segunda-feira, 30 de novembro de 2020

A informação televisiva

 Este postal do corta-fitas coloca o dedo numa ferida pustulenta da democracia que está: a do controlo da informação televisiva por facções partidárias e ideológicas. A agenda dos racismos, feminismos e outros anti-fassismos não precisa de melhor adubo que o destes dois melros aqui identificados e notoriamente do sistema corrente:

É este o jornalismo que viceja actualmente em Portugal: o que garante boa vida aos seus cultores. 

Assim, o actual problema da Media Capital não é apenas o Ferreira dos barcos que aparece como Dr. Ferreira, em comunicados. É principalmente o de ele ter convidado para o barco em que serviu pata negra, o advogado Lacerda e outras figuras próximas do actual poder socialista. Esse é que é o problema. 

Está aqui e é bom não esquecer tal acontecimento deste Verão. Um douro cor de rosa:





Manifesto para uma direita sem vergonha de o ser

 Artigo de Fátima Bonifácio no Público de hoje:


Essa direita assumida como tal deveria responder a este tipo de artigos também no Público de hoje, para dizer a esta ignorante que as inconstitucionalidades derivadas das leis ordinárias diferem dos requisitos para legalização de partidos. 

Se assim não fosse o PCP e o BE seriam inevitavelmente ilegalizados, por serem inconstitucionais, na medida em que o totalitarismo comunista também não se prevê como aceitável pela Constituição e a proclamação teórica e explícita do PCP é absolutamente contrária a tal Constituição apesar de se dizer ainda no texto que vamos a caminho do socialismo. Neste caso, à "sueca" e não à  "gulag" e a doutrina do BE chafurda na mesma água choca do comunismo à moda trotskista. Tais partidos são profundamente anti-democráticos, muito mais que qualquer CHGEGA e no entanto, provavelmente um deles é o partido desta ignorante. 



domingo, 29 de novembro de 2020

Brancos e mulatos...e o racismo em Angola

 No Público de hoje uma assalariada da SONAE, Bárbara Reis, escreve quatro páginas para contar a história de um pobre diplomata português, vindo do regime de Salazar/Caetano e caído em 1975 em Luanda incumbido de arranjar casa para a embaixada futura de Portugal no novo país, depois da entrega operada pelos políticos da época ( Mário Soares e Almeida Santos à cabeça de uns tantos, incluindo o MFA e o PCP e esquerda em geral) ao novo poder do MPLA. 





Para além de tudo o resto, particularmente a foto terrível dos retornados em manifestação desesperada, em que o diplomata relata em diário o que sucedeu entre Junho e Novembro de 1975, na sua azáfama em tentar encontrar a casa e instalações que lhe encomendaram em Lisboa, o dito cujo relata ainda o que pensava em Maio de 1976 sobre o que iria suceder cerca de um ano depois, na mesma Luanda e Angola, com o grupo de Nito Alves, o fraccionista associado a José Van-Dunem, ambos mortos pelo poder de Agostinho Neto. 

Diz que o tal Nito Alves e o seu grupo acreditavam que Angola deveria radicalizar a luta de classes e "identifica o inimigo de classe com os grupos étnicos: os brancos e os mulatos". 

Estamos conversados sobre a conversa de treta sobre racismo dos van-dunems...e também sobre a conversa de treta do jornalista Ferreira Fernandes, no outro dia publicada aqui, sobre os mulatos de Angola. 

E já agora que descobri há pouco, aqui ficam umas páginas da revista Gente, uma precursora das revistas pindéricas que há por aí, como a VIP e a Caras, numa edição de 10 de Junho de 1975, precisamente a altura em que o tal pobre diplomata chegou a Luanda. 

O interesse é mostrar quem era Artur Portela, falecido há dias e com obituário aqui:




Sobre o mesmo Ferreira Fernandes, agora também assalariado da SONAE, fica a crónica de hoje no mesmo Público. 

Acha que se deve falar de Maradona, o futebolista, apenas no plano mitológico. E quem quiser dar o retrato de corpo inteiro, humano e de carne o osso, na hora da sua morte,  ficará mal e porcamente porque o moralista que condena moralismos aos outros acha que é assim que se deve dizer:


Provavelmente, se fosse rebuscar os vários "submarinos" que tenho por aqui guardados em antigos Tal&Qual, com retratos aprimorados de qualidades humanas em visados, ficaria um pouco mais à mostra a careca de quem se embuçava nos SUV´s...

PCP, o museu do comunismo em Portugal

 O XXI Congresso do PCP, segundo imagem da SIC:


As ideias do PCP sobre o comunismo e o capitalismo não se alteraram substancialmente nas últimas décadas. 

Sobre tal assunto o discurso de 1974 continua a ser válido em 2020, praticamente à vírgula. Será nessas ideias que estas pessoas acima mostradas acreditam a sério? 

Duvido. Teoricamente o PCP continua a ser o que sempre foi: um partido com tendência totalitária e que acredita piamente no marxismo-leninismo e figuras de referência. Será nessas figuras que as pessoas acima mostradas se revêem? Duvido outra vez.

Não obstante o PCP precisa de um credo, de uma acreditação ideológica e onde a iria buscar senão ás fontes da doutrina marxista-leninista? Esta capa tem três anos, mas poderia ter trinta anos ou trinta dias que seria igual.


A retórica comunista há dois anos ainda era esta e continua igual: a essência do fascismo é o capitalismo, do "capital e dos grandes agrários", como escreviam em 1974 e continuam a escrever hoje como se o mundo tivesse congelado na História que inventaram para o explicarem. O PCP é por isso um museu. 


A estética realista é impressionante mas de concreto e com a máxima expressão popular produziu disto, sem capacidade para mais que isto, mostrado numa foto surripiada da internet: o carro popular na Alemanha de Leste era o Trabant. O carro que as elites do partido conduziam eram Volvos e tal se mostra no verdadeiro museu que há em Berlim, junto ao antigo Reichstag.


O comunismo não foi capaz de produzir melhor que isto, na Alemanha. O máximo refinamento tecnológico e estético que a Alemanha comunista produziu foi este carro tosco que agora até é procurado por isso mesmo, como símbolo e artefacto bizarro, de museu.

As imagens que seguem são tiradas da última edição da revista Monocle. Mostram o que é a fábrica de carros Audi, na mesma Alemanha e que funciona com pessoas da mesma estirpe que as que produziram os acima mostrados carros populares. 





O  comunismo e a sua inerente organização produtiva e tecnológica seria absolutamente incapaz de gerar, produzir, até conceber uma coisa destas e por um motivo prosaico: mesmo que lhes mostrassem as potencialidades decidiriam sempre que não precisavam daquilo. 

O PCP está para a democracia portuguesa como o trabant alemão: tosco e sem préstimo a não ser como modelo de museu, artefacto ideológico procurado por saudosistas ou apreciadores de velharias. Como o líder Jerónimo e os apaniguados ideológicos que ali acima aparecem sentados. 

sábado, 28 de novembro de 2020

G. Valente ou a arte de matar racistas

Artigo de Guilherme Valente no Sol de hoje, sem peias ( apenas uma: negro é o antónimo de alvo, claro e não de branco, no contexto semântico em causa).


 E uma conclusão fatal que o Ministério Público, sempre que entender organizar inquéritos para averiguar racismos proclamados tem que ponderar: " o seu [do Mamadou] activismo tem que ser enfrentado. Tem de ser travado intelectual, política e moralmente. E, se for caso disso, pela firme aplicação das leis."

É assim que se deve dizer, aos mamadus do BE e quejandos.

A fronda contra o CHEGA e a aclamação do PCP

 Contra o Chega, o sistema mediático instituído revira-se em invectivas e tentativas de esconjurar o fassismo e a extrema-direita e o diabo a quatro. 

Um dos órgãos mais representativos de tal sistema mediático é a revista Visão, do grupo Trust in News, Unipessoal, Lda, gerida pelo melífluo Luís Delgado a quem deve ter saído a sorte grande para se meter em tão altas cavalarias financeiras. Provavelmente a empresa dá prejuízo e sobrevive à custa do habitual no mundo dos negócios paralelos à transparência: empréstimos bancários e acumulação de prejuízos até ao estouro falimentar. 

Com o Público passa-se exactamente a mesma coisa, com uma pequena diferença de vulto: os prejuízos acumulados e em crescendo são sempre cobertos pelas imparidades dos lucros da SONAE que sustenta esta espécie de pizzo ao esquerdismo mediático vigente em Portugal. 

O CHEGA é o terror desta gente e basta ver as perguntas que a "publisher" Mafalda Anjos faz ao professor de direito Jorge Bacelar Gouveia ( que tem alguns esqueletos no armário da transparência para esconder, por causa de pedras preciosas, problema grave que só não tem maior relevo por causa desse tal Sistema mediático) e por isso Sistematiza assim o problema:











A conclusão do constitucionalista ( seja lá isso o que for...) é que talvez ainda não tenha chegado o tempo de parar o CHEGA por via institucional. O tipo não é parvo, mas o desejo latente transparece demasiado...e nem sequer verificou o que A.Ventura disse sobre Paulo Pedroso na entrevista. Não foi o que o "constitucionalista" aceita na pergunta implícita, mas outra coisa bem mais grave: o sistema da época, incluindo o actual primeiro-ministro, movimentou-se para safar o político Paulo Pedroso das agruras do processo criminal. E tal atingiu o STJ, onde este "constitucionalista" quer entrar, apesar do piqueno problema dos diamantes ainda em bruto. É essa a questão que A. Ventura levantou claramente e que o "constitucionalista" contorna como esperto que é. E nem se chama francisco. Chama-se Jorge e ses amis querem vê-lo a decidir questões supremas. Como esta, eventualmente. E provavelmente irão conseguir, porque dominam o Sistema que A. Ventura percebe bem o que é. E por isso são inimigos. 

O senso comum, porém, passa por outro lado, ao lado deste Bacelar Gouveia. Passa por aqui, nesta crónica do Sol de hoje, por exemplo em que chama estúpidos a estes indivíduos retratados:


Em contraste com esta fronda mediática contra o CHEGA em que se procura tudo para deslegitimar tal força política,  aparece a aclamação do PCP .
O Público de hoje dá-lhe três páginas encomiásticas das quais se mostram estas duas:  




O "vírus da Pide" é a semântica escolhida para mascarar o escândalo do congresso em plena crise sanitária e de confinamento obrigatório ao fim de semana para todos os portugueses, menos para os comunistas. A insustentabilidade da opção é reafirmada pelo cunhador da expressão fassismo, por causa da pronúncia de dentes raros, Domingos Abrantes de sua graça. 
Este Domingos Abrantes, um fóssil ideológico do comunismo mais atroz e insuportável de um totalitarismo que nenhum CHEGA alguma  vez atingirá na confusão ideológica em que viceja, pode dizer o que quiser e propagandear o que bem entender a propósito do comunismo. Está com o constitucionalismo garantido nessa propaganda ideológica e totalitária, causadora de milhões e milhões de mortos que varrem sempre para debaixo do tapete da sua História. Os outros, os do fassismo, esses são mostrados como prova da superioridade moral do comunismo.

Abrantes chegou a Portugal, dias depois do 25 de Abril de 1974, vindo do mesmo sítio, ainda hoje secreto oficialmente, onde se encontrava o capo dos capi comunistas da época, Álvaro Cunhal. 
Aqui a foto é do dia do regresso dos antifassistas originários. A mulher é esposa do antifassista em segundo plano ( Século Ilustrado de 4.5.1974):



A bandeira nacional saudava o regresso de dois dos mais fanáticos comunistas do tempo dos sovietes e estalinistas convictos. 

É este indivíduo que aparece acima retratado. Um indivíduo que sufragou isto ( foto tirada da net) que é aceite normalmente na democracia portuguesa como perfeitamente possível e constitucional. O comunismo soviético, estalinista e posterior não tem o mesmo tratamento constitucional que o fascismo verdadeiro, talvez porque a Constituição vem de 1976 e as sucessivas revisões apanharam o PCP em onda já semi-clandestina nas ideias expressas publicamente mas seguras nas suas publicações.
As ideias do PCP não se alteraram um milímetro daquelas que eram defendidas por estes indivíduos já mortos e enterrados fisicamente mas bem vivos no O Militante e Avante. Basta ler tais publicações: 



Porém, enquanto o comunismo estalinismo e totalitário é aceite pacifica e constitucionalmente pelos baleares gouveias de todos os quadrantes como se fossem diamantes lapidados e correntes,  isto é anátema social, político e em Portugal até constitucional. Quem se afirmar simpatizante destes indivíduos será processado e sujeito a penas criminais. 
Aliás, ai de quem fizer este gesto em público, mesmo a brincar...


Por isso é que podemos ler estas enormidades de um tal Pedro Tadeu e outros que tais, no DN de hoje: o comunismo é coisa do tempo que corre, perfeitamente normal. 
O fassismo, mesmo o simulado por este comunismo é coisa para se obliterar social e politicamente. 


Assim, esta caricatura desenhada no CM do passado dia 15.11.2020:


Porque é que isto acontece, em Portugal? Numa imagem, de caricatura de João Abel Manta do tempo do PREC, aqui fica uma explicação sumária: substituíram o poder que estava por outro, cujas semelhanças são flagrantes. 
De há 46 anos a esta parte que andamos nisto...




Por outro lado e de modo ainda mais perturbador quem manda ideologicamente no panorama mediático nacional são estes e os seus herdeiros, aqui numa imagem da Vida Mundial de 1975:



 Portugal ainda não abandonou este paradigma...o que nos coloca sei lá, numa posição bizarra perante a Europa civilizada. Talvez por isso estejamos na cauda dessa mesma Europa, com três bancarrotas à ilharga e uma quarta a anunciar-se, sempre orientadas pelos mesmos: os esquerdistas que temos. 
Os que não querem que o CHEGA exista, sequer, quando mais manifestar-se.

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

A informação televisiva da actualidade: a sensação acima de tudo!

 Página de revista do CM de hoje, com entrevista a "um dos rostos da informação do canal do Correio da Manhã": 


Segundo se lê, a Janete tem orgulho do trabalho em equipa, da CMTV, de norte a sul do país porque "os números falam por si: 46 meses a vencer no cabo".

O que quer dizer isto? Basta espreitar a CMTV de vez em quando e apreciar este "orgulho" em expansão. 

Há uma rubrica recorrente que é mais ou menos a da "CMTV dá primeiro", ou seja, qualquer acontecimento nacional susceptível de concitar curiosidade do voyeur televisivo é "coberto" pela equipa de norte a sul. 

Um acidente rodoviário, com vítimas mortais é notícia em directo e poucos minutos depois de acontecer, porque a equipa tem eventuais informadores no seio das instituições ( polícias, inems e outras) e a rede funcional telefona e o repórter local, mesmo que esteja já de cama, veste-se à pressa para estar lá "primeiro", em directo. E está que a sensação de ser primeiro é mais forte que o descanso necessário.

 É sempre uma sensação que o director-geral Octávio Ribeiro, da "outra banda" , deve repenicar todas as vezes que fala para a "equipa". 

Qual o critério editorial de base? Simples: tudo o que seja sensacional e alimente a curiosidade mórbida de espectadores comprometidos desse modo. Quanto mais mórbido, melhor. Há uns meses largos estiveram os repórteres da "CMTV primeiro" ao largo de uma casa longos minutos a mostrar a fachada onde nada se passava e nada se passou porque nem sequer estava alguém em casa...

O resto vê-se nas audiências: até agora e durante 46 meses a receita funcionou sempre a contento e em equipa que ganha não se mexe. 

Provavelmente será esta receita que se irá replicar na TVI se o pata negra lhes cair nas mãos, tirado ao outro, o Ferreira que vai desempochar uma pequena fortuna para assegurar que ninguém lho tira.   

Para isso já anda a desbastar o couro ao reco: 



Contas para o Observatório da prognose póstuma da violência doméstica

 CM de hoje, um relato de um caso fatal sem "queixas de violência" anteriores. Lá se vão as teorias sociológicas, elaboradas a preceito no Observatório póstumo que existe por aí: 


Notícias avulsas: 



Tal como no caso do "covid" há sempre teóricos à solta prontos a assustar toda a gente com teorias erradas sobre os fenómenos. Enfim.

Mata-Bicho do costume

 Agora, em vez de ler e ouvir o que os especialistas oficiais têm para dizer sobre o "covi", mormente um tal Carmo Gomes, prefiro ler o que se escreve aqui. É bem mais sensato...





quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Cofina e Mário Ferreira: pata negra em leilão!

 Visão: 



Notícia do CM de 27.11.2020: o pata negra continua em boas mãos...que vão ter de abrir os cordões à bolsa, sendo um rombo no pecúlio amealhado com a venda dos barcos aos americanos.

Potém, é essa a única oportunidade de Paulo Fernandes, o pretendente, o apanhar. Veremos...