domingo, 19 de maio de 2019

O Correio da Manhã que vale a pena ler...

Na edição de hoje do Correio da Manhã, aparece uma notícia triste e uma revelação:


O "Bananal" é uma rubrica do Correio da Manhã, diária e mais desenvolvida, em página inteira nas edições de domingo.

No Domingo passado a página do Bananal era esta:


Não sabia que este tipo de humor tinha origem num grupo que associava este Manuel de Brito que também não reconhecia, apesar de ser editor da Contexto, a um desenhador sofrível, Luís Afonso e ainda a um publicitário, António Reis que não conhece de lado algum. Mas gosto deste humor.

 Para mim é do género de humor que me provoca sorrisos e por vezes risadas. Verifico que tem origem em antigos esquerdistas reciclados. Tal como Octávio Ribeiro.

Que desgraça a nossa. Não nos livramos disto, nos media. Será que é o melhor que temos?

O Cid, que já morreu, faz muita falta porque era mais corrosivo e original. Estes seguem o guião actual, de aproveitamento de uma realidade fabricada mediaticamente e cinzelada por ditos cristalizados de personagens de opereta. É um pouco o modelo rapioqueiro. Mas este, o do Bananal, entenda-se,  é bem melhor, apesar de tudo.

A escrita manhosa e criminosa do Correio da Manhã

Esta notícia de Sexta-Feira, no Correio da Manhã, enchia a primeira página:


A notícia baseava-se num facto real aldrabando o assunto: o "serviço de matrículas não encontra viatura".  E chegou para o Correio da Manhã fazer uma primeira página sensacionalista.

Quantas pessoas leram isto? Milhares e milhares.

Hoje, o mesmo CM: "carro de Santana Lopes tem seguro". Num canto superior, em letras afogadas na maré vermelha do Benfica.


No miolo a justificação do visado que mostra bem a vergonha da notícia de Sexta-Feira e retrata o jornalismo trash do Correio da Manhã, aparentemente impune.


A notícia do dia 17, portanto, mostra bem a pouca-vergonha e desfaçatez deste jornalismo assinado, no caso por Raquel Oliveira:


Repare-se na chico-espertice: contactaram uma "fonte da Aliança" que esclareceu claramente que o carro tinha seguro. Porém, como não havia registo da matrícula no serviço de verificação da ASF, legitimaram logo a noticia, colocando apenas o verbo "encontrar" como referente. No título de primeira página escreve-se de modo manhoso e inadmissível que " carro de Santana sem registo de Seguro". Não se diz onde, sequer. E para justificar o contacto com o visado, escreve-se que o carro é alugado e rejeita responsabilidades. Não diz que o carro, de acordo com o mesmo "escritório do líder da Aliança" referiu expressamente que o carro tinha seguro.

Diz a resposta do visado que serão apresentadas participações às entidades competentes. Daqui a meses saber-se-à a resposta. Uma coisa é certa: este jornalismo é para continuar, deste modo absolutamente vergonhoso e inadmissível.


Nesta imagem vê-se a sala de redacção da revista Sábado, que perfez 15 anos há pouco e pertence ao mesmo grupo editorial. Ao fundo aparece o vislumbre da sala do CM, aparentemente semelhante, porventura maior.

É neste ambiente que se cozinham estas ignomínias que estragam o trabalho meritório que por vezes desenvolvem.

O sensacionalismo bacoco mas rentável, acaparado pelo director Octávio Ribeiro é lamentável. Muito lamentável. O dinheiro não deveria justificar estas coisas.
Aliás, no dia indicado não tinham falta de notícias com a mesma carga sensacionalista. Ao escolherem esta o propósito torna-se mais claro: prejudicar politicamente alguém, com fake news. Depois aparecem, todos cândidos, a denunciar o esquema...
Incrível!