domingo, janeiro 31, 2021

A patafísica do celebérrimo e ilustrérrimo professor de Barcouço

 E nem é de Barcouço porque só lá esteve a cooperar, nos anos setenta! Olha se fosse! O artigo é de Sexta-Feira, no Público e mostra a suprema inteligência desta ave rara da intelectualidade lusa cuja mente deambula pelas pampas e cordilheiras marxistas como os condores amestrados na arte e beleza de matar fassistas. Agora anda mortiço e mortificado pelos "insultos sórdidos" de que tem sido alvo.

Apesar de tudo menos sórdidos que estas ideias aqui expostas, na loca infecta de sempre:


A "extrema-direita" em Portugal esteve no poder quase 50 anos nos últimos cem!, diz o professor de estatística marxista. E agora vem aí de novo o papão, na pele do Ventura. 

Há cinco sinais visíveis nos pilares desta sabedoria patafísica: 

O primeiro é o reflexo pátrio do fenómeno mundial. A extrema-direita avança a botas cardadas por esse mundo fora e nós só a temos por cá, agora. Já tardava, mas ainda é tempo de a travar no ovo, a tal serpente. Por todo o lado tem sido miséria, desgraça e desastre. Veja-se o caso da Venezuela, de Cuba, da Coreia do Norte, só para dar três exemplos errados, mas concretos da cegueira ideológica deste patafísico dos tempos que já estão a passar-lhe a perna. 

O segundo é o "aprofundamento repugnante das desigualdades sociais", a miséria, tudo actual, imputável segundo se imagina a tal extrema-direita que esteve quase cinquenta anos no poder e há quase outros tantos que já lá não está, nem em efígie. É uma miséria retroactiva como a inteligência aguda do patafísico e que se prolongou no tempo em que a "extrema-direita" deixou de lá estar, num estranho fenómeno que só mesmo a patafísica explica. 

O terceiro será específico ao caso português: não se fez o julgamento sumário de tal extrema-direita há quase cinquenta anos e agora penamos todos por tal omissão fatal. O passado persegue-o e não há meio de o sacudir, nem sequer em Barcouço. 

O quarto é uma fantasia: os media e redes sociais estão a fazer o "jogo da reacção"  e não vituperam de modo efectivo esta perigosíssima  extrema-direita como é público e notório nos casos por aqui elencados: SIC; TVI, RTP e até a CMTV que chega sempre primeiro aonde há desgraças mas ainda não detectou esta. Depois, a TSF, a Lusa, o Público, o Diário de Notícias, a Visão, para mencionar os mais maléficos propagandistas da extrema-direita que funcionam como seus aliados objectivos. Nos países exemplares do professor patafísico não há destas veleidades.

Por último, isto por cá é tudo neo-liberalismo a eito e sem freio, sem alternativas e o que se vê é um pântano lodoso de racismo, sexismo e outros ismos como fassismo. É outro fenómeno"tina" e por isso não há alternativa que não passe pela obra de "aprofundar as virtudes e neutralizar os vícios". Tudo a cargo exclusivo e democrático dos obreiros das ideias do professor patafísico de Barcouço que fundou o CES e vê agora o sonho a afundar-se.   

Ecce homo e o seu pequeno cata-vento progressista de refresco ideológico:



Crónica de costumes judiciários: uma Sombra que alastra

 CM de hoje:




Este caso da EDP encontra-se no Tribunal Constitucional há um ano, escreve o CM e há um risco de prescrição dos crimes indiciados, segundo o MºPº. 
O Tribunal Constitucional tem lá a juíza Canotilho que tem o processo em mãos e decidiu que o efeito do recurso era o de suspender os termos processuais, impedindo qualquer acto útil no mesmo, enquanto não decidir se o assunto merece provimento ou não. 

E qual é o assunto? Saber se é inconstitucional ou não constituir o tal Pinho e outro Barreto como arguidos. O advogado Ricardo Sá Fernandes diz que a tal prescrição não é sua preocupação. Pois não, pois não...

Pinho e o outro são suspeitos de corrupção e por isso o que o processo penal diz é que devem ser constituídos arguidos, até para se defenderem das imputações. Mas os preciosismos jurídicos habituais impediram o efeito e o juiz Rosa ajudou- e de que maneira!- a complicar o que era simples e escorreito. 

Como se escreveu aqui:


Como se conta, no Verão de 2017 um certo Manuel Pinho e outros foram constituídos arguidos pela PJ e o MºPº validou tais decisões, mormente aplicando a medida de coacção menos gravosa: TIR. Tendo o advogado Ricardo Sá Fernandes em acção, suscitou-se logo a questão da validade de tal actuação, perante o JIC, no caso o já célebre Ivo Rosa que deu razão aos protestos da defesa de tais indivíduos.

A decisão foi contestada pelo MºPº e o TRL deu razão ao MºPº, revertendo a decisão do tal juiz Ivo Rosa que assim levou nas trombas jurídicas mais uma vez e já são incontáveis.

Claro que esta decisão do juiz Rosa foi "esmagada" na Relação mas nem assim o assunto morreu. Houve o recurso para o Constitucional que o advogado Sá Fernandes meteu ( interpôs, é assim que se diz, propriamente) porque o causídico não quer saber nada de prescrições. Só de justiça material...enfim.

A Relação de Lisboa disse no caso que está em causa que a competência para analisar as nulidades no inquérito é do MºPº, em primeiro lugar. O JIC  ( Ivo Rosa) atravancou-se nessa competência. 
Veremos se o Constitucional vai dizer que o preceito que autoriza tal acto do MºPº é inconstitucional...porque é disso que se trata e não do teor da decisão da Relação.

Seja como for mesmo que o diga tal não significa a priori que o processo EDP será morto desse modo. A não ser que o decurso do tempo, no Constitucional, assim o determine...e antes do mais a juíza Canotilho deveria ter-se já pronunciado sobre a própria admissibilidade do recurso. Porque recorrer para o Constitucional não é como o Natal, sempre que alguém quiser...

Outra coisa para terminar: se o processo prescrever no Constitucional ( e segundo a notícia só agora, há dias é que o MºPº local apresentou "contra-alegações") o escândalo será de proporção e magnitude dignas da escala da pouca-vergonha. Daquela cujos capachos que por aí andam, na comunicação social, não podem encobrir. 
A EDP não pode ser uma quinta privada incrustada no Estado a que isto chegou. 

Entretanto o juiz Rosa já anunciou que lá para o dia 18 de Fevereiro retoma em mãos próprias o processo...o que augura novas decisões polémicas e portanto um risco acrescido de prescrição. Veremos como irá ser...

Quanto ao segundo aspecto destas sombras negras sobre a Justiça há este artigo no CM de hoje sobre a ministra da Justiça e seu marido agora um pouco recuado e discreto. Mas não estará parado...
O que aqui se escreve só peca por defeito e esta senhora é o maior mistério da Justiça portuguesa. A vários níveis que pelos vistos não há muita gente interessada em descobrir e destapar, nomeadamente quanto ao presente e permanente reflexo de outra Sombra, entretanto literalmente enterrada depois de ter feito inúmeros estragos na democracia à sua maneira.  




sábado, janeiro 30, 2021

Valente, sem papas na língua

 Artigo de Guilherme Valente no Sol de hoje, o discurso que é necessário generalizar: 


Em França o que é aqui denunciado atinge já paroxismo. O filósofo Finkie, na revista Valeurs Actuelles é apresentado como a última vítima do politicamente correcto desta nova esquerda.

Finkielkraut pronunciou-se por escrito sobre o caso de incesto de um "notável" francês da elite de poder ( lembra a Casa Pia, inapelavelmente, embora noutra dimensão) e teve a coragem de sugerir que o caso deveria ser visto para além da simples condenação de preceito, o que aliás também fez inequivocamente. Mas bastou lançar dessa forma uma pequena dúvida para todos lhe cairem em cima, acusando-o de proteger o prevaricador e votando-o ao estado de paria mediático. Tal como a outros...


Na revista fala-se das "cadeias de informação"...e tal lembra o que se passa por cá. Quem se ocupa em denunciar tal estado de coisas é o crítico de tv na sua página no CM. A edição de hoje, no Panóptico:



sexta-feira, janeiro 29, 2021

A democracia sui generis

 Este artigo do jornal O Diabo de hoje mostra um escândalo televisivo que passou sem reparo de maior. Se fosse o Ventura a dizer isto, o komentador teria dito pior do que aqui se escreve...


E no CM de hoje há mais do género de democracia que dantes se chamava de terceiro-mundo e com palco na tv, todos os dias:


E não é só por aqui que esta pouca-vergonha democrata acontece. Em França, a revista Valeurs Actuelles ( direita) desta semana, destaca o assunto na primeira página: 









quarta-feira, janeiro 27, 2021

O estado das artes

 CM de hoje. Primeiro a crónica de FJV sobre a loucura que paira na indústria de cinema da Disney por causa da cultura politicamente correcta de não afrontar, sequer supostamente, minorias rácicas ou animais de estimação. 

Ainda não chegou cá? Vai chegar por via dos Livres e Blocos que andam por aí aos pinotes por causa do Ventura. Os media darão sequência devida, na altura certa, porque tal será ensinado nas madrassas próprias, em aulas de "cidadania" sobre a magnífica escola de Frankfurt. 


Depois a música portuguesa em crise clama por maior audição pública nos rádios. Não poderia estar mais de acordo por alguns motivos. 

Em primeiro lugar a música portuguesa de expressão mais popular está melhor que nunca, em qualidade e quantidade. 

Lembro-me ainda dos anos sessenta, setenta e oitenta e até noventa em que era difícil conseguir arranjar meia dúzia de artistas originais cuja música valesse a pena o esforço de ouvir e continuar a gostar. Por um Paião ou um José Cid apareciam vários Emanueis  do tiroliro e ainda assim era penoso ouvir o pimba em repetição nos rádios dos anos noventa. 

Aos poucos começaram a aparecer músicos e músicas que não deixavam nada a desejar ao que se poderia ouvir de qualidade nos sessenta e setenta ( Filarmónica Fraude, Banda do Casaco, e alguns cantores de protesto, como Zeca Afonso, Sérgio Godinho e Fausto, para além de José Mário Branco e pouco mais, como um Júlio Pereira).

Tornou-se um regalo poder ouvir a Ribeira dos antigos Mini-Pop dos primeiros anos da década de setenta, então modicados em Jáfumega, tal como as melodias algo zapianas dos Trabalhadores do Comércio, com o Tá quietinho senão lebas no fucinho e outras desses gaijos do puorto.

Os discos dos Trovante também se ouviam muito bem no rádio de meados dos oitenta e o surgimento da onda do "rock português" era agradável de surfar. 

Rui Veloso, definitivamente deu as cartas num novo jogo que já não passava pela simples imitação de sons estrangeiros com letras pindéricas e a partir desses longínquos anos oitenta apareceu uma catrefa de bons grupos com bons músicos, eventualmente em consequência do bom nível no ensino da música em Portugal ( a música, tal como as engenharias ou medicina  não se serve apenas com tretas e é preciso praticar e aprender muito mais que paleio oco e nessas disciplinas quem tem unhas toca mesmo viola).

Replicou-se depois em vários artistas  o sucesso merecido de bons grupos como os Clã ou os Ornatos Violeta e outros precocemente desaparecidos como os Filhos do Presidente cujo single procurei até encontrar e poder ouvir em hi-fi decente ( apesar da gravação tecnicamente fraca) Rumba là, passados mais de trinta anos ( o single é de 1982)

Que será feito destes músicos? 




Noutras latitudes o estado das artes musicais parece ter evoluído para plataformas de "streaming", de música a correr no éter e pronta a ser pescada e consumida com novas técnicas inseridas em telemóveis e similares, em formatos evolutivos, alguns já de qualidade digital superior ao cd. 
Ontem o CM sumariava o que já se sabe há semanas: Bob Dylan e Neil Young venderam os direitos de publicação da maior parte das suas obras mestras a tais plataformas.
O caso de Neil Young é tão mais estranho porque o músico sempre recusara a comercialização indirecta da sua música em artefactos publicitários ou de outro género, para além da venda dos discos produzidos.
Pois acabou agora por vender metade do seu catálogo a um fundo de investimento que lhe terá pago mais de 120 milhões de euros. 
Quanto a Bob Dylan, para mim podia ter vendido tudo logo em 1979  porque nada mais do que produziu a seguir me interessou ouvir. O que publicou na dúzia de anos antes disso, chega e sobra. 



terça-feira, janeiro 26, 2021

Discutir a esquerda é discutir o marxismo

 Um dos modos de combate à Esquerda que assentou arraiais político-mediáticos no nosso país é denunciar o grande logro ( "embuste" chegou a dizer Mário Soares sobre o comunismo...) que o marxismo representa. 

O marxismo enquanto teoria geral explicativa de fenómenos que já o ultrapassam mas continuam a enraizar-se na ideologia a que deu origem, carece de denúncia capaz e ao mesmo tempo descomplexada da respectiva essência que os comunistas pretendem ser "científica" ou seja baseada na ciência humanística! 

Esse é desde logo o primeiro logro. Porém, o marxismo vulgarizado como tal tem sido a pedra de toque de todas as esquerdas reunidas à volta da fogueira principal que é da "luta de classes", a dos "trabalhadores contra o capital" ou, na simplicidade de quem vota com a escola primária dos tempos que correm e que vai até ao 12ª ano, dos "pobres" contra os "ricos", sendo estes aqueles que ganham um pouco mais que eles... 

Nessa acepção lata toda a esquerda comunga e vai beber os seus fundamentos. 

O PCP nunca teve dúvidas disso e é com o marxismo que querem ainda transformar o mundo, como seja o Alentejo da actualidade, tornado um deserto árido para tais pretensões quixotescas.  


O Bloco de Esquerda, através do seu diácono dos remédios políticos, Louçã, tornado palrador televisivo por obra e graça de toda a estrutura mediática que comunga igualmente tal ideologia de extensa lata, também acredita naquele poder transformador do mundo vindo do barbudo do séc. XIX. Afinal, o trotskismo foi apenas um dos desenvolvimentos do marxismo. 

Os Livres todos que se arrastam penosamente em épocas eleitorais idem aspas. Os programadores mediáticos bem como os agregadores de notícias avulsas, formados nas escolas que lhes deram instrumentos retóricos básicos e sintéticos de tal ideologia fazem o resto porque a completaram com os saberes atamancados dos neo-marxistas das escolas de Frankfurt e algures, com os seus Chomskis, Marcuses, Luckacs, Sartres, Foucaults e Badious e ainda outros vendedores de banha da cobra ideológica que agora vêm da América depois de terem sido importados de França.

Assim, torna-se estritamente necessário, para mudar algo que não pode ficar na mesma combater tal ideologia perversa e que domina todo o panorama mediático nacional, ao arrepio do que pressente ser outro sentido que as pessoas comum experimentam.

Não adianta elocubrar de modo extenso sobre tal perversidade porque para tal existem centenas ou milhares de livros. 

Importa sim sintetizar o essencial. E para tal dois artigos que me parecem interessantes para tal efeito. 

O primeiro é de Pedro Soares Martinez, um salazarista que continua a escrever no O Diabo e que durante anos foi professor de Direito em Lisboa, que leu Marx na sua complexidade teórica e diz agora assim, na edição de 15.1.2021:


Por outro lado, outra obra de Marx já associado a Engels, importante para o esquerdismo todo junto é o célebre Manifesto do Partido Comunista, de 1848.

Em meia dúzia de pontos tal escrito é desmontado deste modo na revista Marianne, francesa e de pendor esquerizante para o lado mais suave da social-democracia. A edição é de Abril de 2016 e o título diz tudo: Sim, Marx leva ao Gulag!  O mal é que muitos desses esquerdista de pacotilha que pululam pelas redacções nem sabem o que foi o Gulag, apesar da wikipedia...e não sabem porque não querem saber. Afinal o socialismo que pretendem julgam nada ter a ver com tais aberrações. Mas...também não saberão a razão pela qual Marx conduz ao Gulag e é isso que aqui fica explicado, com singeleza:



Os maiores vão ser vacinados...

 Observador, mais uma bacorada do Governo:


Como é possível isto?


Um recado para o esteta que elogia a beleza de matar fascistas

 Esta é para o filho do jornalista Rodrigues que aprendeu a beleza serena de matar fascistas em retórica teatralizada e estúpida como o bestunto que exibe:



PCP: fósseis embalsamados devolvidos ao museu mediático

 CM de hoje:


A coisa é tão notória que até o CM já nem goza com o assunto. As vítimas são as duas "malukas" mais outra "engraçadinha".

Ridendo castigat mores...



Nem Bolsonaro nem Trump! Costa e Temido é que são os campeões da desgraça política...

 Obs 26.1.2021

Costa e Temido geriram tão bem, tão bem a crise sanitária no nosso país que deu nisto, neste êxito retumbante que só tem comparação com o êxito igualmente retumbante e de que se gabaram no ano passado quando houve um dia que nem mortos houve e um indivíduo que agora ajuda na governança desta tragédia, com ar de gato pingado chorou como se o sucesso lhe pertencesse. 

Miséria de país...


Curiosamente os media nacionais calaram-se com o Trump e o Bolsonaro da desgraça diária no covi...enfim é outra desgraça nacional, este sistema político-mediático e que irá pelo cano conjuntamente quando isto falir. Falta pouco.

Copiando um comentário alheio: esta ministra da Saúde anunciou ontem que estamos prontos a expedir doentes para o estrangeiro. 

Sugiro melhor: expeçam-na só a ela mesmo, enquanto é tempo, para um estrangeiro longínquo de quem nem ouçamos falar e ponham a banda sonora da Internacional a fazer-lhe companhia. Poupava-se na desgraça e tudo ficaria bem melhor. 


Prognósticos no fim do jogo e ainda por cima, errados.

 Jornal Económico a denotar uma perspicácia rara na análise político-social, dos "especialistas" consultados ( o "politólogo" Adelino Maltez, o político anti-corrupção Paulo de Morais e o politiqueiro Francisco Costa e Seixas ( sic):



segunda-feira, janeiro 25, 2021

O jacobinismo informativo...

 Daqui, Observador, artigo assinado por Ana Cristina Marques que deve ter aprendido tudo sobre a escola de Frankfurt mas muito pouco sobre direito constitucional básico e na escola secundária deve ter tido o "estudo do meio" que também não servia para tais coisas enquanto não chegou o estudo sobre a "cidadania"...


Então aqui vai, da wiki que é para não ser demasiado académico  e citar directamente a Constituição:


Portanto "órgãos de soberania" são apenas estes. As autarquias, hélas!, não são órgãos de soberania, minha santa! Nem os presidentes das câmaras o são, mesmo que sejam autoridades de protecção civil. 


E como se trata de vacinar os tais "órgãos de soberania" estou mesmo a ver as brigadas de vacinação a percorrer os tribunais todos do país para vacinar os titulares dos órgãos de soberania "tribunais" e que são os juízes de tais tribunais. São quase dois mil...


Enfim, é disto que temos como informação, no Observador...

Oh la la! A França já perdeu o combóio...

Sapo:

 


Aqui há dias a Marianne ( 8 de Janeiro) chamava a atenção para o falhanço da França na administração das vacinas contra os bichos e realçava que tal era uma vergonha na terra de Pasteur. 

Impressionante, o libelo...que só me fez sonhar como seria uma revista destas em Portugal. O que escreveria sobre o governo que temos e os governantes da estirpe de uma Temido ou de um Brandão Rodrigues...


Jacques Julliard termina o escrito com uma obervação que o Observador de cá não seria capaz de fazer: 

"o que é fundamental para este país esquecido da glória do seu passado será, por todos os meios, recomeçar pela educação, quer dizer pela reforma intelectual e moral da França".

Portugal precisa exactamente da mesma coisa mas duvido que mesmo o André Ventura tenha consciência plena disso. Quanto ao presidente eleito, enfim, nem me atrevo a pensar no que pensará do assunto. 



A França descobriu aliás na mesma altura que tem uma elite corrupta e que se coopta entre si para dirigir o país. Na semana seguinte a mesma Marianne referia a um caso singular que envolveu em escândalo o ex-presidente  Olivier Duhamel,  da famigerada escola Sciences Po, uma espécie de ISCTE local. 

O assunto tinha ver com (mais) um escândalo sexual, neste caso de incesto, denunciado por um familiar, aproveitando o articulista para denunciar a rede promíscua e endogâmica entre os dirigentes franceses de tais instituições, as principais empresas do país e determinadas elites políticas. 

Nada que por cá não suceda, no completo segredo e omissão informativa dos media do sistema político-mediático que temos. 


Para explicar melhor o caso a revista L´Express de 14 de Janeiro dava duas páginas concisas ao assunto:


Por algum motivo a França perdeu o combóio...e nós nunca chegamos a qualquer apeadeiro, quanto mais estação!

A ética da Cofina

 O Cm de ontem oferece de borla um pequeno manual da prática jornalística da COFINA e do seu director-geral Octávio Ribeiro a propósito de dois fait-divers: o assunto relativo ao diferendo entre a COFINA e o empresário Mário Ferreira e a questão da investigação criminal do MºPº à violação de segredo de justiça no caso do futebol e-toupeira ou "aquila". 

Começando pela primeira, em duas páginas o jornal de ontem mostra que a guerra com o tal empresário de turismo no Douro e arredores, agora apostado em "investir" na Media Capital e TVI em particular, continua em ritmo acelerado e diário, valendo quase tudo para tirar o presunto das mãos do empresário. 

 À míngua de assuntos mais candentes e enquanto a CMVM não decida a pressão é colocada noutro tabuleiro, ou seja, na honra pessoal do empresário em causa, apodado abertamente de "chico-esperto" pelo director-geral e editorial. 




O que é que isto tem a ver com a Media Capital e o assalto ao capital social através de métodos esconsos em análise na entidade Reguladora? Pouco ou nada, a não ser para dar uma imagem desprimorosa do empresário e obviamente fazer campanha mediática contra o mesmo, sob a capa de notícia sensacional e espalhafatosa. 

A ideia expressa pelo jornal famoso pela sua acuidade estética e preocupação artística,  a começar pelos encartes diários de promoção a prostituição de luxo, passando pelas reportagens fantásticas da repórter Tânia Laranjo, mormente as televisionadas e terminando na qualidade intrínseca dos títulos de capa, sempre de uma objectividade e rigor inultrapassáveis, surge agora em letra de forma: "construção de hotel está em discussão pública e vai alterar simbiose entre paisagem, cultura e tradições durienses".

O que está em jogo, neste caso? A construção de um hotel na zona de Mesão Frio, o qual alegadamente agredirá tal paisagem de modo irreparável. 

Quem conhecer a região percebe que Mesão Frio fica mesmo no começo da região propriamente dita do Douro que merece ser visto desde aí, tendo até um miradouro. Logo a seguir vem a Régua e no meio fica uma Rede que tem um solar que está transformado em hotel e deu para Manuel de Oliveira filmar uma das suas obras mais notáveis. 

Ao longo do percurso na margem direita do Douro por ali acima até S. João da Pesqueira e mais além pode desfrutar-se de uma paisagem única no nosso país e que merece protecção...para poder ser visitada. 

A construção de um hotel com as características apontadas e mostradas na imagem do jornal naquele local não me parece que agrida seja o que for e muito menos a paisagem local onde passavam combóios e havia barracões escurecidos a pez que por aí ficaram décadas a fio, sem que alguém se incomodasse com os danos à paisagem. Isso para além das variadíssimas casas, maisons com janelas tipo fenêtre que por ali há aos magotes por causa da emigração da nossa pobreza dos anos sessenta. 

Uma consulta ao Google maps permite ver isto: 






Qual é de todas estas fotos a que documenta uma maior agressão à paisagem do "Douro vinhateiro"? É fácil de ver...

Talvez por isso a câmara local desse luz verde à iniciativa mas que tem a oposição dos quercus locais. Enfim, uma guerra estranha à Cofina que vem aqui meter bedelho por causa do tal empresário e da guerra privativa que com ele trava por causa do presunto da Media Capital. A Cofina quer o porco inteiro, é o que é, para continuar a fazer o que faz sempre e está à vista. 

O segundo exemplo ético aparece na revista do jornal e tem a ver com uma vindicta pessoalizada na magistrada que ordenou vigilâncias pessoais a dois jornalistas e ainda a bisbilhotice de contas bancárias de um deles, actos entendidos como atentado ao Estado de Direito pelos altos quadros da COFINA que rasgaram as vestes por causa disso em inflamados editoriais para justificarem o cometimento de crimes de violação de segredo de justiça e ainda um estatuto à parte dos demais cidadãos que cometem crimes. 



Para mostrar não se sabe bem o quê e com propósito que só se descortina ser maldoso e de vindicta, o jornalista Fernando Madaíl que assina a peça, foi bisbilhotar a vida privada da magistrada em causa que perseguiu os inocentes jornalistas vítimas da cabala tenebrosa e mostra aos leitores o resultado num retrato psicológico com intuito de julgamento de carácter sumário e com trânsito em julgado: pessoa "obstinada, obsessiva e ambiciosa". 

O resto tresanda a ordinarice de alcoviteiras que protegidas sob o segredo das fontes disseram o que lhes apeteceu e o jornalista reproduziu como verdades psicológicas dignas de análise freudiana. 

O trabalho processual da magistrada em causa pode ser sindicado e vai sê-lo. Este trabalho trabalho jornalístico já não pode ser do mesmo modo e tresanda a ressentimento. Mau conselheiro. 

O esmagamento da extrema-esquerda portuguesa: o batôn esborratou-se!

 A extrema-esquerda nacional, como escrevia VPV em tempos que já lá vão, é isto, agora com mais uns pós de Gramsci no batôn Livre:


Pois bem, na eleição de ontem tal extrema-esquerda foi cilindrada eleitoralmente mas o fenómeno é como se não existisse nos jornais de hoje. Até há extremistas de tal calibre falsificado ( Zinc) que vêem nos resultados de André Ventura uma "derrota". 

O Público, pivot da campanha sistemática de agitação e propaganda contra o CHEGA por motivos ideológicos patrocinados pela SONAE que lhes paga a falência permanente em que se encontram, tem este editorial do seu mentor que qualifica o discurso de Ventura como "intolerante e daninho", sem qualquer referência às suas malukas protegidas, cujo discurso se lhe deve afigurar como sensato, coerente e corajoso, para além de etica e moralmente elevado. Este indivíduo não tem qualquer conserto ideológico no concerto geral da esquerda nacional e só me espanta como é que a SONAE tolera isto:


Quanto à apreciação noticiosa e opiniosa dos resultados, é isto: a "esquerda afoga-se" mas não há explicações para o fenómeno. Deve ter sido o mau tempo e o mar encapelado...embora o naufrágio seja coisa pouca e afinal "não é o fim do mundo", ou seja, ainda não é o fim do mundo deles, como escreve o inenarrável Carvalho, mas o apocalipse ronda por perto. Bastará mais uma bancarrota...


O DN de hoje, um jornal renovado na continuidade de dar alento e sustento ao sistema que há, com alguns inesperados comentadores de ocasião ( Sebastião Bugalho, agora mais institucional na arrogância intelectualizada) mostra ao que anda: contra o Ventura, naturalmente, a nemesis deste tipo de esquerda institucionalizada na roubalheira nacional do costume de sempre. 


Aliás, até mostra o início de tal Estado paradigmático que temos agora e que uma boa parte dos eleitores começa a entender: 


Quanto ao CM é o ridículo de sempre com o sensacionalismo do costume, a fazer jus ao estilo do seu director-geral da outra banda, sempre: Ventura "saca" uns votos à democracia. A ilegitimidade do acto fica bem expresso e a noção de democracia do Octávio também aflora e ontem,  a "noite" da CMTV com um lamentável Eduardo Dâmaso, a mostrar a costela esquerdista ( antigo extremista como são quase todos os de tal geração) de sempre e com os preconceitos do costume, foi uma lástima. 


Quanto á extrema-esquerda portuguesa parece que entre mortos e feridos alguém se há-de safar: no caso o jornalismo de esquerda generalizado que temos e vamos continuar a ter. 

Que eu visse não houve um único indivíduo a komentar ontem nas tv´s algo que fosse de algum modo, já não digo simpático, mas sem ser hostil, abertamente, para com André Ventura.

E isso diz tudo desta porcaria de jornalismo e jornalistas que temos. 


Ivo Rosa, a nulidade da inexistência